quarta-feira, maio 02, 2007

Parece que é, mas não é.

O Instituto de Investigação Criacionista inaugurou no dia 30 o International Journal of Creation Research (IJCR) (1). É suposto ser a primeira publicação criacionista com peer review, o tal processo que usam os cientistas a sério para garantir a qualidade dos artigos, promover a crítica aberta e a verificação independente de resultados.

Mas sendo uma publicação criacionista, quer-se review, e quer-se por peers, mas o resto dispensa-se. Por isso um dos critérios de aceitação dos artigos nesta publicação que se diz científica é:

«(f) Does this Paper provide evidence of faithfulness to the grammatico-historical/
normative interpretation of Scripture? (if necessary refer to Walsh, R.E., Biblical
Hermeneutics and Creation, Proceedings First International Conference on
Creationism, Creation Science Fellowship, Inc., Pittsburgh, PA, 1986, Vol. 1,
pp. 121–127).»


Pouco importa se a hipótese é testável ou se os resultados são reprodutíveis. O que interessa é ser fiel à interpretação normativa e gramático-histórica das Escrituras, de acordo com a hermenêutica Bíblica citada.

E ainda querem estes tipos que os levem a sério...

1- International Journal for Creation Research

Via Bad Astronomy e Hit&Run.

27 comentários:

  1. sinceramente, pareçe 1 de abril

    ResponderEliminar
  2. Aliás, tem grande tradição esta "ciência", é igualzinha ao marxismo reinventado pela União Soviética e afins.
    Cristy

    ResponderEliminar
  3. Eu só pedia que eles fizessem prova em laboratório de uma intervenção divina, de forma consistente e reprodutível.

    ResponderEliminar
  4. É impossível. Eles ficam quietos a ver-nos trabalhar. Quando provamos algo eles simplesmente dizem que isso é devido a uma acção divina. Se algo é impossível de acontecer eles dizem que é possível por acção divina. São pessoas completamente inertes, sem qualquer espírito crítico.

    ResponderEliminar
  5. Se o reproduzissemos à escala pedida, António, obliteravamos todo o espaço onde estamos e iniciavamos um novo universo, à custa da extinção parcial do nosso, pois toda a matéria em seu redor voltaria ao estado primordial de plasma. Agora, o que se consegue é com um acelerador de particulas reproduzir parte dessas reacções, por isso agora espero que faça o mesmo com a mais infima parte da acção de deus.

    ResponderEliminar
  6. Além de que o que o António Parente acabou de fazer é o que o Dário Cardina Codinha descreveu que você e os seus correlegionários fazem sempre, olhe lá que acabou de marcar mais um ponto a nosso favor. :-)

    ResponderEliminar
  7. antónio, a reprodução que pede segue já em 2008 no LHC (genève, suíça). o mínimo que se pede é que apresente uma experiência que se aproxime da mesma forma da entidade "deus" (o que quer que isso seja). se não consegue, parece-me que perde a sua combinação.

    quanto à reprodução exacta do big bang (não arbitráriamente próxima, como no caso do LHC), essa poderá ser possível em aceleradores futuros (esse big bang laboratorial deixaria as "nossas" dimensões de espaço-tempo assim que entrasse em fase inflacionária, pelo que não nos colocaria nunca em perigo, como sugerido anteriormente).

    ResponderEliminar
  8. Parece-me uma fuga para a frente, parece-me mais uma rejeição da realidade, parece-me que mais uma vez esperam que a ciência se prove, e nunca fazem nada para provar a existência do vosso deus.

    Parece-me que neste momento, a alegoria do piano está numa fase tal, que algum cientista está prestes a reconstruir(clonar) o elefante de onde tiraram o marfim das teclas, e o professor manuel antónio, vai dizer que foi deus quem o fez, e que os seus alunos futuros vão aprender a tocar elefante em vez de piano.
    (Quem quiser entender a ligação do "piano" a este comentário, tem de lêr os comentários ao post 'testemunho incompreendido') :-)

    Só para curiosidade do António Parente, a base de dados sobre a qual opera o acelerador de particulas do laboratório Cern, na Suiça, é da empresa onde eu trabalhei antes de me mudar para o meu actual emprego. É bom saber qual o nível de dados a que os crentes têm de aspirar, se algum dia quiserem provar deus numa experiência controlada, se bem que com as capacidades que lhe imagino, 3 letras chegam, e não é 'ena' que estou a pensar. :-)

    ResponderEliminar
  9. Pois é António...
    Só que nós rejeitamos a existência de deus pura e simplesmente, e sem provar que ele exista, os crentes querem que o aceitemos.
    Em contrapartida, a ciência vai provando umas atrás das outras, um conjunto de questões, e aparecem alguns personagens (não especificamente o António, mas também) que rejeitam o que está fisica e visivelmente provado (negação) apesar de aceitarem sem reservas a existência de um deus que não sabem o que é, nem conseguem provar que existe. Numa situação destas, a unica coisa que um crente pode fazer é engolir calado, porque senão os termos que definem a posição em causa, entre outros seriam, incoerencia, obtusidade, hipocrisia, etc.

    Por outro lado, eu compreendo a posição de alguns religiosos. É que com tanta prova que a ciência dá de tudo o que afirma, qualquer dia resta pouco espaço para deus... E como a religião só sobrevive nos números de seguidores, é normal que não queiram vêr o número de crentes a descer, então precisam dessa negação, mesmo que não acreditem nela, como forma de "sobrevivência". E o piano vai se desmantelando...

    ResponderEliminar
  10. O António Parente acredita nos cientistas porque não percebe nada de ciência.

    Isso é uma PÉSSIMA razão para acreditar nos cientistas.

    Se fossem todos como o António, ninguém distinguiria cientistas de charlatões, nem bons cientistas de maus cientistas. A ciência difilmente avançaria.
    Não adimira que o António coloque a religião ao nível da ciência se as suas razões para acreditar nos cientistas são tão más.


    Os cientistas dão às pessoas excelentes razões para que estas acreditem neles, mesmo que estas últimas pouco percebam de ciência. É que a Ciência faz milagres que podem ser observados por todos: os carros andam, os computadores funcionam, os aviões voam. E não é preciso Fé.

    Os milagres da ciência podem ser verificados tão facilmente que as pessoas já nem lhes chamam milagres.


    Mas o Clero, que os promete, não tem tanto sucesso. Além dos casos de evidente charlatanismo, não há milagres que os clérigos possam mostrar - na verdade foram surgindo menos milagres religiosos à medida que foram melhorando os meios objectivos de os confirmar.

    Por isso, temos boas razões para acreditar nas alegações extraordinárias dos cientistas - eles dão provas extraordinárias.

    E não temos boas razões para acreditar no clero. A não ser que sigamos a sugestão do António e vamos acreditar em tudo aquilo que não entendermos - que boa motivação para um charlatão tentar ser o menos claro que puder - e parece funcionar! Muita gente deve pensar dessa forma!

    ResponderEliminar
  11. Segundo a Teoria Inflacionária do Big Bang, o bang não foi num único local mas sim, em vários locais... aliás, falar em "local" é errado porque não havia espaço. Simplesmente ocorreu uma ejecção de energia, criando, deste modo, o espaço e o tempo.
    As teorias têm de ser testadas, e confirmadas. A teoria dá-nos uma tabela de prováveis elementos que teriam de existir. Esses elementos estão a ser encontrados. O LHC irá produzir a maior explosão a seguir ao Big Bang e irá revelar quais os elementos que havia na época inflacionária.
    Temos uma hipótese, oportunidade e desejo de prová-la. Provar de que matéria é feita o Cosmos, e porquê.

    ResponderEliminar
  12. Olá João Vasco,
    parabéns pelo debate ganho (embora não tenha sido, decerto, dos mais desafiadores do ponto de vista intelectual)
    Cristy

    ResponderEliminar
  13. António Parente,
    Está equivocado algures...
    O que o sr. Dawkins defende, para mim, é indiferente, se bem que a ser verdade aquilo que o antónio diz, não é mais do que a igreja fez durante séculos, ao encafuar crianças nas suas instituições para as lavar cerebralmente. Ou acha que pegar numa criança aos 3 anos e enclausura-la num convento é o quê?

    Efectivamente a luta pelo poder existe, mas, é ridiculo dizer que é mais válida a religião, por ter 2000 anos de experiência na matéria, e que a ciência quer limitar a sua maneira de vêr o mundo, porque nos 2000 anos de experiência da religião, o que se viu foi lavagem cerebral constante (todo o mal era explicado por desvios à religião), chantagem emocional (quem não pagasse para encher os bolsos da igreja ardia no inferno), se não se convertessem eram perseguidos, torturados e queimados vivos (como aconteceu com os judeus), pregavam a simplicidade e atacavam os ricos, mas, quem mais ostentava e oprimia era a igreja, quiseram calar Galileu porque não corroborava as patranhas que vendiam ao povo, etc. Só bons exemplos para que queiramos aceitar o que querem impôr, especialmente a novel idiotice de colocar o criacionismo nas aulas de biologia.

    Como disse, há aqui um equivoco do António algures, pois parece-me estar a projectar na ciência defeitos que na realidade são da religião, e em concreto da igreja católica.

    ResponderEliminar
  14. Melhor exemplo de criacionista não há! Lol. Vejam este! (o blog dele é http://genesiscontradarwin.blogspot.pt)

    Eu digo: "Devemos, então, acreditar que as estrelas são pirilampos colados numa cortina azul escura porque se pensava assim..."

    E ele responde: "Quem é que pensave nisso?"


    Eu digo algo sério: "A ciência evolui. Explica lá, com melhores bases a tua teoria da origem."

    E ele responde desta forma: "Simples: no princípio, Deus criou os céus e a Terra. Nada mais simples."

    Eu, mais uma vez, esforço-me pelo bom diálogo e espírito crítico: "Tens que conseguir refutar a teoria das cordas/M, ou se pretenderes, a teoria da gravidade quantica em loop. É à escolha."

    E ele faz isto: "Tens que conseguir refutar a teoria da criação primeiro, porque ela estava cá primeiro."


    P.S. - Por favor, não brinquem nem gozem com a ciência. A ciência deve ser vista como algo sério.

    ResponderEliminar
  15. Olá Cristy

    Obrigado! (Mas concordo com o aparte :s)

    ResponderEliminar
  16. António (que não o simplesmente),

    Veja lá se lhe é familiar a expressão:"Faz o que eu digo, não faças o que eu faço!"

    É que aquilo que disse aqui, não bate certo com o que diz noutros posts deste e outros blogs, além claro, daquilo que o Dário disse, que eu acredito ser verdade, apesar de já ter "escondido" o blog, numa clara jogada de "grande manhosice e dúbia esperteza".

    Another delicious little pun... :-)

    ResponderEliminar
  17. António,

    Ser Keynesiano é a primeira caracteristica que lhe encontro com a qual não tenho nenhuma "comichão".

    Sobre o outro comentário "grande manhosice e dúbia esperteza!", é uma referência jornalistica, bastante antiga, que até era de "rara manhosice" e não "grande manhosice" que dizia, e que caracterizava as pessoas de determinada terra deste país, em alusão a uma em particular de lá saída... Deixo-lhe à sua capacidade investigativa descobrir a quem me refiro. :-)

    ResponderEliminar
  18. Eu digo algo sério: "A ciência evolui. Explica lá, com melhores bases a tua teoria da origem."

    E ele responde desta forma: "Simples: no princípio, Deus criou os céus e a Terra. Nada mais simples."

    Eu, mais uma vez, esforço-me pelo bom diálogo e espírito crítico: "Tens que conseguir refutar a teoria das cordas/M, ou se pretenderes, a teoria da gravidade quântica em loop. É à escolha."

    E ele faz isto: "Tens que conseguir refutar a teoria da criação primeiro, porque ela estava cá primeiro."



    Ó Codinha!

    Não vejo esse blog, não haverá algum erro no endereço?!

    Anyway... o que têm a ver a teoria das cordas/M, ou a teoria da gravidade quântica em loop, com a resposta "Deus criou os céus e a Terra"? Eu também não vejo qualquer incompatibilidade entre ambas, certo?

    Essa afirmação do Génesis é naturalmente muito vaga e não explicita de que modo a criação "ex-nihilo" aconteceu. Logo, Big-Bang ou Supercordas ou Teoria M ou gravidade quântica ou o diabo a 4... what does it matter, anyway?!

    Acerca da tal "origem", basta apenas lembrar que religião e ciência já parece estarem de acordo em algo absolutamente fundamental e que, note-se, é do domínio religioso ou espiritual há já muitos milhares de anos, enquanto como teoria científica tem pouco mais de 3 dezenas de anos (vide Alexander Vilenkin: A theoretical physicist who has been working in the field of cosmology for 25 years, Vilenkin has written over 150 papers and is responsible for introducing the ideas of eternal inflation and quantum creation of the universe from nothing.)

    Já agora, ainda a este respeito são muitíssimo interessantes as novas especulações teóricas sobre a multiplicidade de universos e, mais ainda, a demonstração de que o vácuo tem um valor minúsculo de energia que, contudo, não é igual a zero, como antes se pensava. Curioso, já que a natureza do Nada é de facto uma questão central, pelo menos para a visão espiritual do Universo. Ou seja, o que não é matéria é Espírito, logo o famoso "vazio" está cheio dele, uma simples constatação lógica que não deve levantar muitas ondas... nem partículas! :)

    E por falar nestas, como teriam sido criadas do "nada"? Dizer que foi "Deus" ou a "expansão do espaço" é literalmente a mesmíssima coisa, sem tirar nem pôr!

    ...o universo começou como um vácuo perfeito e todas as partículas do mundo material foram criadas a partir da expansão do espaço. (William Kaufman, "Universe", 1985)

    So... nothing new under the sun...

    Rui leprechaun

    (...but HOW did all this begun?! :))

    ResponderEliminar
  19. Ainda a propósito da mui novel "gravidade quântica em loop", há umas considerações teóricas que me parecem apropriadas, neste constante binómio matéria-espírito.

    O espaço-tempo é uma característica do universo material. Os termos "infinito" e "eterno", embora muitas vezes sejam aplicados à realidade material, de facto, deveriam apenas designar aquilo que a ultrapassa, ou seja, uma dimensão transcendente imaterial. Bem, talvez um dia arranjemos palavras mais adequadas para exprimir correctamente esses conceitos...

    Mas isto foi só um parênteses. Aquilo que eu desejava debater era apenas essa noção de "continuum", de há muito erradicada no que se refere à matéria-espaço, e agora também posta em dúvida relativamente à dimensão temporal do universo material. Basicamente, é isso que a novel teoria faz, ou seja, da mesma forma que já admitimos de há muito a existência dos átomos materiais, especula-se então que o espaço e o tempo têm ambos dimensões "atómicas" e não são contínuos, como a mera experiência quotidiana nos faz supor.

    Esta é outra teoria interessantíssima de um ponto de vista da concepção espiritual do universo, já que assim apenas o Espírito seria contínuo e absoluto, o que é uma necessidade metafísica incontornável. Deste modo, a relativização do binómio matéria-energia e do seu correspondente espaço-tempo não fazem senão dar cada vez mais força a essa concepção milenar de um Universo de formas causado por algo "sem-forma", uma consciência primeva omnipresente e omnipotente.

    Logo, venha outra nova teoria...

    Rui leprechaun

    (...que o Espírito tudo venceria! :))


    PS: Listen to the "Tao Te Ching"... it sings:

    6. The Tao is called the Great Mother:
    empty yet inexhaustible,
    it gives birth to infinite worlds.


    It is always present within you.
    You can use it any way you want.

    7. The Tao is infinite, eternal.
    Why is it eternal?
    It was never born;
    thus it can never die.
    Why is it infinite?
    It has no desires for itself;
    thus it is present for all beings.


    Interessante saber que tais palavras foram escritas há mais de 2600 anos. How could Lao-Tze know all these things before they were acknowledged by modern science, anyway?! Quite simple, I would say:

    Akin to the "neoplatonic maxim" of "as above, so below", Taoism posits that by understanding himself, man may gain knowledge of the universe.

    So herein lies the secret. Or what does it mean: "Know Thyself and Thou shall know all the mysteries of the Universe!"

    Mere words and nothing more? Or is it just the opening of an infinite eternal door?!

    ResponderEliminar
  20. É só para não deixar morrer o tema.
    António Parente, a ciência reproduz a minima parte do que afirma ser o big bang no acelerador de particulas, provando assim aquilo que afirma, e o António não arranja o equivalente exemplo dos criacionistas, nem para a minima intervenção de deus. Estamos a falar de reproduzir um pequenino milagre, qualquer, de forma consistente, real e sem alegorias, nem de forma simbólica.
    Vá lá... Unzinho... Pequenino... Olhe! Podia passar um camelo pelo buraco de uma das agulhas que lá tenho em casa, porque ouvi-vos dizer que era mais fácil que meter um rico no céu. Os ricos andam a passear pelo céu nos dias de hoje, tanto no plano real, como no plano espiritual a avaliar pela forma como a igreja trata os ricos hoje em dia. Vá lá! Passem lá um camelo vivo pelo buraco da agulha, que eu forneço a agulha.

    ResponderEliminar
  21. http://www.statesman.com/news/content/news/stories/nation/05/19/19edboard.html

    ResponderEliminar
  22. Existe algum jornal evolucionista que admita a revisão prévia dos seus artigos por criacionistas? Se houvesse muitos erros não teriam sido cometidos, como chamar "penas" de dinossauro a fibras de colagénio fossilizadas!

    A melhor prova da intervenção divina é a existência do Universo e da vida. Existe alguma evidência de que os mesmos surgiram de forma natural? Onde está essa evidência?

    Que leis naturais poderiam ter causado as leis naturais, sem que elas fossem, elas mesmas, causadas por outras leis naturais?

    Por exemplo, o modelo standard do Big Bang tem alguns problemas insolúveis.

    Um deles é o da irregulatidade (a matéria encontra-se estruturada em estrelas e galáxias). Os maiores defensores da teoria (v.g. Stephen Hawking, George Ellis) reconhecem que desconhecem como é que isso foi possível.

    Outro problema diz respeito à entropia (o hipotético "ovo cósmico teria que ter um elevado grau de ordem).

    Outro ainda é o problema da ignição (não existe uma causa conhecida nem para a explosão, nem para a inflação, nem existe, de resto, uma saída airosa para a alegada inflação).

    Mais recentemente, surgiu a dificuldade do equilíbrio altamente preciso necessário entre a taxa de aceleração e a densidade. A sintonia do Universo é essencial, desde logo, para evitar o seu colapso gravitacional para uma singularidade.

    Assim, não se admirem se os criacionistas usarem a origem do Universo como evidencia da existência de Deus. Para isso não necessitam de qualquer experiência de laboratório, já que o Universo é suficiente.

    Mas como se isso não bastasse, eles usam igualmente a origem da Vida, ainda sem explicação naturalista, bem como, entre outras coisas, a origem dos sexos, da linguagem e da consciência.

    Em matéria de origens, o naturalismo não tem respostas, na medida em que a evolução pressupõe a existência de qualquer coisa que evolua.



    Chamo a atenção dos leitores do blogg para o site

    www.atheistdelusion.net

    onde se pode encontrar muito material refutando as afirmações de Richard Dawkins no seu livro The God Delusion

    ResponderEliminar
  23. A recente descoberta de micro-RNA em algas, documentada no artigo de Lucy Odling-Smee, “Complex set of RNAs found in simple green algae: Single-celled organisms aren’t as basic as they seem,” Nature 447, 518 (31 de Maio 2007), é um duro revés para os evolucionistas, na medida em que demonstra que não existe vida simples. Será que o artigo foi escrito por um criacionista? Não interessa.


    Tudo indica que não, na medida em que o vocabulário e a cronologia evolucionistas estão presentes. Já as conclusões, essas, corroboram inteiramente a concepção criacionista, na medida me que se demonstra que não faz qualquer sentido a afirmação evolucionista de que a vida evolui do simples para o complexo.

    Ou seja, mesmo um bom artigo escrito em revistas evolucionistas por evolucionistas pode ser muito interessante, do ponto de vista criacionista. Muitos exemplos de artigos recentes extremamente interessantes para os criacionistas poderiam ser dados.

    A descoberta em causa, feita de forma independente por dois laboratórios, refuta a teoria geralmente aceite nos termos da qual o papel regulador dos micro-RNAs na expressão dos genes está ligado à evolução da multicelularidade.

    A mesma é tão desconcertante como a ocorrida há cerca de 10 anos de que a Caenorhabditis elegans tem 19,000 genes. A complexidade dos genomas dos seres considerados mais “simples” tem chocado a comunidade científica, na medida em que a mesma em nada fica atrás dos seres vivos geralmente considerados mais avançados.

    Ou seja, parece que o RNA dos organismos unicelulares é tão complexo como das criaturas consideradas mais elevadas ou complexas. As recentes descobertas obrigam a uma revisão completa das cronologias evolucionistas, baseadas na progressão do simples para o complexo. A conclusão é que, neste momento, ninguém sabe porque é que um organismo aparentemente tão simples precisa de micro-RNAs ou como é que o mesmo surgiu pela primeira vez.

    A doutrina da criação diz que toda a vida foi criada por Deus e não pelo acaso ao longo de milhões de anos.

    O acaso e o tempo tendem a destruir a complexidade e não a criá-la. Isso mesmo pode observar-se a todo o momento.

    Só Deus pode criar complexidade e miniaturização de forma instantânea.

    ResponderEliminar
  24. Por vezes diz-se que os chimpanzés e os seres humanos são geneticamente semelhantes em entre si em 98% a 99%. Os números variam. Os criacionistas têm seguido os dados dos vários estudos com interesse.

    Em 2002, um estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) analisou cerca de um milhão de pares de bases de DNA e descobriu aproximadamente 95% de similaridade. Sendo o ser humano composto por cerca de 3 biliões de pares de bases, o estudo em causa estabeleceu a homologia de 95% apenas em menos de um 1% do genoma.

    Em 2003 um outro estudo, também nos PNAS, comparou cerca de 1.9 milhão de pares de bases em áreas imunologicamente críticas dos genomas dos chimpanzés e dos seres humanos, tendo chegado a uma similaridade de 86.7%. Em 2005 os estudos concluíram por uma similaridade de 96% e em 2006 de 94%. E assim por diante.

    Deve ter-se em conta, desde logo, que o genoma dos chimpanzés é cerca de 12% maior do que o dos seres humanos, o que, por si só, poderia limitar a similaridade a 88%. A diferença de 12% não foi tida em consideração nos estudos. Acresce que os chimpanzés têm muitos genes que não se encontram nos seres humanos. Além disso, os mesmos não dispõem de muitos genes presentes nos seres humanos. Estas diferenças tendem a não ser consideradas nos estudos que comparam sequências presentes nuns e noutros. Acresce que existem muitas zonas desconhecidas no genoma dos seres humanos e dos chimpanzés, particularmente nas zonas não codificadoras de proteínas. Á medida que se vai percebendo que muito do alegado “junk” DNA é funcional, como os criacionistas têm sustentado, as diferenças certamente tenderão a aumentar.
    Curiosamente, o estudo de 2006, muito divulgado na comunicação social, é especialmente problemático para o esquema evolucionista, na medida em que apresenta uma similaridade de 93% entre o macaco Rhesus e os seres humanos, sendo que, na cronologia evolucionista, estes macacos terão divergido do hipotético ancestral comum há cerca de 25 milhões de anos atrás, ao passo que os chimpanzés terão supostamente divergido há cerca de 6 milhões (como se alguém estivesse lá para ver!)

    Acresce que o ano passado os cientistas descobriram que os morcegos e os cavalos têm mais semelhanças genéticas entre si do que as vacas e os cavalos, baralhando o esquema evolucionista das homologias.

    Será que estes números, incertos como são, podem ser utilizados como evidência da existência de um ancestral comum? Não necessariamente. Os criacionistas consideram que se trata da evidência de um Criador comum. Nesta, como noutras matérias, as evidências são as mesmas para criacionistas e evolucionistas. Todavia, as mesmas são interpretadas de forma diferente de acordo com a crença que se tem acerca do mundo. Isso é assim para evolucionistas como para criacionistas.

    O argumento dos criacionistas baseia-se na analogia. Todos os dias vemos que os engenheiros usam técnicas e princípios comuns para coisas muito diferentes. Por exemplo, as bicicletas, os automóveis e os aviões têm rodas. Isso não significa que evoluíram de forma aleatória a partir de um ancestral comum. Significa apenas que foram inteligentemente concebidos, de acordo com princípios comuns, para poderem andar. Daí que todos tenham rodas.

    No caso dos chimpanzés e dos humanos, as diferenças entre eles são mais significativas do que as semelhanças. De resto, mesmo a aceitar as referidas percentagens, as diferenças entre seres humanos e chimpanzés ainda seriam de cerca de 150 000 000 nucleótidos, um número demasiado elevado para ser explicado com base em mutações aleatórias dentro dos seis milhões de anos que terão transcorrido desde a hipotética divergência a partir do (desconhecido) ancestral comum.

    A verdade é que só os seres humanos podem falar, escrever, criar obras de literatura, arte, decoração, filosofia, teologia, ciência, técnica, agricultura, etc. Só os seres humanos têm um sentido de justiça, autonomia e responsabilidade. Só os seres humanos criam tribunais para julgar e condenar os violadores da lei. Isso confirma o relato do Génesis segundo o qual os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus.

    As semelhanças genéticas tocam quantitativamente aspectos da anatomia e da morfologia, sendo que mesmo aí existem diferenças muito significativas entre chimpanzés e seres humanos. Em todo o caso, elas não abrangem o que de qualitativamente diferente existe entre chimpanzés e seres humanos.

    Como se vê, os criacionistas não negam a evidência científica. Apenas sustentam que ela faz muito mais sentido quando interpretada à luz do relato bíblico do Génesis. Existe um criador que criou as várias espécies com características comuns e diferentes entre si, de acordo com os propósitos visados pelo designer.

    ResponderEliminar
  25. "Pouco importa se a hipótese é testável ou se os resultados são reprodutíveis."

    O Ludwig está muito preocupado com a testabilidade do criacionismo.

    E a testabilidade da evolução?

    Será que já alguém observou a evolução de uma espécie para outra, mais complexa e elevada, em laboratório?

    Será que alguém reproduziu a evolução?

    Será que alguém observou um dinossauro a transformar-se em ave há 70 milhões de anos?

    Isso pode ser reproduzido num laboratório?

    Toda a variação que se observa hoje ocorre dentro das várias espécies.

    Ela não cria informação genética nova que codifique estruturas e funções previamente inexistentes.

    Por seu lado, a selecção natural selecciona a partir de informação genética pré-existente que vai eliminando.

    Como é que a selecção natural cria algo de novo?

    Tudo o que é seleccionado já existe e uma vez feita a selecção ficamos com menos informação genética do que a que tínhamos.

    Então como é que a selecção natural pode transoformar moléculas em pessoas se esse processo necessita da criação de quantidades descomunais de informação capaz de gerar estruturas e funções plenamente funcionais?

    Mais uma vez, o Ludwig aposta na pólvora seca argumentativa.

    ResponderEliminar
  26. A evolução de particulas para pessoas ao longo de milhões de anos necessita de um processo que aumente a complexidade da informação genético, criando estruturas e funções inexistentes.

    As mutações destroem informação. Elas são cumulativas e degenerativas. Mesmo quando funcionalmente benéficas, elas destroem informação genética no genoma.

    Elas não explicam a origem do genoma, mas apenas a sua destruição progressiva até chegar a um ponto de "genetic meltdown".

    A seleção natural pressupõe a existência de muita informação genética à partida, que vai eliminando (como a própria ideia de selecção indica).

    No fim da selecção existe menos informação genética do que a que existia antes de a selecção ter lugar.

    A selecção natural não cria informação genética. Sem informação genética não há selecção. Com a selecção natural vai-se destruindo a informação.

    A generalidade das mutações benéficas nem sequer é seleccionável. A selecção natural não consegue travar a acumulação de mutações deletérias.

    Daí que as mutações e a selecção natural caminhem numa direcção oposta à hipotética evolução. Elas destroem e eliminam informação genética. Elas não têm rigorosamente nada a ver com a evolução.

    ResponderEliminar
  27. Investigações recentes vieram confirmar aquilo que os criacionistas há muito diziam:
    o DNA não é "junk", como os evolucionistas sustentavam. Ele é inteiramente funcional.

    Na sua compreensão distorcida pelo modelo evolucionista, os evolucionistas sustentavam que o DNA era maioritariamente composto por "lixo", resultante do processo evolutivo.

    Diferentemente, os criacionistas, como acreditavam ter sido o DNA criado por Deus, sustentavam que ele seria inteiramente funcional.

    Mais uma vez se mostra que 1) o modelo criacionista permite fazer previsões científicas e 2) que essas previsões podem ser objectivamente confirmadas.

    Na verdade, os estudos mais recentes, amplamente divulgados pela imprensa nacional e internacional, demonstram que o DNA é um sistema operativo cuja complexidade relega todo o poder computacional gerado pelo ser humano para o estatuto de simples brincadeira de bebé.

    O DNA é um sistema de armazenamento e processamento de informação esmagadoramente sofisticado.

    Como poderia um softweare tão complexo e com tanta capacidade de armazenamento de informação ter sido o resultado de um processo evolutivo aleatório?

    De onde veio toda essa informação, com todas as instruções para o fabrico de plantas, animais e seres humanos inteiramente funcionais e interdependentes?

    Que diria Darwin se conhecesse a sua complexidade e não estivesse erradamente convencido que as células são mero protoplasma indiferenciado?

    Na verdade, para além de DNA com genes codificadores de proteínas, percebe-se a existência das mais diversas e variadas formas de RNA, com uma complexidade até agora inabarcável.

    Isto levou Tim Hubbard, do Wellcome Trust Sanger Institute, a a afirmar: "The surprising results, transform our view of the genome fabric.”

    Até então entendia-se que a actividade do genoma se "limitava" aos 22 000 genes que fazem proteínas, os blocos funcionais das células, juntamente com outro DNA que controla e regula os genes.

    De acordo com o entendimento tradicional, 97% do genoma era visto como “junk” DNA, na medida em que se entendia que não tinha função.

    Gradualmente, os números foram sendo alterados, à medida que se descobria a função.

    Presentemente, o Dr Hubbard afirma: “We are now seeing the majority of the rest of the genome is active to some extent.”

    A inteira funcionalidade do DNA estava longe de constituir uma previsão evolutiva.

    No entanto, ela era prevista pelos criacionistas e é inteiramente consistente com o modelo criacionista.

    A única coisa verdadeiramente "junk" em todo este processo é a teoria da evolução e as suas previsões.

    Mesmo as alegadas similaridades entre os chimpanzés e os seres humanos baseiam-se num conhecimento do DNA totalmente imaturo e desadequado.

    Como se vê, os criacionistas não têm que negar a ciência para defender a sua posição.

    Antes mobilizam a ciência para demonstrar que só a ideia de uma criação inteligente é compatível com a evidência.

    Não é a falta de evidência que leva os evolucionistas a negarem o Criador. É a apenas a sua ideologia naturalista, por sinal destituída de qualquer fundamento empírico.

    ResponderEliminar

Se quiser filtrar algum ou alguns comentadores consulte este post.