Instituto da Inteligência, parte 2.
Fiquei muito satisfeito por receber um comentário do Nelson Lima, director do Instituto da Inteligência. Decidi escrever este post para que o comentário não passasse despercebido aos leitores, e para que quem ache que estou a «denegrir o seu trabalho»(1) possa vir aqui dizer-me das boas. Afinal, isto não pode ser só eu a dizer mal. Tenho que me sujeitar a levar o troco.
Aproveito também para esclarecer a leitora Maria Marques da Silva, que comentou no mesmo post que:
« Não posso deixar de me insurgir contra o seu blog! Pode dizer as burrices que lhe apetecer mas deveria ter mais cuidado quanto o seu objectivo é "deitar abaixo" por qualquer maléfica razão institutições como o Instituto da Inteligência de que sou antiga e fiel cliente pois é lá que levo os meus filhos.. O mesmo acontece com outras pessoas minhas amigas.»
Agradeço que reconheça o meu direito de dizer burrices. Mas tentar «deitar abaixo» é mais que um direito. É uma necessidade para testar qualquer hipótese, está na base da ciência e é, por isso, essencial numa sociedade moderna. É essa a razão porque deito abaixo neste fórum onde dou espaço a quem me quiser deitar abaixo também. Se todos tentarmos deitar abaixo, o que ficar de pé será certamente digno de confiança.
No meu post anterior sobre o Instituto da Inteligência levantei dúvidas sobre o fundamento científico das técnicas publicitadas e sobre as habilitações dos responsáveis. O primeiro é um assunto complexo que estou interessado em debater mas que não pode ser resolvido rapidamente. Mas o segundo é trivial. No blog do Instituto da Inteligência há uma lista dos membros da equipa (2):
«Director-executivo:
Dr Nelson S Lima
Coaching (Porto):
Susana L Fátima
Directora Unidade de Alenquer:
Dra Sofia Carvalho
Directora Centro de Neuropsicologia de Lisboa:
Dra Sofia Carvalho
[...]»
Basta que cada um disponibilize alguma informação acerca da sua formação e actividade científica. Isto é a norma em qualquer instituto ou centro de investigação. Do recém doutorado ao professor catedrático, todos apresentam as suas habilitações académicas, onde e quando obtiveram os graus, quais os seus interesses científicos e publicações representativas. Seria muito fácil mostrar ao público que o Instituto da Inteligência tem uma equipa bem qualificada e activa na investigação nestas áreas. Tão fácil que a omissão não passa despercebida...
1- Comentários Treta da Semana: Franchisar o Cérebro.
2- Blog do Instituto da Inteligência.
