domingo, março 01, 2009

Treta da Semana: os Mamadus.

Esta semana celebro a promoção do Professor Mamadu (1), anteriormente Mestre Mamadu (2). Ou, se calhar, é outro Mamadu que sempre foi professor (3). Ou outro (4). As moradas são todas diferentes. Não sei se é um a fugir dos maus olhados (ou dos antigos clientes), se é uma invasão de Mamadus ou se é a versão vidente-astrológica do jogo da vermelhinha.

Mas nota-se um franco progresso. Enquanto Mestre, Mamadu era «especialista em destruição de trabalhos de bruxaria e especialista em retorno de afecção, mesmo casos muito complicados». Quanto aos «problemas de amor, dinheiro, saúde entre outros», ajudava a resolvê-los, mas não era sua especialidade (2). Agora está muito melhor. «Especialidade de todos os trabalhos ocultos»(1). É raro encontrar um especialista em tudo, mesmo entre os professores, por isso o esforço de se especializar em todos os trabalhos ocultos fá-lo merecer o novo título.

Alguns podem questionar como é que ele pode ser especialista em tudo se o termo denota uma dedicação especial a alguma parte. Ou como é que ele sabe ser especialista em todos os trabalhos ocultos se os trabalhos são ocultos. Não terá escapado algum, mais escondido? Infelizmente, muitos há que não questionam nem isto nem o resto dos disparates que esta gente vende.

A culpa, em parte, é da reverência excessiva com que lidamos com as crenças. A nossa sociedade enaltece, favorece e protege quem acredita em disparates. Seja que disparate for. Que uma virgem deu à luz, que um condutor de carroças falava com o criador do universo, que este criou o universo em meia dúzia de dias. Acreditar ou, especialmente, representar uma crença, dá estatuto social. Dizer que uma crença é disparatada é visto como uma ofensa ou agressão. E até se considera um direito dos pais treinar os filhos a crer no que quer que os avós tenham impingdo aos pais pelo mesmo processo.

O problema não é só a ignorância. É certo que é mais fácil enganar quem está menos informado, mas mesmo um analfabeto tem relutância em aceitar que o Mamadu resolve tudo e mais alguma coisa só por se dizer «Dotado de Dom hereditário». Mas se uma pessoa é treinada desde cedo a desligar o cérebro quando lida com certas afirmações está muito mais vulnerável. Mesmo que seja formada e informada.

Todos os pais deviam pensar nisto quando transmitem crenças injustificadas aos seus filhos. Pode não parecer nada demais ensinar a criança a acreditar que a hóstia se torna no corpo de um deus ou que o sacerdote merece respeito especial porque sim. Salvo raras excepções, crenças como essas são inofensivas. Mas não é inofensivo treinar alguém a aceitar crenças desta maneira, sem considerar os porquês. É isto que o torna vulnerável aos Mamadus. E Mamadus há muitos, com muitos nomes e profissões. Há Mamadus Alexandra Solnado, Cristina Candeias e Paulo Cardoso. Há Mamadus Jim Jones, David Koresh e Shoko Asahara. Há Mamadus Joseph Ratzinger, Ali Khamenei e Tenzin Gyatso. São muito diferentes, para todos os gostos e feitios, mas são todos Mamadus. São todos especialistas no negócio, pouco oculto, de explorar a credulidade dos outros.

1- Classificados Lisboa, Astrólogo - Grande Medium Vidente
2- Páginas Amarelas, Mestre Mamadu
3- Directório IOL, Professor Mamadu (em Lisboa).
4- Directório IOL, Professor Mamadu (no Porto).

77 comentários:

  1. Nuno Gaspar01/03/09, 22:47

    Ao meter tudo no mesmo no saco, você, Ludwig, é que se transforma num verdadeiro professor Mamadu. Não misture o que sabe que é distinto.

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  2. Nuno,

    Se estás a querer dizer que o Ludwig mistura superstição com religião, deixo-te uma frase que li aqui num post anterior e que é qualquer coisa como isto:

    Superstição é a religião dos outros e religião é a minha superstição.

    Tá tudo no mesmo saco porque é tudo a mesma coisa. A única diferença é que a treta do Mamadu não tem a máquina de marketing e o install base que tem a treta do Ratzinger

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  3. Nuno Gaspar02/03/09, 01:22

    Dito dessa maneira, então o ateísmo também não passa de uma superstição.
    Não.
    Há cientistas, políticos, religiosos, sérios e charlatães. Pegar em exemplos dos menos sérios para desqualificar todos só beneficia os que de facto são intrujões. É um caminho tonto. Quanto ao aspecto do negócio, concordarão que qualquer um dos "cavaleiros do apocalipse" que vos inspiram (Dawkins, Dennet, Hitchens e ...) têm uma fortuna pessoal de que dispõem para os gastos que entendem incomparavelmente superior a qualquer papa ou bispo ou padre. E as caixas de esmolas também as vejo nos seus sites.

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  4. ÚLTIMA HORA! ATEÍSTAS VALIDAM AS PREMISSAS DA FORQUILHA CRIACIONISTA!


    1) Ludwig Krippahl diz que um código tem sempre origem inteligente.

    2) Richard Dawkins afirma que no DNA existe um código quaternário que codifica informação como um computador.

    3) Por concordarem com o Ludwig em 1) e Dawkins em 2), os criacionistas concluem que o código do DNA só pode ter tido origem inteligente.

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  5. A FORQUILHA CRIACIONISTA CONTINUA A ESPETAR O LUDWIG

    Na base dos argumentos científicos a favor do criacionismo encontramos um raciocínio com a forma de uma forquilha tridente:


    1) Sempre que num sistema temos informação codificada esta tem sempre origem inteligente;

    2) No DNA encontramos informação codificada;

    3) Logo, na origem da informação codificada do DNA está um ser inteligente.

    A força deste argumento é que as premissas 1) e 2) são cientificamente irrefutáveis.

    Na verdade, o Ludwig concorda com a primeira e Sagan e Dawkins concordam com a segunda.

    Os ateús apoiam as premissas da forquilia criacionista.


    Assim é, porque as suas premissas baseiam-se na observação, não podendo ser desmentidas através da observação.

    Elas dizem respeito a factos observáveis.

    Elas colocam os evolucionistas em xeque mate, na medida em que não existe nenhuma evidência científica que as possa contrariar.

    Na origem da informação codificada em livros, enciclopédias, computadores, telemóveis, etc., está sempre uma inteligência.

    Como o Ludwig sabe isso, a sua estratégia tem sido tentar negar que no DNA encontramos informação codificada.

    Mas nem Carl Sagan nem Richard Dawkins o deixam escapar com isso.

    Ou por autismo auto-imposto ou por incompreensão, ele acha que o código genético é o que os bioquímicos dizem sobre o genoma, e não o que o genoma diz sobre os bioquímicos.

    Isso só mostra que para ele a forquilha criacionista é como uma pistola TAZER que o deixa atordoado.

    Sucede que o que os bioquímicos dizem sobre o genoma não consegue explicar a origem do genoma nem dos bioquímicos.

    No entanto, essa estratégia falha completamente, pelo simples facto de que no DNA encontramos realmente informação codificada.

    Isso não é um modelo humano.

    É literalmente assim. Richard Dawkins confirma-o.

    Sequências de nucleótidos são usadas para representar toda a informação (de que a comunidade científica não dispõe) que representa todas as instruções químicas necessárias à produção e reprodução de seres vivos extremamente diversos, complexos e funcionais.


    As letras ATCG são as mesmas. O que muda é a sequência. Carl Sagan e Richard Dawkins confirman-no.

    Que isso é assim, é amplamente corroborado pela comunidade científica.

    Isto tem sido reconhecido mesmo pelos evolucionistas mais impenitentes.

    Para que não haja dúvidas, Carl Sagan é um bom exemplo.

    Ele referia-se ao DNA como “o livro da vida”, reconhecendo que a dupla hélice do DNA é a linguagem, com apenas quatro letras, em que a vida está escrita.

    A variação destas quatro letras é aparentemente infinita.

    Com elas pode ser codificada toda a informação necessária à produção e reprodução dos diferentes seres vivos.

    No que toca aos seres humanos, reconhecia Carl Sagan, o material hereditário requer múltiplos biliões de bits de informação, numa estimativa que hoje se sabe que foi feita muito por baixo.

    Nas palavras de Carl Sagan,

    "(these) bits of information in the encyclopedia of life-in the nucleus of each of our cells-if written out in, say English, would fill a thousand volumes.

    Every one of your hundred trillion cells contains a complete library of instructions on how to make every part of you."

    [Carl Sagan, COSMOS, Ballantine Books, 1980, p. 227.]

    O Ludwig diz que no DNA não existe informação codificada.

    Em sentido oposto, Carl Sagan diz que as nossas células contêm uma completa biblioteca com instruções sobre como fazer cada parte de nós (instruções essas que a comunidade científica não consegue abarcar).

    Os criacionistas não poderiam concordar mais com Carl Sagan neste ponto, já que os factos são indesmentíveis.

    Como também já vimos, Richard Dawkins reconhece a existência de informação codificada no genoma.

    No sentido oposto ao do Ludwig escreve quase toda a literatura relevante.

    Toda ela se refere à informação codificada que existe no núcleo da célula e não à informação sobre o genoma que existe nos livros de biologia molecular.

    Vejamos alguns exemplos das definições do código genético que surgem na literatura especializada.

    “The genetic code is a set of 64 base triplets (nucleotide bases, read in blocks of three).

    A codon is a base triplet in mRNA. Different combinations of codons specify the amino acid sequence of different polypeptide chains, start to finish.“

    -Cell Biology and Genetics, Starr and Taggart, Wadsworth Publishing, 1995

    “The sequence of nucleotides, coded in triplets (codons) along the messenger RNA, that determines the sequence of amino acids in protein synthesis.


    The DNA sequence of a gene can be used to predict the mRNA sequence, and the genetic code can in turn be used to predict the amino acid sequence.”

    -50 years of DNA, Clayton and Dennis, Nature Publishing, 2003

    “The most compelling instance of biochemical unity is, of course, the genetic code.

    Not only is DNA the all but universal carrier of genetic information (with RNA viruses the sole exception), the table of correspondences that relates a particular triplet of nucleotides to a particular amino acid is universal.

    There are exceptions, but they are rare and do not challenge the rule.”

    -The Way of the Cell, Franklin M. Harold, Oxford University Press, 2001

    “The genome of any organism could from then on be understood in a detailed way undreamt of 20 years earlier.

    It had been revealed as the full complement of instructions embodied in a series of sets of three DNA nitrogenous bases.

    The totality of these long sequences were the instructions for the construction, maintenance, and functioning of every living cell.

    The genome was a dictionary of code words, now translated, that determined what the organism could do. It was the control center of the cell.

    Differences among organisms were the result of differences among parts of these genome sequences.”

    -The Human Genome Project: Cracking the Genetic Code of Life, by Thomas F. Lee, Plenum Press, 1991

    Ou seja, do que se trata aqui é da informação codificada que existe no núcleo da célula, a qual já era capaz de assegurar a produção, sobrevivência e reprodução de bioquímicos muito antes de os bioquímicos descobrirem a informação contida nas células.

    O Ludwig, pelos vistos, é que não percebeu do que se estava a falar durante este tempo todo.

    Ele estava a falar da informação que existe nos livros de bioquímica, ao passo que o código genético designa a informação que existe no núcleo das células dos bioquímicos.

    Ele pensava que o código genético deve a sua existência aos bioquímicos.

    No entanto, os bioquímicos é que devem a sua existência ao código genético, o qual já desde há muito transcrevia, traduzia, executava e copiava a informação necessária à produção e reprodução dos seres vivos.

    É curioso.

    Quando afirmava categoricamente que o DNA não codifica nada, o Ludwig, afinal, estava a mostrar que ele é que ainda não tinha percebido de que é que cientistas como Crick, Watson, Sagan, Dawkins, etc., estão a falar quando se referem ao DNA e ao código genético.

    O Ludwig pensava que o código genético é o que sobre o genoma se encontra codificado nos livros de biologia molecular!

    Para o Ludwig, a grande descoberta de Crick e Watson não terá sido mais do que perceber que se pode falar sobre o DNA!!!

    Desengane-se, de uma vez por todas, Ludwig:

    o código genético é a informação codificada nas sequências de nucleótidos com todas as instruções para o fabrico e a reprodução dos seres vivos!


    Que parte disto é que ainda não percebeu? Já ouviu falar na sequenciação de genomas para obter informação genética?

    Como se vê, a estratégia do Ludwig está votada ao fracasso.


    O Ludwig não tem, por isso, qualquer hipótese científica séria contra a forquilha criacionista.

    Quase podemos dizer, em tom de brincadeira, que espetámos o Ludwig com ela e agora vamos grelhá-lo no seu próprio blogue.

    Recordemos, numa formulação ligeiramente diferente:

    1) Toda a informação codificada tem origem inteligente.

    2) No DNA encontramos informação codificada em quantidade, qualidade, variedade, complexidade e densidade que transcende tudo o que a comunidade científica é capaz de produzir

    3) Na origem do DNA encontramos uma inteligência que transcende a inteligência de toda a comunidade científica junta.

    É tão simples como 2 + 2 = 4

    O Ludwig não tem qualquer hipótese científica contra este argumento. Nem ele, nem ninguém.

    Este argumento, sendo aparentemente simples, tem implicações fundamentais para a análise do big bang, da origem da vida, do ancestral comum, das mutações, da selecção natural, da especiação, a interpretação dor registo fóssil, etc.

    Além disso, ele explica porque é que a Palmira está errada quando compara os cubos de gelo ao DNA, porque o Ludwig está errado quando pensa que o facto de gaivotas darem gaivotas prova a evolução e porque é que o Paulo Gama Mota está errado quando pensa que a especiação dos Roquinhos prova a evolução.

    Não existe qualquer confusão na cabeça dos criacionistas.

    As premissas da forquilha criacionista são amplamente validadas pelos próprios ateístas.

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  6. "Pode não parecer nada demais ensinar a criança a acreditar que a hóstia se torna no corpo de um deus ou que o sacerdote merece respeito especial porque sim."

    A não ser quando os sotainas e afins se servem dessa posição de autoridade para abusar das crianaçs que lhes são confiadas.

    Cristy

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  7. Olha, fala-se de charlatães e aparece logo o Perspectiva.
    Cristy

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  8. ATEÍSTAS CONFIRMAM MAIS UMA VEZ A FORQUILHA CRIACIONISTA:

    1) Ludwig diz que todos os códigos têm sempre origem inteligente.

    2) Richard Dawkins diz que existe literalmente um código no genoma e que “[T]here is enough information capacity in a single human cell to store the Encyclopaedia Britannica, all 30 volumes of it, three or four times over.” (The Blind Watchmaker)

    3) Os criacionistas concluem: a informação codificada no genoma só pode ter tido origem inteligente

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  9. Pedro Ferreira02/03/09, 09:58

    perspectiva,

    Todo o chorrilho de pseudo-argumentos que lança ad nauseum serve para se convencer a si mesmo das suas ideias e preconceitos. Só isso...

    A possibilidade de o mundo ter sido construído como está descrito no seu livro é a mesma que a do mundo ter sido construído ontem por um deus que tenha criado tudo, inclusive, o seu deus e os livros que o descrevem, bem como as pessoas já com as respectivas memórias individuais.

    Safe-se desta forquilha racional mostrando que a sua teoria é mais verosímil do que a minha...

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  10. ÚLTIMA HORA!

    A FORQUILHA CRIACIONISTA, CUJAS PREMISSAS SÃO VALIDADAS POR ATEÍSTAS, APONTA PARA CRIAÇÃO INSTANTÂNEA DA VIDA!


    1) Toda a informação codificada tem origem inteligente.

    2) No DNA encontramos informação codificada em quantidade, qualidade, variedade, complexidade e densidade que transcende tudo o que a comunidade científica é capaz de produzir

    3) Acresce que a informação codificada no DNA requer a existência de maquinismos de descodificação, o ribossoma, sendo que as instruções para construir ribossomas se encontram codificadas no DNA.

    4) Além disso, a descodificação requer energia a partir de ATP (adenosina trifosfato), construída por motores ATP-sintase, construídos a partir de instruções codificadas no DNA.

    5) Assim sendo, a origem do DNA só pode ter sido inteligente e instantânea, visto que a informação do DNA só pode ser descodificada com base em mecanismos codificados pelo próprio DNA.

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  11. Pedro Ferreira diz:

    "A possibilidade de o mundo ter sido construído como está descrito no seu livro é a mesma que a do mundo ter sido construído ontem por um deus que tenha criado tudo, inclusive, o seu deus e os livros que o descrevem, bem como as pessoas já com as respectivas memórias individuais."

    Em última análise, todos andamos pela fé. Os criacionistas já têm a sua fé.

    "Safe-se desta forquilha racional mostrando que a sua teoria é mais verosímil do que a minha..."

    Fale-nos da sua fé, que os criacionstas lhe falarão da nossa.

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  12. ÚLTIMA HORA!

    ATEÍSTAS SEPULTAM DEFINITIVAMENTE O ATEÍSMO!!

    1) Ludwig Krippahl diz que um código tem sempre origem inteligente. Os criacionistas concordam.

    2) Richard Dawkins afirma que no DNA existe um código quaternário que codifica informação como um computador em quantidades exponenciais. Os criacionistas concordam.

    3) Por concordarem com o Ludwig em 1) e Dawkins em 2), os criacionistas concluem que o código do DNA só pode ter tido origem inteligente.


    O ateísmo está sepultado. Os seus coveiros chamam-se Ludwig Krippahl e Richard Dawkins.

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  13. Pedro Ferreira02/03/09, 10:20

    Ludwig,

    Concordo em parte com o Nuno Gaspar quando diz que estás a pôr tudo no mesmo saco.

    A comparação de "crenças e superstições populares" com uma "religião" é um pouco exagerada. Acho que a teoria do Dennett sobre como as religiões evoluíram de crenças populares para se tornarem em organizações complexas é bastante verosímil. A ser verdade a sua teoria, há uma grande diferença entre a religião católica e o professor mamadu.

    Quer a religião quer estas crenças popularuchas de bruxas e videntes têm por base tirar partido das crenças alheias. Mas na forma, há uma grande diferença. Esta diferença não se mede só pelo número de aderentes, mas também pelo tempo de existência, pela complexidade do discurso e, principalmente, pelo estado de maturação do conjunto de crenças.

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  14. Pedro Ferreira diz:

    "A possibilidade de o mundo ter sido construído como está descrito no seu livro..."

    Não é possibilidade. É realidade. Toda a informação codificada tem origem inteligente e o DNA tem informação codificada. Sãos os próprios ateus que dizem isso.


    "...é a mesma que a do mundo ter sido construído ontem por um deus que tenha criado tudo, inclusive, o seu deus e os livros que o descrevem, bem como as pessoas já com as respectivas memórias individuais."

    Mesmo que isso fosse verdade, estaríamos perante um caso de design inteligente do Universo, o que invalidaria o ateísmo.

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  15. Pedro Ferreira02/03/09, 10:40

    perspectiva,

    Eu acabei de falar da minha fé: o mundo foi construído ontem e o Universo tem apenas 1 dia.

    A minha tese é: a minha crença é tão verosímil (ou pateta, se preferir) como a sua de que o Universo tem 6 mil anos.

    O mundo em redor não corrobora a sua teoria nem a minha, é certo. Neste ponto estão ao mesmo nível.

    Mas como a minha teoria contém a sua (foi o meu deus que criou o seu, não se esqueça) então eu acho até que a minha teoria é melhor que a sua. O que acha?

    PS: Eu ainda não tenho nenhum livro em que me basear, mas isso também se pode arranjar, caso seja necessário...

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  16. Pedro,

    Tem a certezqa que não tem um livro ai em casa, de origem divina, que lhe foi atribuido a si, e só a si, por um sofá a arder?

    Luis

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  17. Pedro Ferreira02/03/09, 11:06

    Luis,

    Agora que fala nisso, acho que encontrei um livro hoje... ;)

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  18. Ludwig Krippahl

    Mas o Ludwig não é também uma espécie de Mamadu do ateísmo com o seu proselitismo agressivo e as suas crenças injustificadas? Pode não cobrar nada mas se estiver enganado e existir tudo aquilo que a Santa Madre Igreja ensina - Céu e Inferno - muita gente sofrerá com a sua propaganda e baterá com os costados no Inferno.

    Se tiver a certeza absoluta daquilo que nos tenta vender (entre aspas) então falta-lhe apresentar as provas concretas e fiáveis. Palavras como "hipóteses", "não vemos", "não encontramos", "provalmente", "provável", "probabilidades", deverão ser excluídas do seu vocabulário, penso eu.

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  19. Este comentário foi removido pelo autor.

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  20. “(…)É raro encontrar um especialista em tudo, mesmo entre os professores, por isso o esforço de se especializar em todos os trabalhos ocultos fá-lo merecer o novo título.

    Alguns podem questionar como é que ele pode ser especialista em tudo se o termo denota uma dedicação especial a alguma parte. Ou como é que ele sabe ser especialista em todos os trabalhos ocultos se os trabalhos são ocultos.
    (…)não questionam nem isto nem o resto dos disparates que esta gente vende.
    ...
    E Mamadus há muitos, com muitos nomes e profissões. Há Mamadus Alexandra Solnado, Cristina Candeias e Paulo Cardoso. Há Mamadus Jim Jones, David Koresh e Shoko Asahara. Há Mamadus Joseph Ratzinger, Ali Khamenei e Tenzin Gyatso [e, principalmente, Ludwing Krippal].
    ...
    São muito diferentes, para todos os gostos e feitios… “


    Toda a gente percebeu o texto assenta que nem uma luva na descrição do LK.

    Infelizmente, ele incluiu alguns que não são professores nem mestres, mas apenas para iludir os incautos.

    Quem, mais que o LK, se mostra especialista em tudo o que for religião (e agora vem dizer que também percebe de oculto e afins)?

    Quem, mais que o LK, debita disparates tentando enganar os desprevenidos?
    Quem, mais que o LK, de entre os nomes citados, é professor em exercício?

    Um auto-retrato fica bem… de vez em quando.

    Os meus parabéns pela precisão e minúcia da auto descrição!!!

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  21. Pedro Ferreira diz:

    "Eu acabei de falar da minha fé: o mundo foi construído ontem e o Universo tem apenas 1 dia."

    Certamente leu isso num livro sagrado. Qual?

    "A minha tese é: a minha crença é tão verosímil (ou pateta, se preferir) como a sua de que o Universo tem 6 mil anos."

    Claro que o Universo tem 6 mil anos. O seu Criador é que o disse.

    Na verdade, só pode ter essa idade! E a evidência científica corrobora totalmente essa idade!

    "O mundo em redor não corrobora a sua teoria nem a minha, é certo."

    Claro que corrobora a criação. Toda a evidência geológica e fóssil corrobora uma catástrofe global de grandes proporções.

    Ela simplesmente não corrobora a tese dos milhões de anos.

    Na verdade, alguns simples cálculos sobre estatística demográfica tornam a tese dos biliões de anos ridícula.

    O mesmo sucede com a análise de fenómenos com a erosão dos continentes, a quantidade de hélio na atmosféra, a quantidade de hélio nos zircões, a quantidade de sal nos oceanos, a velocidade de recessão da Lua, o decaimento do campo magnético da Terra e de outros planentas, etc.

    "Neste ponto estão ao mesmo nível."

    Claro que não. Em todo o caso, não se esqueça de que, de acordo com a sua teoria, as evidências sobre a suposta antiguidade da Terra, poderiam ter sido criadas ontem!!

    "Mas como a minha teoria contém a sua (foi o meu deus que criou o seu, não se esqueça) então eu acho até que a minha teoria é melhor que a sua. O que acha?"

    Acho que tem todo o direito de acreditar na sua. Não se esqueça, apenas, de que ela refuta o ateísmo.


    "PS: Eu ainda não tenho nenhum livro em que me basear, mas isso também se pode arranjar, caso seja necessário..."

    Então arrange o seu livro. Os criacionismo baseia-se em 66 livros.

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  22. ÚLTIMA HORA!

    ATEUS E CRIACIONISTAS SEPULTAM O ATEÍSMO!

    1) Ludwig Krippahl diz que um código tem sempre origem inteligente. Os criacionistas concordam.

    2) Richard Dawkins afirma que no DNA existe um código quaternário que codifica grandes quantidades de informação como um computador. Os criacionistas concordam.

    3) Por concordarem com o Ludwig em 1) e Dawkins em 2), os criacionistas concluem que o código do DNA só pode ter tido origem inteligente.

    Teve assim lugar o funeral do ateísmo.

    Os ateus Ludwig Krippahl e Richard Dawkins carregaram a urna e abriram a cova.

    As exéquias foram celebradas pelos criacionistas.

    Que descance em paz.

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  23. Pedro Ferreira02/03/09, 12:48

    perspectiva,

    "Teve assim lugar o funeral do ateísmo. "

    :D

    Você está mesmo excitado com isto, não é?

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  24. Correcção de uma "mutação pontual"

    Que descanse em paz.

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  25. Pedro Ferreira pergunta:

    "Você está mesmo excitado com isto, não é?"

    Não é caso para menos. Não é todos os dias em que se vê dois ateístas a sepultarem o ateísmo.

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  26. Dito dessa maneira, então o ateísmo também não passa de uma superstição.

    Não seja parvo, Nuno Gaspar. Embora eu concorde com o Pedro Ferreira sobre a questão que levanta, chamar de religião uma superstição é uma crítica que se deve considerar nem que seja por um momento, enquanto que chamar a uma não-crença "superstição" é uma contradição de termos! Será que não há aqui religioso que compreenda esta simples falácia?

    E, não querendo substituir o LK (e insistem os analfabetos no "Lundwing"?!?), este site não se chama "Que Superstição!", mas sim "Que Treta!", que é bem mais abarcante e generalista do que superstições.

    Um pouco mais de matéria cinzenta a trabalhar antes de carregar no "Publicar", okay?

    A não ser que estas mentes se ponham também a acusar o LK de chamar de supersticiosos à RIAA...

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  27. O perspectiva vê coisas que não existem. Para as discutir com o seu amigo imaginário, porventura.

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  28. Barbas:

    «Dito dessa maneira, então o ateísmo também não passa de uma superstição.»

    Não seja parvo,[Barbas!]

    È mais do que evidente que o Ateísmo que temos por cá é uma superstição com substrato de delinquência.
    Ninguém duvida (excepto os seguidores cegos e acéfalos) que Dawkins, Dennet e Hitchens, são os gurus espertalhões (e aproveitadores da fraqueza psicológica e da falta de formação social/pessoal/educação de alguns), para se repastarem à custa dos pobre inocentes.
    Aliás, a diferença entre o ateísmo e a Dianética é muito pouca, tal como os interesses de Ron Hubbard e de Dawkins são os mesmos.

    Um pouco mais de matéria cinzenta a trabalhar antes de carregar no "Publicar", [ficava-lhe bem Barba Rija?]

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  29. "jogo da vermelhinha."

    Ludi,

    Que raio é o jogo da vermelhinha? Desculpa lá a ignorancia pá ;)

    Quanto ao post não sei se seria assim tão radical como tu. Embora entenda prefeitamente o que queres dizer, ou seja, a razão pela qual metes "os gatos todos no mesmo saco" como alguns dizem.

    beijos

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  30. Zeca, esqueceste-te do Sam Harris.

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  31. Nuno Gaspar02/03/09, 15:32

    Obrigado pela ajuda Zeca. E obrigado também Barba Rija. Sam Harris era o nome que me faltava dos quatros que estão com os bolsos cheios de dinheiro a animar uma horda ateístas da treta lançando invejas sobre quem, melhor ou pior, sempre esteve e estará no terreno ao lado dos mais pobres e desfavorecidos.

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  32. Joaninha,

    No jogo da vermelhinha um tipo lança três cartas, uma delas a dama de copas ou ouros, e o outro tem que adivinhar qual das três é a dama. Normalmente serve para sacar dinheiro a trouxas, fazendo umas apostas pequenas primeiro e depois, na aposta grande, enganando o tipo com a forma de deitar as cartas, que faz parecer que a dama foi para o lado errado (em versões mais sofisticadas o aldrabão tem um comparsa para ajudar a subir a parada e a "arrefecer" o trouxa no fim).

    Quanto às várias críticas de vários comentadores, merecem um post.

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  33. Pedro Ferreira02/03/09, 15:44

    Ludwig,

    Não me digas que vais fazer um post de despedida sobre a "morte do ateísmo"??!! ;)

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  34. Pedro Ferreira,

    O ateísmo não morre porque não é uma ideologia. É a atitude de pôr as histórias da carochinha na prateleira e passar a coisas mais interessantes, como a realidade :)

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  35. Nuno Gaspar, tu acreditas mesmo no que escreves?

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  36. "É certo que é mais fácil enganar quem está menos informado"

    Eu não poderia concordar mais. Se calhar é por isso que os darwinistas* não querem que haja um escrutínio científico às "evidências" que suportam a "teoria" da evolução.

    "A nossa sociedade enaltece, favorece e protege quem acredita em disparates."

    Isso explica a popularidade de pessoas como Dawkins.

    .....
    * Para quem não sabe, darwinistas são os fiéis que subscrevem a teoria de Darwin e todas as mutações que ela sofreu através dos anos (neo-darwinismo, etc).

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  37. Nuno Gaspar02/03/09, 16:04

    Ludwig,
    O curioso é não são capazes de criar uma história alternativa à da carochinha nem de viver sem a achincalhar. Venham daí as coisas interessantes. Somos todos ouvidos.

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  38. Eu ainda não acredito que o Nuno esteja a falar a sério. Ele acredita mesmo no que diz? Que a Bíblia é de facto a "grande" história da humanidade?!?

    A sério?

    Temos então de facto um enorme problema na educação portuguesa...

    P.S.: Mats, sim sim já sabemos, os cientistas estão todos enganados e o livrinho é que está certo. Pois pois.

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  39. «O curioso é não são capazes de criar uma história alternativa à da carochinha»

    A questão está preecisamente em rejeitar criar ou aceitar histórias da carochinha alternativas, e optar por descobrir como funciona a realidade.

    «nem de viver sem a achincalhar.»
    Muitos vivem. A maior parte dos ateus não achincalha.

    Mas tal como existe um lado saudável em achincalhar os "mamadus" existe um lado saudável em achincalhar a religião, na minha opinião. Se esta for "civilizada", não lhe faz mal, se não for, então merece ser achincalhada.

    A religião organizada tem difereças em relação às crenças avulsas dos Mamadus, mas também tem semelhanças, e foras essas que o Ludwig salientou neste texto. Não vejo o que tem de complicado.

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  40. ÚLTIMA HORA!

    ATEUS E CRIACIONISTAS SEPULTAM O ATEÍSMO!

    1) Ludwig Krippahl diz que um código tem sempre origem inteligente. Os criacionistas concordam.

    2) Richard Dawkins afirma que no DNA existe um código quaternário que codifica grandes quantidades de informação como um computador. Os criacionistas concordam.

    3) Por concordarem com o Ludwig em 1) e Dawkins em 2), os criacionistas concluem que o código do DNA só pode ter tido origem inteligente.

    Teve assim lugar o funeral do ateísmo.

    Os ateus Ludwig Krippahl e Richard Dawkins carregaram a urna e abriram a cova.

    As exéquias foram celebradas pelos criacionistas.

    Que descanse em paz.

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  41. Ludwig diz:

    "O ateísmo não morre porque não é uma ideologia."

    Perdão. Não morre, porque é ideologia!

    "É a atitude de pôr as histórias da carochinha na prateleira..."

    Quem é que anda a dizer que a vida surgiu por acaso sem qualquer evidência empírica?

    "...e passar a coisas mais interessantes, como a realidade"

    A realidade é clara: ~

    1) Ludwig Krippahl diz que um código tem sempre origem inteligente. Os criacionistas concordam, porque isso é realidade.

    2) Richard Dawkins afirma que no DNA existe um código quaternário que codifica grandes quantidades de informação como um computador. Os criacionistas concordam porque isso é realidade.

    3) Por concordarem com o Ludwig em 1) e Dawkins em 2), os criacionistas concluem que a realidade é que o código do DNA só pode ter tido origem inteligente.

    Essa é a realidade.

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  42. Pedro Ferreira02/03/09, 16:57

    perspectiva,

    Este último comentário é igual ao comentário das 12:23. Não faça isso, caso contrário, o seu comentário, em vez de uma boa nova que até o poderá tornar um santo (você, ao fim e ao cabo, matou o ateísmo!), passa ao estatuto de "spam".

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  43. ÚLTIMA HORA!

    O ATEÍSMO ESTABELECE A REALIDADE DO CRIACIONISMO!

    1) Ludwig Krippahl diz que um código tem sempre origem inteligente. Os criacionistas concordam, porque isso é realidade.

    2) Richard Dawkins afirma que no DNA existe um código quaternário que codifica grandes quantidades de informação como um computador. Os criacionistas concordam porque isso é realidade.

    3) Por concordarem com o Ludwig em 1) e Dawkins em 2), os criacionistas concluem que a realidade é que o código do DNA só pode ter tido origem inteligente.

    Essa é a realidade.

    ResponderEliminar
  44. Pedro Ferreira02/03/09, 17:00

    perspectiva,

    Admiro-o!!!! Como é que consegue escrever tão rápido?

    PS: Se eu tivesse assim os dedos tão rápidos, usava-os de uma forma bem mais interessante...

    ResponderEliminar
  45. Pedro Ferreira diz:

    "...em vez de uma boa nova que até o poderá tornar um santo (você, ao fim e ao cabo, matou o ateísmo!),

    Não queremos os méritos só para nós.

    Canonizem também o Ludwig Krippahl e o Richard Dawkins, que deram uma ajuda boa ajuda.

    Eles estabeleceram as premissas.

    Nós só tirámos a conclusão lógica.

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  46. Pedro Ferreira02/03/09, 17:02

    :D

    Essa é de um sadismo atroz!!!! Canonizar o Ludwig e o Dawkins...

    :D

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  47. Nuno Gaspar,

    Acha que fiz mal em "achincalhar" todos os que "achincalhei" neste post ou só alguns?

    Ou seja, acha que não se deve criticar as crenças por mais disparatadas que o sejam, ou acha que essa regra só se aplica às suas?

    Já agora, acha que há mais ou menos evidências em favor da ressureição de Jesus ou dos poderes sobrenaturais do Mamadu?

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  48. Pedro Ferreira02/03/09, 17:05

    perspectiva,

    Agora uma pergunta séria: quando diz "nós tirámos as concusões", está a falar em nome dos criacionistas. Tem algum mandato de alguma instituição para falar em nome de todos? Tem algum cargo de relevo?

    PS: Não estou a brincar. A pergunta é mesmo genuína.

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  49. O EX-ATEU ANTHONY FLEW RECONHECE: EXISTE UM DEUS!

    Para os ateus deve ter interesse a trajectória pessoal e intelectual de Anthony Flew.

    Embora nascido e criado numa família cristã (o seu pai era um dos mais conhecidos pastores Metodistas do Reino Unido) Anthony Flew desde cedo se mostrou desconfortável com o ensino cristão, tendo abraçado uma visão do mundo naturalista e ateísta.

    Durante a sua vida de estudante e professor de filosofia privou com alguns dos mais célebres filósofos, cientistas e intelectuais (v.g. Ludwig Wittgenstein, Bertrand Russell, C. S. Lewis) ateus e cristãos, em diálogo com os quais desenvolveu os seus argumentos ateístas.


    Ao longo de cerca de seis décadas defendeu ferozmente o ateísmo em livros, artigos, palestras e debates.

    Ele conhecia muito bem os argumentos de ateístas tão diversos como David Hume ou Bertrand Russell, argumentos esses que desenvolveu, aprofundou e sofisticou.

    Recentemente, porém, algo aconteceu.

    Anthony Flew, que teve sempre o mérito de manter uma mente aberta e seguir a evidência onde ela conduzisse, tornou-se teísta.


    O que é interessante, considerando que se estava perante um defensor empedernido do ateísmo.

    Como ele próprio diz, a sua mudança não se ficou a dever a uma experiência religiosa de qualquer tipo, antes foi um evento exclusivamente racional.

    Anthony Flew explica, no seu recente livro “There is a God” (existe um Deus), as razões que o fizeram reconsiderar a sua posição.

    Sem quaisquer desenvolvimentos, podemos sintetizá-las em alguns pontos:

    1) a existência de leis naturais no Universo corrobora uma criação racional;

    2) a sintonia do Universo para a vida corrobora uma criação racional;

    3) a estrutura racional e matemática do Universo corrobora uma criação racional;

    4) a existência de informação semântica codificada nos genomas corrobora uma criação racional.

    Com base nestes argumentos, e principalmente no último, Anthony Flew considera agora não apenas que a posição teísta é verdadeira, mas que ela é cientifica e racionalmente irrefutável.

    Embora Anthony Flew não se tenha convertido a Jesus Cristo, ele confessa que se há alguma religião digna de consideração séria, é o Cristianismo, com as figuras centrais de Jesus Cristo e do Apóstolo Paulo.

    Se Anthony Flew ousasse considerar seriamente a mensagem cristã, iria ver que ela tem muito a dizer sobre astronomia, astrofísica, biologia, genética, geologia, paleontologia, etc., e que em todas essas disciplinas abundam evidências que a corroboram.

    Para Anthony Flew a busca ainda não acabou.

    É interessante o percurso de Anthony Flew.

    Ele chegou a uma conclusão a que muitos outros já haviam chegado antes: a presença de informação codificada no genoma é evidência clara da existência de uma realidade imaterial, espiritual e mental para além da matéria, da energia, do tempo e do espaço.

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  50. ÚLTIMA HORA!

    ATEUS AFIRMAM A EXISTÊNCIA DE EVIDÊNCIA DA ORIGEM INTELIGENTE DA VIDA!

    1) Ludwig Krippahl diz que um código tem sempre origem inteligente. Os criacionistas concordam.

    2) Richard Dawkins afirma que no DNA existe um código quaternário que codifica grandes quantidades de informação como um computador. Os criacionistas concordam.

    3) Por concordarem com o Ludwig em 1) e Dawkins em 2), os criacionistas concluem que o código do DNA só pode ter tido origem inteligente.

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  51. Pedro Ferreira02/03/09, 17:16

    perspectiva,

    Você até pode não ter acabado com o ateísmo mas com essa velocidade estonteante de dedos, se quiser, pode acabar com o negócio dos vibradores femininos.

    Você é o sonho de qualquer mulher...

    ResponderEliminar
  52. Paulo Sustelo02/03/09, 17:40

    Perspectiva,

    “This is really Roy’s doing,” he said, before I had even figured out a polite way to ask. “He showed it to me, and I said O.K. I’m too old for this kind of work!”

    Aqui a verdadeira história da "conversão" do Anthony Flew.

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  53. O "meter tudo no mesmo saco" é uma forma ateísta de "argumentar".

    Isso foi falado neste post.

    Eu poderia fazer o mesmo, e considerar todos os ateus ao mesmo nível do José Estaline, ou do Pol Pot ou do Mao Tse Tung, ou considerar todos os evolucionistas ao nível do Hitler, mas não faço porque sei que, apesar de o Estaline ter sido um ateu (ele agora já não é ateu, mas já é tarde demais para ele), a forma como ele expressava o seu ateísmo não é a mesma que os ateus residentes expressam o seu ateísmo.

    No entanto, os ateus, para além de excluirem a sua religião do grupo das religiões, consideram todas as outras religiões exactamente iguais, independentemente das óbvias diferenças.


    Segundo, a proliferação de bruxos e curandeiros é uma consequência directa do
    1) falhanço do secularismo em preencher a alma
    e
    2) rejeição da Bíblia como Suporte Espiritual.

    Sem uma crença firme na Bíblia, as pessoas ficam sujeitas a toda a espécie de crenças mitológicas como espiritismo, ocultismo, ateísmo e darwinismo.

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  54. Pedro Ferreira diz:

    "Você até pode não ter acabado com o ateísmo mas com essa velocidade estonteante de dedos, se quiser, pode acabar com o negócio dos vibradores femininos.

    Você é o sonho de qualquer mulher..."

    Está tudo bem consigo?

    Está com tonturas?

    Quando é que foi a última vez que foi visto pelo médico?

    Quer que mande chamar o INEM?

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  55. Paulo Sustelo diz:

    "Aqui a verdadeira história da "conversão" do Anthony Flew."

    O melhor é mesmo ler o livro dele.

    Não há nada como consultar as fontes primárias.

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  56. Paulo Sutelo,

    Infelizmente o próprio Anthony Flew (ex-ateu) já veio a público refutar o que o New York Times escreveu/inventou sobre ele:

    "This is a serious charge to which Professor Flew responded and which he reiterated in a recent letter (dated 4th June 2008) to a friend of UCCF who has shown it to us. Professor Flew writes:

    I have rebutted these criticisms in the following statement: “My name is on the book and it represents exactly my opinions. I would not have a book issued in my name that I do not 100 per cent agree with. I needed someone to do the actual writing because I’m 84 and that was Roy Varghese’s role. The idea that someone manipulated me because I’m old is exactly wrong. I may be old but it is hard to manipulate me. That is my book and it represents my thinking.”

    Não acredites em tudo o que lês nos jornais, especialmente se forem escritos por quem acredita que a moral é relativa.

    ResponderEliminar
  57. Perspectiva,

    Não há fontes primárias!
    O Anthony Flew sofre de demência senil.
    O livro é uma fraude.

    Essa bandeira é simplesmente um tiro no pé.

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  58. "Quanto às várias críticas de vários comentadores, merecem um post."

    Sem dúvida que será um post espontâneo e fruto do acaso. Não será escrito de uma forma inteligente porque isso seria dar o braço a torcer ao criacionismo por que tudo o que é ateu não pode ter uma origem inteligente.

    tags: amendoins, humor

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  59. Nuno Gaspar02/03/09, 18:17

    Ludwig,
    Você pode achincalhar todos os condutores só porque passou por um em fora-de-mão, ou todos os médicos só porque soube de um caso em que um cirurgião operou o dado esquerdo quendo era o direito que estava doente, ou todos os cientistas por soube de um que forjou dados para chegar às conclusões que pretendia, ou todos os ateus só porque alguns alguns insistem em dizer disparates?
    Não. Não pode. E se o faz não pode reclamar grande inteligência.

    Ó Barba Rija,
    quem é que disse que a Bíblia é a grande «História» da humanidade?
    A Fé tem pouco para ensinar à História e a História não é indispensável à Fé, apesar de a poder enriquecer. O que quero dizer é que este ateísmo vive de desconstuir ideias sem apresentar e sem se preocupar em apresentar alternativas. Já vimos este filme muitas vezes.

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  60. Paulo,
    A palavra demência deve ter outro significado para ti.

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  61. O que quero dizer é que este ateísmo vive de desconstuir ideias sem apresentar e sem se preocupar em apresentar alternativas. Já vimos este filme muitas vezes.

    O ateísmo é apenas a proposição da negação da existência de deus. Obviamente, obviamente que a sua proposição é, inerentemente desconstrutiva daquilo que pretende negar.

    Não existe "ideologia ateísta". Não existe alternativa denominada "ateísta".

    Para além destes truísmos auto-evidentes que qualquer criança de 3 anos consegue compreender, é evidente que os ateus não se guiam por uma negação, mas que são apenas um grupo de pessoas independentes que partilham essa descrença.

    Se me perguntar se existe alternativa ao teísmo, isso já é outra pergunta totalmente diferente. Mas não foi isso que fez.

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  62. É que basicamente se está a queixar que o azul é de uma cor assim tipo para o azulada...

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  63. Off-topic à atenção do Ludwig:

    http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=29878&op=all

    Repare-se que a justificação para a rejeição do criacionismo DI é a rejeição dos factos físicos para inferir sobre a existência ou inexistência de Deus. Talvez porque os factos façam sugestões bastante elucidativas, a posição do clero é dizer que basear o valor da crença na realidade é batota... Reconhecem, no fundo, que tudo redunda num Deus das Lacunas.

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  64. Mats:

    «Eu poderia fazer o mesmo, e considerar todos os ateus ao mesmo nível do José Estaline, ou do Pol Pot ou do Mao Tse Tung, ou considerar todos os evolucionistas ao nível do Hitler, mas não faço...»


    Os nomes mencionados e muitos outros destacaram-se não pelo seu ateísmo, mas pelo facto de serem psicopatas.

    O facto de haver psicopatas que é uma deficiência cerebral, em muitos casos uma doença à nascença, não favorece em nada as teses religiosas, muito pelo contrário.

    Deus faz tudo o que há de bom e o que há de mau, fez e continua a fazer muitos psicopatas, será que Deus tem uma inclinação doentia para fabricar psicopatas?

    Os homens foram feitos à imagem e semelhança do criador não é verdade? Então por que razão tanta produção com defeito de fabrico?

    Será Deus apenas um deus menor? Ou aprendiz de divindade? Ou o Deus que fabrica os psicopatas o faz às escondidas dos outros deuses mais antigos?

    Há muitos ateus psicopatas mas também os há nas variadíssimas religiões. Quem sabe se a própria religião não é uma criação de psicopatas?

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  65. Pedro Ferreira02/03/09, 20:08

    António,

    "Os homens foram feitos à imagem e semelhança do criador não é verdade? Então por que razão tanta produção com defeito de fabrico?"

    Porque a Eva deu uma dentada numa maçã... Dahh...

    <* sarcasmo *>

    ResponderEliminar
  66. Nuno Gaspar02/03/09, 20:15

    Não, Barba Rija,
    não me queixo de nada. O que constato é você está interessado em discutir se um carro azul anda mais depressa ou mais devagar do que um carro vermelho e a mim só me interessa andar carro.
    Não acho pertinente a pergunta «Deus Existe? ou «Deus não existe?». Não me parece que a Fé pretenda ser um edifício lógico capaz de demonstrar ou refutar qualquer proposição.
    A Fé é praxis. Para um crente, o tipo de perguntas que faz sentido é, por exemplo, «Que fizeste de teu irmão?». E as resposta são menos de tipo verbal e mais de género exemplar.
    Estar você a convencer-me que Deus não existe e eu a si do contrário vai dar ao mesmo. Gosto mais de pingue-pongue. O que conta são as atitudes e as acções que implicam a crença ou a descrença.

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  67. Nuno Gaspar:

    «Não me parece que a Fé pretenda ser um edifício lógico capaz de demonstrar ou refutar qualquer proposição.»


    Parece um pensamento muito bonito, mas a realidade contraria essa ideia.


    Os pensadores religiosos procuraram, ao longo de séculos, encontrar uma explicação lógica para demonstrar a existência de Deus.


    Depois de muitas tentativas falhadas, resta ainda uma última solução: é a fé que nos salva.


    Mas, não é nada convincente.

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  68. Nuno Gaspar02/03/09, 21:34

    António
    «Depois de muitas tentativas falhadas, resta ainda uma última solução: é a fé que nos salva.»

    Não é a última. E a primeira e a última. O sentido da vida e da morte (a salvação) não se esgota na tentativa de compreensão da realidade física pela ciência. É curto. A partilha da busca de algo que a trancende, pela experiência, pela meditação, pela arte ou pela comunhão de ritos pode ser concreta. Não é nenhuma fantasia. Fantasiosa é esta tentativa de empurrar a Fé para um terreno que não é seu. Se a Fé toma o lugar da Ciência deixa de ser Fé. Se a Ciência toma o lugar da Fé deixa de ser Ciência. É assim tão difícil de perceber?

    ResponderEliminar
  69. Nuno Gaspar:

    «O sentido da vida e da morte (a salvação) não se esgota na tentativa de compreensão da realidade física pela ciência.»


    O sentido de vida é aquilo que nós queremos para a nossa vida. Não preciso de qualquer moleta sobrenatural para dar sentido à minha vida. A ideia de vida eterna não acrescentaria qualquer valor ao sentido que eu dou à minha vida. Não podemos imaginar o que é a vida eterna, não temos qualquer experiência do que é viver eternamente. E mesmo que houvesse vida eterna de certeza que essa vida não teria nada a ver com o que sabemos ser a vida.

    A ideia de salvação é algo bizarra. Salvar de quê? De um pecado que os nossos ancestrais cometeram? Mas, isso faz qualquer sentido? Viver uma vida inteira a pensar na salvação da alma, para depois gozar as delícias do paraíso, esta ideia passa perfeitamente quando temos oito ou nove anos, mas um adulto levar isto a sério?

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  70. Nuno Gaspar03/03/09, 00:44

    António,
    Concordo mais ou menos com o que diz. Quando escrevo dar sentido à vida e à morte não estou a pensar propriamente no Jardim das Delícias e nas chamas do Inferno. E admito que há vários caminhos para chegar ao mesmo sítio. Simplesmente a Fé em Jesus Cristo é o caminho que me parece mais próximo e coerente. Gostava de conhecer outros. Mas muitas vezes só se ouve ruído e desarticulação.

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  71. Se tivéssemos de facto um deus que nos socorresse em tempos de aflição, talvez ele achasse propício libertar-nos desta via-sacra para que não há já pachorra. Primeiro, o Pedro Ferreira obtém um modesto sucesso em travar os delírios do evangelista de plantão (bravíssimo pelos argumentos, Pedro, e não te deixes desencorajar pela modéstia do resultado – é o melhor que se pode esperar). Depois, o nosso dilecto António Parente retorna tão inopinadamente como sempre, com dois parágrafos de causar espanto ao mais estólido dos cépticos.

    No primeiro, abandona o AP a postura conservadora, tolerante e racional, que o tem ultimamente caracterizado (não, que diabos, direi mesmo – que o tem usualmente caracterizado), para lançar mão de uns incaracterísticos carvões ardentes, e ameaçar a gente boa com uns medievais braseiros, e votar-nos a todos às caldeiras de Pêro Botelho. Estou em que não foi senão um entusiasmo do momento, e não carrego mais no ponto.

    O segundo dos dois parágrafos eleva a coisa para patamares que trazem irresistivelmente à ideia certas substâncias que a lei restringe com alguma severidade. Para que não haja confusão, eu cito:

    “Se tiver a certeza absoluta daquilo que nos tenta vender (entre aspas) então falta-lhe apresentar as provas concretas e fiáveis. Palavras como "hipóteses", "não vemos", "não encontramos", "provalmente", "provável", "probabilidades", deverão ser excluídas do seu vocabulário, penso eu.”

    Relembro que o parágrafo se destina a apostrofar o Pedro Ferreira, que alegadamente pretende vender uma nova religião. As objecções aduzidas por si, meu caro António Parente, não podem senão parecer-me justíssimas, e todos ganharíamos se fossem efectivamente postas em prática. As minhas alusões, que reconheço sarcásticas, ao seu comentário, procedem com toda a probabilidade da minha suspeita que não era essa, realmente, a sua intenção.

    Sempre a considerá-lo,

    Nuno Coelho

    ResponderEliminar
  72. Antonio,
    Mats:
    «Eu poderia fazer o mesmo, e considerar todos os ateus ao mesmo nível do José Estaline, ou do Pol Pot ou do Mao Tse Tung, ou considerar todos os evolucionistas ao nível do Hitler, mas não faço...»

    Os nomes mencionados e muitos outros destacaram-se não pelo seu ateísmo, mas pelo facto de serem psicopatas.


    Por acaso, os nomes acima mencionados destacam-se pelo seu ateísmo. A parte que tu chamas de "psicose" é apenas o exercício prático da sua crença ateísta.

    Mao Tse Tung, Joe Stalin e Pol Pot eram ateus, e os seus actos genocidas em nada contradizem o seu ateísmo.

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  73. Ludwig:

    Porque é que não publicas este texto e o seguinte no DA?

    Acho que seria uma óptima ideia.

    ResponderEliminar
  74. Nuno, então se bem entendo o seu cristianismo não é racional nem teológico, mas antes movido pura e simplesmente pelo pragmatismo da concretização dessa mesma religião na realidade.

    Não lhe interessa portanto sequer compreender se aquilo em que se baseia é ou não verdade, mas se é útil ou não à sua felicidade.

    Se for esse o caso, digo-lhe que nunca terá problemas comigo, excepto nos casos em que a sua "praxis" colidir com a minha. Nessa altura, não espere de mim uma compreensão intelectual por aquilo que é apenas um modo acerebral de agir.

    Também lhe digo que se é esse o seu caso, não compreendo porque é que levanta tantos problemas nos posts que questionam precisamente a lógica por detrás da praxis. Se isso não lhe interessa, ninguém o obriga a ler. De igual modo, não tente obrigar ninguém a esquecer estes assuntos e ligar apenas à praxis.

    Não que a praxis católica esteja livre de críticas...

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  75. “Os nomes mencionados e muitos outros destacaram-se não pelo seu ateísmo, mas pelo facto de serem psicopatas.”

    Se fosse uma pessoa séria teria dito a verdade:
    Os nomes mencionados e muitos outros destacaram-se pelo facto do seu ateísmo os levar a serem psicopatas

    Quem sabe se a própria religião não é uma criação de psicopatas?

    Dada a prevalência de psicopatas entre os ateus: os verdadeiros são todos psicopatas, os “ simpatizantes amadores” propagam tal praga e tendem a tentar destruir a própria sociedade e seus valores. Assim a pergunta séria será:

    Quem duvida que o próprio ateísmo seja uma criação de psicopatas?

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  76. Só digo isto, dinheiro proveniente de doações e gasto em qualquer despesa (incluindo imóveis) para promoção da fé religiosa está isento de qualquer tipo de impostos.

    É o negócio da china!

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  77. è mesmo o negócio da China. Impostor!

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