domingo, junho 15, 2014

Treta da semana (passada): espiritismo, três em um.

A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) descreve esta doutrina como «uma ciência filosófica de consequências morais. Como ciência, investiga os factos espíritas. Como filosofia explica-os. Como ética dá-nos um roteiro moral para as nossas vidas.» Com um alvo tão grande seria de esperar que acertasse em qualquer coisa. Azar. Falha tudo.

O espiritismo «foi codificado por um professor francês de meados do século XIX: Allan Kardec» e o seu método de investigação, descrito no “Livro dos Espíritos”, consistiu em escrever o que alegou serem respostas dos espíritos às suas perguntas. Isto não é científico porque a ciência progride seleccionando as hipóteses que se destacam quando postas à prova. Podemos imaginar que é uma corrida, com as hipóteses que não tropeçam nos factos e que correm mais leves de premissas infundadas passando à frente das outras. A corrida é permanente – nenhuma hipótese ganha em definitivo – mas não se toma qualquer uma como verdadeira se nem sequer está à frente das outras. A hipótese de Kardec ter mesmo mesmo falado com espíritos que sabiam do assunto e diziam a verdade é apenas uma entre muitas outras. E, destas, a que se destaca como mais plausível, e menos dependente de premissas gratuitas, é a de que ele apenas escreveu o que lhe veio à cabeça.

Por exemplo, à pergunta «Donde vieram para a Terra os seres vivos?», os espíritos responderam que «A Terra lhes continha os germens, que aguardavam momento favorável para se desenvolverem [no] momento propício ao surto de cada espécie». Disseram também que ainda surgem seres vivos espontaneamente dos «tecidos do corpo humano e do dos animais [onde] só esperam, para desabrochar, a fermentação pútrida que lhes é necessária à existência» e que, entre “corpos orgânicos e inorgânicos”, «A matéria é sempre a mesma, porém nos corpos orgânicos está animalizada» (2). Suspeito não ser coincidência que os espíritos que falaram com o professor francês do século XIX tivessem as mesmas ideias erradas acerca da origem das espécies, do vitalismo e da geração espontânea que teria um professor francês do século XIX.

A afirmação de que o espiritismo é filosofia porque explica os factos é falsa duas vezes. Primeiro, porque a filosofia preocupa-se mais em explorar conceitos do que em explicar factos. Mas, principalmente, porque o espiritismo não explica factos nenhuns. Uma explicação é uma descrição consistente com o que observamos e da qual se pode inferir o que pretende explicar. O espiritismo não só é parco em inferências, limitando-se às alegações, como é inconsistente com a informação que temos. Por exemplo, a hipótese de termos uma alma eterna é refutada pelos efeitos cognitivos de drogas, acidentes vasculares cerebrais ou doenças como a de Alzheimer. Se houvesse algum aspecto do nosso intelecto, da nossa memória, da nossa consciência ou personalidade que se devesse à tal alma, esse seria imune a qualquer problema físico. As evidências indicam claramente que não há tal coisa.

Finalmente, dizem que o espiritismo é uma ética porque «dá-nos um roteiro moral para as nossas vidas.» No entanto, simplesmente dar um “roteiro moral” não constitui uma ética. Dizer “não roubarás” estipula uma regra moral mas ética é considerar porque é que não se deve roubar, quais os fundamentos dos direitos de propriedade, em que situações é permissível roubar e porquê, e assim por diante. Também nisto o espiritismo fica muito aquém do que a ADEP promete: «O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário»(3). Isto está para a ética como a fisga está para a exploração interplanetária.

Apesar de ser apelativa esta ideia de ter uma alma imortal e de ir eventualmente viver no mundo dos espíritos, é com alívio que concluo que a doutrina espírita é treta. Alívio porque, se fosse verdade, seria prova de que os espíritos imortais tinham o conhecimento, a mentalidade e a forma de se exprimir de um professor francês do século XIX. Antes acabar a minha existência com a morte do corpo do que gramar uma eternidade de disparates.

1- ADEP, O que é o Espiritismo?
2- O Livro dos Espíritos(pdf), páginas 65-66 e 74.
3- Ibid, página 310.

41 comentários:

  1. Por acaso falar com os defuntos até era porreiro.

    Não havia mais corpos perdidos nem engulhos nos testamentos.

    Graças a Deus os de cujos só falam por enigmas...

    Senão era uma confusão. ..

    É ciência oculta e cheia de enigmas.

    Como qualquer vigarice que se preze é.

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  2. Ludwig. ...

    Não percebes patavina do ser humano. ..

    Há uma quantidade enorme, graças a deus, que exige fadas nos jardins.

    Um jardim sem fadas, gnomos e duendes não é jardim.

    A mão invisível dá-lhes as fadas e duendes. Não porque as fadas e duendes existam mas porque são uma necessidade. Para quem quer fadas e duendes.

    Nós sabemos que as fadas e duendes são imaginárias.

    E daí ?

    Há tanta gente a gostar das fadas e dos duendes...

    Eu, mais prosaicamente , fico me pelas fodas....

    Se o mundo não fosse assim era uma chatice...

    A nós os recursos, e as gajas boas, e a vós a filosofia...

    Fair divisão. ..

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    1. A CIÊNCIA DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS E A DOUTRINA BÍBLICA DAS FONTES DO ABISMO E DO DILÚVIO

      Quando fala do dilúvio, o livro de Génesis sugere que o mesmo começou com uma rotura da crusta da Terra e a subsequente abertura dos reservatórios de água existentes no subsolo.

      Só depois é que, certamente por evaporação e condensação, é que começou a chover (já que não existe água na atmosfera capaz de, por si só, provocar um dilúvio).

      Vejamos a sequência de acontecimentos descrita na Bíblia:

      "No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram,E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites". (Génesis 7:11-12)

      O transporte de águas subterrâneas para a superfície por ação da tectónica de placas tem sido estudado nos últimos anos, com resultados muito interessantes do ponto de vista do dilúvio global e surpreendentes para a geologia convencional.

      Nesta mesma linha, um estudo agora publicado veio chamar a atenção para a evidência das grandes quantidades de água existentes a várias centenas de quilómetros de profundidade, corroborando as palavras de Génesis.

      Escusado será dizer, que uma rotura de proporções cataclísmicas iria gera um movimento tectónico catastrófico e não os movimentos discretos e pouco perceptíveis que se observam hoje.

      Na verdade, os cientistas autores de ambos os estudos dizem que toda essa água terá sido transportada para o solo e ficado presa nas profundezas por acção da tectónica de placas, o que, tudo somado, corroborado um cenário catastrófico.

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  3. A CIÊNCIA DOS VÁCUOS QUÂNTICOS E A DOUTRINA DA CRIAÇÃO

    A suposição indemonstrável de que os vácuos quânticos são eternos, fora do tempo e deles tudo resultou não explica a origem acidental do Universo.

    Os vácuos quânticos são partes integrantes dele, não explicando como é que do nada surgiu alguma coisa, porque eles já são alguma coisa (cuja origem é necessário explicar).

    O verdadeiro “nada” seria a ausência de tudo, incluindo de vácuos quânticos.

    Os vácuos quânticos, feitos de energia, contém pares de partículas virtuais com valores energéticos, aparecendo e desaparecendo, de maneira efémera, que podem ser convertidas em fotões detetáveis.

    Ou seja, os vácuos quânticos existentes no Universo não explicam a origem da energia, na medida em que eles são já energia! E a energia não se causa a ela própria.

    Longe de estarem fora do tempo, neles o tempo já está presente.

    Os vácuos quânticos são estados complexos de campos energéticos dotados de propriedades físicas.

    Longe de serem eternos e infinitos, tudo indica que os vácuos quânticos, contêm um número limitado de partículas efémeras. Eles indiciam que a velocidade da luz pode ser inconstante, o que não deixa der ser interessante para algumas cosmologias criacionistas.

    Hoje sabe-se que o mundo quântico é muito mais complexo e padronizado do que se pensava, corroborando a sua criação racional. O mundo quântico permeia até os seres vivos, dependentes de informação codificada.

    O mundo quântico é uma fonte de nspiração para a teoria da informação e da computação.

    Além disso, os vácuos quânticos caminham da ordem para a desordem não podendo ser eternos e corroborando uma ordem inicial.

    Longe de existirem para além dele, as partículas subatómicas são partes do Universo estabelecendo complexas inter-relações!

    Estudos recentes mostram afinidades entre a física quântica e a teoria dos jogos, apontando para a racionalidade global, não local, que permeia o universo micro-físico e o transcende, corroborando a criação racional do Universo.

    A evidência observável corrobora a ideia de que mesmo o mundo quântico, pleno de energia e informação, tem marcas de inteligência e design.

    De onde vem a racionalidade global de que participa o mundo quântico?

    Génesis 1:2 tem a resposta:

    “ E disse Deus: haja luz! E Houve luz!”

    Luz é energia! Deus é Razão!


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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. "Criacionismo Bíblico" (Aka Jónatas Machado),

      «Longe de serem eternos e infinitos, tudo indica que os vácuos quânticos, contêm um número limitado de partículas efémeras.» Confunde o tempo de "vida" das partículas com o do vácuo quântico.

      «Além disso, os vácuos quânticos caminham da ordem para a desordem não podendo ser eternos e corroborando uma ordem inicial.» Isso pode acontecer, mas leia o resto do artigo que indicou:

      «Schmidmayer believes that this appearance on an intermediate state between quantum physical order and classical disorder is a very general phenomenon, which should also be visible in different systems. "Pre-thermalized states supposedly play a role in heavy ion collisions at extremely high energies, for instance at the LHC, CERN. Also, the cosmic background radiation could possibly come from a pre-thermalized state the whole universe was in shortly after the Big Bang," says Schmiedmayer. In quantum physics, the pre-thermalized state could be important for many different applications. If data is to be stored in a quantum computer or if quantum-calculations are to be carried out, a state of highly ordered disequilibrium has to be formed. The transition into a thermal equilibrium then destroys this state.» - Ao que parece, o vácuo quântico é um possível percursor do Universo como o conhecemos. É o que isto parece indicar.

      «O mundo quântico permeia até os seres vivos, dependentes de informação codificada.» Se não viesse com essa treta da "informação codificada" é que me espantava. De facto, isso em conjunto com a desonestidade do costume são a sua imagem de marca, não são?

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    3. A MARIA MADALENA TEODÓSIO E A LEITURA CRÍTICA DOS ARTIGOS CIENTÍFICOS

      Temos findo a salientar a necessidade de distinguir entre factos observados e especulações evolucionistas quando lemos atentamente um artigo científico.

      Aconselhamos usar marcadores de cores diferentes para os factos e para as especulações.

      A Maria Madalena Teodósio precisa de fazer esse exercício, porque as partes do artigo que apresenta como prova são exactamente as partes especulativas, como se depreende do texto. Vejamos:

      "Schmidmayer believes that..."

      "cosmic background radiation could possibly come from..."

      Ela própria diz:

      "Ao que parece..."

      Coitada, ainda não percebeu que o mundo quântico é uma parte integrante do Universo que existe hoje...

      Quanto à informação codificada, os códigos genéticos e epigenéticos estão cheios dela, como toda a gente sabe...





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    4. GUIA PARA LEITURA CRÍTICA DOS ESTUDOS CIENTÍFICOS: MARCAÇÃO DE CORES

      Os criacionistas são, de longe, quem mais referências fazem a artigos científicos neste blogue. O problema dos criacionistas nunca é com os factos, mas com as interpretações e especulações que os evolucionistas constroem em torno desses factos.

      Por vezes, depois de referir um artigo, os criacionistas são acusados de não citar uma parte em que os autores do mesmo interpretam os factos documentados à luz da teoria da evolução ou especulam sobre a importância dos mesmos para o processo evolutivo de supostos milhões de anos impossíveis de observar.

      Os criacionistas não ignoram essas partes do artigo!

      De um modo geral, elas estão sempre presentes, mesmo quando os factos em si mesmos nada tem que ver com a evolução.

      Essas especulações envolvem o que se terá passado ao longo de milhões de anos, algo que obviamente nunca foi nem poderia ter sido observado pelos autores do artigo científico.

      Por vezes, os factos e as interpretações e especulações evolucionistas são apresentadas como um todo, como se a verificação dos primeiros constituísse prova irrefutável das segundas.

      A única “prova” da evolução encontra-se nessas interpretações e especulações e nunca nos factos em si mesmos.

      Na verdade, se não tivessem essas interpretações e especulações, os autores dos artigos poderiam ser acusados de criacionistas.

      Por causa das confusões entre factos e interpretações é que os estudos científicos devam ser lidos criticamente. É isso que nós fazemos e recomendamos que todos façam.

      Especialmente aqueles que se querem especializar em pensamento crítico!

      Importa sempre distinguir entre factos observáveis e mensuráveis, por um lado, e interpretações, especulações, modelos e teorias, por outro lado.

      Sugiro que os factos reportados sejam assinalados com marcador florescente de cor amarela. As interpretações e especulações evolucionistas podem ser assinaladas com marcador cor-de-rosa.

      Em seguida, há que identificar as pressuposições evolucionistas (v.g. naturalismo, uniformitarismo) por detrás das interpretações, especulações, modelos e teorias.

      Essas pressuposições estão normalmente implícitas, devendo ser identificadas e assinaladas na margem do artigo.

      Quem adotar este método logo verá que os factos em si mesmos podem ser facilmente interpretados à luz da Bíblia e que a evolução de um género para outro diferente e mais complexo nunca é realmente comprovada empiricamente.

      Ela é sempre pressuposta ou imaginada pelos autores do artigo e usada para interpretar os factos.

      Esta estratégia crítica ajuda a clarificar o pensamento e a desenvolver nitidez na análise.

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    5. O ATEU RICHARD DAWKINS E A INFORMAÇÃO CODIFICADA NO GENOMA


      “The genetic code is truly digital in exactly the same sense as computer codes. This is not some vague analogy. It is the literal truth”.

      The Devil’s Chaplain, pp. 27 ss.

      Os criacionistas estão completamente de acordo, limitando-se a sublinhar que isso só corrobora inteiramente a criação inteligente da vida!

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    6. «especulações evolucionistas quando lemos atentamente um artigo científico.» - Isto é, hipótese com poder explicativo.
      De resto, a dos marcadores de cores, é boa. Pode começar pelas ciências do 9º ano, continuar para o secundário (especialmente a parte da genética) e, quem sabe...

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    7. Aqui fica uma hipótese (que achei interessante) sobre a origem do universo, que envolve flutuações quânticas:
      http://debunkingwlc.wordpress.com/2010/08/11/alexander-vilenkins-model-of-cosmic-origins/ (ver também:http://en.wikipedia.org/wiki/Inflation_(cosmology));
      http://debunkingwlc.wordpress.com/2010/07/31/are-vacuum-fluctuation-models-dead/

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  4. Já vi que os espíritas confundem um bocado filosofia com ciência (e pior ainda, a religião deles com ambas).

    «O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário» E... quais são as "leis de Deus? As mesmas da Bíblia?

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    1. MARIA MADALENA TEODÓSIO: A BOA VONTADE NÃO CHEGA

      Depois de o Ludwig ter batido em retirada, fugindo do criacionismo bíblico como o diabo da cruz, a Maria Madalena Teodósio apresentou-se ao debate cheia de entusiasmo e boa vontade, disposta a provar a teoria da evolução e a refutar o livro de Génesis.

      Neste momento já estamos em condições de apresentar o “track record” da Maria Madalena com base nos argumentos que mobilizou. Vejamos

      1) Afirmou que o genoma não contém códigos nem informação codificada, negando toda a evidência existente, certamente com medo que os criacionistas usassem isso como evidência de design inteligente do mesmo. Mas a verdade é que tem.

      2) Comparou a organização dos flocos de neve com as quantidades inabarcáveis de informação codificada no genoma. Esqueceu-se que existem programas de descodificação do genoma (v.g. ENCODE, GENECODE), mas não existe ninguém a tentar sequenciar flocos de neve.

      3) Afirmou que a Terra tem 4,5 mil milhões de anos, esquecendo que essa datação assenta na medição de quantidades de isótopos de alguns meteoritos e algumas rochas, escolhidas a dedo, e parte do princípio (não demonstrado, não demonstrável e contrariado por muitas evidências) de que o sistema solar é o resultado do colapso gravitacional de uma nebulosa, algo que, de resto, nunca foi nem pode ser observado.

      4) Apresentou a teoria do mundo RNA como explicação da origem acidental da vida, quando esta é considerada pelos cientistas como a pior de todas as teorias da origem da vida com exceção de todas as alternativas.

      5) Afirmou que a duplicação de genes é a melhor maneira de criar informação genética, embora a análise do melhor exemplo mencionado pelos evolucionistas em 2012 (que eu próprio lhe indiquei!) mostre apenas que as bactérias salmonelas apenas duplicam genes que produzem histidina (e secundariamente triptófano), de maneira que a cópia consiga produzir em primeira linha triptófano, não se criando nenhuma função verdadeiramente nova e continuando as salmonelas a evoluir para… salmonelas!

      Como se vê, também a Maria Madalena Teodósio não vai longe no seu debate com o criacionismo bíblico.

      Não basta a boa vontade. É necessário examinar criticamente toda a evidência e toda a aparência de evidência.

      Continuaremos a elencar os argumentos da Maria Madalena Teodósio, como temos feito com o Ludwig e outros.



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    2. Jónatas Machado,

      «2) Comparou a organização dos flocos de neve com as quantidades inabarcáveis de informação codificada no genoma. Esqueceu-se que existem programas de descodificação do genoma (v.g. ENCODE, GENECODE), mas não existe ninguém a tentar sequenciar flocos de neve.» - Em relação aos disparates do Dembski, ou semelhantes, provavelmente, e com toda a razão.

      «4) Apresentou a teoria do mundo RNA como explicação da origem acidental da vida, quando esta é considerada pelos cientistas como a pior de todas as teorias da origem da vida com exceção de todas as alternativas.» - Ou seja, a melhor que temos.

      «5) Afirmou que a duplicação de genes é a melhor maneira de criar informação genética, embora a análise do melhor exemplo mencionado pelos evolucionistas em 2012 (que eu próprio lhe indiquei!) mostre apenas que as bactérias salmonelas apenas duplicam genes que produzem histidina (e secundariamente triptófano), de maneira que a cópia consiga produzir em primeira linha triptófano, não se criando nenhuma função verdadeiramente nova e continuando as salmonelas a evoluir para… salmonelas!» - Uma correcção crucial para entender o que eu disse (a sua desonestidade não tem limites, pois não?): Eu disse duplicação de genes e mutação. Mas sim, num certo sentido uma duplicação aumenta a informação.

      Mais uma coisa: o que tem a ver o seu comentário com o meu acima? Nada.

      P.S. - Fico por aqui, já é treta a mais. Já agora, sofre de algum transtorno do espectro autista? (A sério.)

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    3. Coitada... alimenta-se de especulações..

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  5. E para que precisam os espíritas de deus? As comunicações com espíritos e todas essas coisas continuavam a ser da mesma maneira, certo? E essa coisa das leis de deus é dispensável, também.

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  6. Mais uma machadada no obscurantismo: "Teaching Creationism As Science Now Banned In All UK Public Schools" (http://io9.com/teaching-creationism-as-science-now-banned-in-all-uk-pu-1592549647).

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    1. É interessante que os evolucionistas só vão lá por proibições, querendo ganhar na secretaria o que não conseguem ganhar no campo da discussão...

      A censura é velha...

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    2. Strawman Fallacies.. the creationists are full of them!!!

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  7. Criacionista,

    Ainda bem que a Bíblia não é um manual de ciência, senão, lá tinha de ser banida no RU.

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    1. A Bíblia é a Palavra revelada de Deus!

      Jesus disse:

      "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão." (Mateus 24:35)

      E a verdade é que o pais que mais imprime Bíblias no mundo atualmente é a China (!), que durante décadas de regime comunista procurou banir a Bíblia.

      A história mostra que aqueles que tentaram banir a Bíblia, acabam mais tarde ou mais cedo por ser banidos, arriscando-se mesmo a ser usados por Deus para a propagar!

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    2. Que eu saiba, só se baniu o obscurantismo. A Bíblia, o Corão, os Vedas e outros livros religiosos não foram banidos.

      Mas parece que está com medo, meu caro Criacionista...

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  8. A CIÊNCIA DA RESISTÊNCIA DAS BACTÉRIAS AOS ANTIBIÓTICOS E A CRIAÇÃO.

    Os evolucionistas apresentam a resistência das bactérias aos antibióticos como “prova” de que as bactérias se poderiam ter transformado em bacteriologistas ao longo de milhões de anos (!).

    No entanto, os seus exemplos mostram que as bactérias continuam a “evoluir” para bactérias (!), sendo que os processos envolvidos nessa resistência em nada provam a evolução de bactérias para bacteriologistas, como se pode ver.

    Nalguns casos, a resistência adquire-se diminuindo a capacidade de ingestão tóxicos e dos nutrientes em geral, pondo em causa a capacidade de sobrevivência e reprodução das bactérias a longo prazo.

    Noutras, as bactérias toleram os antibióticos quando entram em modo de não reprodução.

    Também sucede que as bactérias resistem aos antibióticos porque as suas células têm uma membrana exterior de proteção.

    Noutros casos, elas tornam-se resistentes aos antibióticos quando sujeitas a pressão. Nestes casos, a bactéria “evolui” para… uma bactéria stressada!

    A maior ou menor resistência das bactérias aos antibióticos pode depender do sistema imunológico do hospedeiro das bactérias.

    A propagação destas bactérias depende em larga medida de condições do meio que lhes são alheias.

    A resistência também pode ser adquirida através da troca de informação genética do DNA entre bactérias de diferentes espécies ou mesmo de diferentes vírus, ou ainda das fezes de diferentes espécies de animais não se criando estruturas e funções inovadoras.

    Nalguns casos, o vírus sofre uma mutação e ganha resistência aos medicamentos, mas isso reduz a diversidade genética pré-existente.

    Noutros casos, os químicos tóxicos apenas desencadeiam uma espécie de dormência nas bactérias, que dura enquanto subsiste o ataque tóxico, não se criando qualquer estrutura ou função nova e mais complexa.

    Na verdade, a resistência pode depender muito da troca de informação genética pré-existente.

    Ou seja, não se observa nada na resistência das bactérias aos antibióticos que prove a origem acidental da vida ou a hipotética transformação de micróbios em microbiologistas ao longo de milhões de anos.

    Pelo contrário, mesmo quem rejeite um dilúvio catastrófico global e aceite as cronologias uniformitaristas de milhões e milhões de anos apenas vê que as bactérias são e sempre foram bactérias.

    A ciência apenas mostra que as bactérias procuram sobreviver com os recursos do meio em que se encontram, nalguns casos vendo diminuídas as suas capacidades, corroborando o que a Bíblia ensina sobre criação, adaptação e corrupção.

    Mas nenhum dos exemplos prova a transformação das bactérias em seres vivos diferentes e mais complexos.

    Bactérias evoluem para... bactérias!

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    1. Continuo à espera que mostre que existe pelo menos um biólogo que diga que as bactérias não geram bactérias.
      O que não é a mesma coisa que dizer que as bactérias (ou qualquer outro ser) não evolua.
      Mas sem dúvida, que gente de mente e visão curta evoluem rapidamente para fundamentalistas, meu caro, parece-me que o sr. é um bom exemplar a candidato.

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    2. LUDWIG KRIPPAHL (LK) ENCONTRA O FILÓSOFO SÓCRATES E DIALOGA COM ELE SOBRE A IMPOSSIBILIDADE DE TESTAR EMPIRICAMENTE A BÍBLIA


      LK: Sabes Sócrates, estou convencido de que o que a Bíblia diz não pode ser confiado porque, contrariamente ao conhecimento científico, não pode ser testado.

      Sócrates: A sério? Isso é interessante, embora devas aplicar isso a ti próprio quando dizes que a vida surgiu por acaso. Já testaste isso? Em todo o caso, mostra-me que a Bíblia não pode ser testada.

      LK: É simples! A Bíblia, sem qualquer fundamento empírico, ensina que os seres vivos se reproduzem de acordo com o seu género, o que é um perfeito disparate. Na verdade, quando olhamos à nossa volta apenas vemos que:

      1) moscas dão… moscas!

      2) morcegos dão… morcegos!

      3) gaivotas dão… gaivotas!

      4) bactérias dão… bactérias!

      5) escaravelhos dão… escaravelhos!

      6) tentilhões dão… tentilhões!

      7) celecantos dão… celecantos (mesmo durante supostos milhões de anos)!

      8) guppies dão… guppies!

      9) lagartos dão… lagartos!

      10) pelicanos dão… pelicanos (mesmo durante supostos 30 milhões de anos)!

      11) grilos dão… grilos (mesmo durante supostos 100 milhões de anos)!

      Sócrates: Mas, espera lá! Não é isso que a Bíblia ensina, em Génesis 1, quando afirma, dez vezes (!), que os seres vivos se reproduzem de acordo com o seu género? Os teus exemplos nada mais fazem do que confirmar a Bíblia! É com eles que pretendes provar que a Bíblia não pode ser testada?

      LK: Sim, claro! Teremos apenas que esperar algumas centenas de milhões de anos para ver como se transformam em géneros diferentes e mais complexos.
      Sócrates: Mas onde estavas tu há centenas de milhões de anos e onde estarás daqui a centenas de milhões de anos? Tens a certeza de que podes ou vais poder testar as tuas afirmações de hoje? É que eu pessoalmente não vejo como…

      LK: Talvez não, de facto. Mas a verdade é que os órgãos perdem funções, total ou parcialmente, (v.g. função reprodutiva) existem parasitas no corpo humano e muitos seres vivos morrem por não serem suficientemente aptos…

      Sócrates: Mas…espera lá! A perda total ou parcial de funções não é o que Génesis 3 ensina, quando afirma que a natureza foi amaldiçoada e está corrompida por causa do pecado humano? E não é isso que explica os parasitas no corpo humano ou a morte dos menos aptos? Tudo isso que dizes confirma Génesis 3!

      Afinal, os teus exemplos, com os quais pretendes dizer que é impossível testar a Bíblia apenas corroboram o que ela ensina!! Como queres que os criacionistas mudem de posição se os teus argumentos lhes dão continuamente razão?

      …em meu entender, Ludwig, deverias parar para pensar e examinar a tua vida, porque uma vida não examinada não é digna de ser vivida…

      …e já agora, conhece-te a ti mesmo antes de te autodenominares “macaco tagarela”…

      P.S. Todas as “provas” da “evolução” foram efetivamente usadas pelo Ludwig neste blogue!

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  9. A CIÊNCIA DAS MUTAÇÕES NO CÉREBRO HUMANO E A DOUTRINA DA CRIAÇÃO E CORRUPÇÃO

    O cérebro humano é uma maravilha de design, sendo considerado mais complexo do que todos os computadores existentes no mundo. Ele depende de informação codificada.

    A criação de informação codificada, juntamente com a capacidade de descodificação, leitura e execução da mesma, é uma capacidade inerentemente racional e mental.

    As mutações, diferentemente, introduzem ruído que destrói e distorce a informação, causando problemas de leitura e execução e toda a sorte de disfunções.

    O cérebro tem inúmeras marcas de design, como a capacidade de se reiniciar depois de uma anestesia.

    Essa capacidade estava lá desde a criação, quando Deus anestesiou Adão para criar Eva a partir do seu material genético.

    No entanto, por causa da Queda e da corrupção subsequente, também o cérebro sofre os efeitos deletérios das mutações.

    O cérebro é tão complexo e tão dependente de informação codificada complexa e especificada que uma pequena mutação pode deitar tudo a perder, nomeadamente do ponto de vista da capacidade intelectual.

    Por vezes uma única mutação tem consequências negativas no desenvolvimento cerebral.

    É caso para perguntar como é que a acumulação de mutações ao longo de milhões de anos poderia transformar o cérebro de um macaco no cérebro de um ser humano capaz de criar toda a sorte de máquinas e dispositivos tecnológicos.

    O que a Bíblia ensina sobre a criação e a corrupção do Homem permite compreender muito bem os dados empíricos que a ciência recolhe acerca do cérebro humano.


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    1. "O cérebro humano é uma maravilha de design, sendo considerado mais complexo do que todos os computadores existentes no mundo. Ele depende de informação codificada."

      Onde foi buscar tal informação? O sr. ao contrário de mim e das pessoas que conheço, deve ter vindo com o manual de instruções. Senão é assim, como é que sabe isso?

      "As mutações, diferentemente, introduzem ruído que destrói e distorce a informação, causando problemas de leitura e execução e toda a sorte de disfunções."

      Só pode ter saído de uma mente perversa e profundamente fundamentalista.

      "O cérebro tem inúmeras marcas de design, como a capacidade de se reiniciar depois de uma anestesia."

      Certo, eu desconfio que o sr. tenha um botão de reset rápido e outro de ligar/desligar. Ou estou errado?

      "O cérebro é tão complexo e tão dependente de informação codificada complexa e especificada que uma pequena mutação pode deitar tudo a perder, nomeadamente do ponto de vista da capacidade intelectual.
      Por vezes uma única mutação tem consequências negativas no desenvolvimento cerebral."

      No seu caso, é mesmo um "caso perdido"! Malditas mutações! Ao inferno com elas!

      "É caso para perguntar como é que a acumulação de mutações ao longo de milhões de anos poderia transformar o cérebro de um macaco no cérebro de um ser humano capaz de criar toda a sorte de máquinas e dispositivos tecnológicos."

      Como é que sabe que foi um macaco? Deve ter informação extra no manual de instruções...

      "O que a Bíblia ensina sobre a criação e a corrupção do Homem permite compreender muito bem os dados empíricos que a ciência recolhe acerca do cérebro humano."

      E já agora, também ensina que as pessoas devem ser mais humildes.

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  10. E voces já leram a noticia que o governo ingles proibiu o ensino do creacionismo nas escolas do reino unido? afinal há muito menos idiotas no UK do que eu pensava

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    1. Quando não se ganha em campo, tenta-se na secretaria...

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    2. E você iria ensinar astrologia na aula de cosmologia ?

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  11. jonatas, devias emigrar, estás a perder a guerra no atlantico norte.
    Por outro lado ... pensando bem é melhor ficares por aqui, enquanto andares a postar aqui ad nauseum és inofensivo pois não converterás um unico de nós e proporcionas umas boas gargalhadas com as idiotices que escreves, ou melhor, com as idiotices que copy pástas.
    keep your friends close, but your enemies closer já dizia o velho Herodes

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    1. O LUDWIG CONFESSA: NÃO EXISTE NENHUMA PROVA DEFINITIVA DE QUE O HOMEM EVOLUIU

      Recentemente, o Ludwig escreveu:

      “Não há nenhuma prova isolada e definitiva de que o ser humano evoluiu de um antepassado distante unicelular, ou de um antepassado primata comum ao chimpanzé. Mas, perante o conjunto das evidências, a hipótese é claramente plausível.”

      Esta afirmação do Ludwig é muito interessante, porque vem depois de alguns anos de debate com criacionistas. Foi difícil extrair esta confissão, mas ela lá acabou por sair!
      Custou, mas foi!

      Essa afirmação encaixa muito bem no conselho que os criacionistas dão aos leitores de artigos científicos para distinguirem entre os factos (a assinalar com cor amarela) e interpretações e especulações a partir dos factos (a assinalar com cor de rosa).

      Quem usar esta metodologia depressa irá ver que as “provas” da evolução de partículas para pessoas, ou de um antepassado comum para chimpanzés e humanos, estarão sempre na parte cor-de-rosa. Assim é porque, como diz o Ludwig, “não há nenhuma prova isolada e definitiva de que o ser humano evoluiu”.

      Ou seja, o que vemos aqui e agora são chimpanzés e seres humanos (as semelhanças e diferenças entre eles devem ser marcadas a amarelo).

      O hipotético antepassado comum e os milhões de anos de evolução têm, quando muito, que ser imaginados especulativamente (e por isso devem ser marcados a cor-de-rosa).

      Além disso, a frase do Ludwig adequa-se muito bem à ideia, que temos vindo a sustentar, de que os factos são os mesmos, para criacionistas e evolucionistas. A ciência é a mesma para uns e para outros.

      Não existe nenhum facto observado que os criacionistas neguem. O problema é que, no entender dos criacionistas, a hipótese da evolução nem sequer é cientificamente plausível.

      Vejamos porquê:

      Hoje sabe-se que existem grandes diferenças epigenéticas entre chimpanzés e seres humanos, o que significa que a regulação da expressão da informação genética comum a ambos é, afinal, muito diferente.

      Mais, o “junk-DNA” que se pensava guardar vestígios da suposta evolução, é afinal fundamental para regular a expressão genética e até a codificação de muitas proteínas, contrariamente ao que se pensava.

      Além disso, sabe-se que as mutações são esmagadoramente deletérias, criando disfunções, doenças e morte, à razão de 1 000 000 de mutações deletérias por cada 1 mutação benéfica.

      O problema é que essas mutações tendem a acumular-se, sendo que a esmagadora maioria acaba por não ser eliminada por seleção natural, degradando progressivamente o genoma.

      Qual seria o resultado depois de vários milhões de anos de acumulação de mutações?

      Um outro problema, não menos grave para os evolucionistas, é que todo o conjunto das evidências realmente observadas relativas a chimpanzés, homens, mutações e seleção natural (assinaladas a amarelo) pode ser interpretado facilmente à luz do que a Bíblia ensina acerca de um Criador comum, de uma criação recente e da corrupção e decaimento que afeta toda a natureza criada desde que o pecado entrou no mundo.

      Ou seja, as evidências em si mesmas corroboram o que a Bíblia ensina. Só as interpretações e especulações dos evolucionistas é que contrariam a Bíblia.

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    2. Está visto que você não entende a diferença entre "prova" e "evidência" !

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  12. God is love! :heart: Catholic blogwalking :-) http://emmanuel959180.blogspot.in/

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  13. God is love! :heart: Catholic blogwalking :-) http://emmanuel959180.blogspot.in/

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  14. A RESSURREIÇÃO E A VIDA

    Os céticos costumam dizer que não acreditam na ressurreição de Jesus Cristo porque não acreditam no testemunho dos discípulos e de todos quantos dizem terem visto Jesus Cristo ressuscitado dos mortos.

    Para os céticos, não é digno de crédito o testemunho de algo que é humana e naturalmente impossível, violando todas as leis naturais observadas.

    O que vemos todos os dias é pessoas a morrer e nunca pessoas a ressuscitar, pelo que a ressurreição é impossível.

    Por outro lado, a possibilidade de uma ressurreição de causa divina e sobrenatural é igualmente descartada, agora não porque viola as leis humanas e naturais, mas porque à partida se adota a filosofia naturalista e se descarta a priori a existência de Deus.

    O problema deste raciocínio é que a vida, em si mesma, é tão humana e naturalmente impossível como a ressurreição.

    Existe mesmo a lei da biogénese que diz que a vida vem sempre da vida. Pelo menos assim resulta de todas as observações humanas e científicas realizadas, sem qualquer exceção. Do ponto de vista da ciência, das leis naturais e das possibilidades humanas, a vida é um milagre.

    A única prova de que ela existe é o facto de a vermos com os nossos olhos. Ou seja, é o nosso testemunho. Do ponto de vista científico, ele é tão credível como o testemunho daqueles que presenciaram a ressurreição de Cristo.

    A única diferença entre o testemunho da ressurreição e o testemunho da vida é quantitativa (i.e. número de testemunhas) e não qualitativa (i.e. credibilidade científica do testemunho).

    Assim é, porque nunca conseguiríamos provar cientificamente que possibilidade da existência da vida com base apenas no estudo das leis da física, da química e da biologia. Nunca ninguém observou a vida a surgir da não vida.

    A vida, tal como a ressurreição, aponta para uma causalidade sobrenatural e divina, muito para além da causalidade natural. Do ponto de vista da causalidade natural, a vida é impossível.

    É certo que, mais uma vez, os naturalistas especulam sobre causas naturais para a vida, na medida em que rejeitam a priori a existência de Deus. Especulam sobre a sopra pré-biótica, o mundo RNA, as fontes hidrotermais, o gelo, a lama, a panspermia, etc.

    Mas a verdade é que falham sempre, porque a vida depende de muitos códigos e de informação codificada extremamente complexa, especificada e miniaturizada, que é a marca por excelência de racionalidade, inteligência e domínio sobre a natureza (i.e. sobrenatural).

    Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá”.

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  15. O senhor conseguiu num só post dizer uma quantidade enorme de baboseiras, refutá-las levaria uma tarde inteira. Penso que uma pessoa se devia abster de emitir considerações sobre assuntos que desconhece. Eu vou passar adiante e concentrar-me num único aspeto que é a seguinte frase: "Por exemplo, a hipótese de termos uma alma eterna é refutada pelos efeitos cognitivos de drogas, acidentes vasculares cerebrais ou doenças como a de Alzheimer. Se houvesse algum aspeto do nosso intelecto, da nossa memória, da nossa consciência ou personalidade que se devesse à tal alma, esse seria imune a qualquer problema físico. As evidências indicam claramente que não há tal coisa." Esta frase revela uma total ignorância da relação entre a mente e o cérebro. O problema da relação entre a mente e o cérebro é um problema muito antigo e há séculos que é abordado por filósofos e cientistas. Para simplificar, há duas posições: a posição que diz que a mente é um simples produto do cérebro que é a posição materialista também chamada de produtiva (porque é o cérebro que produz os pensamentos) e a posição que diz que a mente, embora estreitamente relacionada com o cérebro durante a vida do indivíduo, é uma entidade separada, distinta do cérebro, irredutível por direito próprio. Diz-se que é a hipótese transmissiva, na medida em que o cérebro não produz os pensamentos, apenas os transmite. Esta posição foi defendida, entre muitos outros, pelo psicólogo norte americano William James, considerado o pai da psicologia moderna. Repare-se que a sua frase não faz sentido pois o cérebro, mesmo que não produza os pensamentos, é essencial à sua transmissão pelo que se este estiver danificado, é óbvio que as funções intelectuais vão estar danificadas. Portanto, ninguém nega que há uma forte interação entre a mente e o cérebro, o que está em causa é a natureza dessa interação. Veja-se que, apesar de se gastarem rios de dinheiro nessa investigação, continua sem se saber como é que os neurónios produzem os pensamentos, aquilo a que os cientistas chamam o problema difícil da consciência. O livro de um médico britânico chamado Sam Parnia, recentemente traduzido para português e intitulado Apagar a Morte, explica isso muito bem. Ele mostra que, contrariamente ao que muita gente pensa, a hipótese transmissiva (ele não usa este termo mas o conteúdo é idêntico) explica muito melhor os dados que a hipótese produtiva.
    Para ilustrar o que acabei de dizer, vou utilizar a analogia do televisor. Se nós tivermos um televisor danificado, as imagens que vamos ver vão sofrer de forma correspondente. Por exemplo, se o nosso televisor tiver o som danificado, nós não vamos poder ouvir o que se diz na televisão. Mas não é o nosso televisor que produz os programas, ele apenas os transmite. Da mesma forma, o nosso cérebro pode ser apenas um transmissor e não o produtor dos pensamentos.
    Esta hipótese, dita transmissiva, não exclui, embora também não a implique, que a mente constitua a alma eterna de que falam os espíritas. Em suma, devemos abster-nos de falar sobre aquilo que desconhecemos.

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    1. Claudio gostei do seu posting. Já agora queria lhe perguntar se você leu o livro A poeira da alma by Nick Humphrey. A razão porque poergunto é porque ele é meu amigo ( moramos ambos em Cambridge) e ele me perguntou o que eu achava da tradução Portuguesa do livro. Confesso que já perdi o hábito de ler em Portguês e me fez muita confusão a versão portuguesa. Prefiro o texto em inglês se bem que ele seja um autor dificil de ler. Mas pela primeira vez ouvi como se diz em portugues " the hard problem" :-) Para mim soa um bocado estranho :-) Mas de facto, na minha ultima discussaõ ao almoçar no college com Nick, eu sugeri que deveríamos tlargar duma vêz por todas o conceito de consciência. Acho que os filósofos complicam uma coisa que é tão simples. Para mim consciência não é mais do que um epifenomeno resultante da actividade do cérebro, tal como o calor resulta do funcionamento dum motor. É uma propriedade emergente. Você concordaria?

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  16. Este comentário foi removido pelo autor.

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  17. Este comentário explica bem porque eu me abstenho de discutir o que quer que seja com criacionistas:
    Arguing with idiots is like playing chess with a pigeon.No matter how good your are, the bird is going to shit on the board and strut around like it won anyway!...

    Friends.. it is just a waste of time! Better to use that time reading some scientific papers with evidence that is subjected to peer review.

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  18. E como disse o Woody Allen e muito bem:
    Toda a gente pode falar com os mortos, o díficil é fazer com que eles respondam!

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