A Resposta ao falhanço do naturalismo ateu.
Um texto de Constâncio Ladainha, criacionista e gertrudista.
O estimado Perspectiva comentou aqui neste blogue um post do De Rerum Natura (1). Vem a propósito porque ambos os blogues são da autoria de naturalistas ateus e, por isso, compreende-se a resposta num ao que está escrito no outro. Não é, de forma alguma, tentativa de protagonismo. E apesar de não ter nada a corrigir ao comentário esclarecedor do Perspectiva, excepto talvez ele ter omitido Gertrudes, a quarta Pessoa Divina e veículo da criação do Pai, como sei que o dogma naturalista dificulta a compreensão da Palavra achei por bem frisar alguns aspectos que me parecem especialmente notáveis.
O mais importante é que a Bíblia, a nossa Fé, e a Revelação, são a via certa para a Resposta. A Verdade é só uma e, por isso, todas as perguntas têm que ter a mesma resposta. A saber, que é assim pela vontade de Deus e por intermédio de Gertrudes. O post original enumerava alguns mistérios da ciência, questões que a ciência não sabe responder mas que têm uma resposta clara e evidente. Passo a citar o excelente comentário do meu caro Perspectiva:
«1. Porque há qualquer coisa em vez do nada?
Porque tudo o que existe foi criado por um Deus infinito[...]
2. Como surgiu a vida?
Ela foi criada pela Palavra de Deus [...]
Quando Deus criou as galinhas [...]
A consciência [...] é um reflexo do facto de termos sido criados à imagem de Deus [...]
O nosso mundo depende [...] da informação que lhe é fornecida por Deus[...]
O tempo é uma criação de um Deus eterno»
E assim por diante. É esta a resposta: Foi Deus. O Mats, que também tem tentado ajudar o Ludwig e outros ateus a compreender os erros do evolucionismo, salientou várias vezes que as ciências naturalistas usam métodos diferentes para abordar problemas diferentes. Ou seja, a fé no naturalismo faz com que perguntas diferentes tenham respostas diferentes. É uma confusão.
E as respostas científicas são contingentes. Só parecem acertar e ter alguma utilidade porque o Universo é assim como é. Mas se não fosse não serviam para nada. Por exemplo, os evolucionistas alegam que os mamíferos não têm guelras porque os seus antepassados comuns mais recentes já não as tinham. É uma história bonita mas só porque não há mamíferos com guelras. Se houvesse golfinhos ou baleias com guelras o disparate seria óbvio e toda a gente veria esta hipótese como ridícula. É por causa desta fragilidade que as ciências têm que a mudar as explicações com tanta frequência, como se a verdade fosse uma num dia e outra no dia seguinte.
Não é. A Verdade é sempre a mesma. Foi Deus, por intermédio de Gertrudes. Se não há golfinhos com guelras é porque Deus não quis. E se houvesse golfinhos com guelras, pois seria porque Deus queria. Esta é uma hipótese que só pode ser verdadeira. Vou explicar melhor com uma analogia. As ciências tentam construir um modelo da realidade usando várias hipóteses como ferramentas. São chaves de fendas, serrotes, martelos e alicates, cada uma para o seu propósito, cada uma usada se servir ou deitada fora se não for adequada. Mas o criacionismo é Verdade. Serve em todo o lado e molda-se perfeitamente à realidade qualquer que esta seja. É como uma bola de plasticina. Haverá ferramenta melhor do que esta?
1- Os dez maiores enigmas da ciência, no De Rerum Natura, e Até um relógio parado, aqui.
