quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Cultura? Religião?

A propósito do senhor que decapitou a esposa, alguns comentadores sugeriram que foi por motivação religiosa, outros por questões culturais. Uns propuseram que o islão é mais perigoso que o cristianismo e outros que nem por isso (1). No fundo, todos têm alguma razão. Por um lado porque a religião é um fenómeno cultural e, por outro, porque cada religião é tão nefasta quanto a deixarem ser. Nenhuma é intrinsecamente melhor ou pior que outra.

Mesmo quem acredita que existe algum deus percebe que não é nos deuses que os crentes encontram a sua religião. É nas pessoas. Nos sacerdotes, nos pais, nos amigos e vizinhos. Até os livros sagrados foram escritos por gente. Gente humana, não divina. Se deixassem que cada criança procurasse o seu deus à vontade, sem lhe incutir dogmas ou crenças, as religiões desapareciam numa geração. Provavelmente continuaria a haver crenças, mas todo o aparato de mullahs e bispos, de farás e não farás, de suras e epístolas, tudo isso precisa de transmissão (ou infecção) cultural. Não vem de cada crente e muito menos de cada deus.

Quando Muzzammil Hassan decapitou a sua esposa fê-lo por motivos culturais e por motivos religiosos. Isto não quer dizer que todos os paquistaneses e todos os muçulmanos sejam assim. Nem os paquistaneses têm todos a mesma cultura nem os muçulmanos têm todos a mesma religião. Mesmo quando partilham uma etiqueta religiosa, pessoas diferentes têm, na prática, religiões diferentes.

Mas isto não isenta de culpa essas religiões. Apesar de hábitos e tradições culturais poderem ser nefastos mesmo sem ser religiosos, as religiões agravam qualquer defeito por tornar mais difícil corrigi-lo e por disfarçá-lo de virtude ou de obrigação moral. Uma pessoa que cresça numa cultura que considera a homossexualidade repugnante, por exemplo, vai ter dificuldade em aceitá-la quando for adulto. Mesmo que seja homossexual. Mas para condenar outrem pela sua orientação sexual ou defender que se proíba o reconhecimento legal destas relações é preciso mais que um mero costume. É preciso aquela convicção infundada de moralidade superior que as religiões dão tão facilmente.

E para actos hediondos como decapitar a esposa é preciso mais. É preciso uma certeza inabalável, porque quem tem dúvidas não corta cabeças. Só o faz quem tem a certeza absoluta que age correctamente mesmo quando tudo lhe indica o contrário. E essa certeza perante a contradição, essa fé, também vem quase sempre das religiões.

Infelizmente, isto não quer dizer que umas religiões sejam melhores que as outras, se entendemos as religiões como instituições e conjuntos de dogmas. Qualquer religião é potencialmente nefasta porque prolifera exacerbando as atitudes mais intolerantes da cultura hospedeira. Tudo o que destaca o crente nessa religião e o afasta das outras religiões vai perpetuar aquela instituição. Em contraste, tudo o que o tornar receptivo e tolerante a outras ideias ou valores dilui a religião na cultura onde se insere. Daí que as religiões protestem constantemente contra tudo o que nos faça aceitar as diferenças dos outros.

Só podemos distinguir as religiões boas das más se entendermos “religião” como aquilo que o crente pratica. A sua crença pessoal, despojada de pretensões dogmáticas ou institucionais. Nesse sentido, uma religião é tão melhor quanto menos influenciar a vida do crente e daqueles que o rodeiam. Porque a crença num deus que manda em tudo só permite uma atitude decente e civilizada se o crente primeiro pensar no que faz e só depois afixar a etiqueta “por vontade de Deus” àquilo que já tinha concluído estar certo. Porque se fizer o contrário vão rolar cabeças.

1- Comentários em Ooops...

73 comentários:

  1. Ludwig, quem me dera ser tão claro como tu. Disseste exactamente o que me vinha à mente na discussão, mas que não consegui exprimir.

    Excelente post.

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  2. Barba Rija,

    "Ludwig, quem me dera ser tão claro como tu. Disseste exactamente o que me vinha à mente na discussão, mas que não consegui exprimir."

    "Esforça-te e tem bom ânimo" (Josué 1:9)

    Não desistas. Ainda podes ser como o Ludwig. Estás no bom caminho, uma vez que já o acompanhas na lavagem ateísta de dizer que o ADN não tem informação codificada :)

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  3. Nuno Gaspar20/02/09, 02:19

    Num momento em que ainda estão a ser julgados responsáveis por um dos maiores genocídios da história, no Cambodja, em que morrerarm cerca de três milhões de pessoas, muitas delas por manifestarem algum tipo de religiosidade, tem alguma ironia vir falar dum caso em que um homem decapita uma mulher e aludir a que isso tem a ver com a religião. Ainda bem que os ateístas se reclamam tolerantes, não preconceitouosos e "aceitam as diferencas dos outros".

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  4. Marcos Sabino,
    a sua religião também prevê also assim como a crítica construtiva, ou foi completamente abolida a favor da inanidade?
    Cristy

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  5. Lembro que a discussão começou em torno do abuso da mulher. E, nesse contexto, não queria deixar de referir que um dos sítios piores e mais perigosos do mundo para as mulheres é a Índia, cuja religião maioritária tem a fama de ser especialmente pacifista e tolerante.
    Cristy

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  6. Nuno Gaspar,

    «Num momento em que ainda estão a ser julgados responsáveis por um dos maiores genocídios da história, no Cambodja, em que morrerarm cerca de três milhões de pessoas, muitas delas por manifestarem algum tipo de religiosidade, tem alguma ironia vir falar dum caso em que um homem decapita uma mulher e aludir a que isso tem a ver com a religião.»

    É por isso que eu disse que «essa certeza perante a contradição, essa fé, também vem quase sempre das religiões.» (ênfase acrescentada agora). Não é ironia. Há excepções, e é possível criar um sistema dogmático, intolerante e autoritário sem religião. O meu ponto é que este é o destino de qualquer religião levada a sério. Se um cristão acreditar mesmo que todos os que rejeitam o seu salvador merecem arder eternamente no inferno tornar-se-á intolerante.

    E é revelador que as ditaduras seculares, como a de Cuba ou da Coreia do Norte, tendam a adoptar sistemas religiosos semelhantes aos originais da religião, o deus-rei. Isto demonstra, por um lado, que é possível ser intolerante, dogmático e ditatorial sem religião mas que, por outos, é sempre mais fácil fazê-lo com religião.

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  7. Cristy,

    «Lembro que a discussão começou em torno do abuso da mulher. E, nesse contexto, não queria deixar de referir que um dos sítios piores e mais perigosos do mundo para as mulheres é a Índia, cuja religião maioritária tem a fama de ser especialmente pacifista e tolerante.»

    Penso que essa fama é o resultado de combinar a propaganda a serviço do Dalai Lama com a ignorância da população ocidental no que diz respeito às religiões e tradições asiáticas. Muita gente até pensa que induismo e budismo é a mesma coisa e que se dão os dois lindamente...

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  8. «um dos sítios piores e mais perigosos do mundo para as mulheres é a Índia, cuja religião maioritária tem a fama de ser especialmente pacifista e tolerante».

    Cristy,

    Isso dá razão ao post. No panteão hindu há muitas figuras femininas com lugar de destaque entre as divindades. Ao contrário por exemplo dos cristianismos, em que uma Virgem solitária aparece ou vergada pela adoração ou em estilo "aleitamento" com as mamas de fora. O estatuto da mulher na socidade indiana surge, como o Ludwig explica, do tal jogo de espelhos em que o homem reflecte o "espírito" e o "espírito" reflecte o homem, e não se percebe de forma alguma onde começa a besta quadrada e onde acaba o sentido religioso. Não concordo completamente com a ideia de que todas as religiões são boas e más em igual medida, mas havendo uma pior do que as outras não me parece que seja o hinduísmo.

    Nota positiva: há um esforço do governo indiano para minorar o abuso machista e é frequente ver-se por exemplo nos transportes públicos um número de telefone em letras gordas (julgo que um serviço especial da polícia) para onde as mulheres devem denunciar situações de abuso ou desrespeito. Tenho a ideia de que os marmanjos lhe guardam um certo receio.

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  9. Lembrei-me de uma recomendação!

    O museu da Fundação Oriente tem uma exposição "Os deusas da Ásia" que achei bem interessante.

    Além de toneladas de deuses inclui o espólio do Camilo Pessanha, grande coleccionador de chinoiserie.

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  10. Sobre a Índia pouco sei, mas sei que o problema das castas é gravíssimo, por exemplo...

    Sobre a Religião nas ditaduras seculares, nomeadamente a Coreia do Norte, nada há a acrescentar ao facto de estarmos perante, em termos precisos, uma Necrocracia. Isto porque o verdadeiro presidente da Coreia do Norte não é o Kim, mas o seu pai, morto há anos.

    Hitchens (adoro o seu estilo retórico) faz uma comparação cruel da Coreia do Norte com a Religião. Ao menos, diz ele, na CdN escapa-se quando se morre. Na Religião, o totalitarismo só começa nesse ponto.

    Compulsory love is a pretty horrible idea. The fear that goes with it is of little more than the negation of that. Let me give you an instance of what I mean. I’ve been to all three of the “Axis of Evil” countries now; I’m the only writer who has. When I was a child and I was told about heaven and hell, I couldn’t form a picture of heaven, because I was told it would be a place of eternal praise, everlasting praise, and thanks all the time. Thanks and praise and thank you and I praise you again, forever, for doing what appears to come to you naturally, for having made me out of a clot of blood? Sounded like hell to me. Of hell, of course, a child can be given an awful picture and many, many children never get over it. But I couldn’t imagine what it would be like to live like that, forever praising.

    Well, now I’ve been to North Korea and I do know. The only duty or right of the half-starved citizen is to thank, for his or her handful of dirty rice every day, the dear leader who makes it possible. There is no other culture or films or plays or classes in school or programs on TV and the radio. They’re all about the same thing: you have to thank the dear leader. Would that that were enough. The dear leader is only the head of the party in the army in North Korea. He’s not the president. The president is his father, who’s been dead for 15 years. Did you know that? North Korea has a dead president. It’s a necrocracy. A thanatocracy. A mausolocracy. It’s a death cult, and you may have noticed it’s only one short of a trinity. And the son is the reincarnation of his father. Now I know what it would be like. And I wasn’t able, in the article I wrote, to begin to describe the horrific pointlessness and misery of what it was like to be in North Korea even for half a day. None of you can imagine it, but it’s what theocracy wants you to imagine and be grateful for. And I’ll add this: at least you can fucking die and get out of North Korea. It is the only way you can leave that hermetic nightmare. Not so in mortuism — when you die is when the totalitarianism really begins.


    No Friendly Atheist.

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  11. «Sobre a Índia pouco sei, mas sei que o problema das castas é gravíssimo, por exemplo...»

    Barba, as castas estão oficialmente abolidas. Há leis para isso. O problema mantém-se na prática porque a cabeçorra das pessoas não muda de um dia para o outro. Lembro-me de uma notícia (há uns meses) em que uma faculdade de medicina se recusou a abrir lugares para castas inferiores...

    Isto é sem dúvida um problema de besta quadrada.

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  12. Não desistas. Ainda podes ser como o Ludwig. Estás no bom caminho, uma vez que já o acompanhas na lavagem ateísta de dizer que o ADN não tem informação codificada :)

    Marcos, não me meto onde não sou chamado. Sinceramente não me importo minimamente com discussões semânticas idiotas sobre se é código ou se é lixo. Quem se importa com isso são sempre os criacionistas que colam significados a partículas, forças ou campos na Física para darem um ar de seriedade às suas tretas. Durante décadas se ouviu idiotas a reclamarem que os espíritos e semelhantes fenómenos eram consequências de "campos magnéticos", etc. Agora dizem que deus está no ADN porque é um "código", logo alguém o escreveu, etc.

    É um abuso da semântica. Nada mais do que isso. E sim, o ADN pode ser visto como um código, mas a analogia só vai até certo ponto. E nem é sequer consequente que mesmo que seja um código tenha de ter origem inteligente. Código não é "mensagem". É informação.

    A ideia de que o complexo nunca pode vir do simples é no fundo o cerne da posição criacionista. O que é pouco viável, pois eles mesmos definem deus como simples. Por outro lado, se for realmente complexo, o que o originou? E se não tem origem, porque é que nós haveremos de o ter?

    Não são questões fáceis, nem espero que o Mats dê respostas minimamente aceitáveis :).

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  13. COMENTÁRIOS CRIACIONISTAS AO POST DO LUDWIG:

    "A propósito do senhor que decapitou a esposa, alguns comentadores sugeriram que foi por motivação religiosa, outros por questões culturais."

    A violência dos mais fortes contra os mais fracos é fruto da natureza pecaminosa do homem.

    Sabemos isso desde que Caim matou Abel.

    Os evolucionistas dizem que isso faz parte da lei da vida.

    A evolução é o triunfo dos mais aptos.

    A Bíblia diz que a bondade e a justiça, atributos de Deus, são exactamente o que devemos uns aos outros.

    Mas o mais importante é o amor.


    "Uns propuseram que o islão é mais perigoso que o cristianismo e outros que nem por isso (1). No fundo, todos têm alguma razão."

    O problema é que a violência dos mais fortes contra os mais fracos acontece em todas as culturas e religiões e mesmo em sociedades ateias.

    Ela é o produto da natureza pecaminosa do homem.

    É por isso que necessitamos de nos arrepender dos nossos pecados, pedir perdão a Deus e pedir a sua ajuda para os abandonarmos.


    "Por um lado porque a religião é um fenómeno cultural e, por outro, porque cada religião é tão nefasta quanto a deixarem ser."

    Muita violência, doméstica ou não, acontece que nada tem que ver com a religião.

    Muitas vezes ela é o resultado do alcoól, das drogas, do desemprego, do egoísmo, da inveja, da desvalorização das mulheres e dos mais fracos, etc.

    A Bíblia é bem clara: os maridos devem amar as suas mulheres como Jesus amou a Igreja e deu a sua vida por ela.

    "Nenhuma é intrinsecamente melhor ou pior que outra."

    Trata-se aqui de uma generalização que só pode atestar ignorância e superficialidade.

    "Mesmo quem acredita que existe algum deus percebe que não é nos deuses que os crentes encontram a sua religião. É nas pessoas."

    A Bíblia ensina que podemos ter acesso directo a Jesus, através da oração e do estudo da sua Palavra.

    Mas também diz que se não amamos as pessoas a quem vemos, também não podemos amar a Deus a quem não vemos.

    "Nos sacerdotes, nos pais, nos amigos e vizinhos."

    As pessoas são muito importantes.

    Elas foram criadas à imagem e semelhança de Deus.

    "Até os livros sagrados foram escritos por gente."

    O facto de um livro ter sido escrito por gente não quer dizer que esteja errado.

    Se não, todos os livros estariam errados.

    Na verdade, muitos estão.

    Por exemplo, a longevidade média de um livro científico é de cerca de 10 anos.

    É por isso que não se deve confiar demasiado nesses livros. Devem ser lidos criticamente.

    Diferentemente, a Bíblia foi inspirada por Deus.

    Daí a sua relevância eterna. Ainda bem que ela não é um livro científico.

    Se fosse, necessitaria de revisões constantes e rapidamente estaria desactualizada.

    Se a Bíblia fosse um livro científico, não poderíamos confiar nela, pois todo o conhecimento científico é provisório.

    Mas como a Bíblia é a Palavra de Deus, podemos confiar nela em termos definitivos.

    De resto, ela tem resistido bem a todas as instâncias da crítica.


    "Gente humana, não divina."

    Gente humana, inspirada e guiada por Deus. Isso faz toda a diferença.

    "Se deixassem que cada criança procurasse o seu deus à vontade, sem lhe incutir dogmas ou crenças, as religiões desapareciam numa geração."

    Curiosamente, a evidência científica vai exactamente no sentido contrário.

    Ela afirma que as crianças estão pré-programadas para acreditar em Deus.

    "Provavelmente continuaria a haver crenças, mas todo o aparato de mullahs e bispos, de farás e não farás, de suras e epístolas, tudo isso precisa de transmissão (ou infecção) cultural."

    As comunidades humanas são comunidades culturais.

    Daí que haja sempre transmissão cultural da religião e de tudo mais.

    É isso que nos distingue dos demais animais. Estes têm apenas institintos básicos, codificados nos genes, que transmitem de geração em geração.

    "Não vem de cada crente e muito menos de cada deus."

    Essa afirmação envolve uma prentensão de omnisciência. Ela não é científica. Não se baseia em nenhuma observação ou experiência científica.

    "Quando Muzzammil Hassan decapitou a sua esposa fê-lo por motivos culturais e por motivos religiosos."

    A Bíblia é bem clara. A religião só por si não salva. O Diabo é teista. Não é ateu. Ele acredita em Deus. Mas ainda assim preferiu rebelar-se contra Deus e fazer o mal.

    O mandamento de Deus é: "ama o teu próximo como a ti mesmo". O que o senhor em caus fez foi exactamente o contrário.

    O que ele fez corrobora o que a Bíblia diz: todos pecaram e estão separados da glória de Deus.


    "Isto não quer dizer que todos os paquistaneses e todos os muçulmanos sejam assim."

    Era o que faltava. A natureza humana é pecaminosa. Mas todos nós, como fomos feitos à imagem de Deus, ainda temos em nós medidas significativas de bondade e de justiça.


    "Nem os paquistaneses têm todos a mesma cultura nem os muçulmanos têm todos a mesma religião. Mesmo quando partilham uma etiqueta religiosa, pessoas diferentes têm, na prática, religiões diferentes."

    Isso é verdade. A religião em si é irrelevante.

    Os profetas do Velho Testamento bem critivam a religiosidade fria e formal dos judeus. A verdadeira religião tem que ser acompanhada por amor ao próximo.

    No Velho Testamento, Deus diz:

    "Eu quero misericórdia, não quero sacrifícios."

    "Mas isto não isenta de culpa essas religiões. Apesar de hábitos e tradições culturais poderem ser nefastos mesmo sem ser religiosos..."

    Comvém não esquecer isso. A Bíblia ensina que a mulher foi criada à imagem e semelhança de Deus.

    Platão e Aristóteles, e muitos outros filósofos gregos naturalistas, defendiam que a mulher é um macho imperfeito, espiritual e racionalmente incompetente.

    "...as religiões agravam qualquer defeito por tornar mais difícil corrigi-lo e por disfarçá-lo de virtude ou de obrigação moral."

    O pecado é que agrava os nossos defeitos (já de si pecaminosos).

    A obrigação moral é no sentido de abandonar o pecado, a morte, o sofrimento e a violência.

    A teoria da evolução é que tem uma visão positiva da violência e da morte, porque as insere num sistema de evolução e de sobrevivência do mais apto.


    "Uma pessoa que cresça numa cultura que considera a homossexualidade repugnante, por exemplo, vai ter dificuldade em aceitá-la quando for adulto, mesmo que seja homossexual"

    A homossexualidade não tem sido aceite em todas as culturas e em todos os tempos.

    Diferentemente, o casamento entre um homem e uma mulher tem sido aceite em todas as culturas e em todos os tempos.

    Assim é porque, como Génesis ensina, Deus criou o homem e a mulher e estabeleceu a família baseada num homem, numa mulher e nos seus filhos.

    Tudo o mais (v.g. poligamia, adultério, divórcio, casamento homossexual) já é um desvio ao padrão perfeito de Deus.

    O que não quer dizer que, em sociedades imperfeitas, feita de pessoas imperfeitas, não existam normas para regular essas situações.

    No entanto, uma coisa é regulá-las. Outra é considerá-las moralmente equivalentes.

    O casamento deve ser entre um homem e uma mulher, porque Deus assim estabeleceu.

    E a humanidade, bem no fundo, sabe que isso é assim.

    "Mas para condenar outrem pela sua orientação sexual ou defender que se proíba o reconhecimento legal destas relações é preciso mais que um mero costume."

    A corrupção física e moral da natureza subsequente à queda faz com que alguns tenham propensões genéticas para o alcoolismo, a toxicodependência, o adultério, a homossexualidade, a pedofilia,a necrofilia, a zoofilia, etc.

    Existem mais de vinte orientações sexuais.

    A Bíblia é bem clara: a natureza física está contaminada pelo pecado.

    Mas isso não quer dizer que todas as nossas propensões devem ser aceites como normais, à margem de qualquer padrão.

    "É preciso aquela convicção infundada de moralidade superior que as religiões dão tão facilmente."

    A moralidade superior é a moralidade estabelecida por Deus.

    Ela é uma moralidade objectivamente estabelecida que, como a matéria e a energia, não pode ser criada nem destruída.

    Quem violar essa moralidade objectiva, sofre consequências objectivas.

    O mesmo sucede a quem violar a lei da gravidade.

    "E para actos hediondos como decapitar a esposa é preciso mais."


    Esse acto é hediondo porque existe um padrão de moral objectiva.

    Se não existisse, uma pessoa não poderia condenar o senhor em causa, porque ele estaria apenas a agir de acordo com os seus critérios, que não seriam melhores ou piores do que os nossos.

    Se Deus existe, existe um padrão objectivo de moralidade, e o que o senhor fez pode ser considerado hediondo porque o violou.

    Se Deus não existe, não existe qualquer padrão objectivo de moralidade, pelo que a conduta do senhor exprime apenas uma valoração subjectiva que vale tanto como qualquer outra.

    "É preciso uma certeza inabalável, porque quem tem dúvidas não corta cabeças."

    No entanto, o Ludwig parece ter a certeza inabalável de que o que o senhor em causa fez é errado.

    De onde lhe vem essa certeza?

    Eu digo-lhe:

    apesar de não acreditar em Deus e na existência de um padrão de moralidade objectivo, o Ludwig condena como imorais as acções de outros, acabando, inconscientemente, por afirmar a existência de um padrão de moralidade objectivo, contra as suas próprias premissas.

    Para o evolucionismo, o Universo, a Vida e o Homem são acidentes cósmicos, não havendo qualquer padrão de moralidad objectivo.

    No entanto, o Ludwig não deixa de censurar objectivamente o senhor em causa e classificar o seu acto como hediondo.

    Mas hediondo com base em que critérios? O do Ludwig?

    Mas o critério do Ludwig não é melhor nem pior do que o do senhor Hassan.

    A única forma de prendender censurar a decapitação do conjuge é afirmar a existência de um padrão objectivo de moralidade.

    Na Bíblia, esse padrão existe. Ele diz: "não matarás!" e também "maridos, amai a vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por elas".

    Foi este padrão que foi violado. É isso, e não qualquer avaliação subjectiva, que permite qualificar o acto em causa de hediondo.


    "Só o faz quem tem a certeza absoluta que age correctamente mesmo quando tudo lhe indica o contrário."

    Por vezes o pecado cega.

    Também existem pessoas que procuram negar que o DNA tem informação codificada mesmo quando tudo lhe indica o contrário.

    "E essa certeza perante a contradição, essa fé, também vem quase sempre das religiões."

    No entanto, quem aqui parece estar cheio de certezas é o Ludwig.

    Ele reclama ter a certeza de que Deus não existe, não inspirou as escrituras, não encarnou na pessoa de Jesus Cristo, não fez milagres, não ressuscitou dos mortos, apesar de toda a evidência em contrário.

    Lembre-se que toda a informação codificada tem sempre origem inteligente.

    Lembre-se que o DNA tem informação codificada em quantidade, qualidade, complexidade e densidade que transcendem toda a capacidade humana.

    Lembre-se que isso significa que o mesmo só pode ter tido uma origem inteligente. Tudo mais, é pura especulação e perda de tempo.

    "Infelizmente, isto não quer dizer que umas religiões sejam melhores que as outras, se entendemos as religiões como uma instituições e conjuntos de dogmas."

    O Cristianismo é essencialmente acerca da Criação, da corrupção da natureza, da catástrofe global, da chamada de Israel, da encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus e da restauração final de todas as coisas.

    "Qualquer religião é potencialmente nefasta porque prolifera exacerbando as atitudes mais intolerantes da cultura hospedeira."

    Não existem culturas hospedeiras da religião.

    A generalidade das culturas teve uma origem religiosa.

    O ateismo é que é um parasita em culturas religiosas hospedeiras.

    E ainda por cima, é um parasita sem qualquer fundamento, já que não consegue explicar a origem da informação codificada nos genomas nem a sintonia do Universo para a vida.

    "Tudo o que destaca o crente nessa religião e o afasta das outras religiões vai perpetuar aquela instituição."

    Todas as pessoas têm as suas crenças. Num sistema de liberdade e pluralismo as pessoas são livres para crerem e aderirem a esta ou àquela confissão religiosa.

    "Em contraste, tudo o que o tornar receptivo e tolerante a outras ideias ou valores dilui a religião na cultura onde se insere."

    Ninguém pode tolerar tudo.

    O Ludwig também não tolera que alguém decapite a sua mulher, como fez o senhor Hassan.

    No entanto, se calhar devia fazê-lo.

    Afinal, o Ludwig acredita que os seres humanos são acidentes cósmicos sem valor intrínseco e que não existe nenhum padrão objectivo de moralidade.

    Do mesmo modo, o Ludwig acredita que são os seres humanos, e não Deus, que estabelece a moral.

    Ora, assim sendo, o Ludwig deveria tolerar a conduta do senhor em causa, porque ela não violou qualquer padrão de moralidade objectiva nem atentou contra qualquer bem com valor intrínseco.

    Ao criticar o senhor Hassan, o Ludwig está a ser inconsistente com as suas premissas.

    Ao criticarem o senhor Hassan, os criacionistas bíblicos estão a ser consistentes com as suas premissas.



    "Daí que as religiões protestem constantemente contra tudo o que nos faça aceitar as diferenças dos outros."

    Porque é que não aceite a ideia de que alguém decapita o seu cônjuge como uma diferença que o separa do senhor em causa?

    Porque é que o critíca?

    Porque é que o Ludwig não respeita o seu direito biológico e evolutivo de triunfar sobre o mais fraco?

    Será que o Ludwig é, afinal, um intolerante que quer impor a sua moralidade subjectiva à moralidade subjectiva de outro?

    Se o ser humano não tem mais dignidade, à luz da evolução, do que um grão de areia ou uma formiga, sendo como eles um acidente cósmico, que mal é que o senhor em causa fez ao decapitar a sua mulher?

    A Bíblia tem a resposta:

    "não matarás"

    "quem atenta contra a vida humana atenta contra o seu Criador"

    O Ludwig é que está a ser inconsistente.

    "Só podemos distinguir as religiões boas das más se entendermos “religião” como aquilo que o crente pratica."

    Mas afinal existe bem e mal num mundo que é um acidente cósmico?

    Afinal o bem deve triunfar sobre o mal num mundo que é um acidente cósmico?

    A Bíblia é clara: existe bem e mal, porque um Deus bom nos criou livres.

    O bem deve triunfar sobre o mal porque Deus é bom.


    "A sua crença pessoal, despojada de pretensões dogmáticas ou institucionais."

    Mas todos actuam de acordo com as suas crenças pessoais.

    Um assassino pode matar com base numa crença pessoal, despojada de pretensões dogmáticas e institucionais.

    Um administrador de um banco pode meter milhões ao bolso com base numa crença pessoal, despojada de pretensões dogmáticas e institucionais.


    "Nesse sentido, uma religião é tão melhor quanto menos influenciar a vida do crente e daqueles que o rodeiam."

    Provavelmente, o senhor em causa decapitou a mulher porque nunca foi influenciado pelo ensino bíblico de que os maridos devem amar as suas mulheres como Jesus amou a Igreja e deu a vida por ela.


    "Porque a crença num deus que manda em tudo só permite uma atitude decente e civilizada se o crente primeiro pensar no que faz e só depois afixar a etiqueta “por vontade de Deus” àquilo que já tinha concluído estar certo."

    O Ludwig continua a partir do princípio de que existe uma moralidade objectiva.

    Mas numa visão acidentalista, naturalista e evolucionista do Universo, da Vida e do Homem não existe qualquer lugar para valores morais objectivos.

    Num tal mundo, toda a moralidade é subjectiva e a do Ludwig não é melhor nem pior do que a do senhor que decapitou a mulher.

    "Porque se fizer o contrário vão rolar cabeças."

    Isso só é realmente um problema para quem acreditar na existência do bem e do mal e na primazia do bem sobre o mal.

    Isso só é realmente um problema para quem acreditar na existência de princípios morais objectivos.

    A existência de um Deus bom e justo é a melhor base para a crença no dever objectivo de se ser bom e justo.

    A crença em que o nada deu origem a algo que explodiu e criou tudo não permite explicar a existência do bem e do mal e da existência de um dever moral de fazer o bem e deixar de fazer o mal.

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  14. Marcos Sabino,

    O que é um código?

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  15. Jónatas,

    «A violência dos mais fortes contra os mais fracos é fruto da natureza pecaminosa do homem»

    Mas isso é apenas a consequência trivial da arbitrariedade de "pecado".

    Uma religião pode dizer que ele decapitou a mulher porque ela pecou, e outra pode dizer que ele pecou ao decapitar a mulher. Dessa maneira podemos sempre dizer que a violência dos mais fortes sobre os mais fracos se deve ao pecado. Mesmo quando é um deus a inundar tudo, a matar os primogénitos dos súbditos de um faraó teimoso ou o que calhe.

    E por servir para justificar qualquer abuso e injustiça que o pecado é um conceito imoral e perigoso.

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  16. "Isso dá razão ao post".

    Bruce Lóse,
    claro que sim e não é coincidência porque o que diz o post é o que defendi nos meus comentários.
    Cristy

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  17. Afinal, o Ludwig acredita que os seres humanos são acidentes cósmicos sem valor intrínseco e que não existe nenhum padrão objectivo de moralidade.

    Enquanto o Jónatas continuar a desrepresentar os ateus desta maneira, nunca há de conseguir o respeito mínimo.

    Isso só é realmente um problema para quem acreditar na existência do bem e do mal e na primazia do bem sobre o mal.

    Isso só é realmente um problema para quem acreditar na existência de princípios morais objectivos.


    Uma não implica a outra, i.e., a aceitação de um universo sem sentido não implica a inexistência de uma moralidade objectiva.

    Isto é no entanto um raciocínio que transcende a capacidade cognitiva do criacionista de estimação.

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  18. Cristy,

    Se voltas a faltar à verdade na ludwiki quem te dá uma carga de lenha sou eu! Ao dizer que "isso dá razão ao post" não significa que pretenda surpreender-te com uma novidade. A ideia era só não abusar da correlação hinduísmo/abuso sobre mulheres que pode ficar do comentário que citei.

    Desta vez passas, mas não abuses.

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  19. Bruce Lóse
    como é meu hábito submeto-me à superioridade masculina que não carece de justificação nem razão :-)
    Cristy

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  20. Nuno Gaspar20/02/09, 14:13

    Ludwig
    "é possível criar um sistema dogmático, intolerante e autoritário sem religião"

    O tipo de linguagem que você utiliza, a fixação e a maneira como aborda a religião neste blog mostram até que é provável.

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  21. Nuno, você sabe o que quer dizer "dogmático", "intolerante", "autoritário"?!?

    Dou-lhe uma dica. Nada tem a ver com o facto de se ter uma opinião contrária à sua. É que se assim pensar, a sua acusação não passa de uma projecção mental.

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  22. Nuno Gaspar,

    «O tipo de linguagem que você utiliza, a fixação e a maneira como aborda a religião neste blog»

    Por favor explique-me como é que o "tipo de linguagem" que eu utilizo ou a "maneira como abordo a religião" são intolerantes e autoritárias. É com temor que arrisca vir aqui discordar de mim, ou fá-lo confortavelmente sabendo que só estamos a discutir ideias sem que ninguém vá arder no inferno por isso?

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  23. Caro jogador Ludwing,

    Não me surpreende que a grande maioria das religiões são uma farsa.

    "Só podemos distinguir as religiões boas das más se entendermos “religião” como aquilo que o crente pratica."

    Mas como voçê pode reconhecer as pessoas que amam a Deus?

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  24. Marcos Sabino («Não desistas. Ainda podes ser como o Ludwig.»),
    nunca te aconteceu teres uma ideia que tens dificuldade em exprimir, mas mais tarde encontras alguém que o consegue fazer, pelo menos na generalidade?

    Explique-nos lá o que é uma lavagem-cerebral. Já escrevi sobre o assunto, com ilustrações e referências. E traduzi um vídeo sobre lavagens-cerebrais em seitas. Talvez também queiras apresentar o teu conceito que tens do termo. E talvez venhas a concluir que estavas a falar de ti mesmo.

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  25. Barba Rija,
    «Sobre a Índia pouco sei, mas sei que o problema das castas é gravíssimo, por exemplo...»

    Escrevi há tempos artigos sobre isso:
    * Intocáveis em nome da tradição
    * Foi escrito por Deus, quem pode apagá-lo?
    Foram baseados num documentário sobre o sistema de castas na Índia (The Untouchables - the small secret in India). Coloquei um link de vídeo de YouTube para uma cena desse documentário e notas com esboços digitalizadas (como uma banda-desenhada).

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  26. Xadrez,
    se me perguntarem se conheço alguma religião onde só conheço (não necessariamente pessoalmente) pessoas boas, eu tenho uma resposta: os quakers (grupo de protestantes liberais).

    Não me lembro de associar um quaker à intolerância - pelo contrário. Eles, por exemplo, foram pela abolição da escravatura e até defenderam um ateu, penso que homossexual, a um Nobel da Paz. Parece terem um sentido de moralidade muito elevado. Não reconheço como amor a Deus - porque não tenho provas que exista um -, mas reconheço o seu amor genuíno e que podem servir de modelos.

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  27. Caro jogador Pedro,

    No seu ponto de vista, faz diferença a religião que se escolhe? Ser Quaker é defender e viver bons princípios, assim, parece razoável concluir que eles reflectem a personalidade de Deus, em especial sua qualidade principal, o amor. Reflectem amor a um Deus inventado por humanos, um Deus fictício.
    Considera que os que amam a Deus se destacam entre outros grupos organizados?
    São modelos a copiar pelo “… seu amor genuíno” . Pode explicar melhor isso, por se fizer o favor?

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  28. Queria dizer "se faz favor".

    Pode me explicar, o que é isso de amor genuíno? Quem o possui? Como posso eu adquirir? Como pode o Pedro adquirir? Se é que estiver interessado a ter, claro…

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  29. Xadrez,
    os quakers em muitas coisas são muito parecidos com deístas. São muito menos religiosos do que um teísta típico e é muito interessante conhecer a sua história. Chegou-se ao ponto de passar a existir ateus quakers ("atheist quaker") - e é esse facto que tinha guardado na manga. Também já existem quakers e budistas quakers. Isto é, seguem os mesmos princípios morais, mas não acreditam que existe algum Deus, tal como existem ateus universalistas. Portanto, se os quakers protestantes reflectem o amor de um Deus, então os ateus também reflectem esse mesmo amor. Mesmo com esse amor, os ateus quakers acham que Deus é uma figura fictícia, tal como os personagens de fábulas que dão lições de moralidade às crianças.

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  30. A palavra "amor" tem um significado, mas poucos atribuem um significado à palavra. Quem ama algo, gosta muito desse algo. Se for um alguém, prefere o bem a essa pessoa, que se sinta feliz, do que impor uma ideia a essa pessoa. Por exemplo, se um homem ama uma mulher, não apenas no sentido sexual, e se essa mulher sente-se mais feliz sem que sejam namorados ou até mesmo se estiverem afastados, o homem permite que assim seja.

    Quem ama não o faz por uma autoridade. Autoridade é imposição e escraviza. O amor não impõe que nos amem nem que sejam como nós. Se um ateu ama um cristão, não impõe que seja ateu. Um quaker é assim, e é por isso que os quakers foram abolicionistas, feministas e apoiaram um ateu para o Nobel da paz. Permitiram os outros serem felizes como são, em vez de impor os seus ideais. E isso reflecte-se nas suas atitudes. É por isso que digo que têm amor genuíno. E foram perseguidos por outros cristãos por causa desse amor genuíno.

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  31. Caro jogador Pedro,

    A excepção não faz a regra. Os Quakers têm o seu credo, como sabe. No entanto, não respondeu às perguntas que lhe fiz. Retorno a fazer:

    1) Faz diferença a religião que se escolhe?
    2) Considera que os que amam a Deus se destacam entre outros grupos organizados?
    3) Os Quaker são modelos a copiar?
    4) O que é o amor genuíno? Como se pode adquirir?
    5) Defina “esse” amor que ateus Quaker reflectem?

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  32. Não me lembro de ver essas perguntas.

    1) Faz diferença a religião que se escolhe?
    (Até parece um título d'"A Sentinela"...)
    Sim. Todas as religiões são diferentes.

    2) Considera que os que amam a Deus se destacam entre outros grupos organizados?
    Não sei o que é amar Deus. Assumo que referes-te a teístas. Não existe qualquer diferença. Basta mencionar os regimes comunistas com os seus queridos líderes. Eles amam (mas nesse caso no sentido de paixão) o líder do mesmo modo como um teísta ama um Deus, mas podemos todos ver que o líder existe.

    3) Os Quaker são modelos a copiar?
    Sim. Aliás, até ateus seguem esse modelo.

    4) O que é o amor genuíno? Como se pode adquirir?
    Já respondi. Gostar do outro sem impor ideiais.

    5) Defina “esse” amor que ateus Quaker reflectem?
    O que é um "esse" entre aspas? Eu usei as aspas porque estou a referir-me ao termo, não ao conceito.
    Aquele que já defini.

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  33. Exemplos:

    Xadrez, amas um muçulmano?
    Amas um homossexual?
    Como é esse amor na prática?

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  34. Caro jogador Pedro,

    “Quem ama não o faz por uma autoridade. Autoridade é imposição e escraviza.”

    Um pai é uma autoridade. Quando o pai disciplina ou protege o seu filho, mesmo que eles não apreciem isso no momento, é necessário aplicar disciplina. Com o conceito de amor genuíno que o Pedro tem, este pai está a escravizar.

    “Se um ateu ama um cristão, não impõe que seja ateu.”

    Permita-me responder com as suas palavras – “Quem ama algo, gosta muito desse algo. Se for um alguém, prefere o bem a essa pessoa, que se sinta feliz…” – Se um cristão ama a Deus, crê em Deus e isso o faz feliz, porque não partilhar esse amor com o ateu – não impor – e mostrar-lhe como Deus torna a sua vida significativa. Parece-me um acto de amor, um acto de partilha.

    ”E foram perseguidos por outros cristãos por causa desse amor genuíno.”

    Os cristãos não perseguem ninguém. Isso é contra os ensinos de Cristo, se alguém persegue não é cristão. Vou dar um exemplo: Se os protestantes perseguem os Quakers concluo que o protestantismo não segue os passos de Cristo, logo não são Cristãos. Corto da lista, é farsa.

    Pedro, respondes parte da questão 4, podes responder às outras, como não imponho, se não responderes, amigo na mesma.

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  35. Caro jogador Pedro,

    amas um muçulmano?

    1 Pedro 4,8 "Tende intenso amor pelos outros"

    Amas um homossexual?

    Romanos 13,10 “ O amor não obra o mal para com o próximo.”


    Como é esse amor na prática?

    Respeito. Ajuda humanitária. Partilha. Dar a vida se necessário for...

    Com tudo isto não quer dizer que concorde com credos de Muculmanos, homosexuais. Jesus partilhou com tais pessoas. Exelente exemplo Pedro. Pelo menos para mim o é...

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  36. Xadrez,

    «Não me surpreende que a grande maioria das religiões são uma farsa.»

    Sim. Tenho notado que, como ateu, normalmente só discordo de cada crente em relação a uma fracção muito pequena de todas as religiões que existem...

    «Mas como voçê pode reconhecer as pessoas que amam a Deus?»

    Reconhecer os que estão convencidos que amam um deus normalmente é fácil. São aqueles que julgam perceber mais de amor que os outros.

    Mas reconhecer quem ama Deus é tão difícil como reconhecer quem ama o Pai Natal. Podemos reconhecer o sentimento, mas o objecto do sentimento sobressai pelo seu carácter fictício...

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  37. Um pai é uma autoridade. Quando o pai disciplina ou protege o seu filho, mesmo que eles não apreciem isso no momento, é necessário aplicar disciplina. Com o conceito de amor genuíno que o Pedro tem, este pai está a escravizar.

    Não compreendeste. Aquilo que tanto eu ao citar Hitchens como o PAC te estão a dizer é que o amor compulsório é totalitarista e esclavagista. Um filho ama o pai. Naturalmente. Ou então não. Há pais que são bestas. Felizmente tais pais não vão condenar à eternidade o seu filho ao inferno, por mais bestas que sejam, disso são incapazes.

    Um pai que faz sofrer o seu filho não é um pai benévolo. A menos que se veja este pai como algo metafórico. Tinha um professor meu que dizia que deus nos educava com golpes até ao osso, como quem molda o barro. Como metáfora da vida, é aceitável. Literalmente, é odiondo.

    Outra coisa é que eu espero quando chego a determinada idade que o meu pai me respeite pelo ser adulto que sou. Já não é autoridade minha, embora ainda seja de respeito. A autoridade pretensa de deus é eterna. Infinita. Ora se isto fosse verdade, estaríamos perante um tirano.

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  38. Os pais educam os filhos para que esses tornam-se independentes, capazes de socializarem e tomarem decisões tornando-se responsáveis por elas, tal como libertamos um pássaro depois de termos cuidado a sua asa.

    Se um pai gostaria que o seu filho fosse, por exemplo, médico, não deve impô-lo. Se um pai é benfiquista, não deve fazer o seu filho um sócio do Benfica. Se um pai é comunista, não pode tornar o seu filho comunista. Quando referia-me a ideais e autoridade, referia-me à doutrinação e autoritarismo. Ou seja, no amor respeita-se (aceita-se) a subjectividade de quem se ama, mesmo que não estejamos de acordo com ela.

    A felicidade é subjectiva. Se um cristão sente-se feliz em acreditar que uma inteligência omnipotente vela por ele mesmo sem prova, pois seja, mas é arrogante achar que é assim para todos. Para mim as provas interessam-me muito mais e tentarem-me converter sabendo que não quero é uma enorme falta de respeito. Um quaker realmente respeita os outros. Se para ser cristão é preciso aceitar todos requisitos impostos na Bíblia, para além de não existir sequer um cristão, é logicamente impossível sê-lo.

    Se eu pergunto se alguém faz algo, não aceito qualquer tipo de citações como resposta. Eu fiz uma pergunta sobre o que a pessoa faz. Se dá como resposta uma citação, foi outro que a disse, e concluo que quem responde não é intelectualmente livre. Em qualquer outra situação aceitamos esse tipo de respostas inaceitáveis. Se usas um livro como autoridade como resposta, eu posso também citá-lo para mostrar o que deves chamar aos homossexuais, o que deves fazer a eles, o que deves chamar aos que não aceitam ser cristãos, o que deves fazer com eles. Seitas usam os versículos para, por exemplo, os membros evitarem fazer amizades com descrentes, tendo um conceito distorcido de amor como uma ferramenta, por exemplos, fazerem conversões.

    Além disso eu pedi o que se traduz na prática (ou seja, pedi algo mais em concreto, não a nível de grande abstracção), não pedi que fossem enumerados termos onde ficamos na mesma quando se pergunta o que é amor - o Mats, por exemplo, deu exemplos práticos de como trata muçulmanos e homossexuais nos comentários. A excepção é esse - dar a vida a alguém -, mas se bem me lembro, no Conan, com a ordem de Seth um seguidor da seita deu a sua vida. Esse realmente ama o seu líder ao ponto de obedecê-lo cegamente, mas o líder não o ama, não tomando em consideração a subjectividade do seguidor - portanto, esse seguidor sofreu uma lavagem-cerebral e confunde amor com outras coisas. Tal como os escravos do Senhor.

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  39. Numa nota mais leve, a questão de serem todas as religiões igualmente más lembrou-me esta passagem de um episódio dos Simpsons, em que um índio explica que a tribo teve de abandonar a aldeia, em virtude de o rio represado a ter inundado:

    Indian Man: (About the blocked river) It was dammed by our natural enemy, the beaver.
    Marge: Why don't you just chase the beavers away?
    Indian Man: The beaver is also our god. In retrospect, it was a poor decision.

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  40. Ludwig diz:

    "É por servir para justificar qualquer abuso e injustiça que o pecado é um conceito imoral e perigoso."


    O problema do Ludwig é que a teoria da evolução não lhe dá nenhuma base para dizer que o conceito de pecado é imoral.

    Imoral com base em que critério? O do Ludwig? Porque não o critério do senhor Hassan? Porque não o critério dos criacionistas?

    O único que pode estabelecer critérios morais objectivos é um Deus eterno, infinito, omnipotente e omnisciente.

    E Deus disse: "maridos, amai a vossas esposas como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por elas".

    É claro que um Deus que estabelece critérios morais, também estabelece sanções para a sua violação.

    O dilúvio global, de que os fósseis e a coluna geológica dão amplo testemunho, demonstra isso.

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  41. O problema do ateísmo é que não tem qualquer fundamento científico ou empírico. Não nos esqueçamos disso.

    Existe evidência histórica muito mais forte de que Jesus Cristo viveu, fez milagres, morreu e ressuscitou, do que de que a vida surgiu por acaso há cerca de 3,8 mil milhões de anos.

    O primeiro facto foi visto e documentado por muitos. O segundo, não foi visto nem documentado por ninguém.

    De resto, todas as tentativas de demonstrar a origem acidental da vida (v.g. Miller-Urey) mostram que ela simplesmente não surge acidentalmente.

    A vida depende de informação codificada, em que as instruções para a produção e reprodução de seres vivos são representadas em sequências de nucleótidos e miniaturizadas no núcleo das células.

    E a informação codificada depende sempre de inteligencia. Não se conhece nenhuma lei natural, processo físico ou sequência de eventos que crie informação codificada.

    Só a inteligência tem capacidade de criar informação codificada.

    E No DNA encontramos informação codificada em quantidade, qualidade, complexidade, densidade e miniaturização que transcendem toda a capacidade humana.

    Em face disso, podemos dizer: a evolução não aconteceu porque é cientificamente impossível de acontecer.

    Assim se compreende a ausência de evidência de evolução gradual no registo fóssil.

    Assim se compreende que as mutações e a selecção natural tendam a degradar e a reduzir os genomas.

    Assim se compreende que a especiação assente sempre na divisão de genomas pré-existentes, sem criar informação genética nova.

    O ateismo é um mito que teve a sua origem na antiguidade, e que até hoje continua sem qualquer base científica sólida.

    Diferentemente, o criacionismo bíblico é inteiramente compatível com todos os factos observados (v.g. fósseis, informação codificada).

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  42. perspectiva:

    «Imoral com base em que critério?»
    Ética - útil

    «O único que pode estabelecer critérios morais objectivos é um Deus»
    * Ética - lei absoluta
    * Ética - fábulas, razão e autoridade
    * Ética - absolutismo e divino

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  43. O Pedro Amaral Couto tentou apresentar algumas ideias sobre uma ética útil de origem evolutiva, patrocinadas por ateus como Richard Dawkins.

    O problema é que a teoria da evolução não explica porque é que uma pessoa que é um acidente cósmico se tem que considerar vinculado por uma uma ética que é outro acidente cósmico.

    E se a pessoa não se quiser vincular? Está vinculada? Quem a vinculou?

    Porque é que pessoa se há-se sentido vinculada por uma ética que lhe é acidentalmente imposta?

    Uma ética evolutiva é tão vinculativa como Alfa Centauro ou o lado escuro da Lua.

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  44. E perspectiva, sou capaz de refutar facilmente em dois artigos as duas alegações que dizes serem observações científicas.

    Desafio-te para o seguinte:
    vou escrever ainda uns artigos sobre duas diferentes posturas - a céptica e dogmática, usando até citações do Mats, do Sabino e tuas como provas. Depois escrevo dois artigos sobre o ADN e registo geológico, até com um vídeo feito por mim mostrando com uma experiência - que todos podem fazer - para vermos como seriam dispostos os fósseis num dilúvio.

    Se quiseres aviso-te quando estiverem on-line e podes responder - basta dizeres que aceitas o desafio. Mas há um problema: comentários que pretendem começar discussões que fujam do assunto (falácia) são removidos, mas são guardados em screenshots. Não aceito SPAM. Por exemplo, eu disse ao Mats para não fugir ao assunto e para ter paciência, que é uma virtude. Ele respondeu dizendo, sarcasticamente, que a paciência era apenas fruto de químicos - para eu responder, teria que afastar-me do artigo em questão -, por isso removi o comentário. Sobre esse assunto, escrevo outro artigo, e o Mats pode lá escrever outra vez o que escreveu - mas aposto que não o faria. Portanto, penso que a regra é muitíssimo clara e razoável. Aceitas ou não?

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  45. A Bíblia é bem clara.

    Um Deus moral, justo e bom criou o Universo.

    Ele estabeleceu normas morais vinculativas e as consequências da sua violação.

    A queda do homem no pecado teve como consequência moral a entrada da morte e da corrupção em toda a natureza, incluindo a natureza humana.

    O dilúvio global mostra como o juizo de Deus é implacável, não obstante Noé e a sua família, por serem justos, terem sido salvos.

    Mas Deus encarnou em Jesus Cristo. Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou com um corpo incorruptível.

    Ele promete-nos vida eterna com Ele, livres do pecado, da morte e da corrupção, em novos céus e nova Terra totalmente restaurados.

    Quem aceitar a salvação de Jesus Cristo tem a vida eterna.

    Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, Deus feito homem.


    Essa é, no essencial, a mensagem bíblica.

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  46. perspectiva,
    eu não expliquei a origem da ética, nem de forma evolutiva nem de qualquer outra forma - isso seria outra história. Em nenhum dos artigos sequer estão as palavras "evolução" ou "evolutiva". Pelo tempo que demoraste a responder (aqui!), só viste as imagens iniciais - que são de uma experiência descrita por Dawkins, que introduz a Teoria dos Jogos - e fizeste uma presunção grosseira.

    Eu simplesmente mostrei no primeiro artigo o que é a ética e como é útil, respondendo a questões do género que colocaste. Aliás, responde a uma questão de Mats: como saber qual é a moral correcta? É nesse sentido que tens de mostrar onde está o erro.

    Nos outros mostrei como se aprende o que é bom e o que é mau, como a razão é importante na moral, como a autoridade pode ser nefasta para a moral, refuto a teoria dos mandamentos divinos e mostro o que seguiríamos se as leis fossem intocáveis, como os livros sagrados. Há um artigo que não coloquei sobre heróis.

    Para responderes, convém ler.

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  47. perspectiva, não disseste ainda se aceitas ou não o desafio. Estar a tagarelar sem ler o que se escreve é batota. Eu acredito que para um criacionista é impossível ler um artigo e responder ao que é dito no artigo, sem fugir ao assunto - ou seja, seguindo um requisito mínimo de honestidade intelectual numa discussão. Quero ver se estou enganado.

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  48. Só podemos aceitar o desafio de Pedro Amaral Couto. Mas veja no que se vai meter.

    O Pedro Amaral Couto pretende reproduzir, com "uma pequena experiência que todos podem fazer", o dilúvio global responsável por praticamente toda a coluna geológica, a Idade do Gelo, a deriva dos continentes, a elevação das montanhas, fósseis muito acima do nível do mar, camadas de sedimentos transcontinentais, etc.

    Será que haverá experiência capaz de reproduzir aquilo que foi simplesmente a maior catástrofe natural conhecida, em cuja origem está uma forte componente teológica.

    Temos muita curiosidade. No entanto, devemos dizer que os criacionistas também têm muito trabalho feito nessa área e que existem modelos criacionistas capazes de explicarem de forma muito razoável os fósseis nas posições em que se encontram.

    Sucede até que o geofísico norte-americano John Baumgartner, cujo trabalho se pode ver em www.globalflood.org, já desenvolveu o modelo 3D mais sofisticado que existe do dilúvio com base num modelo de tectónica de placas catastrófica, simulação essa que foi reconhecida como digna da maior atenção por publicações científicas não criacionistas.

    Devo lembrar, igualmente, a recente descoberta, noticiada pela Science Daily, de evidência fóssil e geológica inequívoca nas Ilhas Bermudas, de que os oceanos se elevaram a pelo menos 21 metros acima do seu nível actual no passado.

    A notícia foi dada em 10 de Fevereiro de 2009. Essa notícia pode apimentar a discussão, já que ela corrobora o dilúvio global.

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  49. Jónatas,

    «O problema do Ludwig é que a teoria da evolução não lhe dá nenhuma base para dizer que o conceito de pecado é imoral.»

    A astronomia e a minha máquina de barbear também não me dão bases para dizer que o conceito de pecado é imoral. Isto porque, tal como a teoria da evolução, não têm nada a ver com a ética ou moral.

    A razão porque digo que o conceito de pecado é imoral é por ser um conceito arbitrário sem um fundamento ético adequado mas que é usado como critério normativo para avaliar o comportamento das pessoas.

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  50. Espero que no diálogo com o Pedro Amaral Couto possamos discutir algumas evidências do dilúvio, nomeadamente no Grand Canyon, nas montanhas Cedarberg na África do Sul, na formação La Brea Tar Pits (onde acabam de encontrar um mamute muito bem conservado), dos arredores de Los Angeles, na formação Morrison que se estende desde o Novo México até ao Canadá com os seus cemitérios de dinossauros.

    Nessas e em muitas outras formações nos cinco continentes encontramos amplas evidências de deposição catastrófica e sedimentos, o que corrobora o dilúvio global.

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  51. A questão de saber como se aprende o que é bem e mal supõe a existência do bem e do mal.

    Ora a teoria da evolução, meramente acidental, não tem explicação para essa realidade moral não material.

    Além disso, ela não diz porque é que alguém deve preferir o bem ao mal.

    A Bíblia explica porquê. Devemos fazer o bem e preferir o bem ao mal, porque Deus é bom.

    Estou a ver grandes debilidades no pensamento do Pedro Amaral Couto que não auguram nada de bom para ele.

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  52. "Ludwig diz:

    "A razão porque digo que o conceito de pecado é imoral é por ser um conceito arbitrário sem um fundamento ético adequado mas que é usado como critério normativo para avaliar o comportamento das pessoas."

    O problema é que o Ludwig não tem nenhum fundamento ético adequado para dizer que o pecado é imoral, pelo que essa afirmação é arbitrária.

    O pecado é a violação da lei de Deus.

    Ele, sendo o Criador de todo o Universo, é o padrão, porque simplesmente não existe qualquer outro padrão de justiça e bondade que lhe seja superior.

    A violação da lei de Deus tem sanções proporcionais à grandeza de Deus: sanções eternas.

    Mas Deus dá-nos a opção. Ou a eternidade como sanção, ou a eternidade como salvação.

    É essa, no essencial, a mensagem Bíblica. Ao Ludwig cabe aceitar ou rejeitar, com tudo o que uma ou outra opção implica.

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  53. "Ludwig diz:

    "A razão porque digo que o conceito de pecado é imoral é por ser um conceito arbitrário sem um fundamento ético adequado mas que é usado como critério normativo para avaliar o comportamento das pessoas."

    O problema é que o Ludwig não tem nenhum fundamento ético adequado para dizer que o pecado é imoral, pelo que essa afirmação é arbitrária.

    O pecado é a violação da lei de Deus.

    Ele, sendo o Criador de todo o Universo, é o padrão, porque simplesmente não existe qualquer outro padrão de justiça e bondade que lhe seja superior.

    A violação da lei de Deus tem sanções proporcionais à grandeza de Deus: sanções eternas.

    Mas Deus dá-nos a opção. Ou a eternidade como sanção, ou a eternidade como salvação.

    É essa, no essencial, a mensagem Bíblica. Ao Ludwig cabe aceitar ou rejeitar, com tudo o que uma ou outra opção implica.

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  54. A existência de Deus manifesta-se de várias maneiras:

    1) Nas leis naturais

    2) na sintonia do Universo para a vida

    3) na informação codificada no DNA

    4) na fidedignidade das escrituras

    5) nos relatos historicamente fidedignos da vida, morte e ressurreição de Jesus.

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  55. perspectiva, se acha que algo num artigo que escrevi está errado, diga lá. É que eu disse, penso que com bastante clareza, e vários exemplos como distinguimos o bem do mal. E verificará que para isso não precisei de falar sobre a origem da ética. Penso fazer isso noutra ocasião, mas antes estou a pensar em escrever sobre empatia. A minha hipótese até agora confirma-se. Como podem ver, o artigo do Ludwig é sobre uma coisa, e perspectiva escreve sobre outra. No entanto tem a oportunidade de ter impacto ao responder directamente a um artigo que responde às suas questões sobre como distinguir o bem do mal.

    Recomendo que discutas algo num artigo sobre esse assunto, ou os comentários que fizeres não terão impacto. Como não és um indivíduo, entendo que não respondes com um intelecto crítico. Respondes como os bots do Star Trek: "We are bot. You'll be assimilated. Resistance is futile." Por isso compreendo muito bem quando escreves "Só podemos aceitar o desafio de Pedro Amaral Couto", apesar de seres um - mas não um indivíduo.
    Se quiseres responder ao desafio, então vocês vão fazer onde eu, um indivíduo, escrever os artigo. Passo a ignorar os comentários dirigidos aqui, pela mesma razão que removo os comentários que pretendem desviar do assunto.

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  56. O problema da utilidade da ética é que depende muito das perspectivas.

    Vivemos numa época em que muitos adminsitradores de bancos se revelaram, afinal, grandes ladrões.

    Para eles, a ética que valia era a que melhor serve os seus interesses.

    Poderemos censurá-los? Nalguns casos, eles ficaram com milhões de dólares nas suas contas bancárias.

    Será isso imoral? Com base em que critério? Porque é que o nosso critério há-de ser melhor do que o deles? Porque é que alguém se há-de importar com isso?

    Mesmo que eles soubessem que estavam a fazer mal, porque é que fizeram mal? Porque é que não resistiram à tentação?

    A Bíblia tem a resposta. A natureza humana é pecaminosa.

    Mesmo sabendo que existe um bem e que se deve fazer o bem, o ser humano simplesmente não consegue deixar de fazer o mal.

    A Bíblia é clara: "todos pecaram", "não há um justo, nem um sequer".

    O problema é que o ser humano nem sempre sabe o que é bem e o que é mal e mesmo quando sabe tende para o mal e não para o bem.

    Nós educamos os nossos filhos porque eles já nascem com uma inclinação para o mal.

    A Bíblia é bem clara. Quando Adão e Eva pecaram, a natureza ficou corrompida, incluindo a natureza humana, da qual todos somos herdeiros.

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  57. Pedro Amaral Couto diz:

    "É que eu disse, penso que com bastante clareza, e vários exemplos como distinguimos o bem do mal."

    O que mostra que existe o bem e o mal, algo que a teoria da evolução não explica.


    "E verificará que para isso não precisei de falar sobre a origem da ética."

    Só existe uma origem possível: Deus.


    "Penso fazer isso noutra ocasião, mas antes estou a pensar em escrever sobre empatia."

    Tudo bem.

    "A minha hipótese até agora confirma-se. Como podem ver, o artigo do Ludwig é sobre uma coisa, e perspectiva escreve sobre outra."

    Claro que não. A perspectiva criacionista discute o artigo ponto por ponto.

    "No entanto tem a oportunidade de ter impacto ao responder directamente a um artigo que responde às suas questões sobre como distinguir o bem do mal."

    Onde está o artigo? Escreva aqui verá as suas perguntas respondidas.


    "Recomendo que discutas algo num artigo sobre esse assunto, ou os comentários que fizeres não terão impacto."

    Traga para aqui as suas ideias, se é que tem algumas.


    "Como não és um indivíduo, entendo que não respondes com um intelecto crítico. Respondes como os bots do Star Trek: "We are bot. You'll be assimilated. Resistance is futile."

    Puxa, essa é forte. Estamos realmente impressionados e amedrontados!!


    ~"Por isso compreendo muito bem quando escreves "Só podemos aceitar o desafio de Pedro Amaral Couto", apesar de seres um - mas não um indivíduo."

    Que raciocínio assombroso!


    "Se quiseres responder ao desafio, então vocês vão fazer onde eu, um indivíduo, escrever os artigo." Passo a ignorar os comentários dirigidos aqui, pela mesma razão que removo os comentários que pretendem desviar do assunto."

    Traga para aqui as suas ideias, dúvidas, perguntas, etc., e elas serão respondidas.

    21-02-2009 18:36

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  58. Estimado Pedro Amaral Couto

    Os seus artigos são demasiado maus para serem comentados. Grandes confusões na sua cabeça.

    Uma coisa eles não negam: a existência de valores morais objectivos. Além disso, eles não explicam a sua origem.

    A única explicação possível é um Deus verdadeiro, bom e justo, que aborrece e castiga a mentira, a maldade e a injustiça.

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  59. perspectiva, escreva o comentário no artigo com o assunto que comentas.

    Como eu disse, tenho uma hipótese sobre a incapacidade dos criacionistas de fazerem e por um determinado motivo. Cada vez que comentares num artigo sem responder directamente a ele e sem fugir ao assunto específico do artigo, confirmas a hipótese. Eu já fiz a experiência com o Mats. Aliás, já sugeri imensas vezes que ele comentasse o artigo sobre a utilidade da ética, que leva a definir o que é bom e o que é mau, mas ele ignorou-o sempre. Porquê? A explicação que dou é simples: não tem resposta. Existe a necessidade de artifícios que levam a afastar-se do que é escrito no artigo, mas não o pode fazer porque defini uma regra contra isso. E, claro, os comentários ficam associados ao artigo: se forem ridículos, o próprio artigo expõe o ridículo - tal como aconteceu com os últimos comentários de Mats no meu último artigo. Por isso, ao invés de respondê-lo, começou por fazer observações pessoais e a tentar mudar de assunto. Portanto, se tens razão, os comentários que colocares realmente refutam os artigos em questão. Se não tiveres, vais fazer como o Mats, confirmando a minha hipótese.

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  60. Quando um artigo é mau, então as oportunidades de mostrá-lo são enormes.
    Escrevo artigos sobre ética, cada um respondendo a um tema muito específico. A origem da moralidade será um deles. Mas antes pretendo escreve sobre empatia. Cada tema prepara o seguinte. Se um comentário foge do tema, é removido. Por exemplo, se escrevo sobre a utilidade da ética que permite distinguir o bem do mal, e só escreves a dizer que a origem é tal, o que escreveste é irrelevante para o tema, logo é removido. Isso é um problema para ti? É injusto? Mesmo um juiz manda que se ignore argumentos.

    Mas continua o problema: não estás a responder lá. Ao invés disso, optas por comentar num lugar que não tem qualquer relação com o assunto. Por que será? Será que a minha hipótese é correcta?

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  61. Pedro Amaral Couto

    "Como eu disse, tenho uma hipótese sobre a incapacidade dos criacionistas de fazerem e por um determinado motivo."

    Que impressionante.

    "Cada vez que comentares num artigo sem responder directamente a ele e sem fugir ao assunto específico do artigo, confirmas a hipótese."

    O problema é que os artigos são demasiado maus, confusos e sem sentido. Não têm ponta por onde se pegue.


    "Eu já fiz a experiência com o Mats. Aliás, já sugeri imensas vezes que ele comentasse o artigo sobre a utilidade da ética, que leva a definir o que é bom e o que é mau, mas ele ignorou-o sempre."

    O problema da utilidade da ética é que muitos a acham inútil. Pergunte aos administradores do BPN ou do BPP se a ética é util.

    Não vê a estupidez do seu ponto de partida?

    "Porquê? A explicação que dou é simples: não tem resposta."

    Afinal o problema do Pedro Amaral Couto é pior do que eu pensava.


    "Existe a necessidade de artifícios que levam a afastar-se do que é escrito no artigo, mas não o pode fazer porque defini uma regra contra isso."

    Que disparate. O Pedro Amaral Couto está mesmo mal. Ele realmente pensa que disse algo de jeito.

    "E, claro, os comentários ficam associados ao artigo: se forem ridículos, o próprio artigo expõe o ridículo - tal como aconteceu com os últimos comentários de Mats no meu último artigo. Por isso, ao invés de respondê-lo, começou por fazer observações pessoais e a tentar mudar de assunto. Portanto, se tens razão, os comentários que colocares realmente refutam os artigos em questão.Se não tiveres, vais fazer como o Mats, confirmando a minha hipótese."

    Isto é surrealista. O Pedro Amaral Couto é certamente dado a delírios.

    Ele não sabe em que mundo vive. Deve viver num mundo paralelo.

    Num mundo onde não se fala de outra coisa se não de fraudes financeiras em larga escala o pobre ingénuo diz uns disparates sobre a utilidade da ética e fica a pensar que resolveu os problemas morais do mundo.

    Coitado, revela uma ingenuidade infantil.

    Ele que veja o Telejornal das 20h para ver o que sobra das suas patéticas teorias acerca da utilidade da ética.

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  62. perspectiva, ainda não vi os comentários no artigo a explicar qual é o problema nele.

    Eu também acho que as suas respostas são patéticas. Chegas a concluir que a ética é inútil por existirem crimes na banca. Na Matemática vamos ter de extinguir a Teoria dos Jogos, que nasceu para dar resposta a problemas econónimos e foi usada depois na guerra, porque o perspectiva acha que o meu artigo é patético.
    Mais: ele diz que estou a delirar porque disse que fungindo a um assunto, não se responde ao assunto. Parece que ataques ad homimem agora são respostas válidas.

    Eu bem disse que os criacionistas são incapazes de responderem a um artigo onde o artigo encontra-se. Eis a prova, que todos podem ver: o perspectiva este o tempo todo a responder aqui! Suponho que tenha de haver um motivo? Os artigos são tão maus que não pode responder lá, mas fá-lo aqui? Patético.

    Como podes ver, perspectiva, estás a fazer figura de pateta. Bem, vou agora mesmo deixar que o perspectiva tagarele, como um velho senil. Num artigo que não tem nada a ver com o que escreve. E assim serve de exemplo sobre o que eu disse sobre a deficiência mental dos criacionistas. Prevejo que ele continue.

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  63. O Pedro Amaral Couto, diz disparates do maior calibre nos seus artigos.

    Como é possível? A certa altura diz que Deus permitiu a violação, citando como exemplo o episódio narrado em Juizes 21 !!!

    Ora, o que o texto em causa revela é um clima de decadência em que a maldade se generaliza exactamente porque as pessoas se haviam afastado de Deus!!

    Que disparate? Será que disparates tão monstruosos merecem algum comentário sério?

    O Pedro Amaral Couto está realmente bom da cabeça ao escrever dislates deste calibre que revelam ignorância, superficialidade, má fé e, porque não dizê-lo, estultícia do maior calibre?

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  64. O Pedro Amaral Couto está muito impressionado com o castigo de Deus sobre cidades como Sodoma e Gomorra.

    No entanto, o castigo de Deus não se fica por aí.

    A Bíblia ensina o salário do pecado é a morte. E ensina que todos somos pecadores.

    Ela diz que todos pecámos e estamos condenados à morte eterna.

    Todos estamos sujeitos ao castigo de Deus.

    Na verdade, a Bíblia ensina que se os nossos corpos morrem fisicamente isso se deve ao pecado.

    E isso afecta todos nós.

    Mas também diz que Deus pode e quer salvar todos aqueles que abandonam o seu pecado e aceitam a sua salvação em Jesus Cristo.

    Todos podemos ter acesso à salvação de Deus.

    O Pedro Amaral pretende dizer que Deus é injusto.

    Mas com base em que critério?

    Quem o define? O Pedro Amaral Couto?

    E porque é que esse critério seria melhor do que o meu, ou o do Ludwig ou o do próprio Deus?

    Se não existe um critério de moralidade absoluta, torna-se impossível avaliar a própria conduta do Deus da Bíblia.

    Se não existe um padrão absoluto e objectivo de moralidade, a conduta de Deus seria tão válida como a de qualquer de nós.

    Não a poderíamos censurar. Quando muito poderíamos dizer que a sua ética é diferente da nossa.~

    Mas se existe um critério de moralidade absoluto, isso só é possível porque existe um Deus que é justo e bom.

    Deus é o padrão. Existe um critério porque Ele é o critério.

    Uma coisa é boa, se se aproximar desse critério. E é má se dele se afastar.

    Ora, um Deus justo julga o mal.

    Daí o julgamento sobre a humanidade no dilúvio, sobre Sodoma e Gomorra, sobre os povos, sobre todos nós no juizo final também anunciado por Deus.

    No entanto, porque Deus é bom, Ele ama e perdoa, tendo morrido pelos nossos pecados para nis livrar da condenação e da morte e para nos dar vida eterna com ele, apesar dos nossos pecados.

    Na morte de Jesus Cristo, Deus encarnado, Deus castigou todo o pecado.

    Na sua ressurreição, a morte, que era consequência do pecado, foi vencida.

    É essa a mensagem da Bíblia.

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  65. Barba Rija diz:


    "É um abuso da semântica. Nada mais do que isso. "

    Enganas-te ignorante. Todos sabem que é mesmo um código. És um ignorante deliberado. Um desgraçado intelectualmente incompetente.


    "E sim, o ADN pode ser visto como um código, mas a analogia só vai até certo ponto."

    Estás outra vez enganado ignorante.
    Até o Richard Dawkins reconhece que não existe analogia nenhuma.

    Barba Rija, és realmente um triste. Sem argumentos. Só dizes disparates. Só foges á realidade.

    Não consegues fazer melhor. És um triste. Não vais longe.


    "E nem é sequer consequente que mesmo que seja um código tenha de ter origem inteligente."

    Que estupidez a tua. Não existe informação codificada sem inteligência. Não se existe um único exemplo.

    És um triste. Um tresloucado. Não dizes coisa com coisa. Não sabes o que dizes. Não pensas no que dizes.


    "Código não é "mensagem". É informação."

    És um triste. Um código é uma sequência de símbolos que é usada para transmitir e armazenar informação.

    O DNA é isso mesmo. Sequências de nucletódidos que são utilizadas para codificar a informação contendo todas as instruções necessárias à produção, sobrevivência e adaptação de seres vivos.

    És realmente um triste Barba Rija. Não dizes coisa com coisa. Os teus argumentos são uma desgraça.

    Pensa bem.Provavelmente a causa dos teus problemas nem sequer é intelectual, mas espiritual.

    O teu ateísmo torna-te cego aos factos mais óbvios.

    Coitado de ti.

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  66. Para quem estiver a ler os comentários do perspectiva, por favor pesquise por "21" no meu blog e procure alguma referência a Juízes 21. E pesquise por "sodoma" ou "gomorra".

    Ele está a inventar factos sobre os conteúdo do meu blog e a deturpar o que escrevi. Sobre Sodoma e Gomorra, está provavelmente a referir-se à primeira citação em Ética - útil. No final com "É algo que até os que escreveram o Antigo Testamento podiam compreender" digo que os hebreus acreditavam que os conceitos de bem e de mal eram externos a Iavé. O mesmo aplica-se à justiça. Daí as citações iniciais.

    Não fiz qualquer referência a Juízes 21 em qualquer artigo que seja. Eis as referências que fiz a esse livro:
    * (...) «na Bíblia há casos menos conhecidos em que filhos são sacrificados a Deus, seja como primícias ou por promessas (Ex 13:15; 22:29; 34:19; Le 27:28-29; Jz 11:30-40
    * (...) «matanças justificadas em nome de Deus (Números 31:15-18, 1 Samuel 15:18-22, Jeremias 48, Juízes 3:20-22, Juízes 3:21-23
    Referências a violações nos artigos de ética:
    * (...) «Iavé permitiu o rapto de virgens, as violações, a escravatura, os assassinatos (inclusivamente de grávidas, crianças, velhos e gado)» (...)
    * «Segundo a Shari'ah as mulheres não são admissíveis como testemunhas em caso de adultério. Se uma mulher for violada, deve poder ter quatro testemunhas para acusar o violador.»
    * «Estima-se que em cada dia dois dalits são mortos, três mulheres dalits são violadas» (...)
    * (...) «ordenando a morte de homens, crianças e mulheres que não eram virgens, violando as meninas virgens (Números 31).» (ver também [1])

    Noto que ele está a responder aos artigos aqui, distorcendo-os, apesar de dizer que não o pode fazer por serem tão maus. É o que acontece quando não se responde no sítio certo. Coloquei para verificarem se as alegações que perspectiva faz são ou não são verdadeiras, já que ele não indica as fontes e podem tentar encontrá-las sem saberem como. E assim confirmo a motivação por detrás dessa atitude, que segundo o perspectiva é um delírio.

    Se ele respondesse assim no meu blog, os comentários seriam removidos como um acto de moderação com uma explicação: mente sobre o que escrevi - logo não o que escreveu serve de correcção - e discute o que não tem relação com os temas indicados - logo não responde ao que escrevi. Todos poderão notar que seria justo se o fizesse.

    Cumps

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  67. Coloquei o perspectiva em curto circuito. Tenha calma, que isso faz-lhe mal à tensão arterial.

    Vou obviamente ignorar os 90% do teu texto cuja argumentação é, no mínimo, pouco original.

    A única argumentação que tens sobre este tema é uma citação de Dawkins. Mas é um abuso semântico que fazes. Citas Dawkins a dizer, "é um código", concebes um código como algo que só pode ser feito por algo inteligente, e pimbas! Deus criou o ADN.

    Ora é um truque semântico, pois quando Dawkins se refere a essa analogia, obviamente que não tem por definição de "código" algo que é exclusivamente construído através da inteligência. Quando Dawkins fala em código e quando o perspectiva fala em códigos, estão a falar de conceitos diferentes. Poderia ainda dar a achega que só dogmáticos é que ouvem "autoridades" sem as questionar.

    O argumento que explica como esta analogia acaba é o seguinte. Enquanto um código de computador altera apenas o software do mesmo, o ADN é um "código" diferente que tem o poder de alterar o hardware do mesmo, inclusivamente a si próprio. Ou seja, trata-se de hardware ele próprio que altera o hardware do corpo onde reside. Isto não tem analogia nenhuma com sistemas computacionais, onde a barreira hardware-software é intransponível.

    A única hipótese de isto fazer sentido seria considerar toda a matéria como software, não hardware, e nós seríamos programas que corriam dentro de uma máquina (hardware) chamada cosmos (leis naturais). Mesmo assim, a analogia quebra, pois não existe nenhum programa computacional com a estrutura auto-referencial do DNA - Corpo. Tenho a certeza no entanto que não é isto que o perspectiva considera (provavelmente nunca tinha pensado nisto). Aquilo que considera é que o DNA codifica o corpo, e portanto o corpo é o resultado computacional de um código. Mas isto não tem qualquer analogia com qualquer programa de computador.

    Isto já te foi dito imensas vezes, mas insistes nesse argumento e chamas-me nomes por não ir na tua vigarice. Confundes-me com uma das tuas vít..., digo alunos.

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  68. Um desafio simples e que não precisa de grandes experiências sobre o diluvio é tentar reescrever a história para ser compativel com :

    Nada existe com mais de seis mil anos.

    há 4500 houve um diluvio universal e toda a gente morreu excepto os 8.

    As linguas aparecem em Babel. Antes disso toda agente falava, e escrevia, a mesma lingua.

    Se alguem conseguir ....

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  69. "Coloquei o perspectiva em curto circuito."

    Barba Rija,
    LOL. É obra. Geralmente a capacidade de raciocínio dele limita-se à modorra do copy-paste. Obrigaste-o a saír dessa por 30 segundos: estás de parabéns.
    Cristy

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  70. Mário Miguel23/02/09, 00:13

    Barba,

    O que eu me ri ao ler:

    «Enganas-te ignorante. Todos sabem que é mesmo um código. És um ignorante deliberado. Um desgraçado intelectualmente incompetente.»

    Ena! Tanto "Amor" da parte do Jónatas Machado.

    Imaginei o Jónatas com olhar vítreo e raiado de sangue a expelir baba e saliva aos magotes, gesticulando que nem um louco. A visão que o comentário propicia é hilariante, e compatível com o desespero do Jónatas Machado.

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  71. Mário Miguel24/02/09, 15:55

    Ludwig,


    «Nenhuma é intrinsecamente melhor ou pior que outra.»

    Phónix?! Como assim? É claro que isso é falso! O que as pessoas aderem e constroem, que deixa de ser a religião "x" e passa a ser a "x+y" em que "y" será, em principio, bem menor de "x", isso sim.

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  72. Mário Miguel,

    Acho que é uma questão de semântica. Se por religião entendes a doutrina oficial, é tudo praticamente o mesmo. O que varia é a forma como a interpretam e levam mais ou menos a sério. Se for a isso que chamas religião, então concordo que há pessoas com religião melhor que outras.

    Mas o meu ponto é que dizer que o budismo é melhor que o cristianismo ou que o islão é pior que os outros não faz sentido. Todas são tão más quanto mais a sério as levarem, e potencialmente inócuas se só aderirem a elas de nome.

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  73. Jónatas Machado,
    onde é que eu disse aquilo?

    Se a minha hipótese estiver correcta, ele não vai escrever no artigo em questão - vai continuar a escrever aqui - ou vai escrever sobre outra coisa qualquer.

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