domingo, janeiro 11, 2009

Treta da Semana: Jenny contra as vacinas.

Isto hoje tem que ser rápido. Faço doze anos de casado; não é um bom dia para perder muito tempo com o blog. Especialmente se quero chegar aos vinte e quatro.

A Jenny McCarthy é actriz, no sentido lato, e mundialmente conhecida pela fama que tem. E, tragicamente, é mãe de uma criança autista. O autismo foi diagnosticado pouco depois da criança ser vacinada, o que não é de estranhar. As crianças tomam várias vacinas nos primeiros anos de vida e é muito difícil diagnosticar o autismo antes de desenvolverem comportamentos sociais e começarem a falar. Desta infeliz correlação, e contra todas as evidências, algumas pessoas concluem que são as vacinas que causam o autismo. Agora a Jenny usa a sua celebridade para convencer as pessoas a não vacinar os filhos (1).

Por causa destes disparates de famosos, e de jornalismo irresponsável (2), no Reino Unido a incidência de sarampo em 2007 foi dez vezes maior que no ano 2000*. Isto porque muitos pais tiveram medo de dar a vacina tríplice aos seus filhos, apesar das garantias dos pediatras. A prevenção do contágio, das vacinas aos preservativos, é normalmente vista como protegendo o indivíduo precavido. Mas isto é só metade da história. Nenhuma protecção é 100% eficaz para quem se expõe ao contágio, e o efeito principal destas medidas é reduzir a taxa de transmissão e diminuir a incidência da doença na população. A vacinação protege-nos por reduzir o contacto com pessoas infectadas.

Por isso quem não vacina os seus filhos beneficia da mesma protecção que os outros. Se quase todos se vacinarem. Mas se os penduras se tornam uma minoria significativa a taxa de infecção aumenta e todos são prejudicados. Por vezes inofensiva, neste caso a tendência dos famosos para dizer disparates (3) é perigosa se muita gente seguir estes conselhos irresponsáveis.

Felizmente, nem todas as celebridades são tolas. A Amanda Peet, «chocada com a quantidade de informação errada por aí, especialmente em Hollywood»(4), decidiu fazer campanha para que os pais dêem mais atenção aos médicos que aos actores quando decidem sobre a saúde dos filhos (5). Nesta guerra de celebridades, a Amanda tem duas vantagens sobre a Jenny. É mais gira (6) e é actriz sem precisar de esticar tanto o termo. Mas a Amanda usa o cérebro, uma desvantagem significativa terreno onde combatem, enquanto a Jenny deixa o dela guardado entre a bóia para o deserto e o repelente de gambusinos. Por isso a luta promete ser renhida.

1- PR.com, Jenny McCarthy on Healing Her Son’s Autism and Discovering Her Life’s Mission.
2- António Granado, 1-9-08, Mau jornalismo de ciência.
3- BBC, 27-12-08, Stars 'misleading' about science
4- Melissa Lafsky, 11-7-08, Autism and Vaccinations: A Celebrity Smackdown
5- WCBSTV, Peet Heads Campaign Urging Vaccinations For Kids
6- Elizabeth Snead, 30-9-08, Innoculate this: Amanda Peet, Jenny McCarthy's verbal vaccine war

* Editado: tinha-me esquecido desta referência. Sow the wind, Economist, 4-12-08.

34 comentários:

  1. mama eu quero11/01/09, 12:20

    Muitos parabéns, aos dois, pelo aniversário.

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  2. Parabéns pelo aniversário de casamento.

    Eu sempre associei essa ideia de que as vacinas são perigosas com criacionistas.

    Na Web podemos encontrar cartoons antigos de Testemunhas de Jeová para dizer que as vacinas são perigosas e anti-bíblicas [1, 2, 3].

    Há dois anos VenomFangX enviou-me um link com vídeos de Kent Hovind - ao assisti-los, fiquei a saber que ele defende que as vacinas provocam autismo e que são um meio de uma conspiração mundial para reduzir a população mundial [1, 2, 3]

    Com uma pequena pesquisa:
    * «leading Islamic doctor is urging British Muslims not to vaccinate their children against diseases such as measles, mumps, and rubella because they contain substances making them unlawful for Muslims to take.» (...) «an entire American political movement called "social conservatism" has been desperately trying to prevent its widespread approval -- or at least persuade parents not to have their daughters vaccinated»
    * «A religious exemption for vaccination is a written form certifying that the parent's objection to immunization for religious reasons exempts the parent and child from state vaccination requirements.» (...) «All vaccines are made in violation of God's Word.»
    * The Truth About Vaccines : «Vaccines weaken the immune system, in order to leave us unprotected... Vaccines are tools, that are responsible for massive poisonings, for population reduction...» (...) «God designed the immune system, to record a disease, so the next time it attacks, the disease can be prevented...»
    * The Case Against Vaccines According to God's Word
    * «A religious exemption is for anyone who has a sincere religious conflict with vaccination. A religious objection may be expressly implied by religious denomination or it may be based on an individual's own moral/spiritual conscience to live God's Word»
    * THEOLOGICAL OPPOSITION TO INOCULATION, VACCINATION, AND THE USE OF ANAESTHETICS.

    * Jenny McCarthy: On a Mission from God
    * Autism - Jenny - The View
    * Talk About Curing Autism. An Introduction For New Parents.

    É evidentemente que isso não serve de argumento para concluir que determinados criacionistas têm tendência para acreditar nisso, concluindo que estão errados. Mas, como podem notar, existe uma enorme facilidade de encontrar o mesmo tipo de motivações para negar a vacinação.

    Nota (especialmente para o Xadrez): desculpem-me por ter indicado vídeos com Jenny McCarthy e referências a vídeos e páginas daqueles que negam a vacinação como sendo perigosa. Infelizmente sou um céptico e tenho esse hábito horrível.

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  3. Pedro,

    «Parabéns pelo aniversário de casamento.»

    Obrigado :)

    «Eu sempre associei essa ideia de que as vacinas são perigosas com criacionistas.»

    Não me admira nada que a Jenny seja criacionista...

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  4. Mário Miguel11/01/09, 18:27

    Ludwig,

    Parabéns, ao casal!

    «[...]a Amanda tem duas vantagens sobre a Jenny. É mais gira (6) e é actriz sem precisar de esticar tanto o termo[...]»

    na data ed hoje deveria figurar:

    «[...]a Amanda tem duas vantagens sobre a Jenny. É mais gira (6) - para mim, não tanto como a minha esposa - e é actriz sem precisar de esticar tanto o termo[...]»

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  5. Ludwig

    Parabéns à tua mulher por te aturar! OK, não deves ser assim ruim de aturar, mas eu tinha que mandar uma piadinha! ;)

    Quanto à cena das vacinas e do autismo... não sei se vale a pena comentar. Simplesmente, gostava de saber de onde raio veio essa associação! E porquê ao autismo e não a outra coisa qualquer!

    E agora ainda temos o que aconteceu ao filho do John Travolta (o que quer que tenha sido, porque não parece inteiramente claro) e a Cientologia. Ser pai e tomar decisões para o bem estar de um filho sempre foi complicado, mas perder um filho ou a sua saúde por burrice... é duro!

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  6. Abobrinha,

    «Parabéns à tua mulher por te aturar! OK, não deves ser assim ruim de aturar, mas eu tinha que mandar uma piadinha! ;)»

    Eu transmito-lhe, mas é melhor não elaborar o tema não vá ela lembrar-se de vir aqui esclarecer o assunto... :P

    «E agora ainda temos o que aconteceu ao filho do John Travolta»

    É, também já ouvi suspeitas que por causa da treta do Hubbard não davam a medicação ao miudo. Mas não encontrei confirmação disso...

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  7. Ludwig

    ... não devias ter espicaçado a minha curiosidade! Não há pior que uma mulher curiosa!

    ... ... ... OK, pronto, eu controlo-me!

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  8. Ludwig

    Em relação ao filho do Travolta, ninguém tem nada confirmado. Mas ainda vai correr muita tinta e alguém ainda se vai aleijar! Quer dizer, fora o pequenito, mas esse já não conta. É que, pelo que entendi, nem a doença devia ser o que eles disseram que era, mas também li na diagonal. Numa ironia do destino, pode ser a machadada final para quem tanto apostou nas celebridades como boa publicidade!

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  9. Bem, como já disse aqui outrora, a vacinação, tal como a desensibilização no tratamento das alergias, são talvez o que há de mais homeopático na medicina quimioterapêutica, uma vez que ambos os casos se aplica o princípio do similia similibus curantur.

    Mas há provavelmente outros exemplos, comprovando ainda o ditado popular: "A mordedura do cão cura-se com a baba do mesmo".

    Já há muito tempo mesmo que se fala dessa questão das vacinas, não propriamente em relação ao autismo, mas antes no papel possivelmente negativo que elas poderão ter na activação do sistema imunitário.

    Bem, em tudo há que medir o parâmetro dos riscos-benefícios, e a este respeito estes parecem ser bem maiores do que aqueles.

    Anyway... esta história do autismo e a vacinação prende-se com os componentes não activos das vacinas, o seu excipiente conservante.

    A este respeito, convém esclarecer que os efeitos secundários dos medicamentos podem não ter nada a ver com a substância activa, aquela que traz benefícios terapêuticos, mas sim com as tais outras que actuam como veículos para o princípio activo.

    Este é um conceito muitíssimo importante, já que o ideal seria mesmo que o excipiente fosse tão inerte e iócuo quanto possível, o que dificilmente sucede.

    Mais especificamente, o agente em causa nas vacinas será o tiomersal, usado como agente antséptico para melhor conservação. Trata-se de uma substância comprovadamente muito tóxica e que tem vindo a ser retirada paulatinamente das vacinas infantis, precisamente devido à sua neurotoxicidade.

    Logo, o alarme até tem razão de ser, ainda que não haja evidência científica que relacione o autismo com a vacinação e o tiomersal em particular.

    Deste modo, o artigo original é pouco elucidativo... ó papá! :)

    Talvez os links esclareçam um pouco mais, ainda não os vi, mas o simples facto de se tratar de uma substância orgânica contendo mercúrio - approximately 49% mercury by weight (!!!) - não abona lá muito a favor do seu uso, o qual vai aliás muito para além das vacinas.

    É também por isso que o popular mercurocromo tem sido proibido e o antisséptico natural de eleição é a água oxigenada, uma solução aquosa do peróxido de hidrogéneo... que põe os dentes branquinhos e as gengivas encarnadas, bochechar e deitar fora...

    Rui leprechaun

    (...e lá se vai a micro flora! :))

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  10. Autism is a disturbing Neuro Immune disorder...

    Hummm... isto parece-me algo especulativo, mas pôr de facto aí a ênfase na sua etilogia favorece obviamente essa pretensa ligação causal com a vacinação, já que, como disse antes, este é talvez o argumento de maior peso sobre os potenciais perigos da vacinação no desenvolvimento do sistema imunitário.

    ...a strict dairy free and wheat free diet...

    Bem, quanto ao trigo nada digo... terá a ver com o gluten ou alergia específica ao trigo?... mas o leite e derivados não são um alimento muito próprio para o ser humano, após o termo do aleitamento materno.

    Aliás, é absolutamento irónico que as pessoas tratem melhor os animais domésticos do que os seus próprios filhos, a este respeito. De facto, que veterinário aconselha dar leite ou açúcar a um cão ou gato adulto, ou qualquer outro mamífero, afinal?

    Ainda assim, estas questões sobre nutrição são de facto demasiado complexas e controversas, além de que os produtos lácteos - em especial os fermentados, cuja digestão é bem mais fácil - também fazem parte da dieta de inúmeros povos e civilizações, logo talvez o nosso organismo até já se tenha adaptado a eles... que remédio!

    I can't say to moms, "Don't vaccinate," because it's crazy. I know we need them.

    Esta afirmação na entrevista contraria frontalmente o título e o teor do artigo - Agora a Jenny usa a sua celebridade para convencer as pessoas a não vacinar os filhos - também já chegou cá o sensacionalismo jornalístico?!?!

    Not a good choice, ou foi apenas uma leitura demasiado apressada e incorrecta?!

    (mercury) is the cheapest preservative

    Obviamente a história do mercúrio vem à baila e este sim é que deveria ser o ponto central do artigo!!!

    Porque a elevada toxicidade do mercúrio NÃO é treta e o simples facto de ainda ser usado numa série de produtos médicos, incluindo muitos que podem ser administrados a crianças recém-nascidas, deve ser causa de preocupação e, mais ainda, claro repúdio por parte de todos os pais e cidadãos conscientes.

    Afinal, não existem outras substâncias mais seguras que fazem o mesmo efeito? Seguramente que sim, pelo que o tiomersal está finalmente a deixar de ser utilizado.

    A questão da Candida é também muito interessante, mas este fungo agora é o bode expiatório de muita coisa... cancro incluído!

    Anyway... um sistema imune deficiente é como uma sentinela adormecida, deixando o corpo indefeso perante os agentes infecciosos externos... fungos, bactérias e vírus, toda essa manada bem danada!

    repeated antibiotics without a probiotic

    Exactissimamente!!! Este é mais um dos mistérios da quimioterapia convencional, já que é incompreensível como se podem receitar antibióticos orais sem contrariar o seu efeito nefasto sobre a flora intestinal. Aliás, este é só um dos muitos exemplos da desvalorização prática do papel da alimentação na saúde, já que a flora intestinal é importante na absorção dos nutrientes no tracto digestivo.

    It is so mind boggling to me that the medical community does not support diet.

    That is THE point!!! Eu a falar disso atrás e a mãe a salientar esse factor crucial logo à frente!

    A ignorância atroz e ostensiva da classe médica acerca do papel preventivo... no mínimo!... da dieta na saúde humana é algo deveras espantoso, não obstante a evidência crescente que aponta no sentido contrário, vide Cancer is a Preventable Disease that Requires Major Lifestyle Changes.

    Esta parte merece ser citada, a minha concordância é a MIL por cento!!!

    If you ask any doctor you go to about diet intervention, they have no idea. If you ask any medical students at graduation, "How many of you guys have learned about preventative medicine?" no one would raise their hand. It is a pharmaceutical world. Evan, for seizures, has to be on pharmaceuticals in order to keep him seizure free. So I'm not against pharmaceuticals, but for the love of God, we need to be teaching doctors that there is a natural way to help these kids. (...) Eating healthy makes a body feel better.

    we have to take our health into our own hands.

    Absolutely! O papel de cada pessoa na sua saúde é activo, não passivo! Acreditar em pílulas e poções... ou vacinas!... mágicas é a via fácil da desresponsabilização, como se o estilo de vida nada tivesse a ver com a saúde ou a doença.

    Dito de outra forma, confiar apenas no poder miraculoso das drogas farmacêuticas e mais nada é estar simplemente à mercê daquilo que não conhecemos, numa perigosa (toxico)dependência de um cocktail de milhentas substâncias, cujos efeitos a longo prazo são na sua maioria imprevisíveis, não obstante testes e mais testes. E isso pode cada vez mais ser comprovado com a retirada de tantos medicamentos "seguros" do mercado, a cada ano!

    My greatest lesson is always to trust the mommy instinct. Always trust yourself. Always trust the gut instinct. It will never let you down.

    Yes, I also do agree... this goes nicely with me! The way you feel, that is REAL!!! :)

    Em suma: pelo menos nesta entrevista não há campanha alguma contra as vacinas, apenas contra o sua administração excessiva - 36?!?!?! - e o uso de compostos orgânicos com mercúrio nas mesmas.

    De resto, o livro "A Mother's Journey in Healing Autism" trata de um tema muitíssimo actual e altamente perturbador para os pais que experimentam essa situação, muitas das vezes sem poder esperar grande ajuda, tanto dos médicos como da sociedade.

    Gostei da entrevista e sem dúvida gostaria de ler esse livro.

    Ah! escusado será dizer que a sua autora poder ser mundialmente conhecida pela fama que tem... mas aqui na minha ignota floresta foi a 1ª vez que tal li ou vi...

    Rui leprechaun

    (...nadinha de nada se passa e sabe aqui!!! :))


    PS: Yes! e vê-se no que digo, sim... que tudo é novidade para mim! :D

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  11. Acerca do tema sempre quente da saúde, este excerto da American Cancer Society, na secção dos tratamentos alternativos e complementares, é deveras fascinante:

    Available scientific evidence does not support claims that faith healing can cure cancer or any other disease. Even the "miraculous" cures at the French shrine of Lourdes, after careful study by the Catholic Church, do not outnumber the historical percentage of spontaneous remissions seen among people with cancer. However, faith healing may promote peace of mind, reduce stress, relieve pain and anxiety, and strengthen the will to live.

    O que são remissões espontâneas e qual a sua génese? Ou seja, os tais casos miraculosos são dados como comprovados, mas o mistério da sua causa persiste.

    O ponto importante aqui é que, SE conseguíssemos penetrar nesse segredo... ou mesmo só no mecanismo de actuação de um placebo... potencialmente isso seria deveras um avanço muitíssimo real no conhecimento da doença e da saúde.

    Por outro lado, e falando só de doenças crónicas muito graves, seria importante saber qual é essa percentagem de remissões espontâneas, supostamente baixa, por certo.

    Esse artigo da Wikipedia fala em 1%, o que parece razoável. Mais interessante são esses links finais, como este da Discovery:

    The Body Can Beat Terminal Cancer — Sometimes

    Claro que só é algumas vezes ou não precisaríamos da medicina para nada!

    Still... a maneira mesmo mais simples e fácil de cuidar e proteger este corpo humano é através da correcta nutrição... é esse o alicerce, a água e o pão!!!

    Que importa que o pai vacine o filho se não o sabe educar no mais são alimentar?!

    Que o corpo da terra vem...

    Rui leprechaun

    (...e a comidinha também! :))


    PS: Ah! mais o ar, a água, o fogo... e a eles regressa logo!

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  12. Ora bem, então a tal espontânea remissão é isto?! Visualização e boa alimentação... vou ultrapassar os cem... ou mil!... também!!! :)

    He went on long hikes in the mountains, he ate healthy foods, and he meditated. He also spent a lot of time picturing himself healthy and visualizing good strong blood cells destroying the cancer in his body.

    Foge... e SÓ um mês?! Puxa vida, ó tão preciosa e querida!!!

    [his oncologist] O’Donnell recalls, "When John came back a month later, it was remarkable—the tumor on his chest X-ray was gone. Gone, gone, gone."

    Ah! e como não podia deixar de ser, cá vem o arcanjo Gabriel... o tal imune fiel! :)

    Matzke's case provides a tantalizing clue that the immune system may sometimes be at work. During his month of meditation and healthy living, white rings developed around his skin tumors, causing what doctors call a halo sign. These findings are considered evidence that the immune system is attacking melanocytes, the pigmented cells in the skin that are the source of this cancer. While most doctors say it is impossible to know just what causes the immune system to kick suddenly into action and induce a remission in any individual patient, Matzke's case underscores questions that researchers would like to answer: Did his month of hiking, healthy eating, and meditating somehow strengthen his immune system?

    Da bicicleta e meditação nada digo... mas o são alimento é meu amigo!!! :)

    So... read on, if you care or dare!

    Mas de novo, aqui temos esse tema sempre recorrente das defesas do próprio organismo. E, ainda que isso nem seja assim tanto do domínio público, o facto é que esta questão da vacinação, entre outras causas, tem de há muito levantado a possível, mas desconhecida e não provada, relação entre enfermidades agudas, tipo infecções, e doenças crónicas.

    Anyway... two fascinating stories indeed!

    Ah! e apesar da ligação deste tema à religião e o criacionismo... I couldn't bother less!... aprofundar MUITÍSSIMO MAIS este tipo de debates parece-me infinitamente mais produtivo do que continuar na roda sem fim do Deus: não ou sim?!

    Por útimo, investigar um tema não é apenas coleccionar toda uma série de links, que naturalmente se supõe terem sido consultados. Ha que aprofundá-os o mais possível, de bem que...

    "Mais servira, se não fora
    para tão longo amor tão curta a vida."


    Live longer, be healthy...

    Rui leprechaun

    (...this human body is our wealth! :))

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  13. Fantástico!!! E não é que o artigo refere mesmo essa tal ligação... cancro combatido pela infecção... um pouco mais adiante?!

    Life-Saving Infections? (...) Doctors noticed that some cancer patients who suffered serious infections recovered from their cancer shortly afterward. (...) the bacillus Calmette-Guérin (BCG) vaccine now in use to treat some forms of bladder cancer.

    Logo, tudo se relaciona e faz sentido, o mais difícil é mesmo ir sempre ao fundo e às causas... as far as we can go!

    The hope that a drug or mind-body connection could be used to trigger a spontaneous remission has led researchers to study both the intricacies of the immune system and the mind, and the connections between them.

    Yes! isso assim é avançar!

    Uáu!!! E até a psicossíntese aqui vem... mas isto é um maná do céu também!!! :D

    Epstein (...) turned to psychosynthesis, which she describes as a "combination of psychotherapy and spiritual therapy." It helped her overcome depression, difficulty expressing anger, and suppression of her own needs in order to please others —traits she and some psychologists believe are characteristic of the cancer-prone personality. Although she never received any medical or surgical treatment for the deadly cancer invading her lungs, six weeks after starting psychosynthesis, her tumors began to shrink. Within one year, they had disappeared without a trace. That was 22 years ago.

    Alguém vai ficar muito feliz quando eu lhe mostrar isto... I'll do it NOW!!! :)

    Hummm... importante e perturbadora esta parte:

    Early spontaneous remissions of microscopic cancers may be quite common — and their frequency may have been underestimated. (...) detecting such early-stage cancers can cause more harm than good if the cancer cells were unlikely to have caused a problem over the person's lifetime. (...) In those cases treatment offers none of the benefits while exposing the patient to the measurable harms of surgery, chemotherapy, and radiation therapy.

    A questão aqui é sempre a mesma: em vez de combater directamente a doença, por meios ainda terrivelmente cruentos e ineficazes, por que não fortalecer, se possível, o guardião do corpo, complementando apenas a sua acção e NÃO o substituindo, excepto se não houver mesmo outra alternativa?!

    This must be a true approach...

    Rui leprechaun

    (...do not fight it, but just coach it! :))


    PS: E ainda há mais... tantos milagres que tais! :D

    Healing, remission, and miracle cures

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  14. Mais logo, se tiver oportunidade, passarei por cá para comentar o post. Para já, ficam os meus parabens :)

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  15. Contino a achar muito fascnante esta história, até porque conheço há vários anos 2 famílias com esse problema.

    No site do Oprah Show, de novo há referências a esse aspecto que para mim é central... a alimentação!

    One treatment she implemented at home was a change in eating habits. She eliminated gluten and casein, found in wheat and dairy products, from Evan's diet.

    De novo, não está explicada a razão desta dieta, que também creio ser aconselhada para a doença de Crohn. Claro que suponho que o doce veneno que é a sacarose foi também eliminado, outro ponto comum com essa incapacitante enfermidade provavelmente autoimune.

    "When you feel it, you heal it!"

    Yes!... Yes!!... YES!!! Extremely beautiful advice!!!

    Claro que também nunca vi o Jim Carrey em nenhum filme, bem, mas pelo menos dele já tinha ouvido falar... sempre é progresso!

    I had also talked about how the gluten-free, casein-free diet was helping kids with autism, a theory that has always been controversial. (...) improvements after changing their child's diet and trying other biomedical treatments like oxygen therapy

    Sim, as terapias com oxigénio hiperbárico têm sido recentemente utilizadas, ainda muito experimentalmente, para crianças autistas, após os espectaculares resultados obtidos nos casos de paralisia cerebral.

    Still... sem uma boa dieta é que não se vai lá... a comidinha dá p'ra tudo! :)

    Oh... mas eu gostava tanto de poder ler agora esse livro... bem o procuro em vão, encontrá-lo não consigo...

    Que a força alheia me inspire destemor..

    Rui leprechaun

    (...menos preguiça e mais ardor!!! :))

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  16. Paaarabens ao casalinho!

    Quanto a este assunto digo só que deve ser das coisas que mais me irrita nesses "pseudo-merda-intelectuais" famosos...

    O perigo em que nos colocam a todos com essa conversa de merda é dispensavel no minimo.
    Mas tens vários, como exemplo tens o Tom das Cruses e a sua cruzada contra os medicamentos psiquiatricos (esperemos que um dia deste se cruze com um bipolar qualquer que lhe explique à força de porrada a importancia dos antidepressivos)
    enfim...Beeeijos e um resto de bom dia :)

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  17. Eis um super artigo, no fórum AutismWeb, acerca da pesquisa biomédica ou medicina experimental, aplicada ao estudo e tratamento de crianças autistas.

    Strong... but to the point!!!

    From the Editor: In Defense of Biomedical

    Um ponto extremamente importante aí enfatizado é a desvalorização dada pela classe médica aos sintomas físicos que acompanham muitas vezes o autismo, como se corpo e mente não fossem uma unidade e o sistema nervoso central não tivesse um papel regulador em todo o metabolismo.

    Esta falta de visão holística do ser humano e o terrível atomismo ainda presente em muitos estudos médicos - no gestalt at all! - são uma falha contínua que não pode produzir senão resultados parciais, inconclusivos e sempre insatisfatórios.

    Many suffer severe, painful gastrointestinal issues that warrant treatment.
    Many have diagnosable immune disorders.
    Many suffer treatable chronic infections - ears, bladders, skin, etc.
    Many have treatable nutritional deficiencies and metabolic disorders.
    Their test results for metal toxicity are often extremely high.
    In the mainstream autism world, these observations are often disregarded, but they shouldn't be. (...)
    Until mainstream medicine quits shutting out families, and stops refusing to treat children for severe medical symptoms and obvious distress, the parents of children with autism will continue to search for clinicians who will.


    E lá vêm as vacinas à baila!

    If it were not for parents, the vaccine schedule of this nation would continue to increase unchecked, and would still contain neurotoxins such as thimerosal (please note that many still contain aluminum).

    Bem, isto é incompreensível, sabendo-se de há muito os efeitos neurotóxicos de ambos os metais, como é possível que eles sejam administrados a crianças de meses ou poucos anos?!?!?!?!?!?!?!?!

    Do que tenho lido, Jenny e os restantes pais não estão contras as vacinações, mas exigem que as mesmas tenham a segurança que patentemente não está presente em muitas delas ainda hoje... why not?!?!?!?!?!

    Logo, creio que ao título do tema falta acrescentar... "Jenny contra as vacinas que contêm compostos tóxicos metálicos!"

    Não só ficava bem mais verdadeiro, como evitaria alguns comentários disparatados de quem manifestamente não se informou sobre o que leu, provavelmente também o caso do articulista... com a pressa dos 12 anos! :)

    Bem, ainda vão a tempo, informação é o que não falta sobre este difícil e pungente assunto...

    I submit that the real issue with 'alternative' biomedical treatments for autism is "vaccine-induced autism," a legal and political hot potato. Oddly, detractors seem significantly unbothered by the thousands of parents who report great success with a gluten-free/casein-free diet. (...)
    National medical organizations, as well as federal agencies tasked with oversight, not only refuse to recognize effective biomedical treatments, they refuse to ask for or conduct the studies that would prove or disprove them. Genetic studies are a safe diversion from the work of sifting through charts to identify testable patterns in the data on biomedical treatments, possibly uncovering inconvenient truths. (...)
    They will always pose as the protectors of innocent children who they say are being experimented on with "dangerous and unproven" therapies. But critical thinkers will see the hypocrisy of condemning safe treatments like diets and supplements, meanwhile prescribing psychotropic drugs that were never adequately tested on children and that are known to have high risks and devastating side affects even in the neurotypical population.


    Extremely strong words... not for the heart-fainted!

    Pela minha parte, gosto deste discurso, que de facto dá mais valor ao testemunho pessoal dos "casos anedóticos" - each single tree! - do que aos impessoais estudos parcelares, que se podem prolongar anos a fio sem conclusões nem decisões...

    Em suma: as vacinas são um pretexto, apenas um agitprop num campo sensível. A luta é mais funda... conhecimento empírico, ó Blimunda!

    Depois, pode vir a explicação...

    Rui leprechaun

    (...quer científica ou não! :))

    ResponderEliminar
  18. o Tom das Cruses e a sua cruzada contra os medicamentos psiquiátricos

    O Tom Cruise já conheço, até o vi na televisão, de certeza!

    Bem, não consegui encontrar essas declarações, apenas alguns comentários indirectos às mesmas, o que não permite avançar com segurança.

    Aliás, e a exemplo do que se viu no caso da outra actriz, resta saber se quem o critica aqui também leu ou ouviu as afirmações ou apenas as comenta em 2ª ou 3ª mão... porque leu que ouviu dizer!

    Mas na minha busca deparei com este interessante artigo do psiquiatar Nassir Ghaemi, que também parece já foi comparado ao Tom Cruise!

    Amphetamines without tears

    A questão continua a ser SEMPRE a mesma... mesmíssima!!!

    To give and accept medication is easy... oh so easy!... but to go beyond it that is the most challenging part!!!

    É interessante, mas eu fui para o curso de medicina por causa da psiquiatria. Bem, deve ter havido algumas melhorias até hoje, e em parte alicerçadas nos fortes movimentos anti-psiquiatria que começaram a surgir já nessa altura.

    Logo, suspeito que o Tom não deve ter dito algo assim de tão invulgar que já não tivesse sido revelado antes e agora pela própria comunidade médica e psiquiátrica.

    Estarei tão enganado assim?

    Well, may be... but I doubt it!!!

    Recent studies indicate that prescription drugs are the most commonly abused agents in the world. Among such agents are amphetamine stimulants (...) being overprescribed and contribute to the epidemic of prescription drug abuse. It may further be the case that this prescription is especially harmful in children and young adults due to long-term neurobiological deterioration, a slow process which may be overlooked in lieu of the absence of short-term safety risks.

    I do not conclude that every child should come off ritalin, nor that Scientology has it right, nor that Tom Cruise should write a textbook of psychiatry. I do think that our profession has tended to ignore some biological realities. (...) we should be more cautious in using these agents, trying non-drug interventions for ADHD first, and then using amphetamines mainly short-term.
    One cannot presume drugs are safe; one should presume they are harmful until their safety is proven.


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  19. A EVOLUÇÃO POR TODA A PARTE, MAS NEM UMA ÚNICA EVIDÊNCIA DELA


    “É comum, e errado, pensar a evolução como progredindo para um fim. A sequência do peixe que se transforma em anfíbio, réptil, mamífero e finalmente em homem sugere que o peixe já planeava unhas e cabelo. Mas a evolução é mais como um balde de berlindes despejado contra a parede.”

    É por isso que ela não funciona. A evolução aleatória não cria códigos nem informação codificada.


    “Em retrospectiva, cada encontrão e ressalto parece ter servido para pôr aquele berlinde exactamente ali. Mas ia parecer o mesmo qualquer que fosse o sítio ou o berlinde. O filme de cada berlinde faz parecer que havia um plano a seguir mas a visão do conjunto desengana-nos.”

    Adiante…


    “Assim, podemos distinguir dois problemas. Um é compreender as nossas origens sabendo já que existimos. É traçar, em retrospectiva, o trajecto que o berlinde percorreu.”

    Ou seja, reconstrução de uma história que não foi nem pode ser observada e repetível. Há muita especulação e interpretação à mistura…


    “A física e a teoria da evolução explicam o que levou aquele berlinde ou aquela espécie a estar ali e a ser como é.”

    A física não explica a origem da matéria e da energia e muito menos a origem da vida. A teoria da evolução é especulação sobre porque é que uma espécie está ali.

    A única coisa que podemos afirmar é que uma espécie está ali e é como é.


    “Bem diferente é ponderar o que temos de especial para que a evolução conspirasse criar-nos.”

    Está a partir do princípio de que houve evolução. Mas não houve. A vida depende de informação codificada, e esta só pode ter tido uma origem inteligente.

    “Esse é um falso problema. É como perguntar o que tem o berlinde azul de especial para que todos os outros o empurrassem exactamente para onde calhou. Nada. Se repetíssemos a experiência nem aquele berlinde ia parar ali nem nós seriamos como somos.”

    Continua a partir do princípio de que houve evolução. Mas não pode ter havido, porque a evolução aleatória não cria informação codificada.

    “Isto não reduz a física e a teoria da evolução à narrativa do passado.”


    É especulação naturalista sobre o passado, feita por pessoas que vivem no presente e que fazem observações limitadas no presente.

    “A curto prazo podemos prever com detalhe as trajectórias dos berlindes ou as variações das características nas populações.”

    Variações na populações diminuem a quantidade e a qualidade de informação nos genomas. Elas não criam informação que codifique novas e mais complexas estruturas e funções. Tal nunca foi observado.

    “O que faz a incerteza eventualmente dominar as estimativas é a complexidade dos sistemas, não a natureza das teorias.”

    O problema não é só a complexidade, mas sim a informação codificada. Esta só pode ter tido uma origem inteligente.


    “E há aspectos previsíveis mesmo a longo prazo. Podemos prever aproximadamente a distribuição dos berlindes pela sala em função da altura a que despejamos o balde, da espessura da alcatifa ou dos obstáculos que há no chão. “

    Adiante…

    “E como olhos, pernas, asas e mandíbulas evoluíram independentemente várias vezes, podemos prever que se repetíssemos a evolução da vida na Terra, essas características iriam surgir de novo*.

    Nada disso evoluiu. Isso é pura especulação o que sabemos é que existem diferentes olhos, pernas e mandíbulas, com características totalmente diferentes. Dizer que evoluíram independentemente é pura interpretação.

    O Ludwig confunde factos (v.g. diferentes olho) com interpretação (v.g. evolução paralela ou independente). Mas a interpretação criacionista faz mais sentido. Diferentes tipos de olhos , sem qualquer relação entre si, mostram que os olhos não evoluiram, antes foram criados.


    “Outro falso problema é haver seres vivos cada vez mais complexos.”

    E dependentes de informação codificada”


    “A vida surgiu com microorganismos simples que se juntaram em organismos multicelulares e eventualmente deram florestas, baleias e nós.”

    Isso é uma afirmação científica? Qual a evidência? Quem observou isso?

    Ludwig. Não diga disparates. Não existe vida simples. Os cientistas nem sequer fazem a mais pequena ideia de como a vida surgiu ou de como é que organismos unicelulares poderia ter evoluído para multicelulares.


    “Parece que uma tendência misteriosa os empurrou para a complexidade.”

    O que se sabe é que a vida é irredutilmente complexa e dependente de informação codificada.

    “Mas a tendência, tal como nos berlindes que se espalham pela sala, é apenas que a vida se espalhe pelas configurações que se reproduzem com sucesso.”

    Isso é pura especulação, sem evidência alguma. A vida depende de informação codificada e esta depende sempre de inteligência.


    “E a vida também começou contra a parede, encostada ao mínimo de complexidade abaixo do qual não é possível competir como ser vivo.”

    Toda a vida é complexa. Toda a vida depende de informação codificada. O resto é tagarelice sem qualquer fundamento.

    “Dali só havia um lado para onde se espalhar. De qualquer forma, ainda hoje quase todos os seres vivos são bactérias. Salvo raras excepções, a vida continua encostada à parede.”

    As bactérias não se transformam em bacteriologistas, apesar das rápidas taxas de reprodução e mutação. Elas desmentem a evolução.

    “A evolução não conduz a vida a um destino ordenado. Espalha-a caoticamente por todos os cantos e feitios em que esta prolifere, revelando que, contrariamente ao que se acreditou durante muito tempo, o universo não foi feito a pensar em nós.”

    Fala, fala, fala e não apresenta qualquer evidência de evolução. É como se falar de evolução provasse a evolução.

    A ingenuidade do Ludwig não tem paralelo.

    O problema é que

    1) toda a informação codificada tem origem inteligente

    2) o DNA tem informação codificada


    “E isto incomoda alguns.”

    Não incomoda nada, porque simplesmente não existe qualquer evidência de evolução, para além da afirmação de que ela se verificou. Mas uma coisa é pressupor a evolução. Outra, bem diferente, é prová-la.


    “Como ao berlinde que desse graças pela posição privilegiada que supunha merecer, também a muita gente incomoda saber que somos o que nos calhou pelo entornar do balde.”

    Pura conversa fiada, sem qualquer base científica.

    “Além disso, a evolução não é só algo que aconteceu. Está a acontecer.”

    As mutações e a selecção natural diminuem a quantidade e qualidade dos genomas. Nada têm que ver com a evolução.

    “Os berlindes espalham-se com o balanço da queda e param em pouco tempo, mas a evolução é empurrada pela energia de uma estrela com cinco mil milhões de anos pela frente.”

    Que disparate completo!!! Pura conversa fiada.

    “Por isto, a teoria da evolução é incompatível com um propósito inteligente para a nossa origem.”

    Primeiro é preciso demonstrar a evolução. Mas isso é impossível, na medida em que a vida depende de informação codificada e esta de inteligência.

    “Alguns tentam conciliar a teoria da evolução com um plano divino propondo que a evolução foi apenas o mecanismo que o criador escolheu para nos criar, mas isto não faz sentido.”

    Concordo inteiramente. Não faz sentido.


    “Estamos a meio do processo e não é coisa a que recorra quem sabe o que quer e como o obter.”

    Continua com fantasias e suposições.

    “Para pôr o berlinde azul exactamente naquele canto não se despeja o balde do outro lado da sala. A evolução, como método de criação inteligente, só faria sentido se o criador não soubesse bem o que queria e pusesse tudo a mexer a ver se dava alguma coisa interessante.”

    Os berlindes não criam nada para além de berlindes. E é necessário saber de onde é que eles vieram e quem criou o balde.

    “Mas o pior em tentar conciliar a teoria da evolução com uma criação inteligente é não perceber uma parte importante do que a teoria nos diz.”

    A teoria da evolução é pura conversa fiada naturalista. Sempre que foi testada cientificamente foi refutada.

    “Que não é preciso inteligência nem propósito para a vida surgir, evoluir e tornar-se inteligente.”

    Como é que a vida surgiu? Quem viu isso? Que processos naturalistas criam informação codificada? Quem observou isso?

    “Basta herança com modificação e tempo para que, mais cedo ou mais tarde, a vida se espalhe o suficiente para encontrar um canto de onde possa compreender a sua origem.”

    Para haver herança com modificação é necessário existir seres vivos funcionais e extremamente complexos e dependentes de informação codificada.

    Por aí se vê que a evolução não explica a origem das espécies, já que precisaria sempre da prévia existência de seres vivos complexos e funcionais.

    Além disso, a hereditariedade recombina informação pré-existente, não criando novas estruturas e funções mais complexas.

    Ou seja,

    O Ludwig fala, fala, fala, mas afinal não diz nada.

    Tanta conversa fiada e nem uma única evidência de evolução!!!

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  20. http://www.theonion.com/content/node/39512

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  21. Intelligent Falling?!?!?... nice! :)

    E até já vem na Wikipedia... uáu! :D

    Mas e a matemática da novel teoria, onde está?! Pelo menos, um pouquinho... já me basta um cheirinho!

    Bah! outra perda de tempo e de talento...

    Rui leprechaun

    (...pouca acção e muito pensamento! :))

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  22. Pedro Ferreira12/01/09, 20:37

    João Vasco,

    Quero agradecer-te, em nome de um amigo meu, a dica que deste sobre o Inteligent Falling. Esse meu amigo está a fazer um pós-doc em dinâmica molecular e poderá estar completamente enganado nas suas suposições.

    Já o avisei e neste momento ele deverá estar a enquadrar a hipótese de que a força electromagnética poderá também ter uma origem inteligente. Provavelmente há também uma entidade superior a empurrar e a repelir as partículas sub-atómicas...

    Vai ser uma honra ter um amigo que irá, com a tua ajuda, receber o Nobel da física.

    <*sarcasmo*>

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  23. Nada disso, ó Pedro!

    A inteligência é built-in... not drawn-out!

    Ah! e tão tímida e subtil que não é preciso modificar nadinha à conta dela... que baril!

    É muitíssimo adaptável e moldável, uma sábia característica evolutiva desta natureza viva!

    Bem, mas para nem tudo se perder... o moço da tese pode nela escrever:

    A good traveler has no fixed plans
    and is not intent upon arriving.
    A good artist lets his intuition
    lead him wherever it wants.
    A good scientist has freed himself of concepts
    and keeps his mind open to what is.


    So... what is and what is not...

    Rui leprechaun

    (...intelligence is ALL we've got! :))


    PS: Weaving this perfect net... from within and then it's set! :)

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  24. Bah! Ninguém quer discutir mesmo as vacinas e essa questão é bem séria, como tudo o que diz respeito à saúde, que NÃO é propriedade de nenhum especialista, mas uma responsabilidade individual e colectiva.

    Bem, se o Pedro Ferreira tivesse um mail, eu ter-lhe-ia mostrado algo interessante que, se bem desenvolvido, até pode dar um Prémio Nobel num futuro não muito distante.

    E tem a ver com a inteligência ou organização da matéria, ou ainda, a negentropia.

    Já falei aqui do livro de Erwin Schrödinger, "What is life?", que introduziu esse novo termo, ainda na 1ª metade do século transacto.

    Em essência, ele expõe aí 3 conceitos muito simples, expandindo a noção mais geral da entropia:

    O termodinâmico ou "a desordem a partir da ordem"; o evolutivo ou "a ordem a partir da desordem"; e o da vida ou "a ordem a partir da ordem".

    Muito mais recentemente, outro prémio Nobel, Robert Laughlin, publicou um livro também pouco convencional, "A Different Universe: Reinventing Physics from the Bottom Down", onde defende o abandono do vão e inútil reducionismo nas ciências físicas.

    Aliás, o mesmo caminho deve ser seguido pelas ciências médicas e, de certa forma, esse também é o ponto deste já velho debate da vacinação vs. sistema imunitário: estimulação ou substituição?!

    Voltando ao tema, o estudo dos sistemas complexos, como os evolutivos ou a vida que tendem para a ordem, só pode ou deve ser feito de uma forma integrada ou "emergente".

    Esta emergência pode ser definida como "the arising of novel and coherent structures, patterns and properties during the process of self-organization in complex systems.".

    Deste modo, para Laughlin a ideia de modelar o Universo apenas à custa da matemática e de leis fundamentais é um mito. De facto, ele até recusa essa ideia das "leis fundamentais"... there is no such thing as that!

    O comportamento emergente na natureza corresponde ao conceito de "ordem espontânea" ou "auto-organização", que é aliás bem velhinho... já vem do meu amado Tao! :)

    Good order results spontaneously when things are let alone.

    Ora aqui é que essa ideia da inteligência natural aflora, porque aos vários níveis de escala e organização se pode observar o mesmo tipo de comportamentos regulares e sistemáticos, que são então traduzidos nas leis ou princípios da ciência... ou natureza!

    Só para terminar, matematicamente existe mesmo uma fórmula dessa "inteligência" imanente, a qual traduz a a velocidade de variação da negentropia de um sistema. Algo interessante a explorar por um candidato ao Nobel ou ao estrelato... destemido e intimorato! :)

    Ah! infelizmente, já vi que por aqui ninguém se aventura por "mares nunca dantes navegados", preferindo antes a segurança do caminho bem batido já aberto por outros pioneiros.

    Logo, é só ciência velha, cheia de mofo dos pés à orelha! :D

    Bem, mas se esse jovem físico for ousado e aventureiro...

    Rui leprechaun

    (...que abandone a larga estrada e percorra o seu sendeiro! :))

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  25. Rui Leprechaun,

    «Bah! Ninguém quer discutir mesmo as vacinas e essa questão é bem séria, como tudo o que diz respeito à saúde, que NÃO é propriedade de nenhum especialista, mas uma responsabilidade individual e colectiva.»

    Estás a confundir algumas coisas. Nem tudo o que diz respeito à saúde é sério. A saúde em si é importante, aceito, mas o que se diz por aí tem muito de ridículo, idiótico, irresponsável, ignorante, etc.

    E enquanto a responsabilidade pelas escolhas é individual e colectiva, os factos são os que são e o melhor que podemos fazer acerca deles é averiguar quais são com o máximo de rigor.

    Por isso não há muito a discutir. As evidências são que as vacinas têm benefícios enormes contra riscos mínimos que não têm nada a ver com o autismo. Por isso a escolha é simples. Vacinar. Quem não o fizer é irresponsável.

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  26. As evidências são que as vacinas têm benefícios enormes contra riscos mínimos...

    Exactamente, trata-se de uma questão de avaliar o sempre presente binómio benefício-risco. Não há dúvida que ele é positivo no curto prazo, mas as certezas já esmorecem se considerarmos um período mais dilatado.

    Note-se, contudo, que esta questão centrada no possível papel negativo ou inibidor da vacinação sobre o sistema imunitário não é sequer abordada na entrevista da actriz, o ponto central diz respeito à possível insegurança de vacinas, como a tríplice, que contenham compostos metálicos que de há muito se sabem serem neurotóxicos. Claro que essa possível correlação com o autismo é altamente especulativa, tal como tudo o que no presente se diga sobre a sua etiologia, logo...

    É que falamos da sua administração a recém-nascidos e bebés de poucos meses, não é simplesmente possível descartar esse assunto como se nada fosse ou probabilisticamente insignificante. Logo, o mínimo que podia ser feito – e tem-no sido precisamente devido a este movimento em prol da eliminação desses conservantes nas vacinas – era deixar de utilizar tais excipientes, seguramente que tal é possível.

    Claro que há ainda outra questão real e muitíssimo complexa, que tem a ver com a saúde como um negócio, para além do seu aspecto de serviço ou dádiva e dedicação profissional. Isto ultrapassa a polémica da vacinação e abarca toda a indústria farmacêutica e de cuidados de saúde, aliás também a indústria alimentar, incluindo a transformadora e a agro-pecuária. E, em última análise, tem mesmo a ver com a sobrevivência da espécie humana, embora tal seja apenas um dos muitos perigos que nos ameaçam... "contra um bicho da terra tão pequeno"!

    Anyway... repito que não gostei da forma como este tema foi apresentado e comentado, isto não é uma mera questão de debate teórico, tipo religião e afins, onde um pouco de rigor a menos não terá assim tanta importância. Porém, ao pretendermos rebater o outro devemos ter o máximo cuidado em expor de forma completa e verdadeira a sua opinião e ponto de vista, o que manifestamente não foi feito neste caso, a exemplo do tal mau jornalismo também referido num dos links.

    Por fim, olha que essa dogmática certeza final - Por isso a escolha é simples. Vacinar. Quem não o fizer é irresponsável. - até é muito religiosa ou rigidamente dogmática. Ser responsável aqui é expor os potenciais perigos desnecessários e que podem ser eliminados, aliás, já deveriam tê-lo sido há muito e sem sequer necessitar deste movimento de pais!

    A máxima segurança...

    Rui leprechaun

    (...para maior confiança! :))


    One cannot presume drugs are safe; one should presume they are harmful until their safety is proven. In the meantime, the history of medicine suggests caution as the wisest course.

    Dr. Nassir Ghaemi (psiquiatra)

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  27. Leprechaun,

    ora viva! Vejo que o mistico de serviço continua em forma apesar da ausência prolongada.

    Sobre as vacinas, apesar do risco residual que qualquer produto farmaceutico tem, pergunto-te: Vacinaste o teu gato? (se bem me lembro tinhas um gato :)). E se tivesses um filho ? O que farias ?
    Qualquer medicamento tem um risco residual. No limite existe sempre o risco de seres alérgico (pode-se ser alérgico a tudo), ou de ter existido um erro no processo de fabrico, ou alguém ter sabotado a produção. Todos juntos esses riscos são bem menores do que o risco de seres atropledo na passadeira.
    Desconheço os detalhes mas sei, e tu também, que o processo de desenvolvimento, testes, aprovação e produção de produtos farmacéuticos é extremamente rigoroso e exigente. A legislação, a ciência e a tecnologia fazem o seu melhor para que assim seja.
    Á discussão que tu propões pode ter sentido no plano teórico. Não tenho dúvidas que a ciência não descura o binómio beneficio-risco e propõe as melhores soluções que tem com o conhecimento actual. Nem que seja amputar a perna.
    Outra questão bem mais interessante seria saber até que ponto as medicinas tradicionais / alternativas estão interessadas em ganhar uma maior cota de mercado fazendo muito barulho sempre que se detecta um problema com algum medicamento. É que só quem não faz nada é que nunca erra.



    Sobre a inteligência e a negrentropia fica para depois do almoço ;)

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  28. o processo de desenvolvimento, testes, aprovação e produção de produtos farmacêuticos é extremamente rigoroso e exigente. A legislação, a ciência e a tecnologia fazem o seu melhor para que assim seja.


    Em teoria assim é ou deve ser, mas daí até à prática muito pode acontecer!

    Aliás, basta apenas ler este resumo baseado num artigo do "Journal of American Physicians and Surgeons" para se ver como a questão levantada pela Jenny McCarthy é real e há já MUITOS anos... mais de meio século atrás!!!

    Study links vaccines containing mercury with autism

    Over the past several years, because of an increasing awareness of the theoretical potential for neurotoxicity of even low levels of organomercurials and because of the increased number of thimerosal containing vaccines that had been added to the infant immunization schedule, concerns about the use of thimerosal in vaccines and other products have been raised. Indeed, because of these concerns, the Food and Drug Administration has worked with, and continues to work with, vaccine manufacturers to reduce or eliminate thimerosal from vaccines.

    É este o real tema da entrevista e não, como o Ludwig incorrectissimamente dá a entender, qualquer oposição cega à vacinação infantil, além de que há mesmos estudos apontando uma possível correlação, pelo menos em termos estatísticos:

    exposure to mercury has previously been shown to cause immune, sensory, neurological, motor, and behavioral dysfunctions similar to traits defining or associated with autistic disorders, and with similarities in neuroanatomy, neurotransmitters, and biochemistry. (...) recent research that codes children’s behaviors (...) demonstrate that the regression associated with autistic disorders clearly manifests between the ages of 12 and 24 months, concurrent with the exposure to thimerosal-containing childhood vaccines (TCVs).
    (...) thimerosal crosses the blood-brain barrier and results in appreciable mercury content in tissues including the brain.


    Estas são citações de um estudo epidemiológico recente, publicado em 2006.

    Outro anterior, de 2003, ainda é menos meigo!

    However, the Committee upon a thorough review of the scientific literature and internal documents from government and industry did find evidence that thimerosal did pose a risk. Thimerosal used as a preservative in vaccines is likely related to the autism epidemic. This epidemic in all probability may have been prevented or curtailed had the FDA not been asleep at the switch regarding the lack of safety data regarding injected thimerosal and the sharp rise of infant exposure to this known neurotoxin. Our public health agencies’ failure to act is indicative of institutional malfeasance for self-protection and misplaced protectionism of the pharmaceutical industry.

    Estas são as conclusões de médicos, não de jornalistas ou leigos, ainda que obviamente sujeitas a debate e possível refutação, claro.

    Mas se quisermos ser mais sensacionalistas, que tal meter os Kennedy ao barulho?!

    Deadly Immunity

    Seja qual for o exagero ou mesmo inexactidão de todos estes artigos e comentários, o certo é que administrar medicação a bebés de poucos dias ou meses, contendo um produto que consabidamente é MUITO tóxico, não abona nadinha a favor desse tal rigor e exigência de que falas acima. A mim, tal afigura-se-me grosseira incompetência e criminoso desleixo, independentemente de qualquer relação causal, a qual continua a ser negada, pois isto de provar causa e efeito, ainda para mais numa patologia da qual se desconhece a origem, não é seguramente tarefa simples.

    Quanto às terapias alternativas não são para aqui chamadas nem ouvidas. Aliás, neste caso que envolve sobretudo as famílias com filhos autistas, a discussão pública é no seio da própria comunidade médica convencional, como se pode ler claramente nos links que indiquei, e se exemplifica também no final do forte libelo do presidente da Families for Effective Autism Treatment (FEAT):

    Biomedicine is the application of biology and physiology to clinical medicine - what's "alternative" about that? There is no need to defend biomedical treatments; the results are already speaking for themselves, and the chorus will only grow louder.

    Quando muito, a discussão aqui é entre os puristas da teoria e da investigação asséptica e os defensores de medidas práticas, mesmo que paliativas ou parcelares, como é o caso da biomedicina e as tais dietas sem gluten nem caseína para os casos das crianças que apresentam também repetidas infecções, incluindo as oportunistas infestações fúngicas, as quais denotam um baixo nível de imunidade, justamente aquilo que é suposto as vacinas estimularem!

    Por fim, pretender escamotear a gravidade destes dados, por discutíveis que sejam, com conversas laterais e acessórias sobre movimentos religiosos, criacionismos e quejandos, diz bem da seriedade... ou falta dela!... de quem comenta aquilo que desconhece e sobre o qual nem se informa!

    E basta por agora, tão célere corre a hora...

    Que a linda Sophia cedo foi...

    Rui leprechaun

    (...e a meiga saudade dentro rói! :))

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  29. Ainda acerca da FDA mais a indústria farmacêutica e a saúde pública, eis uma eloquente série de 3 notícias sobre a nova droga (ex)mágica contra o tabaco, de tão curta vida e má memória!

    Pfizer diz ter descoberto medicamento novo e eficaz contra o tabagismo

    Os efeitos colaterais mais comuns do novo medicamento incluem náuseas, dores de cabeça, problemas para dormir e sonhos anormais.

    EUA aprovam medicamento da Pfizer contra o tabagismo

    A agência aprovou o medicamento com base em uma regra que acelera a avaliação de drogas que oferecem benefícios potencialmente significativos. (...)
    A Pfizer está buscando novos medicamentos que melhorem as vendas, prejudicadas pelos problemas do analgésico Celebrex, sobre cuja segurança há suspeitas, e a concorrência de genéricos dos seus remédios mais antigos.


    Tabaco: Medicamento Chantix pode levar à morte

    Chantix está ainda associado a alterações de saúde mental, tendo-se registado, entre 2006 e 2007, 227 casos de suicídio, 397 transtornos psíquicos, 525 comportamentos de agressão, 41 casos de pensamentos homicidas, 60 de paranóia e 55 de alucinações.

    Elucidativo, certo?! Plus this:

    Chantix - Side effects

    On October 23, 2008, the Institute for Safe Medication Practices issued an analysis of prescription drug-related injuries reported to the FDA during the first quarter of 2008. According to the report, varenicline had more reported incidents than any other drug, with 1001 new cases of adverse effects and 50 more deaths reported (Heparin, the drug with the second highest number of injury reports, had 779 new cases, most of which were connected to a contaminate inadvertently introduced into the drug in early 2008). In comparison, the ISMP reported that in the first quarter of 2008 there were 17 serious injury reports for nicotine-replacement products, and 44 reports for bupropion (sold as Zyban as a smoking cessation medication). Varenicline did not rank in the ten drugs with the most related deaths, but did rank first in reports of suicide or self-injury, with 228 reports citing these effects. The ISMP noted that the high number of varenicline-related injury reports may be related to the publicity surrounding the medication's potential side effects.

    Bem, feitas as contas, talvez seja mesmo melhor continuar a fumar do que optar por este... alucinogéneo! Drogas cujo mecanismo de acção incide sob o sistema nervoso central - como os também perigosos anorexígenos - devem ser exclusivamente usadas em casos graves e específicos. A incrível leviandade com que estes medicamentos são aprovados...e à pressa!... e depois receitados às cobaias humanas, diz bem do tal processo extremamente rigoroso e exigente. Oh really?!

    Medicamentos são meros paliativos, mas claro que é muitíssimo mais fácil engolir uma pílula do que alterar modos de vida. Olha, escolhas, mas no campo da saúde há muito tempo fiz a minha... e nem sobrecarrego o SNS! :)

    Aliás, eu volto a salientar um ponto importante, e que até pode nem ser do conhecimento de muitos, referente ao facto de alguns efeitos secundários graves dos medicamentos não se deverem ao princípio activo em si, mas sobretudo às substâncias utilizadas como excipientes, tipo solventes e conservantes e afins. É este o tema central desta polémica sobre as vacinas, com o mercúrio e também o alumínio a serem directamente injectados na circulação sanguínea em crianças de poucos dias, semanas ou meses!!!

    You couldn't even construct a study that shows thimerosal is safe," says Haley, who heads the chemistry department at the University of Kentucky. "It's just too darn toxic. If you inject thimerosal into an animal, its brain will sicken. If you apply it to living tissue, the cells die. If you put it in a petri dish, the culture dies. Knowing these things, it would be shocking if one could inject it into an infant without causing damage.

    And it could go on and on and neverending on!!! Relatórios médicos, epidemiológicos e bioquímicos, nada de perambulações especulativas de Gnomos e Coelhinhas ignaras... tudo testemunhos de sumidades caras!

    Por fim, e já que por aqui se gosta de meter a religião em tudo, mesmo nos casos onde ela não é tida nem achada, os fanáticos ou excêntricos Amish são literalmente imunes ao fenómeno do autismo. Obviamente, não vacinam as crianças, mas não encontrei dados referentes a possíveis infecções infantis e mortalidade relacionada.

    Olmsted scoured the Amish of Lancaster County, Pennsylvania, who refuse to immunize their infants. Given the national rate of autism, Olmsted calculated that there should be 130 autistics among the Amish. He found only four. One had been exposed to high levels of mercury from a power plant. The other three - including one child adopted from outside the Amish community - had received their vaccines.

    Esta história do timerosal e do mercúrio - que já vem dos anos 30!!! - não deixa de recordar o infame longuíssimo processo que conduziu à abolição do chumbo como aditivo na gasolina.

    Em suma: rigor?!... segurança?!...

    Rui leprechaun

    (...a vacina a morte dança?!?!)


    PS: Logo, quem será irresponsável ?!?

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  30. Rui Leprechaun,

    «Ainda acerca da FDA mais a indústria farmacêutica e a saúde pública, eis uma eloquente série de 3 notícias sobre a nova droga (ex)mágica contra o tabaco, de tão curta vida e má memória!»

    Ou seja, em vez de fazer ensaios clínicos o melhor é deixar estas avaliações a pessoas mais capazes como a Jenny, que com a sua experiência de modelo da Playboy e apresentadora da MTV consegue logo adivinhar os efeitos secundários só pelo nome do princípio activo.

    O sistema que temos é falível. Mas não me parece que haja alternativas melhores. Não usar medicamentos? Curar tudo com cristais e quadras?

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  31. Obviamente que há alternativas melhores:

    Não usar metais pesados nem outros tóxicos conhecidos nos medicamentos!!!

    Aliás, já lhes basta a sua própria toxicidade, uma droga química não é algo que se use assim de ânimo leve, como quem trinca uma maçã ou come tremoços.

    E é que nem estamos aqui a falar dos corantes e edulcorantes suspeitos, os quais estão igualmente presentes nas comidas para bebés, ainda que um tanto mais regulamentados ou restringidos. E aí, em princípio, os pais até poderão optar e escolher algo isento desses químicos, se possível.

    Mas a vacinação é obrigatória... ou quase! As excepções de facto até existem, mas talvez só mais recentemente é que este conhecimento entrou para o domínio público e levou a uma natural retracção de alguns pais que, de outro modo, não teriam objecção à vacinação regular dos seus filhos.

    A questão aqui é que falamos de agentes já utilizados em farmacologia há MUITOS anos e de toxicidade conhecida! Ou seja, a questão primária nem é sequer saber se existe alguma relação causal entre o mercúrio e o autismo ou qualquer outro síndrome neurológico. O que está em causa é que ele NUNCA deveria sequer ser utilizado em vacinas para crianças... mesmo com 5 ou 10 anos, quanto mais de meses ou até só poucos dias!!!

    Este é que é o cerne da questão, muitíssimo grave e alarmante, por sinal. Porque, como aliás o artigo de Robert Kennedy Jr. também mostra, a polémica em volta disto... já para não falar dos casos legais envolvendo vários medicamentos... mina obviamente a confiança pública, não apenas na indústria farmacêutica como também nos mecanismos reguladores, que assim perdem a sua infalível aura de "rigorosos e exigentes", como alguém dizia antes.

    Olha, um pouco como na débacle do mercado financeiro, afinal.

    Mais ainda: nessa série de notícias sobre a Pfizer, o que está em causa é um medicamento para adultos, destinado a ajudá-los no combate a um vício pernicioso e insalubre. Trata-se de uma droga inédita, testada um pouco à pressa, é certo, mas com os riscos inerentes a qualquer produto farmacêutico ainda não experimentado clinicamente em grande escala.

    This Is My Brain on Chantix

    A questão das vacinas é vastamente diferente! Aqui não são adultos, mas crianças... bebés imaturos, com o sistema nervoso ainda em formação. E o químico em causa nem é sequer desconhecido, já tem mais de 70 anos de uso clínico, incluindo o já banido mercurocromo, que todos por certo utilizámos como desinfectante.

    Aliás, porque não seguir esta simples linha de raciocínio: se até os termómetros de mercúrio foram banidos há vários anos - 2001 em Portugal, antes ainda noutros países- , devido à elevada toxicidade do mercúrio, como é possível explicar racionalmente que um composto orgânico com esse metal - metade do peso do tiomersal - seja inoculado no organismo em formação de bebés de poucos dias... como?!?!

    Afinal, já de há muito tempo que os perigos do metal são conhecidos, em especial após a tragédia de Minamata, há mais de meio século. E, contudo, o tiomersal continuou a ser usado como conservante dezenas de anos mais, estando aliás ainda presente na vacina contra a gripe, que para já não é obrigatória mas apenas recomendada para certos grupos de risco, incluindo crianças.

    E não é a Jenny que o diz, nem as associações de pais e outros movimentos... eles apenas dão eco à opinião muito mais abalizada dos médicos e investigadores que concluem esse possível efeito ou apontam uma forte probabilidade de correlação entre distúrbios neurológicos e a vacinação em massa de crianças muito pequenas.

    Aliás, para além desta questão dos metais pesados nas vacinas - o alumínio também está presente na do tétano - existe ainda outra consideração de enorme importância e que tem a ver com o desenvolvimento do sistema imunitário. É que uma das isenções legais da obrigatoriedade da vacinação é precisamente a existência de alguma patologia auto-imune ou um sistema imunitário deficiente. Será que um bebé de meses pode ser vacinado com segurança, ou seja, como assegurar a integridade e bom funcionamento da sua imunidade natural, que supostamente é estimulada pelo patógeno na vacina?

    Como se explica, nesse caso, a forte prevalência de graves complicações infecciosas e persistentes infecções fúngicas em muitas crianças afectadas no seu desenvolvimento cognitivo, seja autismo ou não?!

    Logo, claro que há sempre melhores alternativas, se TODOS fizermos por isso! O que significa também lutar a uma só voz, por assim dizer, e não criar dissenções artificiais, porque não há pais que estejam contra as vacinas por outras razões que não tenham a ver com a saúde dos seus filhos... medindo assim os prós e os contras!

    Nos EUA, a credibilidade da SEC foi fortemente abalada no ano que passou. E, por este andar, não tardará muito e poucas pessoas informadas acreditarão ainda na bondade da FDA e nos organismos que se reclamam de protecção da saúde dos cidadãos americanos.

    A questão é de segurança e confiança! E sim, se os cidadãos, mormente os pais, perdem essa relação e o respeito pelas instituições que supostamente os servem, é claro que irão procurar outras vias e alternativas, sejam elas sancionadas ou não por quem, afinal, não sabe dar resposta à sua angústia.

    E não serão cristais e quadras, mas não pode haver saúde sem uma dieta minimamente equilibrada e natural... comida verdadeira!!! Ou será que alguém equilibrado e no seu juízo perfeito tem alguma dúvida acerca disto?!

    Ainda ontem eu falava com alguém que se interessa igualmente por isto e lhe comunicava a minha incredulidade... que dura há anos!... pelo irracional desprezo a que a simples alimentação é votada pela classe médica, a qual pode saber tudo de drogas sintéticas mas parece não conhecer quase nada dos químicos naturais a partir dos quais este corpo é formado... dia após dia!!!

    E pergunto: mas que raio de confiança posso eu ter em quem sabe da acção de complicadas moléculas fabricadas há poucos anos em laboratórios e parece ignorar os compostos mais básicos que há já milénios alimentam e fortalecem este corpo?!

    You cannot make money with simple and natural things, it seems. Que elas façam ou não bem à saúde é secundário, e na prática desvalorizado. É tudo empírico ou pouco mais do que isso... they say. Ah! evidência anedótica, é isso... mas que anedota e humor negro!

    Fala-se do excesso do sal e das gorduras, ou das vitaminas e minerais e os antioxidantes e a roda dos alimentos, calorias, obesidade e pouco mais! Pode o alimento curar, pelo menos prevenir?! Hummm... tema duvidoso, regra geral será melhor não associar nutrição a saúde mas antes a doença. Depois, para a sacrossanta FDA, only a drug can legally make such a claim [to "diagnose, treat, cure or prevent any disease"]! Eu acho isto tão espantoso que nem sei o que dizer... ainda que os próprios estudos médicos contrariem frontalmente esta absurdíssima pretensão!!!

    Bem, alguém me deu esta resposta noutro fórum e eu sei que tem razão, embora pessoalmente sempre evite esses temas, prefiro talvez que não seja verdade:

    A FDA criou essa regra, porque apenas os medicamentos passam pelas fases de teste necessárias para os certificar para uma dada condição, não porque não possam existir suplementos ou comidas com o mesmo efeito. Obviamente, dificilmente alguém estará disposto a certificar os suplementos ou comidas não os podendo depois patentear durante algum tempo.

    Are we endangering human health for money?!?!?!?! É esta a finalidade da indústria da saúde... ou doença?! O lucro está à frente da saúde e bem estar?!

    Dr. Maurice Hilleman, one of the fathers of Merck's vaccine programs, warned the company that six-month-olds who were administered the shots would suffer dangerous exposure to mercury. He recommended that thimerosal be discontinued, "especially when used on infants and children," noting that the industry knew of nontoxic alternatives. "The best way to go," he added, "is to switch to dispensing the actual vaccines without adding preservatives."

    For Merck and other drug companies, however, the obstacle was money. Thimerosal enables the pharmaceutical industry to package vaccines in vials that contain multiple doses, which require additional protection because they are more easily contaminated by multiple needle entries. The larger vials cost half as much to produce as smaller, single-dose vials, making it cheaper for international agencies to distribute them to impoverished regions at risk of epidemics. Faced with this "cost consideration," Merck ignored Hilleman's warnings, and government officials continued to push more and more thimerosal-based vaccines for children.


    Deadly Immunity - Robert F. Kennedy Jr

    True?... False?... Half-true?... Who knows?!

    Eat and live healthy...

    Rui leprechaun

    (...smile and grow wealthy! :))

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  32. Ainda acerca deste tema, que não é para levar de ânimo leve, eis uma série de artigos onde se coloca justamente uma simples metodologia de estudo que também me ocorreu há um par de dias, após ter conversado com a mãe de um menino autista e cujo relato coincide de forma muito notável com o de Jenny McCarthy.

    The Age of Autism

    Se existe alguma possível correlação entre a vacinação das crianças e o autismo, ou mesmo outras desordens neurológicas do foro cognitivo, então por que não estudar a prevalência desses síndromes entre as crianças não vacinadas?

    Tal é especialmente fácil junto de algumas comunidades religiosas, como os Amish, onde se verifica uma prevalência inferior a 1 em 10 mil pessoas - adultos e crianças -, muitíssimo aquém dos 1 em 166 crianças na população americana.

    A diferença é abismal, embora tal apenas permita concluir que existe algum factor que protege essa comunidade. Há quem defenda a hipótese da diferença genética ou ainda a menor exposição a diversos poluentes ambientais e ainda a dieta mais natural e com poucos aditivos artificiais, dos Amish.

    Em favor da tese dos metais pesados neurotóxicos, o que inclui o possível papel do tiomersal, há o facto de, na dezena de casos registados, em vários deles haver uma história de exposição ao mercúrio, mesmo em crianças não vacinadas.

    O mais surpreendente é que parece não ter havido ainda nenhum estudo acerca desta simples hipótese, a qual deveria abranger todas as crianças isentas de vacinação, nos EUA.

    No mínimo, afigura-se estranho tal alheamento, já que uma pesquisa neste campo poderia fornecer alguma pista acerca da génese ou factores desencadeantes do autismo.

    Logo, falando de "irresponsabilidade", quem é que ignora o que não convém e faz o papel do macaco cego, surdo e mudo?!

    Deveras, um tal inquérito poderia alargar-se a países onde houvesse um número significativo de crianças não vacinadas, por exemplo, o Reino Unido com a oposição crescente de muitos pais à insegurança do plano de vacinação infantil.

    Ora veremos se esta sugestão avança, podendo ao mesmo tempo fornecer alguma pista quanto à etiologia do autismo, quer em termos genéticos quer, sobretudo, nos factores ambientais.

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