domingo, abril 17, 2011

Treta da semana: outra vez este protesto.

Parece que todas as eleições há quem se lembre de “protestar” não votando. Desta vez foi o bastonário da ordem dos advogados, Marinho Pinto, a sugerir uma «greve à democracia» no dia 5 de Junho para envergonhar os políticos «publicamente perante a Europa e o mundo» (1). Além de um dos problemas ser precisamente que os políticos já não têm vergonha na cara, como protesto isto é uma treta. Um protesto tem de deixar claro contra o que é e o que exige em troca. Protestos sem exigências são geralmente fúteis, e este é ainda pior. A ver se o Marinho Pinto percebe isto com um boneco.

O André não quer saber de política e prefere passar o domingo em casa, de pijama. Por isso não vai votar. A Ana está revoltada com os políticos e quer protestar. Por isso não vai votar. Mas o protesto da Ana não serve de nada porque, quando se contar os votos, o dela é igual ao do André. Os votos em branco tanto são de quem protesta como de quem não sabe onde pôr a cruz. Os votos nulos tanto são de quem protesta como de quem se engana ou quer gozar. E a abstenção é a mesma para os que protestam e para os que ficam a dormir a sesta. Não vale a pena protestar contra algo fazendo exactamente o mesmo que fazem aqueles que se estão nas tintas para o assunto. Os políticos e os seus amigos votam de certeza, e basta-lhes isso para ganhar. Se quem está contra fica sossegado em casa eles até agradecem.

Além disso, as eleições não são um acto individual. A escolha é individual, mas a eleição é um processo colectivo, colaborativo, que tenta conciliar as vontades de todos. Recusar dizer sequer o que se prefere não é um protesto. É ficar de fora. O que é uma opção duplamente infeliz porque os indecisos são os eleitores mais valiosos. Os que votam por amor à camisola não ajudam a mudar nada nem contribuem para a qualidade da política. São votos garantidos. Um tipo até pode fazer falcatruas com propriedades e acções e ainda assim ganhar as eleições, se só os adeptos votarem. Mas aqueles que não sabem em quem vão votar podem mudar tudo se forem ás urnas. Basta o pequeno esforço de dar uma olhada nas propostas dos partidos, ver qual será o menos mau, e fazer a cruz num quadradinho.

Mesmo que vários partidos pareçam todos a mesma porcaria, é importante votar num. Ao acaso, se tiver de ser. Porque além de escolher os próximos partidos do governo, é nas eleições que mostramos que estão ali pela nossa autoridade, que podemos mudar de ideias e que temos o poder de correr com eles se não fazem o que devem. A pior coisa que se pode fazer é não votar em nenhum. Isso é dizer-lhes para fazerem o que quiserem. É “protestar” com um cheque em branco.

1- Público, Marinho e Pinto incita a “uma greve à democracia”

65 comentários:

  1. Com um boneco:

    Aquelas mulheres de atenas

    Imitadas pelas Belgas há uns tempos

    Bloqueio de urnas, greves eleitorais várias não são nada novo

    a sugestão de as globalizar tb no

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  2. Tentemos :apesar de ser uma proposta má nestes tempos em que 3 milhões de pessoas necessitam que o estado funcione com um bloco PS PSD CDS

    A pior coisa que se pode fazer é não votar em nenhum.é Imbecil dizer isto pois

    1º)OS partidos recebiam 86$oo por voto, presumo que actualizados recebam agora aí uns 90 cents ou 1.755 euros ou 2 mil tanto faz

    quanto menos votos menos financiamento do estado para os partidos
    em tempo de crise isso afecta os salários de todos os funcionários e dependentes partidários

    e a abstenção não beneficia nenhum partido em geral, nem mesmo o partido comunista que é o que tem eleitores mais fidelizados

    é uma palestra que o dito Marinho Pinto faz para ter o que é essencial num advogado ....visibilidade

    e talvez daqui a uns tempos protagonismo político

    foi uma boa jogada publicitária

    uma mensagem simples que é reproduzida rapidamente pelos que são a favor e contra ganhando essa mensagem uma propagação (na vossa gíria Biral)de gran coturno

    logo bem jogado contrariamente à do Sócrates Gay da campanha do Santana Lopes

    entendido?

    nã?

    nã faz mal...

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  3. E ler propostas imbecis de partidos ou ouvir discursos irrealizáveis Louçanistas ou Neo-Cunhalistas e votar num desses...isso é igualmente imbecil e não resolve só dificulta a vida aos dependentes do estado e associados

    cada um é livre de enforcar os filhos como quiser os dele ou os dos outros, um Raul Castro servia-nos perfeitamente

    infelizmente ficou em Cuba

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  4. A este artigo apenas acrescentaria:
    "E quem não se revê nos actuais partidos ou forma um novo partido/movimento ou tenta mudar os que existe actualmente".

    Só assim é que é possível realmente dar a voz ao protesto contra a catástrofe em que nos enfiaram

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  5. «Basta o pequeno esforço de dar uma olhada nas propostas dos partidos, ver qual será o menos mau, e fazer a cruz num quadradinho.»

    Ludwig, permites-me um reparo à tua exortação? Por favor não olhem só paras as propostas dos partidos. Olhem também para o cadastro. E não precisam de investigar muito, basta guardar um pdf de umas eleições para as outras... Do programa de governo do PS “Avançar Portugal 2009-2013”:

    «Com uma governação de rigor, competência e responsabilidade, e com o esforço dos portugueses, o Governo do PS venceu a crise orçamental que a direita tinha deixado e, sem recorrer ao truque de receitas extraordinárias com encargos futuros, reduziu efectivamente o défice dos projectados 6,83% de 2005 para apenas 2,6% em 2007 e 2008 – o défice
    mais baixo em toda a história da democracia portuguesa.
    »

    Ainda na introdução:

    «Prioridades claras para o futuro

    O Programa que o Partido Socialista apresenta aos portugueses para a nova legislatura 2009-2013, tem três prioridades
    fundamentais muito claras:

    • Relançar a economia e promover o emprego;

    • Reforçar a competitividade, reduzir a dependência energética e o endividamento externo, valorizar as exportações, modernizar Portugal;

    • Desenvolver as políticas sociais, qualificar os serviços públicos e reduzir as desigualdades.
    »

    Ou, na página 42, numa rubrica chamada “consolidação das finanças públicas”:

    «É, assim, decisiva para a nossa estratégia de crescimento da economia portuguesa a existência de finanças públicas
    sãs, assentes em reformas estruturais que asseguram o controlo e redução do peso da despesa pública, rejeitando o
    agravamento de impostos. Finanças públicas sãs que asseguram, também, de forma duradoura e socialmente justa, a viabilidade financeira dos diversos serviços públicos e dos sistemas de saúde e de protecção social. Finanças públicas de qualidade, com a despesa orientada de forma eficiente para as prioridades da política económica e social e com um sistema fiscal que incentive o trabalho e o investimento, que promova a equidade, combata a fraude e a evasão e promova
    a sustentabilidade ambiental.
    »

    Ou adiante:

    «O Partido Socialista prosseguirá o combate à corrupção que exige, antes do mais, uma distinção entre três aspectos: a política penal, a investigação criminal e a prevenção. Os três aspectos não devem confundir-se e, mais do que a multiplicação de tipos penais, do que se trata é reduzir drasticamente as oportunidades para a corrupção no sector público e privado.
    Impõe-se, assim, reforçar a eficácia nos três domínios, designadamente os meios legais e institucionais de combate à
    corrupção.
    »

    E não me apetece ler mais.

    O que eu quero dizer é que não é possível avaliar as propostas de um partido sem considerar o ângulo à verticalidade de que já deu provas. Diria até que neste momento é preciso ser doido para reconhecer nas propostas partidárias um motivo para votar nelas. Esqueçam lá os modelos políticos e económicos e procurem votar na dignidade. Para experimentar, pá.

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  6. Quem apregoa que a moral é subjectiva e depende apenas da escolha do grupo não tem como se queixar das condutas adoptadas pelo grupo que nos governa...

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  7. AS MUTAÇÕES E A DEGRADAÇÃO DE INFORMAÇÃO CODIFICADA NO GENOMA

    O Ludwig, apesar de acreditar em milhões de anos de mutações, acredita na evolução.

    No entanto, não deixa de ficar incomodado quando as mutações provocam leucemia e outras doenças...

    Os criacionistas chamam a atenção para o facto de que as mutações não acrescentam informação genética nova, sendo inteiramente realista considerar que as mesmas constituem o mecanismo da evolução.


    Para além do facto de que não existe informação codificada sem uma origem inteligente, deve ter-se em consideração o facto de que a informação contida no DNA é como uma linguagem escrita.


    A sequência de pares de bases, tal como as letras numa linguagem escrita, codifica algo dotado de significado (frequentemente uma sequência de aminoácidos para uma proteína, como a insulina ou a hemoglobina.

    As mutações tendem a corromper a informação genética, problema que só se agrava se considerarmos que as mutações tendem a acumular-se de geração em geração, sendo por isso cumulativas e degenerativas.


    O problema agrava-se, porque em muitos casos a leitura da informação genética é bidireccional.

    As mutações tendem a introduzir ruído em informação codificada pré-existente.

    As mutações não criam um código nem criam a informação que nele se contém.

    Elas apenas degradam essa informação repercutindo-se negativamente na respectiva execução.

    Existem cerca de 9000 mutações conhecidas no genoma humano, responsáveis por cerca de 900 doenças.

    As mutações têm sido associadas, por estudos científicos, a numerosas patologias, a doenças cardíacas, à progeria, ao cancro na próstata, a doenças de ossos, encefalopatia, a insónias, à morte súbita, etc., etc., etc.


    As mutações são uma realidade.

    Nenhum criacionista nega as mutações.

    Elas corroboram inteiramente o que a Bíblia diz sobre a corrupção e a morte no mundo, mas desmentem a evolução.

    Elas nada têm que ver com a criação de informação genética nova, codificadora de estruturas e funções mais complexas, necessária à evolução de partículas para pessoas.

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  8. «a moral é subjectiva e depende apenas da escolha do grupo»

    Perspectiva,

    A moral é subjectiva e depende objectivamente de sujeitos saudáveis. Não é coisa pouca, bem sei.

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  9. One hundred trillions,

    «OS partidos recebiam 86$oo por voto, presumo que actualizados recebam agora aí uns 90 cents ou 1.755 euros ou 2 mil tanto faz»

    Digamos que são dez milhões de euros, se toda a gente votar. Mesmo nesse caso, ou a democracia vale menos do que umas milésimas do bailout do BPN ou então isto é irrelevante.

    «a abstenção não beneficia nenhum partido»

    Se as pessoas descontentes se abstêm de votar, os políticos deixam de se preocupar com as pessoas descontentes. A abstenção não beneficia nenhum partido em particular mas prejudica a democracia em geral.

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  10. Gonçalo,

    «E quem não se revê nos actuais partidos ou forma um novo partido/movimento ou tenta mudar os que existe actualmente»

    Concordo que isso é uma parte importante do processo, mas não pode ser a mais importante. Porque os partidos são organizações com regras próprias. Podem exigir pagamentos de quotas, impedir que se candidate quem não tenha pelo menos um certo número de anos de militância, exigir exclusividade (por exemplo, não se poder ser militante de vários partidos ao mesmo tempo). Nada disto é aceitável para a democracia. As pessoas devem poder votar sem pagar nada, votar em quem quiserem independentemente das organizações a que pertençam, candidatar-se a qualquer cargo, etc.

    Por isso o principal deve ser tornar os partidos mais susceptíveis à pressão do eleitorado e não exigir que as pessoas paguem quotas e se submetam a regras particulares de cada partido para que possam influenciar a política nacional. Essa opção deve estar disponível para quem quiser, mas não pode ser a solução principal.

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  11. Bruce,

    Sim, uma comparação do prometido com o cumprido é sempre útil. Mas isso penso que, neste caso, está claro para muitos (e para quem não está não há claridade que adiante...)

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  12. Isto é complicado. Por um lado, não voto em sócrates. Por outro o Passos parece-me parvo e com as prioridades às avessas. O Portas tem uma coisa chamada "submarinos" e outra chamada "women on waves". O Louçã parece um estalinezeco à beira de um aneurisma. O PC é uma múmia falante.

    Sinceramente, só o acto de votar é deprimente.

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  13. Barba Rija disse...Estamos fadados

    Isto é simples.
    Por um lado, não voto em sócrates o gajo andava atrás da juventude grega com fins inconfessáveis.
    aristóteles é mais fixe mas tem umas ideias esquisitas

    Por outro o Passos parece-me parvo (inexperiente, é assi a modos como um Guterres mas menos bonacheirão, tem umas ideias mal alinhavadas mas de todos é o que tem mais possibilidades)

    e com as prioridades às avessas.(pouco elaborado)

    O Portas tem uma coisa chamada "submarinos" e outra chamada "women on waves" não é men on waves? sinceramente não percebi esta.


    O Louçã parece um estalinezeco (um mao estaline com um trotsky na orelha) à beira de um aneurisma. O PC é uma múmia falante.
    tendo em conta que há necessidade de 1000 milhões de euros algures para estes dias, que o PCP nem quer olhar para o FMI

    Sinceramente, só o acto de votar é deprimente....no problemo

    nã bote fique em casa com os putos ou ir a praia ver os fósseis
    no guincho há fosséis comunistas miocénicos

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  14. Mas que spammer me saíste. "Pouco elaborado". Enfim, está tão elaborado quanto me apeteceu. Se queres saber mais pergunta.

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  15. Mais bonecos para ilustrar as eleições:

    Pergunta no boletim: como é que queres bater a bota?

    A) forca
    B) gilhotina
    C) fuzilamento
    D) injeção letal
    E) lapidação
    F) à paulada

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  16. Barba Rija:

    Nesse caso aproveita para conhecer e talvez votar no partido humanista (PH).

    Eu até votaria neles, mas neste momento a minha prioridade é impedir que a direita (PSD+PP) tenha maioria absoluta no parlamento, que eu acredito que seria catastrófico para o país neste contexto.

    Como não consigo votar PS depois do muito que se passou - em particular manterem o Sócrates à frente, num seguidismo acrítico - vou votar BE, com o qual sempre me identifico mais do que com a CDU.

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  17. «Como não consigo votar PS (…) vou votar BE»

    Mas continuo a lamentar que deixes de votar numa corporação caduca só porque não gostas do secretário-geral. Com um pouco de atenção durante as legislaturas terias reparado que todo o grupo parlamentar parece morsas no calhau à espera da maré, portanto esse problema que apontas da recondução de Sócrates por 93% dos congressistas oferece à saciedade duas verificações:

    1)o problema dos congressistas no congresso.
    2)o problema de extorquir uma alternativa ao grupo parlamentar.

    De qualquer forma parabéns! Ontem roubaram-me um carro, hoje estou particularmente receptivo às boas notícias.

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  18. Bruce:

    Como disseste e bem, o problema não é o secretário geral, mas o partido que não só não o mandou abaixo, como recondiziu-o ao posto com grandes aplausos.

    Ideologicamente tenho alguma distância face ao trotskismo que é o ponto de vista maioritário entre os militantes do BE. Eu continuo a acreditar na economia de mercado.

    Mas é preciso algum pragmatismo. Nesta fase acredito que um voto meu no BE é o melhor para o país. Afinal de contas, o FMI vai tentar rebentar com isto tudo, e um partido que se esforce "bloquear" a porcaria que querem fazer é mesmo importante agora. É importante dar voz e força aos partidos que querem pôr a renegociação da dívida em cima da mesa, porque isso aumenta o poder negocial do governo para defender os nossos interesses, mesmo que seja um governo PSD ("eu bem queria aumentar o IVA 10%, mas isso não pode passar no parlamento, se calhar vamos mesmo ter de entrar em default nesta e naquela" e no FMI sabem que não é bluff).

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  19. PROBLEMAS COM O BIG BANG:

    Algumas pessoas apresentam o modelo do Big Bang como "prova" de que o relato da criação está errado.

    No entanto, novos dados sobre o crescimento e a dimensão das galáxias põem em causa o Big Bang!

    Os cientistas reconhecem que:

    "How galaxies form and then evolve is still a major unanswered question in astronomy."

    Os cientistas dizem ainda:

    "Our work suggests that cosmologists appear to lack some of the crucial ingredients they need to understand how galaxies evolved from the distant past to the present day."


    Se existem milhares de milhões de Galáxias conhecidos e se o Big Bang não consegue explicar a sua origem e evolução, como se pode dizer que o Big Bang refuta o relato da criação?

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  20. A cada dúvida que um cientista tem, seja sobre que assunto for, o Perspectiva fica mais convicto das suas ideias criacionistas.

    Depois, com um aumento de convicção a ultrapassar em grande medida a marca dos 100% de certeza absoluta, entra-se num delírio em que é necessário divulgar textos em blogues alheios a uma velocidade estonteante, mesmo em resposta a textos que não têm nenhuma relação com o assunto do criacionismo.

    Mais delirante, só mesmo inventar umas boas dezenas de contas internéticas artificiais para escrever em inúmeros blogues textos que pela forma como são escritos são quase totalmente inintelegíveis. Mas disso o Perspectiva já não tem culpa.

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  21. O Jónatas é claramente inimputável pelos seus actos, João, já devias saber disso.

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  22. RESPOSTA AO JOÃO VASCO

    1) Apenas é claro que não se pode refutar o Génesis com modelos incertos e cheios de lacunas

    2) Foi o Blogue que Treta que me desafiou para a discussão, coisa quen aceitei com gosto...

    3) O resto é pura imaginação do João Vasco...

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  23. TRÊS ATEUS SEPULTARAM O ATEÍSMO!

    1) Ludwig Krippahl diz que um código tem sempre origem inteligente.

    2) Richard Dawkins afirma que no DNA existe um código quaternário, com os símbolos ATGC, que codifica grandes quantidades de informação como um computador.

    3) Por concordar com o Ludwig em 1) e Dawkins em 2), o ex-ateu Anthony Flew, ao fim de 60 anos a dizer o contrário, concluiu que então o código do DNA só pode ter tido origem inteligente, abandonando assim o seu ateísmo.

    Teve assim lugar o funeral do ateísmo.

    Os ateus Ludwig Krippahl e Richard Dawkins carregaram a urna e abriram a cova.

    Anthony Flew enterrou-o.

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  24. Eu até votaria neles, mas neste momento a minha prioridade é impedir que a direita (PSD+PP) tenha maioria absoluta no parlamento, que eu acredito que seria catastrófico para o país neste contexto.

    Bom, para além da falta de competência e honestidade do sr. Portas, e da falta de inteligência e capacidade de liderança do sr. Coelho (os nomes parecem saídos de um conto de fad... do vigário), não vejo como tenhas tantas preocupações. Mais importante do que o "monstro" do FMI, é realmente pôr as contas em dia. Sem isso, estamos sempre à mercê dos especuladores. A solução do BE nem é taxar mais, é mesmo "reestruturar a dívida", ou trocado por miúdos, fazer birra e não pagar enquanto não baixarem os juros.

    Essa ideia parte do princípio moralista de que os mercados são "maus" e "pérfidos", e estão a "atacar-nos" como os "monstros que são", pelo que os temos de tratar nos mesmos modos. Eu acho esta ideia imbecilmente infantil, pelo antropomorfismo de um processo que torna por comparação uma ideia religiosa como algo "genial".

    Não só infantil como muito má do ponto de vista pragmático. Só dará péssimos resultados. Com tanta birra ainda nos empurram para fora do euro. E aí, meu caro, estamos lixados com muitos FF grande. A nossa dívida está em euros, e podemos bem adivinhar o que vai acontecer ao "novo" escudo se saírmos do euro. E depois temos de pagar 3,4 vezes o que temos hoje em dívida. E aí, meu caro, é Zimbábue (ou quase).

    Portanto, piar fininho, conseguir o melhor acordo possível com o FMI e aguentar o barco. E dá-te por feliz se ainda tiveres tecto em cima da cabeça daqui a uns cinco anos. Quer dizer que a coisa resultou mais ou menos.

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  25. Foi o Blogue que Treta que me desafiou para a discussão, coisa quen aceitei com gosto...

    Também foi o blogue que treta que te mandou às urtigas para criares o teu blog e deixares os outros em paz com tanto spam.

    Conselho: se vais repetir-te pela enésima vez sobre o Dawkins, o Flew ou outro que tantos, ao invés de contribuir para a discussão não carregues no "enviar comentário". Já toda a gente sabe a tua opinião desfigurada sobre esse assunto, e não estás a adicionar nada à discussão. Só tens como respostas pessoas a ignorar-te ou a dizerem-te para te calares, entre comentários ríspidos à falta de inteligência dos comentários.

    Tens alguma dignidade que te reste? Para de fazeres spam.

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  26. Perspectiva:

    Podemos recusar-nos a andar de avião, ou a circular de carro, porque os especialistas em aerodinâmica ainda estão a descobrir coisas novas sobre a turbulencia, e portanto não podemos confiar em nada do que se sabe sobre o assunto, mas não será uma atitude muito sensata.

    Mas ao explicar isto estou a incomodar os outros leitores, que procuram comentarios sobre o protesto proposto pelo advogado Marinho Pinto, e não uma discussão sobre criacionismo.

    Neste blogue o autor já escreveu vários textos sobre criacionismo, e escreverá certamente mais. Nesses, é realmente incómodo que o Perspectiva seja incapaz de trazer novos argumentos à mesa, seja incapaz de dar uma resposta válida aqueles que o Ludwig apresenta, limitando-se ao invés a repetir lençois de textos com erros e equívocos já várias vezes esclarecidos por vários autores, mas cujo esclarecimento foi sempre olimpicamente ignorado.
    Mas, nesses textos o Perspectiva poderá dizer que está a "responder ao desafio" de criticar aquilo que o Ludwig escreve mesmo que o faça de uam forma que é, a meu ver, muito pouco convincente.

    Mas neste texto, em que o Ludwig escreve sobre eleições, e o Perspectiva "«"responde"»" sobre o Big Bang, essa desculpa não colhe. O Ludwig nunca desafiou o Perspectiva a responder sobre assuntos que não são os dos textos que escreve.

    A atitude do Perspectiva, a este respeito, é uma atitude imoral, que o deveria envergonhar. E não vale a pena alegar que se sou ateu não tenho moral. É uma alegação falsa, mas independentemente disso irrelevante visto que o Perspectiva supostamente não é ateu, portanto esse raciocínio falso nem se aplica.
    Nesse sentido, o Perspectiva deveria ter vergonha da sua falta de civismo. Se tivesse um blogue pessoal no qual escrevesse um texto a criticar o comunismo, poderia considerar aceitável que um comentador escrevesse lençois e lençois de argumentos repetidos a elogiar o comunismo criticando os sistemas políticos alternativos. Mas certamente consideraria indecente que o mesmo comentador fizesse o mesmo, com os mesmos argumentos aos quais o Perspectiva já tinha respondido, em todos os posts do Perspectiva, fossem sobre criacionismo, fossem sobre islamismo, fossem sobre a festa da comunidade evangélica, fossem sobre o Natal ou sobre a Páscoa.

    É esta falta de empatia, de consideração e de civismo, que a atitude do Perspectiva, de escrever texto atrás de texto geralmente fora do contexto, revela.
    É por isso que repito: devia ter vergonha.

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  27. «A solução do BE nem é taxar mais, é mesmo "reestruturar a dívida", ou trocado por miúdos, fazer birra e não pagar enquanto não baixarem os juros.»

    A "solução" do BE é capaz de ser a mais sensata:

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=479743

    Lê a entrevista, que é um contributo muito relevante sobre esta questão.


    «Essa ideia parte do princípio moralista de que os mercados são "maus" e "pérfidos",»

    É verdade que existia um conjunto de leis, instituições e regulamentos que fazia os mercados financeiros funcionarem devidamente.

    Depois, desregulamentou-se à parva, e estes problemas voltaram.

    Da última vez foram precisas duas guerras mundiais em resultado destes problemas para os actores políticos perceberem que estas coisas tinham mesmo de ser devidamente regulamentadas.
    Depois, decidiram desregulamentar e assistir ao regresso daqueles problemas.

    Os mercado não são "maus", mas sem a devida fiscalização, sem o devido enquadramento institucional, trazem péssimos resultados.

    http://2.bp.blogspot.com/-soPx-_D2D5g/TZBqoxucD8I/AAAAAAAAADM/TpLVM9CPeis/s1600/deficit_debt.jpg

    http://www.advisorperspectives.com/commentaries/images/SMP-Graphic-Debt-Deficit-450-chart-3_95354.gif

    Na Espanha, na Bélgica e na Itália os juros estão a atingir valores recorde.

    As políticas que a direita quer adoptar para fazer face a esta situação não são a solução, nem posso dizer que fazem parte do problema, vou mais longe e digo SÃO o problema.

    Este desvario de políticas de direita nos EUA e em toda a Europa, incluindo Portugal (o Freitas do Amaral mentem posições semelhantes desde pelo menos 74, e se na altura era quase o mais à direita que havia hoje é demasiado à esquerda para o PS...) teve como resultado esta gigantesca crise.
    Quem olha depois disto para a direita como sendo a solução, nem sabe onde se está a enfiar...

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  28. As políticas de direita não visam resolver este problema. É mais que evidente que contrair dívidas adicionais a 5% de juros e, em troca, ter uma recessão, não nos vai resolver o problema de ter dívidas. Vai adiar o default e agravar a situação.

    O objectivo das políticas de direita é fazer negócio com isto. Os amigos do Portas e do Coelho, e do Sócrates provavelmente -- o tipo é mais de direita que outra coisa, neste aspecto -- não têm nada a perder por cortarem no subsídio de desemprego, privatizarem escolas e hospitais ou reduzirem pensões, e muito a ganhar com legislação que aumente a "competitividade" (i.e. a capacidade dos que têm dinheiro de o usar para ganhar mais dinheiro). O FMI é a desculpa ideal para encherem os bolsos enquanto o pessoal paga as dívidas.

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  29. «O objectivo das políticas de direita é fazer negócio com isto.»

    E eu temo que desbaratem os serviços públicos... Já se vêem sombras de abutres nos CTT há alguns anos.

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  30. Depois falta privatizar a água :)

    Lembram-se? Essa começou a desenhar-se ainda na agenda de Durão Barroso (2002-2004), pouco antes de zarpar à bolina para servir a Europa em geral.

    Talvez o bastonário dos advogados nos proponha uma greve de sede, a seu tempo.

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  31. Mas... que digo eu? Já está na calha outra vez!

    «A Caixa Geral de Depósitos (CGD), os transportes públicos da CP e REFER e a Águas de Portugal são, para Passos Coelho, os próximos na lista de privatizações»

    WTF??? (prometo nunca mais referir uma enormidade sem antes verificar no google se me está a caminho da cabeça)

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  32. Quanto ao perspectiva, façam como eu- passem À frente, que eu já nem me dou ao trabalho de ler uma linha da pessoa. Quanto à votação, é para lembrar que há mais partidos para além dos "cinco magníficos". Já me cansei de votar útil ou de protesto com estes meninos e meninas. O que precisavam era de um sustinho e ver outros a entrar na casa - à custa do seu próprio decréscimo, claro. Ou tv nem resultasse, aos anos que esta gente anda a dizer que h´que reflectir, que mudar, blábláblá, mas as campanhas continuam a ser uma treta, a distribuir canetas e aventais às peixeiras (as quais os mandam a todos os lados possíveis e imagináveis).

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  33. A "solução" do BE é capaz de ser a mais sensata:

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=479743

    Lê a entrevista, que é um contributo muito relevante sobre esta questão.


    Pouco me informa, João, para além do facto de que aquele economista em particular prefere uma solução de reestruturação da dívida. Tudo bem, reestruture-se. Bem melhor do que simplesmente recusar em pagar. Mas repara que estamos já a discutir "males menores" e não soluções boas.

    Da última vez foram precisas duas guerras mundiais em resultado destes problemas para os actores políticos perceberem que estas coisas tinham mesmo de ser devidamente regulamentadas.

    LOL

    João, porra! Estás mesmo a dizer que as duas guerras mundiais são uma derivação do crash de 29? Mas que barbaridade histórica é essa? Claro que influenciou, mas daí a dizer que foram a primeira causa!!

    E não tenho problemas nenhuns com a conclusão de que a desregulamentação criou problemas. Não suporto é a moralina que o BE insiste "contra os mercados", antropomorfizando-os, diabolizando-os. É uma doença que pegaram do PC e que faziam bem em largar. E era sobre isso que estava a falar.

    As políticas que a direita quer adoptar para fazer face a esta situação não são a solução, nem posso dizer que fazem parte do problema, vou mais longe e digo SÃO o problema.

    Não vejo bem porquê. Vejo que insistem na ladaínha mas dão poucas razões convincentes. Repara que nem estou convencido do contrário. Aquilo que me parece óbvio é que se um país está a viver a níveis muito maiores do que os que tem capacidade para, teria uma opção clara: desvalorizar a moeda, esfriar a importação, melhorar as exportações, empobrecer todo o país de um modo subtil e homogéneo, para então voltar a crescer a sua economia de um modo mais sustentável. Ora, estando dentro do Euro, não podemos fazer isto. A única solução "análoga" será diminuir todos os salários e despesas, o que comporta imensas dores físicas e psicológicas ;).

    Aquilo que propões é diferente, é simplesmente continuar o estado "inflacionário" em que Portugal se encontra, e a solução para isto é ir ao banco e renegociar os juros da dívida, quando o problema é o défice (os défices...), talvez aumentar ainda mais os impostos, etc., e "aguentar" o chamado "monstro" do estado. Isto funcionaria se Portugal crescesse. Mas dada a última década, não podemos basear a nossa política nesta esperança irreal. Aliás, esta tem sido a solução até do PSD em 2001, e do PS em 2005, aumentar os impostos de modo a "aguentar" o monstro na esperança de que a coisa melhore no futuro. Lembro-me do IVA a 17%, hoje é 21, ou será 23%? Já lhe perdi a conta, e o défice nunca esteve pior.

    Não, isto não vai lá com as mesmas soluções, e vir dizer que "ah, mas isso do IVA foi estúpido, agora vamos dar-lhe é no IRS" parece-me caquético.

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  34. O objectivo das políticas de direita é fazer negócio com isto. Os amigos do Portas e do Coelho, e do Sócrates provavelmente -- o tipo é mais de direita que outra coisa, neste aspecto -- não têm nada a perder por cortarem no subsídio de desemprego, privatizarem escolas e hospitais ou reduzirem pensões, e muito a ganhar com legislação que aumente a "competitividade" (i.e. a capacidade dos que têm dinheiro de o usar para ganhar mais dinheiro). O FMI é a desculpa ideal para encherem os bolsos enquanto o pessoal paga as dívidas.

    Por mais verdade que isto seja, e é, isto nada tem a ver com a "direita" ou a "esquerda", mas sim com o compadrio. E aí, meu amigo, tanto a direita como a esquerda, não lhes reconheço santidade nenhuma.

    Por isso, se a tua ideia é dizer que estamos todos lixados porque temos corruptos lá em cima, enfim, que posso fazer se não concordar?

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  35. «Aquilo que me parece óbvio é que se um país está a viver a níveis muito maiores do que os que tem capacidade para, teria uma opção clara: desvalorizar a moeda, esfriar a importação, melhorar as exportações, empobrecer todo o país de um modo subtil e homogéneo, para então voltar a crescer a sua economia de um modo mais sustentável. Ora, estando dentro do Euro, não podemos fazer isto. A única solução "análoga" será diminuir todos os salários e despesas, o que comporta imensas dores físicas e psicológicas ;).»

    Antes da crise de 2008 fazia todo o sentido ir diminuindo gradualmente as despesas do estado com o objectivo de chegar ao défice nulo.

    A direita e a esquerda estavam de acordo que um défice nulo era a melhor opção, mas obviamente é mais fácil falar do que fazer. E aí certamente a direita não foi mais eficaz que a esquerda, pelo contrário.

    Mas depois da crise de 2008 não fazia sentido nenhum procurar um défice nulo, isso seria loucura. Não é uma opinião que tirei do rabo, era a posição de praticamente todos os economistas, de instituições como a OCDE, até foi essa a posição da comissão europeia, com o Barroso a mandar, insuspeito de ideais esquerdistas apesar da sua juventude no PCTP-MRPP.

    Ter tido défices elevados depois de 2008 não foi, em si, mau. Por isso é que os fundamentais (produção industrial, aumento das exportações, receitas turísticas, etc..) mostraram uma recuperação clara face à crise de 2008.

    O que aconteceu foi que se descobriram falcatruas nas contas gregas, e para surpresa dos actores financeiros todos a Alemanha mandou-os à merda sem hesitações.

    Ora no mercado financeiro desregulamentado existem certo tipo de «ataques» que não podem ser feitos quando o atacante não tem força financeira face ao atacado, e a zona euro estava protegida desses ataques pela sua dimensão enquanto se assumia que havia uma certa coesão.

    Quando a Alemanha fez isso, foi um efeito dominó: Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Bélgica, Itália, ... até rebentar tudo. A nossa dívida e o nosso défice, como terás visto nos quadros que te mostrei, eram perfeitamente normais no contexto dos países desenvolvidos.


    Portanto, parece-me que "as mesmas soluções" não funcionam. Para fazer face a este problema, que é europeu e mundial, é preciso pressão para que se cheguem a soluções europeias e mundiais.

    Quanto a nós por cá, há mudanças sérias a fazer: na luta contra a corrupção, um imposto sobre as grandes fortunas como vários países europeus têm, garantir que os bancos pagam o mesmo IRC que as grandes empresas, aumentar a transparência das contas públicas para evitar desperdícios, etc.. Em todas estas coisas a tendência da direita é para agravar o problema, não para resolver.

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  36. Privatizar os CTT??? Até nos EUA têm um serviço postal público!

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  37. Bruce Lóse disse...

    De qualquer forma parabéns! Ontem roubaram-me um carro, hoje estou particularmente receptivo às boas notícias.

    O gajo tem mais de um carro, reaccionário fascista burguês

    Privatizar a água é impossível as águas aqui do burgo empregam 500 pessoas 20 técnicos superiores a 2500 a 3000 por mês 6 gestores e 10 directores e subdirectores a 2500 a 4500 mais um coordenador do parque de viaturas da empresa umas 50 a maioria velhotas tirando 2 audis e 1 mercedes comprado para atenuar a crise...

    a água gasta-se à vontade tamos no maior aquífero do país
    só a câmara paga a si própria 1,5 milhões de euros por ano em água
    os restantes consumidores pagam 1 a 2 milhões por mês
    uns 20 milhões por ano

    infelizmente a empresa municipal gasta 2 milhões por mês
    24 milhões por ano
    se fosse privada ainda tinhamos de pagar taxas de lixo maiores
    para pagar estes serviços

    CDU é o melhor quando estava cá o PS ficavam buracos de 4 milhões de contos uns 20 milhões de euros (ou 30 com inflacção)

    exceptuando este ano que há 20 milhões em obras públicas em curso

    e 12 bioquímicos em serviços vários de uma câmara com 1000 e tal funcionários (juntas incluidas)

    Lisboa tem quantos?

    Primativar jámé....onde é que os privados contratam bioquímicos e outros bichos a 55 euros à hora?

    por acaso os filhos da mãe já baixaram pra 40 e já nã é pra todos

    votem no vosso emprego votem CDU

    o B.Esquerda ainda tem poucos tachos

    apesar de ter já umas consultadoriazitas

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  38. Num mercado desregulamentado....

    tanta parvoeira mesmo num super controlado há sempre corrupções e ....ver URSS ou Cuba ou

    regulação de quê e com quem....vigiar como

    despesas do estado alimentam basta indústria
    não se podem diminuir

    eficiência do estado tira empregos....

    tenho aqui umas 2 mil folhas que estou rasgando informações várias

    referentes a leis várias que já não existem

    apesar de terem acabado com a impressão do D.do G.
    ainda fotocopiam tanta coisa

    fora consumos dos funcionários

    curiosamente a maior parte do correio electrónico que recebo é de funcionários públicos...ou de institutos semi-públicos ou...

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  39. faz-me lembrar quando trabalhava para o civil service

    tinha como objectivo 2500 análises por mês e 220 relatórios

    como não conseguia fazer isso durante the flexible work hours

    comecei a fazê-lo fora das 40 horas em 1 a 2 horas extraordinárias por dia
    ao fim de um mês fui chamado ao gabinete do coordenador adjunto que me disse que o director assistente estava bastante descontente

    se eu quisesse fazer mesmo a cota ao menos que a fizesse nos fins de semana que eles não podiam ter pessoal a fazer 6 a 10 horas extraordinárias por semana o sindicato não gostava e a tesouraria ainda menos

    se eu não conseguia fazer a minha cota de trabalho que avissasse
    que eles punham alguém a tempo parcial

    a única diferença em relação a portugal é que eles tinham mais dinheiro para desperdiçar

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  40. ou sejam 1º fixam-se objectivos irrealizáveis

    e depois baixam-se as cotas

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  41. Barba,

    «Por mais verdade que isto seja, e é, isto nada tem a ver com a "direita" ou a "esquerda", mas sim com o compadrio. E aí, meu amigo, tanto a direita como a esquerda, não lhes reconheço santidade nenhuma.»

    Não é santidade. O que me parece é que o BE e o PCP terão menos amigos entre os industriais e banqueiros milionários do que têm o CDS e o PSD. Acho que não é tão fácil para o Louçã comprar acções da SNL a metade do preço.

    Quantos milionários de esquerda conheces?

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  42. Ludwig Krippahl disse...
    O que me parece é que o BE e o PCP terão menos ....amigos entre os construtores civis milionários, o Évora antigo membro da UDP
    uns 10 milhões de euros coisa pouca
    e advogados milionários tamém contam e consultores?

    do que têm o CDS e o PSD. Acho que não é tão fácil para o Louçã comprar acções da SNL a metade do preço. Acha??? Ok...o BE financia-se onde?

    30mil bandeirolas a 3 euros cada autocolantes out ....portas
    Quantos milionários de esquerda conheces?

    com um milhão de euros em propriedades no algarve ou casas de férias com 10 quartos ou 3 quartos e piscina olímpica uns quantos

    multimilionários isso deve haver pouco

    o que fugiu de Vendas Novas para Moçambique só levou uns milhares e foi para viver com a secretária e voltou à ortodoxia

    contas na Suiça só conheço um...

    câmaras da CDU com 3 obras em curso de 20 milhões só uma

    com 10 milhões só duas

    com uns centos de milhares a 5 milhões é o resto

    se quiser os dados das obras estão nos placares

    algumas ficavam mais baratas demolindo e fazendo de raiz

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  43. Geralmente as obras são feitas por ligas de amigos do cine tal do centro recreativo
    da sociedade filarmónica de arrevez de baixo

    câmaras com fluviários isso quase nenhuma se arrisca a isso

    dá muito nas vistas...mas as pessoas esquecem-se

    são sucessos educativos

    é mais ou menos como aqueles museus feitos para as receitas nem pagarem as despesas de manutenção ou os juros dos custos da remodelação

    centros culturais para 300 velhotes que vivem a distâncias variadas dos tais centros onde vão às vezes jogar bisca

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  44. RESPOSTA AO JOÃO VASCO:

    "Podemos recusar-nos a andar de avião, ou a circular de carro, porque os especialistas em aerodinâmica ainda estão a descobrir coisas novas sobre a turbulencia, e portanto não podemos confiar em nada do que se sabe sobre o assunto, mas não será uma atitude muito sensata."

    O problema deste raciocínio é que o que está em causa não são apenas detalhes no modelo de evolução cósmica, mas todo o modelo.

    Os cientistas explicam isso claramente:

    "The lack of growth of the most massive galaxies is a major challenge to current models of the formation and evolution of large scale structure in the Universe.

    Our work suggests that cosmologists appear to lack some of the crucial ingredients they need to understand how galaxies evolved from the distant past to the present day."

    Compreende?

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  45. Este comentário foi removido pelo autor.

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  46. «O que me parece é que o BE e o PCP terão menos amigos entre os industriais e banqueiros milionários do que têm o CDS e o PSD. Acho que não é tão fácil para o Louçã comprar acções da SNL a metade do preço.
    Quantos milionários de esquerda conheces?
    »


    Ludwig,

    Do not go gentle into that good night... São até conhecidos alguns fósseis comunistas nesta ou naquela câmara municipal demasiado próximos do pelouro urbanístico para passar na malha desse teu critério. Não sei se ficaram ricos mas que passaram a vida a avalizar projectos do interesse exclusivo dos promotores, lá isso passaram. Esta conclusão baseia-se num exercício tão simples como observar as cidades como estão e tentar recordar uma qualquer vocalização de descontentamento destas criaturas. Resultado? Nicles. Zero vocalizações.

    Ainda assim parece-me, também em resposta ao Barba e à sua habitual aversão às correcções ao sistema, que o melhor motivo para não votar nos partidos que desde logo no programa eleitoral declaram o seu interesse em servir os amigos é declararem desde logo no programa eleitoral que é isso que vão fazer. Os outros fá-lo-ão à socapa, sempre é mais complicado.

    E depois, como eu disse logo ao início, há os currículos de governação e parlamentar cada um deles. É impossível para já, e apesar de terem aprovado por unanimidade a “lei do financiamento” e de não interessar a nenhum a redução do número de deputados, acusar o BE e o PCP de igualarem os outros partidos na lista dos compadrios.

    É isso que convém dizer ao Barba para o ajudar a fazer mais para alterar o estado de coisas do que rigorosamente nada, como se fosse um reaccionariozeco de meia tigela :)


    (bem... para corrigir uma gralha quase tive que dar a volta à interne)

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  47. Vai ser necessário repensar e reformar de cima a baixo todo o sistema eleitoral, a democracia plutocrática e burocrática mascarada de pluripartidarismo que, na realidade, não existe. A semente do pluripartidarismo não germinou. O que proliferou foi o parasitismo vestido de slogans e de bandeiras para logro do povo. Portugal continua à espera de partidos políticos que sejam algo mais do que clubes de gente mal afamada que fizeram muitas coisas mas não têm feito o que seria suposto fazerem.
    É necessário manifestar a indignação e o descontentamento e a revolta contra a inoperância, a demagogia e o desgoverno. Actualmente, não deviam ser admitidos a recandidatar-se a cargos políticos, pelo menos todos os que neles estiveram e deram provas.
    A democracia foi completamente subvertida e pervertida pelas máquinas e processos de legitimação de poder.
    Neste aspecto, é inconcebível um partido da oposição que faça oposição a si mesmo.

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  48. Sobre este assunto:

    http://aderevotaintervem.blogspot.com/

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  49. Mas depois da crise de 2008 não fazia sentido nenhum procurar um défice nulo, isso seria loucura. Não é uma opinião que tirei do rabo, era a posição de praticamente todos os economistas, de instituições como a OCDE, até foi essa a posição da comissão europeia, com o Barroso a mandar, insuspeito de ideais esquerdistas apesar da sua juventude no PCTP-MRPP.

    "todos os economistas" cainesianos, esqueceste-te de dizer. Houve quem se insurgisse contra o regresso de uma teoria já caduca desde a recessão de 70, mas reconheço que os "estadistas" cá do sítio, vendo uma oportunidade única para "brilhar", usaram a ideologia barata para os seus fins pessoais de ambição. Citar o Barroso é ridículo.

    Ter tido défices elevados depois de 2008 não foi, em si, mau.

    Claro que não. Basta ver o resultado. Está aí para todos verem.

    O que aconteceu foi que se descobriram falcatruas nas contas gregas, e para surpresa dos actores financeiros todos a Alemanha mandou-os à merda sem hesitações.

    Não foi surpresa nenhuma. A Alemanha estava a ter eleições (tal como agora a Finlândia as teve). A inépcia política de Merkel não é desculpa do cainesianismo, já que se esta política depende de tanta sensibilidade por parte de terceiros, deve prevalecer a lógica do princípio precaucionário, e agarrarmos bem o pássaro que temos na mão, ao invés de andarmos feitos tontos à apanha do segundo e do terceiro.

    Ora no mercado financeiro desregulamentado existem certo tipo de «ataques» que não podem ser feitos quando o atacante não tem força financeira face ao atacado

    Eu gostaria bem de ver evidências deste tipo de coisas chamadas "ataques". Cá está exactamente o antropomorfismo que eu falava antes, escarrapachado no teu texto. Tens a lógica do BE e do Sócrates. Compreendo o Sócrates. Bem lhe deu jeito desculpar a sua inépcia e incompetência com o bode expiatório dos "maléficos" mercados. O que é facto é que ele bem viajou e não houve ninguém predisposto a comprar a dívida portuguesa, incluíndo os socialistas brasileiros. Ora se o problema eram os "ataques" irracionais e maléficos, isto não deveria ter acontecido.

    A nossa dívida e o nosso défice, como terás visto nos quadros que te mostrei, eram perfeitamente normais no contexto dos países desenvolvidos.

    Tu quoque João, porra! É perfeitamente "normal" no pior sentido possível. Claro que o pior de tudo é esses gráficos serem extraordinariamente seleccionados.

    Portanto, parece-me que "as mesmas soluções" não funcionam. Para fazer face a este problema, que é europeu e mundial, é preciso pressão para que se cheguem a soluções europeias e mundiais.

    Não vejo que Portugal tenha neste momento influência política para "pressionar" seja o que fôr. Barafustar talvez, mas isso já o BE nos demonstrou que é capaz de o fazer. Agora, arrumar a casa.

    Quanto a nós por cá, há mudanças sérias a fazer: na luta contra a corrupção, um imposto sobre as grandes fortunas como vários países europeus têm, garantir que os bancos pagam o mesmo IRC que as grandes empresas, aumentar a transparência das contas públicas para evitar desperdícios, etc.. Em todas estas coisas a tendência da direita é para agravar o problema, não para resolver.

    É verdade, mas a esquerda tem outros agravamentos. Tal como a insistência na política dos subsídiozecos, na criação de n instituições públicas cheias de iluminárias que pouco fazem senão darem o ar de sua graça, uma tendência para as obras faraónicas e despesistas, etc.

    Venha o diabo e escolha.

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  50. Ainda assim parece-me, também em resposta ao Barba e à sua habitual aversão às correcções ao sistema, que o melhor motivo para não votar nos partidos que desde logo no programa eleitoral declaram o seu interesse em servir os amigos é declararem desde logo no programa eleitoral que é isso que vão fazer. Os outros fá-lo-ão à socapa, sempre é mais complicado.

    Traduzindo por miúdos, o resultado final é exactamente o mesmo de um lado e do outro, sendo que o outro ao menos é honesto, e tu preferes o desonesto. Ou seja, noves fora nove, e resta o voto na desonestidade. Como vês com esse tipo de simplismos, também eu sou capaz de desconstruir o teu voto, Bruce ;).

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  51. Mas depois da crise de 2008 não fazia sentido nenhum procurar um défice nulo, isso seria loucura. Não é uma opinião que tirei do rabo, era a posição de praticamente todos os economistas, de instituições como a OCDE, até foi essa a posição da comissão europeia, com o Barroso a mandar, insuspeito de ideais esquerdistas apesar da sua juventude no PCTP-MRPP.

    "todos os economistas" cainesianos, esqueceste-te de dizer. Houve quem se insurgisse contra o regresso de uma teoria já caduca desde a recessão de 70, mas reconheço que os "estadistas" cá do sítio, vendo uma oportunidade única para "brilhar", usaram a ideologia barata para os seus fins pessoais de ambição. Citar o Barroso é ridículo.

    Ter tido défices elevados depois de 2008 não foi, em si, mau.

    Claro que não. Basta ver o resultado. Está aí para todos verem.

    O que aconteceu foi que se descobriram falcatruas nas contas gregas, e para surpresa dos actores financeiros todos a Alemanha mandou-os à merda sem hesitações.

    Não foi surpresa nenhuma. A Alemanha estava a ter eleições (tal como agora a Finlândia as teve). A inépcia política de Merkel não é desculpa do cainesianismo, já que se esta política depende de tanta sensibilidade por parte de terceiros, deve prevalecer a lógica do princípio precaucionário, e agarrarmos bem o pássaro que temos na mão, ao invés de andarmos feitos tontos à apanha do segundo e do terceiro.

    Ora no mercado financeiro desregulamentado existem certo tipo de «ataques» que não podem ser feitos quando o atacante não tem força financeira face ao atacado

    Eu gostaria bem de ver evidências deste tipo de coisas chamadas "ataques". Cá está exactamente o antropomorfismo que eu falava antes, escarrapachado no teu texto. Tens a lógica do BE e do Sócrates. Compreendo o Sócrates. Bem lhe deu jeito desculpar a sua inépcia e incompetência com o bode expiatório dos "maléficos" mercados. O que é facto é que ele bem viajou e não houve ninguém predisposto a comprar a dívida portuguesa, incluíndo os socialistas brasileiros. Ora se o problema eram os "ataques" irracionais e maléficos, isto não deveria ter acontecido.

    A nossa dívida e o nosso défice, como terás visto nos quadros que te mostrei, eram perfeitamente normais no contexto dos países desenvolvidos.

    Tu quoque João, porra! É perfeitamente "normal" no pior sentido possível. Claro que o pior de tudo é esses gráficos serem extraordinariamente seleccionados.

    Portanto, parece-me que "as mesmas soluções" não funcionam. Para fazer face a este problema, que é europeu e mundial, é preciso pressão para que se cheguem a soluções europeias e mundiais.

    Não vejo que Portugal tenha neste momento influência política para "pressionar" seja o que fôr. Barafustar talvez, mas isso já o BE nos demonstrou que é capaz de o fazer. Agora, arrumar a casa.

    Quanto a nós por cá, há mudanças sérias a fazer: na luta contra a corrupção, um imposto sobre as grandes fortunas como vários países europeus têm, garantir que os bancos pagam o mesmo IRC que as grandes empresas, aumentar a transparência das contas públicas para evitar desperdícios, etc.. Em todas estas coisas a tendência da direita é para agravar o problema, não para resolver.

    É verdade, mas a esquerda tem outros agravamentos. Tal como a insistência na política dos subsídiozecos, na criação de n instituições públicas cheias de iluminárias que pouco fazem senão darem o ar de sua graça, uma tendência para as obras faraónicas e despesistas, etc.

    Venha o diabo e escolha.

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  52. Carlos Soares,

    A última frase parece-me algo críptica mas fiquei com a sensação de concordar consigo no resto. Cheers!



    Barba,

    A não ser que queiras “antropomorfizar” os partidos políticos, coisa que te recusas a fazer com os mercados, não é difícil perceberes que há nos partidos um efeito corporativo (normalmente mafioso) que transcende a generalidade pessoas e do seu contributo individual. É inevitável, penso que não contestas...

    Portanto, caso não pretendas instituir a corporação mafiosa em vez do partido, o menos mau é ser o projecto partidário a condenar as acções de alguns dos seus elementos. Concordas ou não?

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  53. Claro que concordas, Barba.

    E quero já agora lamentar que o teu receio da simplificação te leve a adoptar uma truculência pitagórica de quem afinal de contas não tem muito a acrescentar à simplicidade. PAFFF !!!!

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  54. Bruce Lóse,

    com a última frase, estava a pensar que qualquer dos partidos, oposição incluída, é correia de transmissão dos problemas do sistema enquanto que a solução passaria pela tão apregoada virtualidade de auto-regeneração da democracia que, se existir, não é por via dos partidos que ganharam assento parlamentar. Estes têm-se comportado como amortecedores e anestesiadores do poder do povo, interpretando e traduzindo a vontade da maioria, nos estreitos limites da lógica partidária, alegadamente representativa.

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  55. Carlos Soares,

    «traduzindo a vontade da maioria, nos estreitos limites da lógica partidária, alegadamente representativa.»

    Isso será sempre assim com ou sem auto-regeneração, e o enriquecimento mais imediato e substancial que podemos oferecer à democracia não é reinventá-la. É, como diz, andarmos menos anestesiados. Por isso apreciei o seu comentário mesmo que no seu imaginário esteja a monarquia ou o paraíso como salvação. O que é preciso é votar em consciência e ser exigente com aqueles a quem entregamos o voto. Sócrates, Deus ou um fadista de sangue azul. Porque esse é o compromisso primordial do sistema. O resto que vier depois disso será apenas um “nice to have”.

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  56. Portanto, caso não pretendas instituir a corporação mafiosa em vez do partido, o menos mau é ser o projecto partidário a condenar as acções de alguns dos seus elementos. Concordas ou não?

    Concordaria apenas se achasse que sustentar a hipocrisia e a mentira seriam coisas boas.

    Claro que concordas, Barba.

    Boa. Nem reparei que já nem precisas que eu responda.

    E quero já agora lamentar que o teu receio da simplificação te leve a adoptar uma truculência pitagórica de quem afinal de contas não tem muito a acrescentar à simplicidade.

    Ó meu, existe uma diferença entre "antropomorfismo" e "simplificação". Diferença essa que nem sequer é subtil. O som que me deste a ouvir deve ter sido o teu crâneo a rebentar com essa bacorada!

    O que é preciso é votar em consciência e ser exigente com aqueles a quem entregamos o voto

    Isto é óbvio. E queixarmo-nos da péssima escolha que temos disponível não nos serve de desculpa para a abstenção, etc.

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  57. Barba,

    Vejo-te macambúzio e fico triste. Que dizer... melhores dias hão-de vir! Com lucidez nacional e com a tua disposição para a mudança tudo será diferente.

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  58. «Concordaria apenas se achasse que sustentar a hipocrisia e a mentira seriam coisas boas.»


    Que verrinoso, Barba... Só mais uma palavrinha.

    Experimenta aceitar que todos os partidos têm propostas boas e propostas más. Era impossível um sistema partidário albergar um número suficiente de partidos para que cada um dos eleitores se revisse integralmente no projecto do “seu” partido. Portanto, mesmo excluindo a influência pérfida e mal intencionada de alguns membros desses partidos, terás sempre que conviver com propostas de merda vindas do pacote que mais se aproxima da tua preferência. Certo?

    Mas esta é apenas a primeira parte da questão quando decides a cruzinha num boletim de voto. É que nós já percebemos ao longo destes anos que há uma tendência consolidada para os partidos não cumprirem as propostas em que estamos a votar, sobretudo, e logo por azar, as que a maioria de nós considera boas. Porque não, portanto, avaliarmos a segunda parte da questão antes de escrever a cruzinha? Foi o que eu propus ao Ludwig, desde o início, porque além de propostas boas e propostas más também há pessoas decentes e pessoas execráveis. A segunda parte da questão é que ao votares em propostas partidárias estás maioritariamente a votar numa pessoa, e o que eu proponho mesmo sem círculos uninominais é votares apenas em função disso já que o resto de pouco tem servido.

    Dirás, sulfuroso: “Ah, mas esse é precisamente um dos vícios do sistema! As velhinhas e os cabreiros sempre votaram na pessoa e nunca em função da política. Conta os caciques e verás.”

    Pois. Só que as coisas estão de tal maneira corrompidas por pessoas execráveis que a única saída neste momento é esperar algo da dignidade de alguém entre os que elegemos e não das propostas do partido que lhe está por trás. Façamos agora como as velhinhas sempre fizeram e, quem sabe com mais sucesso, consigamos produzir um efeito eleitoral no sentido positivo. Antropomórfico e tudo.

    Dirás também: “Ah, mas esse é um apelo moral e não um apelo político! Assim começa o totalitarismo...”

    Não. Só se houvesse alguma razão para crer que as pessoas dos “partidos do arco do poder” são mais democratas do que a alternativa. O princípio do totalitarismo é por exemplo quando, há mais de um ano, começámos a ver manifestações nas ruas da Grécia e os media nos ensinavam discretamente que se tratava de “grupos anarquistas radicais” sem uma referência às causas. O princípio do totalitarismo é quando temos gestores de um fundo internacional a governar em vez do “arco do poder” por causa da má gestão pública e da montanha de favores aos banqueiros (do “arco do poder”, varas e loureiros incluídos) em vez de cumprirem as propostas em que nos convidaram a votar. O totalitarismo está aí mas não é por causa dos apelos morais em vez dos apelos políticos.

    E penso que no essencial ficas esclarecido quanto a isso de “sustentar a hipocrisia e a mentira”. Se te preocupa que um partido se oponha ao clientelismo por ser mais hipócrita que os que não se oponham ao clientelismo, deves considerar as duas partes da questão:

    - escolher o programa partidário certo (esta parte falhou para além da paciência de qualquer ovelha);

    - escolher a pessoa para o implementar à revelia da hipocrisia dos outros (e pode ser que ainda se salve alguma coisa da bancarrota).

    E ficas a saber que atrasei o almocinho por tua causa. Reaccionário de meia tigela.

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  59. Com lucidez nacional e com a tua disposição para a mudança tudo será diferente.


    Ahhhh que bom, perspectivas de ter o Trocaste por mais 1,2 anos!! Só o que me faltava para estar muito mais bem disposto!

    Experimenta aceitar que todos os partidos têm propostas boas e propostas más.

    Siiiiimmm?

    A segunda parte da questão é que ao votares em propostas partidárias estás maioritariamente a votar numa pessoa, e o que eu proponho mesmo sem círculos uninominais é votares apenas em função disso já que o resto de pouco tem servido.

    Isso é o que eu tenho dito também, Bruce. Trocas-te todo, deve ser das influências do poder... ehehh. Precisamente a razão que me leva a dizer que mais vale um partido que honestamente nos diz que vai privatizar as coisas do que um partido que desonestamente nos diz que o não vai fazer.

    Quanto à tua coisa do totalitarismo, deixa-te disso. O problema não é o totalitarismo, mas a idiocracia, a estupidez a que nos deixámos conduzir neste processo.

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  60. «Quanto à tua coisa do totalitarismo, deixa-te disso.»

    Pareceu-me importante referi-lo porque já por várias vezes disseste coisas como «O Louçã parece um estalinezeco». É próprio da superficialidade com que alguns analistas como tu abordam a situação política actual.

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  61. Pareceu-me importante referi-lo porque já por várias vezes disseste coisas como «O Louçã parece um estalinezeco». É próprio da superficialidade com que alguns analistas como tu abordam a situação política actual.

    Ele parece de facto um estalinezeco, não quer dizer que eu o leve a sério enquanto tal. O Louçã é demasiado moralista para o meu gosto. Não que não tenha razão em muito o que diz, mas parece sempre que se o tirassem das amarras que alguém o atou, ele começava a matar toda a gente que estivesse à direita dele no hemiciclo. À estalada.

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  62. "Por isso apreciei o seu comentário mesmo que no seu imaginário esteja a monarquia ou o paraíso como salvação".


    O meu partido não existe. Tenho partido, mas ele não existe como tal. O meu partido não é do contra, mas permite-me concluir que não tenho partido, ou por outra, os ditos partidos existentes não servem, não prestam e, como sempre acontece nestas coisas, ninguém dentro do sistema tem influência, poder e coragem para provocar indesejáveis terramotos. O meu partido é a vida, são as pessoas, a liberdade, a justiça, a saúde, a educação, a cultura e a responsabilidade, em todas as vertentes, pessoais, sociais, ambientais… O meu partido é a verdade, até as verdades que preferencialmente ninguém quer saber. O meu partido não é o Estado, nem a União Europeia, nem a Globalização, nem o dinheiro, nem a guerra. O meu partido é contra o estado de guerra em que vivem os trabalhadores que têm de suportar todos os dispêndios e todas as aventuras dos senhores dessa guerra de traições engravatadas.
    São cada vez mais os portugueses sem partido. E cada vez mais os partidos existentes são menos partidos e mais associações de malfeitores. Ser sem partido não é o mesmo que ser militante ou estar inserido nas estruturas de um partido. Ser sem partido foi-se tornando uma desvantagem crescente à medida que dois partidos deixaram de ser mais do que marcas que detêm entre si o eleitorado. Deter o eleitorado significa apenas granjear uma parte dos votos dos eleitores, normalmente baixa, muito baixa.

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  63. «O meu partido não existe.»

    O meu também não... Mas existe o meu voto, daí o gesto essencial de o usar e seguir de perto.

    «São cada vez mais os portugueses sem partido.»

    Formalmente, só que “portugueses sem partido” não é exactamente o mesmo que dispersão na escolha. Para lhe resumir a minha leitura das coisas, o maior problema do sistema que temos é que o grosso do eleitorado (que ainda se dá ao trabalho de votar) em vez de usar e seguir de perto a sua responsabilidade como eleitor, divide-se em dois tipo de ovelha.

    a que pasta: vagueiam e dormem.

    a que mama: votam invariavelmente em si mesmas e valem ao centrão mais de 60% a dividir por dois.

    Se este enredo freudiano não mudar, mantendo-se a teta como desígnio dos “portugueses sem partido”, eu proponho que ao menos se altere o busto da República para algo em conformidade, pode ser que ao menos nos reúna a todos no privilégio da democracia... Ainda assim, garanto-lhe, preferia que as pessoas em geral acordassem de vez.

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  64. Barba,

    «O Louçã é demasiado moralista para o meu gosto»

    Um dia destes encontramo-nos por aí num refeitório da Cáritas e explicas-me isso melhor :)

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  65. Um dia destes encontramo-nos por aí num refeitório da Cáritas e explicas-me isso melhor :)

    LOL

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