segunda-feira, janeiro 20, 2020

A próxima revolução.

Há dias tive o prazer de debater com colegas e alunos o impacto da inteligência artificial (IA) na sociedade (1). A minha expectativa, consensualmente considerada pessimista, é a de que o progresso tecnológico vai reduzir muito o mercado para o trabalho humano nas próximas décadas, ou mesmo já nos próximos anos. Não é necessariamente mau. É uma boa oportunidade para criar uma sociedade mais justa e melhor para todos. Mas compreendo que este futuro pareça indesejável quando se assume que só quem tem pais ricos ou encontra comprador para o seu trabalho é que merece viver confortavelmente e participar no mercado.

Há duas razões normalmente invocadas para defender que o progresso tecnológico presente não vai reduzir o mercado de trabalho: sempre que a tecnologia eliminou profissões surgiram profissões novas para as substituir; e há profissões que nunca irão desaparecer por muito que se automatize. Isto é quase verdade mas o diabo está nos detalhes. Consideremos, por exemplo, o que aconteceu nos EUA de 1850 até hoje (2). A agricultura, que ocupava a maioria das pessoas em 1850, já era residual em 1950. O trabalho industrial aumentou inicialmente, em substituição da agricultura, mas acabou por diminuir também e agora os serviços dominam o mercado de trabalho. Muitos julgam que o próximo passo será mais do mesmo. Eu duvido que seja.

A mecanização da força humana libertou pessoas da agricultura para outras profissões que já existiam. Médicos, operadores de máquinas, advogados, professores. Sugiram algumas profissões novas mas o seu impacto foi pequeno. O que safou foi que havia muitas profissões nas quais os tractores não substituíam ninguém. Mais tarde, a automação nas fábricas substituiu a destreza humana em tarefas repetitivas mas isso não criou profissões novas com impacto relevante no mercado de trabalho. Apenas deslocou trabalho para profissões nas quais máquinas de furar, soldar ou tecer não adiantavam de nada. Noto que deslocou trabalho e não os trabalhadores. Não foi o operário de 40 anos tornado redundante pelo robô de soldadura que foi tirar um curso de cirurgia. Esse tramou-se. Mas a geração seguinte teve tempo de se preparar para carreiras diferentes. Este é outro aspecto preocupante do progresso tecnológico presente: é muito mais rápido. Mas o problema principal é que, ao contrário do que sempre aconteceu até hoje, agora não há sectores significativos da economia onde a tecnologia não substitua mão-de-obra. Quando se substituiu a força aumentou trabalho de destreza e inteligência. Quando se substituiu a destreza o trabalho migrou quase todo para os serviços. Agora estamos a substituir o trabalho cognitivo e o que sobra é muito pouco ou quase nada. E se é verdade que muitas profissões não vão desaparecer, essa esperança é enganadora.

Apesar do progresso que houve desde 1850, ainda há pessoas a trabalhar na agricultura e em fábricas. Essas profissões não desapareceram. Mas a procura por esse trabalho diminuiu muito e isso é que importa. Um sistema de IA que faça perguntas aos utentes do centro de saúde e prepare um diagnóstico preliminar enquanto esperam pelo atendimento não permite dispensar os médicos. Mas adianta trabalho que permite ao médico antender mais pacientes e isso significa menos médicos. Robôs que fazem as camas, dão injecções, mudam o soro e monitorizam os doentes reduzem a procura por enfermeiros. Vai haver menos empregados de balcão, menos motoristas, menos mecânicos. E até menos jornalistas, futebolistas e apresentadores porque a automação está a criar formas alternativas de entretenimento e de comunicação que competem nesse mercado mas compram muito menos trabalho. Facebook, YouTube, Google, Netflix e afins, por exemplo.

Não me parece sensato contar com novas actividades que rentabilizem o trabalho humano substituído pela automação. O progresso tecnológico sempre empurrou o trabalho para áreas que a tecnologia não tinha afectado mas essas já não existem. A requalificação da força laboral também exige tempo, que é cada vez mais curto. A formação de trabalhadores capazes de fazer coisas que as máquinas não fazem tem exigido um aumento constante no nível de escolaridade e esse parece estar a atingir um limite prático. Além disso, a tendência do mercado é para actividades económicas que exigem muito menos mão-de-obra. Tudo isto aponta para um decréscimo na procura por trabalho humano e um aumento na dificuldade de vender trabalho.

Que, de resto, não é mera futurologia. Já podemos ver a acontecer. O aumento da produtividade não tem sido acompanhado por um aumento no poder de compra dos trabalhadores. Nos EUA, por exemplo, à excepção dos salários acima do percentil 90, o rendimento real está estagnado (3). A precariedade está a aumentar, com as empresas a recorrer cada vez mais ao trabalho temporário e, em cada vez mais casos, o empregado está a transformar-se num cliente da empresa. Exemplos como Uber, Glovo ou AirBnb mostram como as empresas podem lucrar intermediando a venda de serviços entre terceiros sem empregarem essas pessoas. O resultado é forçar quem tem de vender trabalho a baixar constantemente o preço numa competição desigual com sistemas automáticos cada vez mais baratos.

Isto pode ser uma coisa boa. Se a maioria não conseguir vender trabalho por falta de comprador, isso quer dizer que não precisamos de obrigar essas pessoas a trabalhar. É uma oportunidade excelente para tornar o rendimento menos dependente da venda de trabalho e a sociedade mais justa e igualitária. O problema é que muita gente se vai tramar enquanto não se adaptar a sociedade a estas condições. É só nisto que a revolução tecnológica de hoje vai ser semelhante às anteriores.

1- No MathMasters 2020, organizado pelo Departamento de Matemática da FCT/NOVA.
2- Os EUA porque foi o pais para o qual encontrei os gráficos. Mas será mais ou menos a mesma coisa por todo o lado: Five lessons from history on AI, automation, and employment
3- Pew Research Center, For most U.S. workers, real wages have barely budged in decades

22 comentários:

  1. Mas a procura por esse trabalho diminuiu muito e isso é que importa. Um sistema de IA que substitua os professores é possível idem para os médicos em consultas de pequena importância gripes resfriados etc, na banca os atm e os cartões associados tiraram emprego a muitos milhares de caixas o desemprego é o futuro e não parece que milhões de subsidiados sejam possíveis

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  2. Oi,
    É isso, bom post.
    No entanto eu sou ligeiramente mais péssimista. Acho que a IA vai entrar por campos que muitos ainda pensam intocáveis, como por exemplo a medicina, num prazo médio (2 decadas?). Vai tirar muito mais empregos e onde nao se esperava. E como dizes isso não devia ser um problema devia ser uma vantagem. Tipo, "Fixe, este ano conseguiu-se ter mais 1 milhão de pessoas sem precisar de trabalhar, tudo graças às maquinas o estarem a fazer por nós". Mas não, é mais " Fixe, este ano há menos desemprego, só é pena que nem consigam emprestimo para comprar casa porque se paga cada vez pior."
    Há uma desvalorização do trabalho humano porque é possivel de se substituir por máquinas. Mas não se aplica essa desvalorização do trabalho quando se pensa na redistribuição da riqueza que continua a ser um subproduto do funcionamento das empresas (como se sabe o objectivo de qualquer empresa é ter lucro).
    No entanto, o trabalho continua a ser uma medida do valor humano, aceite até por aqueles que têm de dar o litro para ter alguma segurança, quando os unicos que beneficiam deste paradigma são os muito ricos, porque o que aumenta o valor é o dinheiro.

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  3. "Mas não se aplica essa desvalorização do trabalho quando se pensa na redistribuição da riqueza que continua a ser um subproduto do funcionamento das empresas (como se sabe o objectivo de qualquer empresa é ter lucro)." Isto ficou confuso. O que quero dizer é que se valoriza o trabalho como factor quase único para a distribuição da riquiza. Isto é, desvalorizado em todos os aspectos excepto no que toca ao aspecto moral de redistribuição da riqueza.

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  4. A IA é um assunto que apela a que se faça investigação, mas mais ainda ficção, porque os cenários prováveis, provavelmente, serão mais inesperados do que pensamos.
    Acredito que a IA já começou a degradar, de um modo muito brutal ou abrupto, o próprio conceito de inteligência humana e a própria aura do humano, enquanto dotado e apto a grandes realizações.
    Pela primeira vez, talvez, algo não produzido pelo homem, mas produzido por algo que ele produziu, promete ou ameaça suplantá-lo, se é que não o suplanta já em muitos casos.
    A inteligência como um produto parece-me algo novo na história, mais ainda se considerarmos que esse produto é inatingível pelo próprio homem. O que vamos contar ou valer, já hoje, e não apenas futuramente, será ditado por uma inteligência que deixaremos de compreender e contra a qual, já hoje, pouco ou nada podemos (independentemente de o proclamarmos em slogans eleitorais). E isto é uma ameaça muito grande, mas talvez menor do que aquela sob a qual a humanidade tem vivido sempre, de contar e valer aquilo que os poderes (inteligentes ou não) determinam.
    Tenho tendência para considerar a inteligência artificial, assim como a inteligência da matéria, mais confiável (não obstante ser inevitável) do que a outra.
    Ainda vou ter de pensar por quê.
    Já hoje, nenhuma pessoa, por mais sábia que seja, a menos que nos proporcione vantagens de outra natureza, permite interações como as que nos estão acessíveis pela IA. Mas parece-me perfeitamente concebível, num horizonte muito próximo, que um simples telemóvel se torne naquilo que mais utilidades e soluções e conforto possa trazer às pessoas. Um telemóvel já resolve problemas de incomensurável grandeza e pode conhecer-nos como nunca a nossa mãe ou os nossos amigos nos conheceram. E pode informar-nos e aconselhar-nos como nenhum humano seria capaz. Pode até tornar-se um impostor que só apresenta boas intenções. Estou a pensar que pode falar-nos como se fosse deus, ou, levar-nos a crer que deus, finalmente, passou a falar aos homens, através do telemóvel (ou outra IA).
    Não me admiraria se as igrejas começassem a recorrer à IA, em vez de recorrerem à bíblia.
    Porque os partidos, os banqueiros, os militares, os detentores das finanças, mais do que as polícias...Já o fazem e não podem dispensá-la.

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  5. Um futuro em que as máquinas fazem tudo o que é necessário para a nossa sobrevivência só pode ser bom. Certo? O problema é mesmo a viagem...

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  6. Para a Posteridade ...

    «não parece que milhões de subsidiados sejam possíveis»

    Já são. Em países desenvolvidos, a educação é gratuita (e no ensino superior até pagam às pessoas para estudar). A segurança é gratuita, a infraestrutura (estradas, esgotos, electricidade e telecomunicações) é quase totalmente subsidiada, etc. Dar dinheiro às pessoas também é apenas um passo incremental nisto. O principal problema é psicológico: há muita gente presa à ideia de que só quem trabalha é que merece ganhar dinheiro (excepto se nasceu rico; nesse caso merece a fortuna dos pais).

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  7. João,

    «No entanto, o trabalho continua a ser uma medida do valor humano, aceite até por aqueles que têm de dar o litro para ter alguma segurança»

    Mas a confusão fundamental aqui é entre valor e preço. O valor do trabalho não é o preço que o mercado paga. Por exemplo, o valor do trabalho do futebolista é muito inferior ao do bombeiro ou do tipo que recolhe o lixo durante a noite. Isto é fácil de ver se pensaremos no impacto de uma greve de futebolistas ou uma greve na recolha do lixo.

    Se o preço do trabalho tender para zero isto não implica nada acerca do seu valor. O trabalho dos pais educarem os filhos continua a ter valor. O trabalho que dá participar na sociedade como cidadão, defender direitos, contribuir para boas decisões colectivas, etc, tudo isso tem valor.

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    1. Essa confusão existe mas não creio que seja o problema fundamental. Estava a meter isso no mesmo saco que outras confusões (e a contribuir para a ambiguidade) porque para o caso vai dar ao mesmo. O preço e ou o valor do trabalho são na sociedade actual a medida do homem (pelo menos da tal maioria esmagadora). Já agora, tenho muitas dúvidas que o trabalho tenha valor intrínseco, o valor do trabalho tal como tu o propões medir, por exemplo, está ligado à falta que faz e assim pode ser muito num contexto e zero noutro.

      "Isto é fácil de ver se pensaremos no impacto de uma greve de futebolistas ou uma greve na recolha do lixo."

      Recolha de lixo parada: Mau cheiro, depois proliferação de microorganismos, aparecimento de pragas, insalubridade, doenças - aumento da morbilidade e mortalidade.

      Greve de futebolistas: Acumulação de stress, impossibilidade de apropriação de vitórias de terceiros, impossibilidade de idolatração, frustração, agressividade, demasiado tempo para outras coisas, violencia, vingança, odio, doença mental - aumento da morbilidade e mortalidade.

      Na. Vai dar ao mesmo. Já as touradas não têm tantos adeptos mas os touros deviam agradecer a greve.

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  8. Carlos Soares,

    «Acredito que a IA já começou a degradar, de um modo muito brutal ou abrupto, o próprio conceito de inteligência humana e a própria aura do humano, enquanto dotado e apto a grandes realizações. »

    Eu não diria degradar mas ajudar a compreender. A nossa capacidade de simular computacionalmente aspectos da inteligência humana tem ajudado a desmistificar o conceito e a corrigir erros do passado. É verdade que nos estamos a afastar cada vez mais da ideia da inteligência humana como uma misteriosa dádiva divina. Mas estamos a compreendê-la cada vez mais como ela é, um conjunto de “truques” computacionais que a evolução, ao fim de 3500 milhões de anos, conseguiu implementar.

    «Estou a pensar que pode falar-nos como se fosse deus, ou, levar-nos a crer que deus, finalmente, passou a falar aos homens, através do telemóvel (ou outra IA). »

    Sim. Tal como o telemóvel, os deuses também foram invenções humanas. Não é nada estranho que as pessoas projectem em aparelhos sofisticados as mesmas ideias de agência e autoridade que projectam na natureza ou em conceitos mais abstractos.

    Mas, por outro lado, a nossa crescente compreensão desses mecanismos psicológicos pode ajudar a contrariar essa tendência. Afinal, ao que parece, pela primeira vez na história o ateísmo está a crescer mais rapidamente do que qualquer religião.

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  9. se milhões ficam desempregados no ocidente é possível por enquanto subsidiá-los, não me parece possível que se faça o mesmo a nível global onde hoje já centos de milhões vivem pobremente de biscates e do lixo dos outros

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    1. e para o desemprego global de professores hoje uns 5 milhões na europa comunitária dificilmente se arranjariam uns subsidiozinhos e um programa de computador já pode futuramente substituir muitos deles e dar aulas virtuais

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  10. Não foi o operário de 40 anos tornado redundante pelo robô de soldadura que foi tirar um curso de cirurgia. Esse tramou-se. Mas a geração seguinte teve tempo de se preparar para carreiras diferentes COUSA QUE AGORA PARECE FALHAR A GERAÇÃO SEGUINTE NÃO TRABALHARÁ NEM ESTUDARÁ COMO SUCEDE JÁ EM MUITOS PAÍSES DO MUNDO PORTUGAL INCLUIDO SEGMENTOS DA POPULAÇA QUE EMBORA JOVENS JÁ NÃO ESTUDAM E TAMBÉM NÃO TÊM TRABALHO que tendem a aumentar excepto se o coronavirus os matar a todos

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  11. nos serviços muita gente será afectada pela i.a. e não estou a ver que os consigam pôr todos a trabalhar como cirurgiões ou dentistas

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  12. o preço do trabalho humano vai decrescer seguramente

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  13. funcionários públicos, consultores, médicos, professores é uma lista interminável de lugares a ocupar pela ia

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  14. e a IA não apanha virus nem falta dias ao trabalho https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6

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    1. nã a IA também apanha vírus e fica lélé da cuca SamsungBrowser

      10 (<1%)
      Silk

      4 (<1%)
      Maxthon

      3 (<1%)
      Mobile Safari

      3 (<1%)
      BingPreview

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      Firefox
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      Internet
      Explorer
      4,9%
      Chrome
      62%
      Chrome 2 387
      Firefox 1 202
      Internet Explorer 189
      Safari 38
      Opera 16
      SamsungBrowser 10
      Silk 4
      Maxthon 3
      Mobile Safari 3
      BingPreview 1
      Visualizações de páginas por sistema operativo
      Entrada Visualizações de páginas
      Windows

      3424 (88%)
      Macintosh

      225 (5%)
      (Windows NT 10.0

      77 (1%)
      Android

      74 (1%)
      Linux

      25 (<1

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    2. já futebolistas a menos parece exagero vai haver mais jogos de gladiadores?

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  15. "O trabalho que dá participar na sociedade como cidadão, defender direitos, contribuir para boas decisões colectivas, etc, tudo isso tem valor."

    Tenho pensado nisto. É verdade, dá tanto trabalho que fui desistindo de tentar estar actualizado e participar em discussões sobre direitos, factos, etc.

    Mas tens razão. É preciso que as pessoas o façam, todas. Talvez devesse esforçar-me mais.

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  17. a próxima revolução precisa de muita energia donde é que ela vem?

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