domingo, janeiro 13, 2013

Treta da semana: azul e rosa.

Uma reportagem no Público relata virtudes da educação diferenciada, que consiste em segregar as crianças por um atributo biológico (1). Neste momento, o atributo socialmente aceitável é o sexo mas, noutros sítios e tempos, já foi a cor da pele e, em rigor, podia ser qualquer outro. O disparate é o mesmo. Ou, melhor dizendo, não é um disparate. São três.

Segundo António Sarmento, director do Colégio Planalto, «A ideia é que perante a diferença de progressão de desenvolvimento de cada um, tem de ser diferente também a forma de chegar até eles.» Tem razão, e é verdade que, se seleccionarmos ao acaso um rapaz e uma rapariga da mesma idade, notaremos certamente diferenças de “progressão de desenvolvimento” relevantes para o ensino. O problema de justificar com isto a segregação de rapazes e raparigas é que notamos precisamente o mesmo quando comparamos dois rapazes entre si, ou duas raparigas. Porque a maior parte da variação vem de factores individuais que não estão relacionados com o sexo. O que obriga um professor a ter em conta diferenças de «progressão de desenvolvimento» é, acima de tudo, cada aluno ser um indivíduo.

Quando o António Sarmento alega que «o modelo de ensino em Portugal foi feito “por mulheres e para mulheres”» e que «todo o contexto de sala de aula e avaliação reflecte-se no geral sucesso das raparigas e no insucesso dos rapazes» comete, novamente, o erro de ignorar a enorme variância individual por olhar apenas para as médias. Realmente, em média, os rapazes em Portugal reprovam mais do que as raparigas. No ensino secundário, 28% dos rapazes já reprovou pelo menos uma vez, contra 22% das raparigas (2). Mas isto não ocorre só em Portugal. Em quase todos os países europeus as raparigas têm, em média, melhor desempenho académico. Mais importante ainda, esta diferença entre sexos é muito menor do que as diferenças entre categorias baseadas em estratos económicos, emigração ou etnia. Não é correcto atribuir o sucesso relativo do Colégio Planalto e do Colégio Mira Rio à uniformidade sexual dos alunos quando são também uniformes em factores com muito mais impacto no desempenho académico.

Outro problema é assumir que o impacto do sexo do aluno na educação é tão insensível a factores sociais como o sexo em si. Essa premissa é claramente falsa, como demonstram não só a variância das diferenças académicas entre rapazes a raparigas nos países europeus como também a variação nestes indicadores ao longo das últimas décadas. Por exemplo, nos EUA, há 25 anos os rapazes tinham melhor desempenho a matemática do que as raparigas. No entanto, agora não há diferenças significativas (3). Isto levanta a questão do impacto que a segregação no ensino pode ter nos jovens por reforçar estereótipos como os rapazes «Precisam de ser muito mais estimulados, de sentirem o desafio, de serem puxados por metas pequeninas […] Já no que diz respeito às raparigas, a preocupação deve assentar na relação entre aluno e professor, uma vez que “não necessitam tanto desse ambiente de competição e de estímulo”». Se o objectivo for ensinar as meninas a ser donas de casa ou secretárias e os rapazes a ser engenheiros, doutores e chefes de família talvez faça sentido. Mas se querem deixar esses tempos no século a que pertencem devem considerar a possibilidade das diferenças que observam serem resultado, e não justificação, da discriminação sexual do seu sistema de ensino*. E mesmo que haja tendências reais que precedam a segregação, deviam considerar a vantagem de as contrariar para preparar devidamente os alunos para o seu futuro. À parte de doador de esperma ou barriga de aluguer há muito poucas actividades modernas em que os sexos sejam segregados como nestas escolas.

Tratar cada indivíduo como a média do seu grupo é errado. É como a escola só ensinar basquetebol aos alunos mais altos e xadrez aos que usam óculos. A média pode ser isto ou aquilo mas o indivíduo não é a média. Há certamente rapazes com melhor desempenho escolar se houver uma boa «relação entre aluno e professor» e raparigas que beneficiem de um «ambiente de competição e de estímulo». Mas pior ainda do que este erro factual de assumir que cada indivíduo é fielmente representado pela média do seu sexo é a imoralidade de o tratar como tal. É tristemente irónico que um aluno justifique a segregação pelo sexo alegando que «Nós vivemos numa sociedade em que a pressão dominante é formatarem-nos, [dizerem-nos] que somos todos iguais. Somos diferentes.» São diferentes. É precisamente por isso que a segregação pelo sexo é absurda. Porque não só os rapazes são diferentes das raparigas como cada rapaz e cada rapariga é diferente dos demais. Se o professor fizer o que lhe compete e perceber que cada aluno é um indivíduo e não um estereótipo não faz sentido segregar os alunos por diferenças destas, seja pelo sexo seja pelo tamanho do nariz.

* Admito que a minha experiência é meramente anedótica, e não sistemática, mas o que me lembro como aluno do ensino secundário e superior indica precisamente o contrário disso das raparigas serem avessas à competição...

1- Público, Quando os rapazes e as raparigas não se encontram nos corredores da escola
2- diferenças de géneros nos resultados escolares: estudo sobre as medidas tomadas e a situação actual na Europa (pdf, 8MB), e também Classificação Internacional tipo da Educação (pdf, 0.3MB) para traduzir os níveis CITE.
3- N.Y. Times, (2008), Math Scores Show No Gap for Girls, Study Finds

43 comentários:

  1. A única grande diferença de desenvolvimento que conheço que merece segregação dentro da sala de aula já é posta em prática há muitos anos: a idade do aluno.

    Outra bela treta é a mania dos uniformes.

    Já agora aproveito para fazer uma requisição de "treta das semanas passadas" vagamente relacionada: as raças perigosas.

    Tanto quanto percebo, é um mito. E pelo que sei de cães, as diferenças comportamentais entre cães perigosos e não perigosos devem-se mais ao ambiente em que crescem do que ao catálogo fenotípico definido arbitrariamente pelos clubes de criação.

    O tamanho de um animal obviamente importa para as consequências da agressividade, mas o estigma de alguns pedigrees só se deve à cultura dos donos. Se está na moda fazer lutas de cães com esta ou aquela raça, é natural que os ataques a seres humanos venham dessas raças e não de outras. O mesmo para cães de guarda treinados especificamente para isso. E aí é que está: o treino.

    Não digo que a docilidade relativa não se deva a traços genéticos. Creio é que um historial de maus tratos faz qualquer cão ter pouca confiança em seres humanos, e é isso que o torna perigoso.

    Por outro lado, uma lista de raças perigosas não serve de nada para prevenir a agressividade dos cães. Basta considerar o "rafeiro", que é geralmente o estado do pedrigree de um cão escolhido ao acaso. Se eu quiser treinar um Labrador para ser agressivo, consigo (um dos cães que conheço ao pé do qual nunca colocaria uma criança, por acaso, é um Labrador). Só que os cães baixinhos e gordos que as pessoas associam aos que adoram crianças ficam um pouco aquém da cultura de agressividade dos patifes que atiçam cães uns aos outros...

    É claro que posso estar redondamente enganado: e assim a treta é minha.

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    1. um cão domesticado que encara as crias de krippahl como membros da matilha y burn away como um macho alfa da matilha poderá ocasionalmente mordiscar membros da matilha mais violentamente mesmo se castrado e com menos variação de testosterona
      idem para fémeas no cio ou grávidas

      deves-me 20 bit con's pela aula de etologia ao estylo ISPA

      podes pagar in pisani's de pisa

      pois ó bom cry pall

      há já uns bons séculos que há detractores da teoria da segregação

      e pelo menos quanto aos colégios femininos

      parece haver uma correlação bastante positiva

      idem nos grupos de idade que sofrem segregação precoce

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  2. É interessante ver que o Ludwig, que acredita que somos acidentes cósmicos sem dignidade intrínseca, resultantes de milhões de anos de crueldade predatória luta pela sobrevivência do mais apto, e que não existem padrões de moralidade objectiva, está sempre a dar lições de moral aos outros como se tivesse acesso privilegiado à verdade e à moralidade...

    Enfim, são as tais inconsistências que o Ludwig não gosta que ninguém lhe aponte...

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  3. Ludwig,

    Eu se fosse a si, mudava o nome do blog para "a treta do senso comum", uma vez que na realidade não consegue discutir o que é que seja, o patético da coisa é que não chega sequer a argumentar. Todas as suas denúncias de todas as coisas horríveis que o incomodam, suponho que sejam as tais "coisas más", não chegam sequer a ser rebatidas, você limita-se a descrever qualquer coisa de que não gosta (colorida à sua maneira) e depois diz que é mau (e que é feio e cheira mal...). Digamos que tanta superficialidade lhe fica mal (a si e a qualquer um). Até o mainstream do pensamento moderno, de que o Ludwig é arauto, necessita de uma argumentação com algum sustento (digamos que não se afirma apenas por ser mainstream, ie lugar comum).

    Para seu azar a razão não é democrática (embora você talvez tenha essa impressão).

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    1. Eu bem tenho avisado... o Ludwig é pirotecnia argumentativa e embuste intelectual...

      Ele autodenominou-se macaco tagarela (provavelmente imitando o seu líder espiritual Richard Dawkins que anda por todo o mundo a chamar macacos às pessoas e muitas delas aplaudem-no de pé efusivamente!)...

      O Ludwig, inadvertidamente, acaba por conferir pertinência à pergunta de Charles Darwin:

      "Would any one trust in the convictions of a monkey's mind, if there are any convictions in such a mind?”

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    2. Ena, ena! Não era este senhor que se queixava da minha "má criação" aqui há uns posts atrás?
      Pelo menos eu, quando atiro uma tarte a alguém, vai com algum argumento.

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    3. digamos que a leveza e ligeireza do post não merece nenhum argumento, que não seja dizer "disparate", que bem vistas as coisas é o que o Ludwig diz (acrescentando pouco mais).

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  4. No caso deste post, digamos que podia ainda colorir mais o assunto (nem sei porque não o fez, a não ser que fosse para ficar com uma reserva), é que os colégios referidos no texto estão ligados à igreja (oh que horror), são propriedade de uma sociedade (onde os pais têm participação obrigatória) e a direcção espiritual está a cargo da Opus Dei (oh horror dos horrores), o pior de tudo é que os pais das crianças não se importam, alguns até gostam (oh horror dos horrores dos...), o que diria o Dawkins duma coisa destas? (talvez ele nos diga um dia,... será que ele sabe que estes colégios existem?...).

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    1. Há. Já percebi o teu problema. Depois do disclamer do blog, do disclamer do post, crticar fazendo exactamente o mesmo que diz que faz o post (e generalizando depois), é porque a coisa tinha de ser mesmo "superior".

      Eu nem comento o post. Não sei o suficiente. Mas se disser que me parece bem também ficarei com todas as minhas noções de lógica para sempre derretidas?

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    2. Sr. João C.,

      Digamos que tem a ilusão de que percebeu o meu problema (o que já não é mau).

      O meu comentário tem a ver com a falta de argumentação que o Sr. Ludwig acha que são necessárias para qualificar qualquer coisa. Para tal bastam os lugares comuns, como no caso deste post. Se não, vejamos, qual o problema da educação com segregação de sexos. Qual a argumentação para qualificar isto como negativo: nenhuma, a não ser uma noção vaga de modernidade (porque é a prática corrente, por todo o lado, pelo menos no nosso país), portanto qualifica-se de disparate.

      Quando, basta pensar um bocadinho vemos que esse ensino há de ter coisas positivas e negativas (que nem sequer chegam a ser debatidas no post de tão ligeiro que é). Vejamos que vantagens é que poderam existir neste tipo de educação, pensar um bocadinho e ...

      De um lado ficam rapazes e do outros raparigas, talvez, os grupos sejam mais homogéneos e se consiga ensinar melhor, talvez. É bem conhecido que o ensino é facilitado partindo de turmas mais homogéneas.

      Por outro lado o que é que se perde (em termos de ensino) com a segregação de rapazes e raparigas?

      Não sei bem, mas atrevo-me a dizer que coisa nenhuma.

      Se calhar ganha-se um ensino mais eficaz (atrevo-me a dizer).

      Por outro lado, o Ludwig diz coisas como "O que obriga um professor a ter em conta diferenças de «progressão de desenvolvimento» é, acima de tudo, cada aluno ser um indivíduo", mal sabendo ele que o tal ensino personalizado é um apanágio desses colégios em que cada aluno é acompanhado individualmente e que para além da classificação formal que cada aluno tem (igual ao de todos os outros estabelecimento de ensino), tem também uma classificação respeitante à sua aplicação (que é referente ao potencial do aluno e onde se classifica o esforço desenvolvido pelo aluno).

      Não discuto o resto, que se baseia na presunção do Ludwig (que cada um pode ter que um rapaz é igual a uma rapariga, em termos de aprendizagem, de maturidade, psicologia, o ritmo de desenvolvimento, ... (e que não é possível definir uma tipificação, ou caracteristicas próprias de género).

      Claro que se pode tratar este assunto com esta ligeireza, clarto que pode, diz-se disparate! (junta-se uma ou duas estatisticas e fica a coisa resolvida)

      Embora não deve-se ser assim, mesmo no ensino oficial (do estado), os professores naturalmente tentam ter turmas o mais homogéneas possível, sendo pràtica corrente englobarem os melhores alunos (e oa mais bem comportados, ou vindo de estratos sociais mais favorecidos (os filhos dos professores e os seus amigos) nas melhores turmas (normalmente nas turmas A e B de cada ano), deixando as restantes para os professores mais novos (e/ou com menos peso nos quadros docentes da escola.

      Gostava de saber se existe alguma escola oficial (e chega-me uma) onde o preenchimento das turmas fosse completamente aleatório, normalmente esta segregação elitista é feita a coberto de outras desculpas, como por exemplo a de manter agrupados alunos que vieram de outras escolas..., bom mas isto é apenas a hipocrisia aceitável nuam sociedade laica. Onde é claro que os filhos das classes com previlégeos, têm também eles direitos aos seus previlégios.

      Aqui, nestas escolas não se faz descriminação de sexos, pois não, faz-se outras, quiçá mais tenebrosas (uma vez que as escolas não pretendem fazer distinções entre as crianças). É que nos colégios privados faz-se a descriminação com base na aceitação dos pais das crianças (e os pais pagam esse esse ensino diferenciado), na sociedade em geral, faz-se uma discriminação em que as classes mais favorecidas continuam a ser mais favorecidas (porque conhecem as pessoas certas que lhes tratam dos incómodos), pagando menos (os seus filhos vão parar a turmas com alunos com determinada origem social).

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    3. é a sobreviência dos mais adaptados (e a perpetuação da exclusão e da miséria) na versão republicana e laica

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    4. Caro Vasco,

      «Por outro lado o que é que se perde (em termos de ensino) com a segregação de rapazes e raparigas?

      Não sei bem, mas atrevo-me a dizer que coisa nenhuma.

      Se calhar ganha-se um ensino mais eficaz (atrevo-me a dizer).»


      Penso que a questão aqui tem a ver com a definição do que é «um ensino mais eficaz». O artigo do Público tende a dar exemplos anedoctais (mas também o jornalista não está a fazer ciência, está meramente a reportar o que ouviu) em que os alunos tiveram melhor aproveitamento escolar quando passaram a estar segregados de acordo com o género. Bom, se avaliarmos o sistema de ensino meramente de acordo com o aproveitamento escolar, então talvez possa haver um fundo de verdade nisto, embora os estudos citados pelo Ludwig tendam a mostrar que não há real vantagem, a nível global (embora, individualmente, como acontece com alguns alunos entrevistados no artigo do Público, possa haver algumas diferenças).

      Se avaliarmos o impacto social, então a conversa é outra, e isso está muito bem demonstrado no estudo citado pelo Ludwig. O artigo do Público obviamente que se foca apenas no instante presente. A dúvida está àcerca do que irá acontecer aos alunos que passaram uma vida em «lavagem cerebral» de que homens e mulheres têm características cognitivas diferentes e que não podem aprender coisas em conjunto. Parece-me que seja razoável de admitir que, uma vez que estes alunos constituam família e entrem no mercado de trabalho, vão agir de acordo com o comportamento que adquiriram durante a sua exposição a um sistema de ensino segregado. Digo isto porque assim foi no passado, e os estudos citados tendem a mostrar que, à medida que há menos segregação dos géneros durante o ensino, mais igualitária se torna a sociedade — embora, obviamente, estejamos muito longe de um ideal utópico. Mas estamos mais próximos desse ideal do que estávamos em 1950...

      Seria interessante entrevistar estes mesmos alunos daqui por vinte anos e confrontar a sua atitude perante a vida e a sociedade.

      Assim, no meu fraco entendimento (não sou especialista de ciências da educação; deixo isso para o meu irmãozinho mais novo, que é o especialista :-) e discordo dele em muitas coisas hehe), e na perspectiva do objectivo (um pouco idealista, bem sei) da União Europeia, que considera uma sociedade mais justa aquela onde a diferença entre os géneros é menor, um «ensino mais eficaz» é aquele que promove, nos alunos, um comportamento mais alinhado com o entendimento de que a diferença entre géneros é principalmente estereotipada a nível social, mas que não tem nenhuma base racional para além disso. Alunos que aprendam a conviver num espaço em que o sucesso escolar não depende do género, mas sim do seu empenho pessoal, vão contribuir para essa sociedade (ideal...) europeia, onde no futuro talvez não haja discriminação entre géneros. Mas isso só acontecerá através de educação, não por decretos-lei e normas constitucionais.

      É claro que a visão europeia poderia ser outra. E se assim fosse, o «ensino mais eficaz» seria aquele que conduzisse a essa visão alternativa. Pelo menos é assim que entendo o significado dessa expressão.

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    5. Caro Luís Sequeira,

      Antes de mais gostava de esclarecer uma coisa, eu não sou partidário do ensino segregado, tal como é praticado nos colégio citados no artigo, mas tento compreender as razões invocadas pelas pessoas que são partidárias desse conceito pedagógico. E vejo sentido nos seus argumentos. De resto, esse argumento foi tão convincente que os meus filhos frequentaram esses colégios. O mais velho, quando tinha doze anos pediu-me para sair, invocando, variadíssimas coisas, e, embora não mo dissesse creio que uma delas era o facto de que os colégios não eram mistos, o que faz todo o sentido, com o despertar da sexualidade e também com o facto da maior parte dos amigos dele frequentarem escolas mistas. Estes colégios são bastante bons em termos de ensino, e, creio que lhes deu boas bases, para poderem sobreviver à mediocridade do ensino público, na, altura pareceu-me razoável aceder aos pedidos deles. No caso do meu filho mais novo, apenas frequentou a pré-primária (que é mista) e passou logo para o ensino oficial (misto e muito mais barato, claro que me exige uma maior atenção, vá-se lá saber o aqueles professores acham que é satisfatório, ou bom, ou...).

      Quanto à importância do ensino segregado, para além da experiência, que advém da idade e do ser pai, também tenho de considerar a minha própria experiência enquanto criança. Nessa altura o ensino era normalmente segregado, havia alguns colégios e alguns liceus que já eram mistos. Eu estive a maior parte do tempo em escolas só para rapazes e apenas estive numa escola mista dois anos antes de entrar na universidade. E, no fim disto tudo, da minha experiência pessoal e do acompanhamento dos meus três filhos, tenho a dizer que não vejo grande diferença. Mais a minha impressão (é só impressão) é que as pessoas se segregam naturalmente. Os rapazes normalmente procuram conviver com rapazes e as raparigas com raparigas. E no estado adulto é parecido e as pessoas fazem-no naturalmente, talvez porque ao fim e ao cabo tenham muito mais coisas em comum (interesses, ... ) com as pessoas do mesmo sexo. Claro que interagem com interesse com pessoas do sexo oposto, é assim a natureza, não é necessário grandes explicações para isto.

      Mesmo não sendo partidário do ensino segregado, não tenho grandes reservas a esse respeito, mas para mim o argumento da eficácia do ensino faz sentido, embora reconheça que se pode perder algo em termos das interacções com as pessoas do outro sexo. Isto pode ser muito importante para os casos de famílias de filho único e onde as crianças não tenham muito convívio com crianças de um sexo diferente, mas como norma não me parece relevante, ninguém vive assim tão isolado.

      Mas tenho de compreender que para as gerações mais novas o ensino segregado possa fazer alguma confusão. Essencialmente porque vai contra a experiência que sempre tiveram e uma realidade tão diferente possa parecer bizarra. Mas, ao contrário do que pode parecer não é assim tão estranho. A bem dizer a minha geração deve ter sido a última onde existiu um grande número de pessoas a ter uma ou outra experiência.

      Compreendo também os resultados dos estudos que comprovam a bondade do ensino não diferenciado. É que normalmente são pagos com dinheiro de quem defende o ensino indiferenciado.

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    6. Creio que falei abundantemente da minha experiência pessoal e não foquei algumas das suas preocupações, qualquer educação (para qualquer criança) envolve sempre uma "lavagem cerebral" (a isso chama-se educação) que procura que a criança mais tarde, enquanto adulta, seja um membro plenamente integrado dento da sociedade (e cada pai deseja que o seu filho seja o mais feliz possível dentro dos conceitos e valores que cada um tem), desengane-se se pensa que essas crianças se tornam mais ou menos infelizes ou menos adaptadas do que eu ou você, ou mesmo que elas sejam muito diferentes (por muito bizarra que lhe pareça a sua educação).

      Uma das características das pessoas é desconfiarem do que é diferente, ainda hoje, mesmo com todos os apelos à tolerância, que as pessoas ouvem em todo o lado, elas acham prudente desconfiar, pode-lhe parecer que isso se ensina na escola, mas não. Veja bem o que se espera das pessoas que não tiveram exactamente a mesma experiência educacional que você (a quantidade de preconceitos e tolices que estão contidas por estes comentários fora).

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  5. Richard Dawkins acha que o facto de os pais ensinarem religião aos seus próprios filhos é pior do que abusar deles sexualmente.

    No entanto, acha-se no direito de ensinar o ateísmo aos filhos dos outros e de lhes chamar a todos macacos (como ele gosta de chamar em público).

    A verdade é esta: aqui e agora podemos ver que existem muitas diferenças no no desenvolvimento cerebral, no sistema de regulação neuronal e nos
    sistemas epigenéticos de regulação entre chimpanzés e seres humanos.

    Isso corrobora inteiramente a ideia bíblica de que se trata de dois géneros diferentes. Na verdade, nenhum chimpanzé compreenderia uma só palavra deste texto...

    Qualquer semelhança genética, anatómica e funcional entre os seres vivos é explicada pela existência de um Criador comum que os criou na mesma semana para viverem no mesmo ambiente.

    A hipotética divergência a partir de uma hipotético ancestral comum é apenas uma fantasia evolucionista subjectiva e arbitrária, insusceptível de demonstração científica ou histórica...




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    1. Estás bom?

      É bom ver algum bom senso nesta caixa de comentários que o Prof merece melhor que isto.

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    2. tudo bom :)
      vou aparecendo conforme posso.

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    3. Os engenheiros compreendem que uma das maneiras mais inteligentes de construir máquinas consiste em imitar o design das máquinas moleculares...

      A máquina criada pelos engenheiros "...was inspired by natural complex molecular factories where information from DNA is used to programme the linking of molecular building blocks in the correct order".

      Tudo isso corrobora inteiramente o que a Bíblia ensina sobre o design (super-)inteligente da vida...

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  7. Como diz o Sequeira, o perspectiva vive para isto...

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    1. MARIA MADALENA TEODÓSIO: A BOA VONTADE NÃO CHEGA

      Depois de o Ludwig ter batido em retirada, fugindo do criacionismo bíblico como o diabo da cruz, a Maria Madalena Teodósio apresentou-se ao debate cheia de entusiasmo e boa vontade, disposta a provar a teoria da evolução e a refutar o livro de Génesis.

      Neste momento já estamos em condições de apresentar o “track record” da Maria Madalena com base nos argumentos que mobilizou. Vejamos

      1) Afirmou que o genoma não contém códigos nem informação codificada, negando toda a evidência existente, certamente com medo que os criacionistas usassem isso como evidência de design inteligente do mesmo. Mas a verdade é que tem.

      2) Comparou a organização dos flocos de neve com as quantidades inabarcáveis de informação codificada no genoma. Esqueceu-se que existem programas de descodificação do genoma (v.g. ENCODE, GENECODE), mas não existe ninguém a tentar sequenciar flocos de neve.

      3) Afirmou que a Terra tem 4,5 mil milhões de anos, esquecendo que essa datação assenta na medição de quantidades de isótopos de alguns meteoritos e algumas rochas, escolhidas a dedo, e parte do princípio (não demonstrado, não demonstrável e contrariado por muitas evidências) de que o sistema solar é o resultado do colapso gravitacional de uma nebulosa, algo que, de resto, nunca foi nem pode ser observado.

      4) Apresentou a teoria do mundo RNA como explicação da origem acidental da vida, quando esta é considerada pelos cientistas como a pior de todas as teorias da origem da vida com exceção de todas as alternativas.

      5) Afirmou que a duplicação de genes é a melhor maneira de criar informação genética, embora a análise do melhor exemplo mencionado pelos evolucionistas em 2012 (que eu próprio lhe indiquei!) mostre apenas que as bactérias salmonelas apenas duplicam genes que produzem histidina (e secundariamente triptófano), de maneira que a cópia consiga produzir em primeira linha triptófano, não se criando nenhuma função verdadeiramente nova e continuando as salmonelas a evoluir para… salmonelas!


      Como se vê, também a Maria Madalena Teodósio não vai longe no seu debate com o criacionismo bíblico. Não basta a boa vontade. É necessário examinar criticamente toda a evidência e toda a aparência de evidência.

      Continuaremos a elencar os argumentos da Maria Madalena Teodósio, como temos feito com o Ludwig e outros.

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  8. Os colégios da opus dei e da igreja não são exemplos para ninguém, nem na moralidade nem nos costumes, são viveiros de monstros que vão conspurcar a sociedade, qualquer escola anarquista de uma associação de classe no Portugal dos anos vinte seria mais saudável que esses antros.

    Este é um assunto idiota à partida! As raparigas esforçam-se mais porque foram mais reprimidas e a sociedade de machos maricas e impotentes ainda as prejudica mais (porque tem medo delas) que as rapazes, sobretudo se eles tiverem menos estudos.

    Dividir turmas com critérios como o sexo como se fazia na ditadura só vai trazer de volta uma nova geração de maricas, enconados e impotentes, que nem sabem um que é o ciclo menstrual de uma rapariga, nem como se dá à luz, quanto mais a proteção das dst!

    É a conviver com a diferença e a viajar que se aprende a ser mais tolerante e a conhecer melhor o outro, não com viveiros conspurcados e poluidores de mentes inocentes, cujos pais, outras bestas na maioria paga para isso, tem dinheiro e quer o filhote à sua imagem e semelhança!

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    1. há escolas anarquistas?

      bolas e montam uns nos outros anarquicamente ou tiram senhas e é aleatório?

      como é que os anarcas constroem escolas?

      ou ocupam-nas mas depois como é que escolhem quem é o profe e o aluno?

      é ao estilo do sebastião da gama ou do bibi?

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      os alemães desertaram-me por obediência a krippahl

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    2. comé que estão a vir-se os teus putes en terres etranges garote?

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  9. Nada a dizer acerca do artigo, estou de acordo na generalidade com o princípio de turmas e grupos heterogéneos - incluindo alunos com diferentes backgrounds socioculturais e desempenhos cognitivos.

    Mas a respeito da competição, parece-me interessante a leitura deste resumo alargado do livro de Alfie Kohn, que se foca sobretudo na educação:

    No Contest: The Case Against Competition

    E ainda uma entrevista com o autor:

    Cooperation Instead of Competition

    Na sua obra, Kohn aborda 4 mitos infundados:

    1. A competição é inevitável, por ser parte da natureza humana;
    2. A competição é mais produtiva do que outras formas de interação;
    3. A competição é mais agradável do que outras formas de interação;
    4. A competição constrói o caráter e a autoconfiança.

    Com base em inúmeros estudos, o autor contesta essas ideias acerca da competição, concluindo essencialmente que:

    1. A cooperação está incluída na ideia de sociedade
    2. A seleção natural não requer competição
    3. Projetamos na natureza a nossa visão particular de competição
    4. Uma tal visão é imposta pelo ambiente sociocultural
    5. Essa visão perpetua-se a si própria

    É de notar que um modelo social cooperativo e de colaboração (ou solidariedade) é posto em prática nos países nórdicos e com os bons resultados conhecidos, não só na educação mas também na sociedade em geral, com índices de igualdade socioeconómica muito superiores aos dos países anglossaxónicos, onde o modelo competitivo é predominante - EUA à cabeça, claro.

    Logo, a união faz a força... do menino mai-la a moça! :)

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    1. leprechaun,

      Esse «resumo alargado» é muito interessante... é verdade que se nota uma certa «missão ideológica», mesmo a nível do resumo, mas, no pior dos casos, é mais que justo olhar para essas proposições e, com uma mente aberta e espírito crítico, não ter receio de colocar em questão os tais «mitos infundados».

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    2. ela ele andou com o grupo do carrapiço na FCUL...de certezinha

      é pró gaia pró margulis pró construtivista

      com índices de igualdade socioeconómica....o dono do Ikea é inglês

      Nobel o rei da morte que estoirava com nórdicos aos montes e seu irmão também era anglo sax

      a Bofors paga quanto aos seus accionistas por cada morte?

      de resto as experiências pioneiras na cooperação são de escolas anglo-saxónicas

      e a guerra do bacalhau é feita contra noruegueses muito mal pagos há menos de 60 anos atrás....
      John Dewey não é nórdico Montessori também não, David Kolb só tem de norsk o nomine...

      já pra não falar do jean piaget et du jerome bruner...

      fanecos que nunca tiveram educação pedagógica ensinam a esmo em toda a universidade desta poia de país

      até dão pensamento crítico a crédito enquanto tenntam arranjar algum


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  10. Eu até sou a favor do ensino diferenciado, mas diferenciado consoante as capacidades cognitivas do aluno, e não tendo por base estereótipos de que «X tem a pele da cor Y, logo é mais burro do que Z» ou «A é do género K, logo é mais burro do que B», que não têm qualquer fundamento lógico, embora, infelizmente, tenham frequentemente um «pseudo-fundamento» social, emocional, ou religioso, que nada tem a ver com as reais capacidades das pessoas...

    Uma discriminação entre «azul e rosa», por exemplo, se tivesse de existir, e tivesse em conta a realidade portuguesa, onde cada vez são mais as mulheres licenciadas — e na próxima geração é plausível que a diferença seja de tal forma abismal que comece a ser raro ver homens a terem empregos que requeiram qualificações académicas! — então o que se devia era ter um ensino para os atrasados mentais dos rapazes, e outro para as mulheres diligentes, cultas e ambiciosas... precisamente o oposto do exposto no artigo do Público :)

    Portanto, ainda por cima, os disparates até são quatro: a realidade da diferença de habilitações académicas entre homens e mulheres, neste momento, é oposta ao estereótipo que existia nos tempos em que a educação era diferenciada entre os sexos.

    Mas enfim, o ponto em questão é a crítica o princípio da discriminação baseada em atributos biológicos (arbitrários), crítica essa com que concordo em absoluto, até porque essencialmente qualquer «diferença» entre género — o comportamento social do indivíduo numa sociedade que teve historicamente divisão de tarefas baseadas em atributos biológicos arbitrários — é nada mais, nada menos, do que socialmente determinada. Penso que é essa uma das conclusões também do vasto estudo que é citado pelo Ludwig; não o li todo, só li justamente as conclusões :) O estudo, pelo que interpreto, tende a favorecer a ideia de que quando não existe discriminação do ensino por géneros, a diferença de aproveitamento entre ambos é estatisticamente pouco significativa. Há alguma diferença de predisposição de estudo com vista à formação numa área que seja entendida como estereotipada para o género; assim, há menos mulheres dispostas a estudar para serem canalizadoras, tal como há menos homens dispostos a estudar para enfermeiros. Mas a «culpa» não é do sistema de ensino em si, que é consideravelmente neutro (mesmo tendo em conta que o estudo citado afirme que os professores ainda tendem a lidar de forma diferente com os rapazes e as raparigas, mesmo que cada vez o façam menos), mas sim da sociedade em geral, que ainda oferece um grande número de profissões onde predomina um género sobre o outro.

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  11. Mas, por outro lado, para além do trabalho do professor que adapta as aulas consoante as necessidades individuais (e não estereotipadas!) do aluno, eu na realidade não sou contra a um princípio de ensino diferenciado consoante as capacidades (reais, não estereotipadas) do aluno e das suas ambições pessoais. Este é o modelo que perdura em praticamente todos os países modernos do mundo: há uma linha educativa diferente para o tipo de aluno e as características da profissão que pretende desempenhar. Pegando num exemplo típico, um canalizador ganha muito mais por hora do que um engenheiro informático, é muito mais necessário e útil à nossa sociedade, temos falta de canalizadores qualificados (enquanto que os informáticos têm excesso de qualificações e estão no desemprego), e não faz sentido obrigá-lo a estudar cálculo ou introdução ao pensamento contemporâneo, quando o que ele precisava era de muito mais horas de aplicação prática dos seus conhecimentos à tarefa que vai desempenhar. Isto não quer dizer que não possa ter uma base de cultura geral, de educação cívica, de enquadramento histórico, e de ferramentas básicas que vai necessitar ao longo da vida, como, por exemplo, aritmética e matemática suficiente para saber calcular juros compostos; capacidade de redacção e composição para saber fazer propostas e saber apresentá-las a clientes; noções de gestão de tempo e de pessoal para saber lidar uma empresa de forma eficiente; mas também noções de pensamento crítico e de história para perceber que pagar baixos salários a ucranianos só porque têm «factores biológicos arbitrários» diferentes dos nossos é moralmente condenável e vai contra a Constituição. No entanto, para a sua vida profissional, não precisa de aprender cálculo, mecânica quântica, ou noções de interpretação de literatura germânica...

    O estudo citado refere alguns problemas nesta interpretação do ensino diferenciado quanto às qualificações do aluno, nos países onde este é implementado, embora, pelo que percebi, o maior problema tem a ver com as condições sócio-financeiras da família do aluno. Assim, apesar de certo aluno ter as habilitações e qualificações necessárias, para, por exemplo, seguir uma via académica de investigação científica, do ponto de vista das capacidades cognitivas, sucesso escolar, e vontade de aprendizagem, pode, infelizmente, devido a constrangimentos sócio-financeiros, ser «obrigado» a ingressar num ramo de ensino para mais baixas qualificações; enquanto que, por contraste, certos estratos sociais com capacidade financeira elevada podem «empurrar» um filho ou filha para tirar um curso superior para o qual não tenha quaisquer habilitações ou capacidades, apenas porque têm dinheiro para o fazer. Isto é de facto um problema que não existe no modelo de «ensino único» (como o nosso). O sistema americano, apesar de não ser perfeito, tem um mecanismo de «repescagem» através de bolsas de estudo para alunos altamente qualificados capazes de entrarem num ensino diferenciado para o seu nível de capacidades cognitivas (vulgo «escolas de génios») independentemente do seu estrato social e da capacidade da família em sustentar tal tipo de ensino; cabe ao professor avaliar as capacidades do aluno e encaminhá-lo para essas bolsas (há programas federais, estatais, e privados que as sustentam). Mas não é um sistema perfeito: não se consegue chegar a todos os alunos.

    A única crítica que faço ao sistema de «ensino único universal» como o nosso é que tende a diminuir de qualidade com o tempo para manter médias elevadas de «sucesso escolar» (medido em termos da taxa de aproveitamento escolar positivo dos alunos...). Significa isto que, com mais uma ou duas gerações deste modelo, os alunos universitários, no 3º ano, estarão a aprender a decorar a tabuada e a aprender a assinar o nome próprio :-P

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    1. ó filha e como defines qualidade a da geração rasca a que pertences era peor que a dos janados dos 80's e dos retornados dos 70's?

      se bem me lembro relvas é un dos childs do propedêutico

      peor cu propedêutico

      e decorar é um tipo de aprendizagem assaz krippahliano

      ao menos podias obrar na cientologia que evoluias logo one notch

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  12. Uma notícia científica recente identifica um sentimento de justiça nos chimpanzés próximo ao dos seres humanos...

    Outra notícia científica mostra que os corvos reagem às ameaças como os seres humanos...

    Os evolucionistas são rápidos a encontrar explicações evolutivas para notícias científicas como a primeira, embora hesitem quando confrontados com notícias como a segunda.

    Os criacionistas vêem em ambas evidência de um Criador comum aos humanos, aos chimpanzés e aos corvos...

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    1. "and they estimated that these groups split from each other about 36,000 years ago."

      pam! [som de falha do Windows]

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    2. Estimado Ícarus

      Isso é uma estimativa feita no século XXI por pessoas que nem sequer consideram o dilúvio na sua análise, adotando postulados evolucionistas e uniformitaristas.

      Mas quem começar por considerar o dilúvio e o relato de Babel vê na evidência genética em si mesma a sua confirmação...

      Não pode confundir estimativas com evidências. Aquelas baseiam-se sempre em postulados que importa examinar...

      P.S. continua a aprender moralidade com os babuínos?


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    3. Em privado disse ao Icarus que não tinha paciência para responder ao perspectiva, mas gostaria de dizer o que penso quando vejo os comentários do perspectiva, com um exemplo.

      Ele coloca links de páginas de sites de divulgação popular de descobertas científicas. No caso em particular, sobre a capacidade de corvos identificarem humanos e as suas expressões, como os próprios humanos.

      A pergunta que coloquei logo a mim mesmo foi: qual é a motivação para tal terem colocado tal hipótese para realizarem a experiência?
      Lembrei-me que os cães são capazes distinguir os humanos e perceber expressões faciais e gestos. Mas os lobos, seus ascendentes, não são capazes disso.

      Ora, os corvos e as gralhas são aves que vivem no mesmo ambiente dos humanos e adaptaram-se a esse meio, ao ponto de recorrerem a semáforos e carros para partirem nozes e são as aves que associamos ao roubo de grãos e aos espantalhos. Daí a motivação da experiência: "the effects of urbanization on songbirds in the Seattle area and the ecology and evolution of crows, ravens and jays".

      Já agora, o perspectiva tinha colocado um link para um vídeo criacionista no YouTube para um post humorístico.

      Notei que não dá para respondê-lo, pois a possibilidade de colocar comentários está bloqueada: "Comments are disabled for this video."
      Os criacionistas no YouTube fazem isso ou aplicam moderação: os comentários só aparecem se o autor autorizar. No YouTube os criacionistas são conhecidos pelas falsas aplicações de DMCA para removerem vídeos e contas e uso de bots.
      Também removem alguns dos seus próprios vídeos quando são humilhados, como o caso de um que foi apanhado com pornografia no histórico.

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  13. De acordo com a Bíblia, o ser humano foi criado recentemente e, por causa do pecado, a corrupção e a morte entraram no mundo (e no genoma) ao mesmo tempo que a população crescia com uma explosão demográfica.

    O que mostra a evidencia?

    Bem, ela mostra que a acumulação de mutações deletérias e o crescimento demográfico são fenómenos recentes e que as mutações são cumulativas e degenerativas....

    Porque será assim?

    Embora os autores do estudo procurem respostas no paradigma evolucionista, a resposta está em Génesis: a criação, a corrupção e dilúvio foram eventos recentes...

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  15. Ludwig, creio que já me conheces por essas bandas há muito tempo. Até que gosto de ler o teu blogue. Alguns dos comentários, nem por isso. E passo a explicar.

    Existe uma certa pessoa com vários perfis e vários nomes (mas é o mesmo) que não se abstém de fazer comentários descabidos em falso Latim. Agora, pior ainda, vejo que essa pessoa também responde aos comentários dos outros. Ver isso irrita-me, pois é sinal de prepotência e, qual fungo que apodrece a madeira, isso alastra-se. Tal pessoa também fez comentários no meu blogue, mas não por muito tempo, pois ela nunca viu o seu lixo publicado. E nem o verá.

    Por isso sugiro-te não só que apagues todos os comentários desse indivíduo, como também que desactives a publicação automática. Apagar todo esse lixo vai ser uma tarefa hercúlea, mas compensa porque assim ganhas novos visitantes mais facilmente e também mantens os já existentes (e ainda tens o benefício de diminuíres o tamanho da base de dados, e logo os backups em Atom também ficam mais reduzidos). Devo dizer que já li o teu blogue mais assiduamente. Deixei de o ler com tanta frequência por causa disso.

    P.S.: Desculpa se o meu comentário está fora do tema. Mas não gosto de ver certas coisas acontecerem. Não sou a favor da censura, mas isto irrita-me.

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  16. Olá Samuel,

    Compreendo o problema, mas não me agrada nada a ideia de andar a aprovar todos os comentários. Seria mau para os leitores, porque não posso vir aqui todos os dias aprovar comentários e esperar vários dias para um comentário aparecer é frustrante, e seria péssimo para mim. Como faço isto por gosto e não por obrigação, tudo o que me retire o prazer de ter um blog está fora de questão... :)

    Mas tenciono melhorar o sistema de filtragem que cada um pode usar para não ter de aturar o que não lhe interesse.

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    1. Bem, melhorar o sistema de filtragem é um bom começo, mas nem de perto nem de longe vai ao cerne da questão. Não sei se estás familiarizado com o dito "don't feed the trolls". Bem, há trolls que se auto-alimentam. Por isso, se não concordas com o sistema de aprovação, sempre podes apagar os comentários desse indivíduo. No entanto, acho que essa segunda opção acaba por ser mais frustrante e morosa.

      Pelo menos, para mim, o sistema de aprovar comentários resulta. Tenho um comentário de mês a mês, mas nem por isso tenho de visitar o meu blogue todos os dias porque sou notificado quando alguém comenta.

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