quinta-feira, abril 12, 2007

Miscelânea Criacionista: a árvore da vida.

No século XVIII, Lineu criou um sistema hierárquico para classificar os seres vivos. Teve tanto sucesso que ainda hoje é usado. Agrupa espécies mais parecidas em géneros, os géneros mais semelhantes em famílias, as famílias em ordens, ordens em classes, e assim por diante. O sucesso deste sistema é revelador porque, em geral, não é possível classificar coisas desta forma.

Por exemplo, não conseguimos criar um sistema destes para os objectos que encontramos em casa. Podemos agrupar objectos semelhantes, o equivalente à espécie de Lineu. Facas, colheres de pau, cadeiras, e assim. Mas os outros níveis da taxonomia são um problema. Cada característica que se escolha dá um agrupamento diferente. Se é por material ficam as colheres de pau com as cadeiras. Se é por peso fica a torradeira com os pratos. Se é por usar electricidade fica o candeeiro com o frigorífico. Conseguimos agrupar estes objectos só num nível, mas a forma como as características se distribuem por todos os objectos não permite uma classificação hierárquica. E isto é verdade para todos os objectos que sabemos ser fruto de criação independente, deliberada e inteligente. Carros, ferramentas, edifícios, etc.

Noutros casos é o oposto. Numa família parentes mais próximos partilham mais características que parentes afastados. A língua Portuguesa pode ser agrupada com o Galego, com outras línguas da península Ibérica, línguas derivadas do Latim, e assim por diante. Tudo o que provém da diferenciação gradual de um antepassado comum pode ser agrupado num sistema hierárquico que é evidente pela distribuição de características pelos vários elementos. Qualquer punhado de palavras ou elementos gramaticais vai mostrar que o Português é mais próximo do Francês que do Tibetano. Nestes casos os grupos estão claramente aninhados dentro de grupos do nível superior.

Passa-se o mesmo com os seres vivos, e o que Lineu descobriu é ainda mais evidente com os genes. Por si só isto já refuta o criacionismo. O criacionismo propõe uma criação inteligente e independente para os seres vivos, como os talheres e a torradeira. Mas é inconcebível que milhões de espécies criadas desta forma se agrupem exactamente como se descendessem de um ancestral comum. É de rejeitar que as línguas Europeias tenham sido criadas cada uma de acordo com o seu tipo, sem um passado comum. Dezenas de línguas nunca teriam estas relações entre si por mero acaso. Imaginem o mesmo problema com milhões de espécies em vez de dezenas de línguas e têm uma ideia de como a hipótese criacionista é ridícula.

Para mais informação, ver:
Douglas Theobald, 2004, 29+ Evidences for Macroevolution, Part 1: The Unique Universal Phylogenetic Tree.

23 comentários:

  1. Ludwig,
    já ouviu falar em "taparware"?

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  2. Proteínas revelam semelhanças entre aves e dinossauros

    http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1291025&idCanal=35

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  3. Obrigado pelo link dos dinossauros. Os criacionistas dizem que o facto de haver proteinas nos ossos prova o diluvio e tudo o resto, mas esses estão sempre contra, quer pela evidência que dizem que não há quer pela que admitem que há.

    Kota:

    Sim. Os taparwares servem para levar as fêveras, a selada, e até os fórfos, não vá alguém espilrar para cima deles.

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  4. Inclusivamente há quem lá guarde shampôm.

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  5. Resultado, tudo encaixa perfeitamente.

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  6. Mário Miguel13/04/07, 13:20

    Olá Ludwig,

    Ops! O último anónimo era eu: Mário Miguel

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  7. Mário Miguel13/04/07, 17:08

    O Islão: reparar na argumentação brilhante do "senhor"...

    Islão

    ou se não der ir aqui

    Islão

    Ainda há Senhoras com "eles" no sítio!

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  8. Pois, talvez por serem tão feios, tem medo que as mulheres os larguem ao darem de cara com homens normais.

    E giro o tipo dizer que as mulheres
    não devem andar destapadas, pois os estudiosos o disseram, ou seja não argumenta, baseando-se unicamente na Autoridade.

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  9. leprechaun21/04/07, 03:31

    Hummm... embora esta questão do evolucionismo vs. criacionismo tenha um interesse muito limitado, em minha opinião, não há de facto refutação nenhuma desse conceito algo forçado da criação inteligente e independente para os seres vivos.

    Ou melhor, a questão até tem a ver um pouco com isso que escrevi atrás, acerca do bólide de inspiração divina! Ou ainda, que fiat divino é esse?! Será algo como o coelho que o mágico tira da cartola?!

    Aliás, hoje em dia não faz muito sentido continuar a discutir o primitivo criacionismo, já que o ID é uma teoria bem mais completa e racional, afinal. E com ela não vejo dificuldade em aceitar o tal ancestral comum, ainda que apenas como um Ideal, à boa maneira platónica por assim dizer.

    Bem, isto não está tão claro quanto eu gostaria, mas o tema também não merece muito mais, p'ra que digamos... ;)

    É, em certa medida, uma falsa questão esta, que só tem relevância pela possibilidade de ambas as teorias - a científica e a de inspiração religiosa - poderem ser ou não ensinadas nas escolas laicas ou incluídas nos manuais oficiais. O que não me parece suceder em nenhum país, pelo menos no mundo ocidental.

    Já agora, gostaria muito de saber se no Islão há também algo assim tipo ID, já que o Islamismo tradicional até parece estar num estado bem mais medieval do que o actual Cristianismo!

    Em suma, tudo tem uma criação inteligente, sim! Mas não tem de ser independente, tipo "milagre" sobrenatural ou algo assim. Simplesmente uma consciência primordial tudo guia e sintoniza... e o uno se multiplica em mil níveis desde a raiz à folha lisa! :)

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  10. Caro Leprechaun,

    Sim, há criacionismo islâmico. Pode ver um resumo aqui:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Islamic_creationism

    Quanto ao ID, o problema principal é que não é sequer uma teoria. Não há nada nesse movimento político e ideológico que inclua um conjunto concreto de hipóteses explicativas. Nem sequer um critério claro para definir inteligência. Dembsky propôs algo tão vago -- «the power and facility to choose between options» -- que pode bem incluir a selecção natural.

    Em suma, o ID é uma ideologia mais politica e religiosa que qualquer outra coisa. E cientificamente não tem nada. O ID nunca propôs uma previsão diferente das da teoria da evolução.

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  11. Vale a pena ler o livro “Dismantling the Big Bang, God’s Universe Rediscovered”, dos astrofísicos criacionistas Alex Williams e John Harnett. O mesmo encontra-se disponível na amazon.com.

    Partindo de um ponto de vista cristão, que aceita a autoridade factual da Bíblia, os autores começam por rejeitar o compromisso naturalista com que muitos confundem a ciência. Na verdade, se se partir de premissas naturalistas a evolução cósmica e aleatória do Universo e da Vida tem que ser verdade mesmo sem, contra e em vez da investigação científica. Sucede que as observações científicas se encarregam sistematicamente de afirmar que as premissas naturalistas não conseguem dar conta da extrema sintonia do Universo e complexidade da Vida. Os recentes artigos em revistas científicas insuspeitas que vieram demonstrar que os Neandertais eram verdadeiros seres humanos, que a Lucy era uma macaca (ambos dos Proceedings of the National Academy of Sciences) e que as “penas” dos dinossauros eram fibras de colagénio (Proceedings of the Academy of Sciences –B), são apenas alguns dos muitos exemplos que atestam essa mesma realidade.

    O naturalismo nada tem de científico nem é necessário ao conhecimento científico. O naturalismo é uma ideologia que vive, de forma parasitária, à custa da ciência. O naturalismo é a ideologia oficial das escolas públicas nacionais e deve ser denunciado como tal. Naturalismo à parte, as observações científicas apontam claramente para um Universo criado de forma inteligente. Por exemplo, Andreas Reichenbach, juntamente com outros cientistas alemães do Paul-Flechsig-Institute of Brain Research, da Universidade de Leipzig, acabam de demonstrar que a retina, longe de ser um exemplo de mau design, como erradamente se tem sustentado, é mais complexa do que se pensava. A mesma dispõe de uma sofisticada rede de fibras ópticas de elevada performance, que canaliza a luz através dos 400 000 fotoreceptores por ml^2, sem qualquer perda. É claro que isto pode ser visto como mais uma evidência de design inteligente na Natureza. É exactamente o que seria de esperar se a Natureza tivesse sido o produto de design inteligente. É claro que os autores da investigação, como estão impedidos pelas premissas naturalistas de atribuir o design na natureza a Deus, tiveram que concluir, de forma tudo menos lógica, com as palavras de Reichenbach: “a Natureza é tão inteligente!” O trabalho foi publicado na edição de 30 de Abril do Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Como se vê, não é a falta de evidência que leva os cientistas a negar evidência de design na natureza. Essa negação do óbvio é ideologicamente imposta.


    O Ludwig compreendeu perfeitamente isso e nega que a ciência tenha que ter um compromisso a priori com o naturalismo. O Ludwig compreendeu que dizer que ciência é naturalismo é uma afirmação ideológica, o que só dá razão aos criacionistas quando dizem que a evolução é essencialmente o resultado de uma ideologia. Ele acredita na objectividade da ciência, como o faziam, ingenuamente, os cientistas do século XIX. Ora se assim é, porque é que o Ludwig não tira as devidas consequências dos fiascos evolutivos dos Neandertais, da Lucy ou das “penas” de dinossauro? Do mesmo modo, porque é que não tira as devidas ilações dos fiascos evolutivos dos embriões de Haeckel, dos órgãos vestigiais, do junk-DNA, do Archaeopteryx, do Archaeoraptor, etc. Porque é que não tira as devidas consequências da descoberta de proteínas e tecidos moles em ossos de dinossauros alegadamente com 65 milhões de anos? Porque é que não tira consequências da inexistência de uma explicação naturalista convincente para a origem do Universo, das galáxias, das estrelas, do sistema solar, da Lua, da Terra, dos oceanos, do DNA, dos sexos, da linguagem, das diferentes línguas, das diferentes raças, etc.? Porque é que não tira consequências do facto de nem as mutações nem a selecção natural criarem genes codificadores de estruturas e funções totalmente inovadoras e mais complexas? Pelos vistos, apesar de o Ludwig negar qualquer compromisso com o naturalismo, nem estas nem outras evidências são suficientes para por em causa o paradigma evolutivo em que acredita. Mas voltemos ao livro em análise.

    Os autores concentram a sua atenção na teoria do Big Bang, cuja prevalência entendem ser mais o resultado da ausência de alternativas naturalistas melhores do que dos seus méritos intrínsecos. Com efeito, eles apontam para o facto de que mesmo Stephen Hawking reconhece que a mesma não consegue explicar mais do que o surgimento de uma nuvem de gás, deixando por explicar o surgimento de galáxias, estrelas e demais corpos celestes. Assim, os autores sustentam que existem basicamente quatro razões fundamentais para que se rejeite a teoria do Big Bang, a saber: 1) não funciona; 2) não dispõe de um mecanismo credível, 3) a evolução química da vida é claramente refutada pela observação, 4) a ciência não consegue avançar com uma explicação cabal sobre a questão das origens.

    Assim se compreende a afirmação de Joseph Silk, professor da Universidade de Oxford, no seu livro The Big Bang, 2001, p. 195, quando afirma: “Many aspects of the evolution of galaxies cannot yet be determined with any certainty.” Mas já antes dele se podia ler em Charles Lada and Frank Shu (ambos astrónomos), “The Formation of Sunlike Stars,” Science, 1990, p. 572. “Despite numerous efforts, we have yet to directly observe the process of stellar formation…. The origin of stars represents one of the fundamental unsolved problems of contemporary astrophysics.” As coisas não mudaram desde então. Antes tudo indica que a consciência das dificuldades é cada vez maior.








    Não admira, pois, que os autores partem do princípio de que só uma ciência baseada no princípio bíblico da criação é que funciona.


    Para demonstrarem as suas afirmações os autores procedem a uma comparação do Big Bang com outras cosmologias alternativas, o que lhes permite tirar uma conclusão surpreendente: as mesmas observações podem ser interpretadas de forma completamente diferente, mesmo dentro das leis da física. Com efeito, uma avaliação comparada das cosmologias do Big Bang, o Universo Arpian, de de Halton Arp, o Modelo “Quasi-Steady State, de Bondi, Gold, Burbidge, Nalikar e Hoyle, o Modelo da Relatividade Geral Cosmológica, de Moshe Carmeli, o Meta Modelo de Van Flandern, entre muitas outras que poderiam ser aduzidas, demonstra que, de acordo com os vários modelos, o universo tanto pode estar em expansão, como ser estático. Por seu lado, a gravidade tanto pode ser atractiva, como repulsiva. Do mesmo modo, os quasares tanto podem estar longe, como podem estar perto.

    A isto acresce que a radiação cósmica de fundo tanto pode ser evidência do Big Bang, como o resultado da termalização da luz estelar. Além disso, o universo tanto pode consistir largamente de “matéria negra”, como também pode integrar apenas a matéria observável. Ele pode ser igual ao que vemos em todo o lado, ou o que vemos pode estar rodeado de espaço “vazio”. Que isto é assim, pode ser confirmado por qualquer pessoa que se dê ao trabalho de cotejar as conclusões dos proponentes desses modelos. Estas possibilidades, que diferem uma das outras em escalas colossais, demonstram que a ignorância dos cientistas acerca do universo, a despeito das suas observações, é muito maior do que o seu conhecimento. Daí que as suas afirmações devam ser encaradas com o maior cepticismo, principalmente quando pretendem fazer juízos definitivos sobre a “natureza das coisas”.

    Os autores apontam para a viragem paradigmática que representou o livro Star Light and Time, do físico norte-americano Russell Humphreys, em meados dos anos noventa do século XX, na medida em que, com base num modelo de expansão do Universo mediante “buracos brancos”, apoiado numa concepção galactocêntrica e na noção de dilação gravitacional de tempo, consistentes quer com as observações empíricas quer com a teoria da relatividade geral, é possível criar um modelo interpretativo e preditivo inteiramente consistente com o relato do Génesis. Baseado neste modelo Russell Humphreys foi bem sucedido nas previsões que fez sobre os campos magnéticos planetários. Mesmo que o modelo de Humphreys ainda necessite de aperfeiçoamentos, sendo alguns propostos pelos autores deste livro, a verdade é que ele permite avançar na edificação de cosmologias criacionistas.

    Uma leitura deste livro deita por terra a ideia de que os astrofísicos provaram que o relato do Génesis está errado. À semelhança do que sucede noutras disciplinas, as afirmações naturalistas são sistematicamente desmentidas pelos factos, corroborando inteiramente o relato bíblico da criação. Sendo esta uma verdade inconveniente, mas irrefutável, a estratégia de muitos intelectuais consiste apenas em tentarem silenciá-la, impedindo que informação chegue ao conhecimento das pessoas. Isso tem sido visível em muitos quadrantes, mas também entre nós.

    Para concluir, podemos citar o reconhecimento, por parte do já citado Joseph Silk, The Big Bang, 2001, p. xv., de que o naturalismo não tem verdadeiramente um princípio sólido. Nas suas palavras, “It is only fair to say that we still have a theory without a beginning.” Diferentemente, o relato do Génesis afirma: “No princípio criou Deus os céus e a Terra. E disse Deus: haja luz! E houve luz”. Nesse texto aprendemos que Deus criou o tempo (no princípio), o espaço (os céus), a matéria (a Terra) e a energia (a luz). E tudo através de design inteligente (e disse Deus). Nos relatos seguintes, compreendemos a racionalidade da criação e o modo como toda ela sofreu as consequências do pecado. Enquanto os naturalistas constroem uma visão do mundo sem um princípio, retirando qualquer apoio sólido aos raciocínios subsequentes, a Bíblia convida-nos a construirmos a nossa visão do Universo, da Vida e do Homem com base no Criador.

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  12. É interessante notar que Carolus Linneaus era um criacionista tendo sido inspirado no seu trabalho taxonómico pela ideia de que Deus criou as espécies vegetais, animais e humana de maneira diferenciada. A genética tem comprovado Linneaus e não Darwin, mostrando que existem limites claros à variabilidade genética. É bom ver reconhecido o mérito de cientistas criacionistas.

    Linneaus demonstra que não é necessário ser naturalista para ser um grande cientista. Na verdade, verificamos que os seres se reproduzem de acordo com a sua espécie, exactamente como a Bíblia ensina. Por outro lado, a lei da biogénese confirma a ideia que a vida só pode ter vindo da vida e nunca de químicos inorgânicos. Só um Deus, vivo e inteligente, pode ser o autor da vida.
    Até aqui nenhuma observação científica permite refutar esta afirmação.

    As variações a que assistimos dentro das várias espécies não criam informação genética complexa e especificada nova, que dê lugar a estruturas e funções inteiramente novas, antes operam a partir de informação genética pré-existente, tendendo a perturbar a normal realização das funções celulares. Quando muito, pode-se observar troca ou recombinação de informação genética pré-existente. A selecção natural e a especiação vão criando subespécies geneticamente mais pobres. As mesmas podem adaptar-se melhor a um determinado meio ambiente, mas perdem a capacidade de sobreviver a uma alteração abrupta das condições ambientais. As mutações, a selecção natural e as extinções não são um mecanismo viável para a evolução das espécies, na medida em que tendem a destruir e eliminar informação.

    Assim, a fé evolucionista resume-se a: “‘Não podemos voltar atrás no tempo e observar a evolução a acontecer, mas embora não tenhamos observado estamos certos de que a evolução aconteceu. Desde logo, porque a nossa ideologia naturalista só admite que a evolução possa ter acontecido. Apenas não sabemos bem como e porquê a evolução aconteceu.”

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  13. "The Earths creation is the glory of God, as seen from the works of nature by man alone.

    The study of nature would reveal the Divine order of God's creation, and it was the naturalists task to construct a 'natural Classification' that would reveal this order in the universe."

    Carolus Linneaus

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  14. Admira-me que alguns se refiram a mim como um perigoso criacionista.
    Devo considerar isso como um elogio?

    Porque é que sou perigoso? Apenas porque contesto a evolução?

    Ou será que é por ter identificado os pontos fracos da teoria evolucionista em todas as disciplinas científicas, mesmo sem ser especialista em nenhuma delas?

    Os verdadeiros cientistas deviam ficar todos satisfeitos quando alguém contesta a sua teoria. Se ela é verdadeira, ela resistirá.

    Não sou um perigoso criacionista.

    Apenas acho que tenho o dever moral de admoestar aqueles que, por uma razão ou outra, aderiram precipitadamente a ideias objectivamente erradas. Mesmo que isso inclua muitos cientistas. Felizmente, não todos.

    Muitos cientistas provavelmente nunca tiveram a oportunidade de se confrontar com criacionistas, porque isso lhes é vedado.

    Em todo o caso, se eu estiver errado, será certamente fácil demonstrá-lo. Não sei porque é que tenho que ser um perigoso criacionista. Isso é certamente uma afirmação ideológica, não científica.

    Vejamos agora um aspecto do post do Ludwig.

    É interessante que o Ludwig fale da relação entre as diferentes línguas para tentar demonstrar a veracidade da evolução.

    Sucede, porém, que a teoria da evolução não conhece a origem da linguagem nem das diferentes línguas.

    Não existe qualquer vestígio de evolução da fala a partir de grunhidos ou latidos animais.

    Existem numerosos mecanismos através dos quais os animais comunicam informação, mas nenhum deles constitui um antecedente evolutivo da linguagem.

    Esta supõe a convergência simultânea de um conjunto irredutivelmente complexo de elementos de software (pensamento abstracto; informação) e hardware anatómico e fisiológico.

    Mesmo o linguista ateu convicto Noam Chomski reconhece que não existe nada, em nenhuma espécie animal, que se aproxime remotamente da linguagem humana.

    As coisas complicam-se, para os modelos evolucionistas, se se pensar que as línguas da antiguidade (v.g. Sânscrito; Latim; Grego) eram estruturalmente muito mais complexas do que as línguas actuais.

    Ou seja, embora adquiram novo vocabulário para dar conta do progresso da sociedade, as línguas encontram-se, também elas, num processo de entropia.

    Exactamente como sucede com os genes e a demais natureza.

    Pelo contrário, as diferentes línguas e as diferentes raças corroboram que há algumas línguas bases, estruturalmente diferentes entre si, das quais todas as línguas descendem, exactamente como Génesis narra a propósito de Babel e da dispersão subsequente.

    A evidência mostra que todas as línguas e dialectos actualmente existentes constituem subespécies de cerca de vinte línguas básicas, desprovidas de uma língua ancestral comum.

    As diferentes línguas corroboram o relato bíblico do Génesis.

    Foi Deus, o Verbo (Palavra), o originador da “gramática universal” (Noam Chomski) comum a todas as línguas e incorporada na informação genética constitutiva do cérebro humano.

    Deus é Palavra. Ele criou-nos à sua imagem e semelhança. Daí a nossa capacidade de pensamento abstracto e comunicação linguística.

    Provavelmente, aqueles que passam as suas vidas a tentar fugir de Deus acharão que estas ideias são perigosas.

    Jesus Cristo afirmou que a Sua Palavra é a Verdade.


    Trata-se, sem dúvida, ontem como hoje, de uma verdade inconveniente.

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  15. Realmente o post do Ludwig não faz sentido. Existe variação nos cães, mas continuam a ser cães. Existe variação nos felinos, mas continuam a ser felinos. Existe variação nos macacos, mas continuam a ser macacos. Existe variação nos seres humanos, mas continuam a ser seres humanos.

    Isso podemos todos ver. A evolução de uns para outros, essa ninguém viu.

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  16. Uma avaliação da literatura relevante, incluindo os mais recentes artigos dos Proceedings of the National Academy of Sciences sobre Neandertais e Lucy, permitem concluir que os macacos são sempre macacos, e os seres humanos são sempre seres humanos.

    Ou seja, a evolução só existe na cabeça dos evolucionistas.


    Australopithecus afarensis (“Lucy”): macaco extinto

    Australopithecus africanus: macaco extinto

    Australopithecus boisei: macaco extinto

    Australopithecus robustus: macaco extinto

    Pan troglodytes e Pan paniscus: macaco vivo (chimpanzé)

    Gorilla gorilla e Gorilla beringei: macaco vivo (gorila)

    Pongo pygmaeus and Pongo abelii:macaco vivo ( orangutango)

    Ramapithecus: macaco extingo (orangotango)

    Homo habilis (falsa categoria, misturando fósseis de macaco e ser humano)

    Homo floresiensis: humano (anão)

    Homo ergaster: humano

    Homo erectus (e.g., “Homem de Pequim” e “Homem de Java”): humano

    Homo neanderthalensis (Neandertais): ser humano

    Homo sapiens Arcaico: humano

    Homo sapiens Moderno: humano

    Ainda hoje existem vários tipos de seres humanos (v.g. Zulus, Aborígenes, Pigmeus), mas são sempre seres humanos.

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  17. É interessante notar que os evolucionistas também acreditam em milagres (v.g. origem do Universo a partir do nada; origem da vida a partir de químicos inorgânicos; origem de informação genética a partir de mutações e selecção natural).

    Na verdade, os milagres dos evolucionistas são muito mais fantásticos, improváveis e contra-natura do que os milagres relatados na Bíblia.

    Os criacionistas acham que Deus faz milagres.

    Os evolucionistas acham que o tempo e o acaso fazem milagres.

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  18. Investigações recentes vieram confirmar aquilo que os criacionistas há muito diziam:
    o DNA não é "junk", como os evolucionistas sustentavam. Ele é inteiramente funcional.

    Na sua compreensão distorcida pelo modelo evolucionista, os evolucionistas sustentavam que o DNA era maioritariamente composto por "lixo", resultante do processo evolutivo.

    Diferentemente, os criacionistas, como acreditavam ter sido o DNA criado por Deus, sustentavam que ele seria inteiramente funcional.

    Mais uma vez se mostra que 1) o modelo criacionista permite fazer previsões científicas e 2) que essas previsões podem ser objectivamente confirmadas.

    Na verdade, os estudos mais recentes, amplamente divulgados pela imprensa nacional e internacional, demonstram que o DNA é um sistema operativo cuja complexidade relega todo o poder computacional gerado pelo ser humano para o estatuto de simples brincadeira de bebé.

    O DNA é um sistema de armazenamento e processamento de informação esmagadoramente sofisticado.

    Como poderia um softweare tão complexo e com tanta capacidade de armazenamento de informação ter sido o resultado de um processo evolutivo aleatório?

    De onde veio toda essa informação, com todas as instruções para o fabrico de plantas, animais e seres humanos inteiramente funcionais e interdependentes?

    Que diria Darwin se conhecesse a sua complexidade e não estivesse erradamente convencido que as células são mero protoplasma indiferenciado?

    Na verdade, para além de DNA com genes codificadores de proteínas, percebe-se a existência das mais diversas e variadas formas de RNA, com uma complexidade até agora inabarcável.

    Isto levou Tim Hubbard, do Wellcome Trust Sanger Institute, a a afirmar: "The surprising results, transform our view of the genome fabric.”

    Até então entendia-se que a actividade do genoma se "limitava" aos 22 000 genes que fazem proteínas, os blocos funcionais das células, juntamente com outro DNA que controla e regula os genes.

    De acordo com o entendimento tradicional, 97% do genoma era visto como “junk” DNA, na medida em que se entendia que não tinha função.

    Gradualmente, os números foram sendo alterados, à medida que se descobria a função.

    Presentemente, o Dr Hubbard afirma: “We are now seeing the majority of the rest of the genome is active to some extent.”

    A inteira funcionalidade do DNA estava longe de constituir uma previsão evolutiva.

    No entanto, ela era prevista pelos criacionistas e é inteiramente consistente com o modelo criacionista.

    A única coisa verdadeiramente "junk" em todo este processo é a teoria da evolução e as suas previsões.

    Mesmo as alegadas similaridades entre os chimpanzés e os seres humanos baseiam-se num conhecimento do DNA totalmente imaturo e desadequado.

    Como se vê, os criacionistas não têm que negar a ciência para defender a sua posição.

    Antes mobilizam a ciência para demonstrar que só a ideia de uma criação inteligente é compatível com a evidência.

    Não é a falta de evidência que leva os evolucionistas a negarem o Criador. É a apenas a sua ideologia naturalista, por sinal destituída de qualquer fundamento empírico.

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  19. Investigações recentes vieram confirmar aquilo que os criacionistas há muito diziam:
    o DNA não é "junk", como os evolucionistas sustentavam. Ele é inteiramente funcional.

    Na sua compreensão distorcida pelo modelo evolucionista, os evolucionistas sustentavam que o DNA era maioritariamente composto por "lixo", resultante do processo evolutivo.

    Diferentemente, os criacionistas, como acreditavam ter sido o DNA criado por Deus, sustentavam que ele seria inteiramente funcional.

    Mais uma vez se mostra que 1) o modelo criacionista permite fazer previsões científicas e 2) que essas previsões podem ser objectivamente confirmadas.

    Na verdade, os estudos mais recentes, amplamente divulgados pela imprensa nacional e internacional, demonstram que o DNA é um sistema operativo cuja complexidade relega todo o poder computacional gerado pelo ser humano para o estatuto de simples brincadeira de bebé.

    O DNA é um sistema de armazenamento e processamento de informação esmagadoramente sofisticado.

    Como poderia um softweare tão complexo e com tanta capacidade de armazenamento de informação ter sido o resultado de um processo evolutivo aleatório?

    De onde veio toda essa informação, com todas as instruções para o fabrico de plantas, animais e seres humanos inteiramente funcionais e interdependentes?

    Que diria Darwin se conhecesse a sua complexidade e não estivesse erradamente convencido que as células são mero protoplasma indiferenciado?

    Na verdade, para além de DNA com genes codificadores de proteínas, percebe-se a existência das mais diversas e variadas formas de RNA, com uma complexidade até agora inabarcável.

    Isto levou Tim Hubbard, do Wellcome Trust Sanger Institute, a a afirmar: "The surprising results, transform our view of the genome fabric.”

    Até então entendia-se que a actividade do genoma se "limitava" aos 22 000 genes que fazem proteínas, os blocos funcionais das células, juntamente com outro DNA que controla e regula os genes.

    De acordo com o entendimento tradicional, 97% do genoma era visto como “junk” DNA, na medida em que se entendia que não tinha função.

    Gradualmente, os números foram sendo alterados, à medida que se descobria a função.

    Presentemente, o Dr Hubbard afirma: “We are now seeing the majority of the rest of the genome is active to some extent.”

    A inteira funcionalidade do DNA estava longe de constituir uma previsão evolutiva.

    No entanto, ela era prevista pelos criacionistas e é inteiramente consistente com o modelo criacionista.

    A única coisa verdadeiramente "junk" em todo este processo é a teoria da evolução e as suas previsões.

    Mesmo as alegadas similaridades entre os chimpanzés e os seres humanos baseiam-se num conhecimento do DNA totalmente imaturo e desadequado.

    Como se vê, os criacionistas não têm que negar a ciência para defender a sua posição.

    Antes mobilizam a ciência para demonstrar que só a ideia de uma criação inteligente é compatível com a evidência.

    Não é a falta de evidência que leva os evolucionistas a negarem o Criador. É a apenas a sua ideologia naturalista, por sinal destituída de qualquer fundamento empírico.

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  20. Ò Ludwig, que disparate! Então não sabes que as línguas foram todas criadas simultaneamente quando ocorreu a queda da torre de babel??

    Não me digas que és daqueles supersticiosos com uma fé dogmática e fundamentalista que contraria todos os dados empíticos e científicos, que acredita no evolucionismo das línguas! Se é assim, como é que teria aparecido a primeira língua, hã? Achas que uma alteração casual teria feito algum português começar a falar latim? Que eu saiba as alterações que acontecem nas línguas são do tipo passar do "muito" para "bué", ou seja, diminuem as letras. Assim sendo vês logo que se acontecessem muitas alterações desde há muito tempo, já não sobravam letras nas palavras. Daqui se prova que as línguas não evoluem: são como Deus as criou. E existe outra prova, está em Genesis, onde se descreve a queda da torre de babel.

    A obsessão dessa fé evolucionista é tão alienadora que tu nem te aparecebes que nunca se viu algum romano ensinar português ao seu filho "por acaso". Onde está o elo de ligação entre o romano e o português?? Hã?? Onde está??
    E não penses que lá porque já me deste 70 exemplos eu vou deixar de fazer esta pergunta: porque isso apenas quer dizer que estão 71 elos em falta - quanto mais tentas defender o evolucionismo das línguas, mais te enterras! Mais se vê que é uma teoria idiota sem pés nem cabeça.

    Que coisa parva! Achar que as línguas apareceram "por acaso" e agora pretender dizer que o "acaso" não poderia ter causa... Achar que as línguas evoluem por acaso...
    E continuar a insistir em rejeitar as provas científicas e empíricas mais valiosas e sagradas, como a Bíblia.

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  21. E já agora, estavas lá para ver a evolução das línguas a acontecer? Viste alguma coisa?
    Viste as línguas a aparecer?

    Não viste! Se não fosse a tua ideologia evolucionista destituída de qualquer fundamento empírico reconhecias que tens falta de evidência para falar em evolução das línguas. Mas a tua FÉ não te deixa entender algo muito simples: não estavas lá.

    Mas Deus estava, e Ele é que inspirou os autores do Génesis. É por isso um absurdo, algo sem lógica, sem pés nem cabeça, querer desprezar aquilo que Ele disse, e preferir a FÉ na evolução das línguas, que não tem qualquer fundamento.

    E digas o que disseres, mostres tu os (pseudo-)fundamentos que mostrares, eu vou repetir exactamente aquilo que disse nestas mensagens, como se tu não me tivesses dito nada.
    Assim mostro como a palavra do Senhor é superior à "Fé" fundamentalista e dogmática da ciência materialista: continuamos a dizer a VERDADE, em vez de alterar o que dizemos à luz dos argumentos que nos dão (o que mostraria que às vezes nos enganamos, o que obviamente não é verdade pois nós apenas defendemos a Bíblia e a Bíblia não falha); enquanto que a ciência materialista e dogmática de vez enquando muda aquilo que defende - o que só prova que se engana.

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  22. E não vale a pena dizeres que a língua dos romanos era o Latim e não o "Romano" como lhe chamei. Aos olhos de Deus isso não importa, o que importa é que foram todas criadas por ele, e o latim só não sobreviveu porque não coube na arca.. err... não, porque não estava no plano de Deus. Deus tem planos miseteriosos e incompreensíveis, mas eu acho que ele destruiu o latim para demonstrar a vocês todos, crentes dogmáticos e fundamentalistas na Fé materialista, que a evolução das línguas é uma fraude, e a Bíblia é a Verdade.
    Mas vocês são tão cegos às evidências e aos dados empíricos que não reconhecem isso.

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  23. É mesmo triste esta obcessão IDiota por rejeitar aquilo que está provado.
    Se estes analfabetos funcionais soubessem não cair nas rasteiras que os próprios arranjam para se estatelar.
    Os leopardos Asiaticos são cruzaveis com gatos domésticos, e os filhos são viáveis e ferteis... Lá se foi a regra divina de não cruzar espécies estranhas!
    A questão da lingua é mais estranha, pois está documentada ao longo dos séculos, e é preciso ser muito estupido e mentecapto para rejeitar isso, especialmente porque a maior parte dos livros que mostram isso mesmo são de origem religiosa. A ganancia de contrariar tudo é tanta que até disparam contra eles mesmos.

    O João Vasco é que faz bem, mas, dúvido que esses mentecaptos consigam perceber o sarcasmo.

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