Jason Arday e a representatividade forçada.
Há vários aspectos preocupantes no caso de Jason Arday, que aldrabou até ser o professor negro mais novo de Cambridge. Desde ramos académicos de activismo disfarçado de ciência ao silenciamento pela polícia de críticas legítimas. E demonstra também como políticas discriminatórias de integração e representatividade são contraproducentes.
A seriação por mérito é um bocado treta. Por exemplo, muitas vezes ajusta-se as avaliações para ganhar o candidato previamente escolhido. Ainda assim, tende a filtrar falhas demasiado óbvias como um CV cheio de mentiras e uma dissertação plagiada. Mas medidas para favorecer características como raça ou género, além de injustas, contornam esta triagem.
A justificação que tenho encontrado é ser apenas uma medida provisória para eliminar estereótipos contra certas minorias. A ideia é que se aumentar a sua representatividade deixará de haver preconceito contra essas pessoas. E isso parece funcionar. Há poucas gerações era impensável ter mulheres em medicina ou direito mas hoje, por haver tantas médicas, advogadas e juízas, já ninguém estranha. Mas isto foi sem critérios especiais nem quotas.
Um problema de forçar a diversidade com discriminação é facilitar a entrada de aldrabões e incompetentes que, apesar surgirem em todas as raças e géneros, assim ficam sobre-representados nos grupos que se quer favorecer. Esta correlação cria um fundamento objectivo para desconfiar das competências dessas pessoas e acaba por reforçar os estereótipos que se queria eliminar. Por cá, por exemplo, a eleição de Joacine Katar Moreira por ser mulher negra não deve ter ajudado a contrariar preconceitos contra mulheres negras na política. E não me parece coincidência que o racismo esteja a ficar mais assumido e explícito conforme se tenta impor diversidade desta maneira.
O progresso das mulheres no século XX devia servir de molde para estas coisas. Eliminou-se barreiras legais e deixou-se as pessoas mostrarem o que valem. Foi assim que várias profissões antigamente exclusivas para homens passaram a ser dominadas por mulheres e o consenso é que elas estão lá porque são competentes. Sistemas de quotas ou discriminação “positiva” têm o efeito contrário. Não só dão a impressão de incompetência como fundamentam essa impressão com exemplos objectivamente demonstrados.

pois, primeiro entrou em 2023 com 37 anos não era assi tão novo, hoje com 40 e três anos a dar aulas é que descobrem o plágio, repare-se que ninguém falou sobre a qualidade das aulas ou falta dela para se averbar que era incompetente, em portugal também há quem compre teses de doutoramento ou de mestrado feitos por outros e não me refiro ao sócrates
ResponderEliminare nem uma sobre o eclipse
EliminarÓ manelinho, mostra lá evidências para suportar estas duas afirmações: 1) medidas para favorecer características como raça ou género, além de injustas, contornam esta triagem; 2) não me parece coincidência que o racismo esteja a ficar mais assumido e explícito conforme se tenta impor diversidade desta maneira. Só sabes papaguear fantochada da extrema-direita racista.
ResponderEliminarSó pegaste num caso que se tornou mediático de forma completamente estúpida, porque até parece que erros no processo de recrutamento não vão sempre acontecendo, e quiseste vir para o teu blogue armado em grande intelectual arrotar afirmações sem suporte.
Ah, já agora, manelinho, explica lá isto: "ramos académicos de activismo disfarçado de ciência ao silenciamento pela polícia de críticas legítimas". Que ramos académicos são esses, exatamente? Ou estás a titrar mais merda do cu da extrema-direita anti-intelectual?
EliminarFica aqui uma thread do Twitter de alguém que fez uma análise sobre DEI na academia, para ver se este armado em esperto aprende alguma coisa: https://x.com/SashaGusevPosts/status/2089161811643756566
Eliminar"Só pegaste num caso que se tornou mediático de forma completamente estúpida, porque até parece que erros no processo de recrutamento não vão sempre acontecendo, e quiseste vir para o teu blogue armado em grande intelectual arrotar afirmações sem suporte".
EliminarConcordo...não basta só um ou dois exemplos. Deveria, no mínimo, haver dados estatísticos mais robustos.
opa está violento hoje, concordo que sistemas de quotas ou discriminação positiva tenham efeitos nefastos mas são mesmo assim o único acesso que minorias têm ao ensino no ensino superior, em portugal o nº de professores negros é muito baixo eu só conheci um em anos de percurso em três universidades em portugal
ResponderEliminarWindows
Eliminar14,3 mil
Macintosh
7,76 mil
Linux
144
iPhone
113
Unix
82 o mac continua a corresponder a metade das entradas, curioso né, curioso é o facto com tantos alunos negros que chegam ao superior umas centenas se tanto em 58 mil nenhum tenha capacidades para singrar no sistema
estive a ler a tese de arday de 2015 para o phd e é uma massa enorme de colagens com 401 páginas bibliografia montando pelas 50, se aquilo é plágio de outra tese a outra tese também devia estar muito mal fundamentada se bem que em portugal também haja teses de doutoramento de igual teor
ResponderEliminardito isto é lamentável o suicídio do professor negro mais jovem com 40 anos que deixa família para trás
EliminarU.S. postdoctoral researcher Nathan Cofnas at Ghent University says he was suspended by rector Petra De Sutter after he publicly exposed extensive plagiarism in the work of Jason Arday, Cambridge's youngest Black professor of sociology of education. Arday resigned last week amid questions about his record and was found dead days later in an unexpected but non-suspicious death. The university cited concerns over Cofnas's public statements as potentially harmful, launching a disciplinary probe while valuing academic freedom with limits;
Eliminarnão creio que o paralelismo com as mulheres possa ser aceite, os negros em portugal e na europa estão no geral na cauda social, têm menores rendimentos e poucas perspectivas de singrar no meio académico
Eliminar"Não só dão a impressão de incompetência como fundamentam essa impressão com exemplos objectivamente demonstrados".
EliminarEu acho que essa tese só poderia ser verdadeira caso houvesse a mesma proporção de incompetentes entre o pessoal que é contratado por "ampla concorrência" e os que entraram por quotas. Se a média de incompetentes no grupo do pessoal das quotas for maior, até podes ter um ponto porque haveria uma diferença objetiva. Mas isso existe?