quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Jornalismo criacionista.

O Marcos Sabino escreveu que «Os geólogos “datam” as rochas através dos métodos de datação radiométricos. [...] Porém, a maior parte das pessoas desconhece as pressuposições que os geólogos têm de assumir ao utilizarem este tipo de métodos. Uma destas [...] diz que o decaimento radioactivo permaneceu constante»(1). Depois citou Gregory Brennecka, referindo um artigo na Science (2): «This assumption is a cornerstone of the high-precision lead-lead dates that define the absolute age of the solar system», e continuou com:

«A idade do Sistema Solar baseia-se na crença de que o decaimento radioactivo permanecia constante ao longo dos tempos. Mas se esta suposição é falsa, as milhares de idades atribuídas através deste método também são falsas. Brennecka disse: “Esta variação implica algumas incertezas substanciais nas idades anteriormente determinadas pelo método chumbo-chumbo”. Gerald Wasserburg, professor emérito de Geologia, comentou a respeito desta descoberta: “Toda a gente confiava na estabilidade desta ferramenta, mas acontece que ela não é estável”.» É por isto que o Marcos afirmou, no título do seu post, que «É oficial: decaimento radioactivo não é constante». Parece um grande golpe a favor do criacionismo preferido do Marcos.

Mas não é. O Marcos deu a entender que por «This assumption», Brennecka se referiu à constância do decaimento radioactivo. Mas olhando para a frase no contexto vê-se que o sentido era outro. «The 238U/235U isotope ratio has long been considered invariant in meteoritic materials (equal to 137.88). This assumption is a cornerstone of the high-precision lead-lead dates that define the absolute age of the solar system.»(2) A premissa que se constatou ser falsa não é a da constância do decaimento radioactivo mas sim a da proporção entre estes dois isótopos de urânio ter o mesmo valor em qualquer meteorito.

Ambos os isótopos decaem em isótopos de chumbo, com o 238U dando 206Pb e o 235U decaindo em 207Pb. Assumindo que a proporção de 238U/235U era igual em todo o material formado na origem do sistema solar*, e sabendo que essa proporção é hoje de 137.88, para medir a idade de um meteorito basta quantificar os isótopos de chumbo. Isto é útil porque o chumbo pode ser quantificado com muito mais precisão que o urânio, permitindo datações com erros relativos de uma parte em dez mil.

O que Brennecka e a sua equipa descobriram é que esta premissa é falsa. A proporção de 238U/235U não era 137.88 em todas as amostras mas variava entre 137.35 e 137.90, o que pode obrigar a uma correcção de até cinco milhões de anos nas idades estimadas anteriormente pela quantificação dos isótopos de chumbo.

Devo salientar que esta correcção é da ordem de uma milésima da idade medida. Só é relevante porque a quantificação do chumbo é tão precisa que reduz o erro experimental às décimas de milésima. O resultado é que um meteorito que se julgava ter sido formado há 4565 milhões de anos pode ter surgido há apenas 4560 milhões de anos, devendo-se a discrepância de 5 milhões de anos às diferenças na proporção entre os isótopos de urânio. Não é coisa que justifique a confiança do Marcos nos dez mil anos estimados pela Bíblia.

Mas o mais importante é que isto não mostra que o «decaimento radioactivo não é constante». Nem tem nada que ver com isso. O decaimento radioactivo, mais propriamente o tempo de meia vida, é uma constante estatística que resulta da probabilidade de decaimento em cada intervalo de tempo. Essa probabilidade é constante para cada isótopo e nada no artigo referido sugere o contrário. A descoberta foi apenas que a proporção de 238U para 235U nestes meteoritos não pode ser assumida com sendo sempre 137.88 porque varia, de meteorito para meteorito, entre 137.35 e 137.90.

Esta variação é muito pequena. É ridícula. E é isso que torna esta baralhada do Marcos especialmente irónica. É que isto só é digno de nota porque, ao contrario do que o Marcos alega, o método de datação é tão preciso e fiável que vale a pena aplicar correcções de poucos milhões de anos em idades de milhares de milhões. Podemos pegar numa rocha que anda por aí há quatro mil e quinhentos milhões de anos e saber quando foi formada com uma margem de erro de centenas de milhares de anos. Equivale a um erro de dez metros ao medir a distância entre Lisboa e Porto. É um método de datação muito melhor que o “ah, e tal, p'raí dez mil” dos criacionistas.

*Em rigor, nas inclusões ricas em cálcio e alumínio, pequenos fragmentos dos primeiros sólidos que se condensaram durante a formação planetária.

1- Marcos Sabino, É oficial: decaimento radioactivo não é constante
2- Brennecka et. al., 238U/235U Variations in Meteorites: Extant 247Cm and Implications for Pb-Pb Dating. (pdf), Science, 327-22 Jan 2010.

21 comentários:

  1. Obrigado pela lição de ciência, Ludwig!

    E agora dizer uma coisa que vai irritar o Marcos et al:

    Tenho pena dos criacionistas.

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  2. Olá Ludwig,

    Admito que me tenha equivocado quanto à premissa que o Brenecka se estava a referir. Vou colocar uma adenda no meu post quando puder.

    De qualquer forma, os evolucionistas já confirmaram que o decaimento radioactivo não é constante.

    E o propósito do post não é mostrar que a Terra tem 10 mil ou 6 mil anos. É mostrar que, tal como os criacionistas já diziam há muito tempo, os métodos de datação assentam em pressupostos que não se podem verificar com certeza.

    O Ludwig escreveu: "Devo salientar que esta correcção é da ordem de uma milésima da idade medida". Bem já é um avanço, para quem dizia que os geólogos tinham a situação sob controle e que tudo estava bem estudado. Essa necessidade da correcção adveio da verificação que a constância, quer do decaimento quer do rácio entre os elementos, sofre variações. Repare-se que só foi possível constatar esta necessidade de correcção graças à observação dos elementos no meteorito. Os evolucionistas não sabem que factores poderão ter ocorrido no passado que alterasse o decaimento radioactivo. Investigação futura continuará a mostrar que esses pressupostos são falsos. É uma questão de tempo.

    Portanto, nao se trata do erro ser "só" de 5 milhões... trata-se de se usarem métodos que se sabe que não funcionam. E disso temos vários exemplos que o mostram :) Até um relógio parado está certo duas vezes ao dia.

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  3. Marcos,

    O link que deste não funciona.

    Quanto ao resto, é mesmo isso: «Repare-se que só foi possível constatar esta necessidade de correcção graças à observação dos elementos no meteorito.»

    Não é a ler um livrito bolorento e a acreditar em tudo o que lá está escrito que se compreende o universo. É a observar as coisas que queremos compreender.

    As primeiras observações sugeriram que podiam assumir um valor fixo de 137.88 para a proporção entre os isótopos de urânio. Com isso criaram um método preciso para datar os meteoritos. Mas com tal precisão um erro pequeno na estimativa da proporção entre os isótopos de urânio já é relevante, e por isso alguém foi testar a primeira aproximação, refiná-la, e agora o método está mais correcto. E o processo continua.

    Não é como ler uma história e acreditar nela, letra por letra, até ao fim da vida. Compreender as coisas como elas são dá mais trabalho, e exige um esforço continuado de validação e correcção dos modelos.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Ludwig,

    Acho que deve ter sido esta a ligação que o Marcos te enviou, é apenas palpite meu.

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  6. Muitas pessoas acreditam que a Terra tem 4,5 mil milhões de anos. No entanto, muito poucas sabem como é que se chegou a uma tal data. Do mesmo modo, elas desconhecem as pressuposições e os modelos que têm que ser aceites previamente a essa determinação.

    Por exemplo, muitas pessoas desconhecem a relação entre essa idade e a hipótese nebular sobre a origem do sistema solar e as insuficiências empíricas dessa hipótese. Ou seja, a referida idade da Terra baseia-se num modelo sem fundamento empírico.

    Em primeiro lugar, deve notar-se que ninguém, a não ser Deus, estava lá a ver quando é que a Terra foi criada. Pelo que só Deus, que a criou, pode datar a Terra de forma fidedigna. Nós só podemos medir quantidades de isótopos, não podemos medir o tempo.

    A verdade é que os métodos de datação continuam a desmentir com intensidade crescente essa extrema antiguidade da Terra. Na verdade, esses métodos contradizem-se frequentemente uns aos outros, chegando mesmo alguns a dar datas futuras.

    Por exemplo, pedaços de madeira recolhidos de uma rocha perto de Sydney, na Australia, supostamente com uma idade de 230 milhões de anos, deram uma idade de apenas 34,000 utilizando métodos de datação de carbono.

    Amostras de rocha recolhidas de lava de uma erupção de há apenas 50 anos, do monte Ngauruhoe, na Nova Zelândia, deram idades de potássio-argon de até 3.5 milhões de anos.

    Madeira do chamado período Jurássico, no Reino Unido, datadas de há 190 milhões de anos deram uma idade de 25 000 anos usando datação por carbono.

    Rochas com dez anos de idade, recolhidas da lava vulcânica do Monte de Santa Helena, nos Estados Unidos, deram uma idade radiométrica de 350 000 anos. Em contrapartida, minerais das mesmas amostras deram uma idade de 2,8 milhões de anos.

    Diamantes recolhidos nos Estados Unidos, supostamente com 2 biliões de anos deram uma idade de Carbono 14 de 56 000 anos.

    Quando o Monte de Santa Helena explodiu, em 12 de Junho de 1980, enterrou muitas campos circundantes sob seis metros de cinza. Os sedimentos continham formações laminadas que pareciam ter sido depositadas ao longo de milhares de anos.

    No Colorado, uma caverna de uma mina foi encontrada com estalactites e estalagmites supostamente com milhares de anos. No entanto, a mina tinha sido abandonada há apenas 20 anos.

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  7. Então, que idade devemos escolher?

    A verdade é que os cientistas não conseguem medir a idade da Terra. Eles apenas estão em condições de fazer estimativas baseadas no modo como eles imaginam a formação da Terra.

    Essas idades que eles atribuem à Terra estão totalmente dependentes de modelos e de premissas aceites a priori.

    Existe muita evidência científica de que Deus criou o Universo e a Vida de forma inteligente e de que o pecado introduziu a morte, a doença, o sofrimento e a corrupção. A informação codificada no DNA e a sintonia do Universo atestam a criação. As mutações exemplificam a corrupção.

    Existe muita evidência geológica de que a Terra é recente e que foi sacudida por um dilúvio global, cerca de 1700 anos depois da sua criação, dilúvio esse responsável pelos fósseis que vemos e pelas evidências de catástrofe na geologia.

    Mesmo na geologia, o paradigma neo-catastrofista mostra que o uniformitarismo do jurista Charles Lyell não consegue explicar toda a realidade geológica.

    Vejamos um exemplo, entre muitos.

    Em 12 de Junho de 2008, a revista on line Science Daily noticiava que tinham sido encontrados, a 4,5 Kms acima do nível do mar, nos Himalaias, fósseis de plantas, peixes e animais próprios de zonas mais quentes e menos elevadas, havendo igualmente evidência de grandes movimentações tectónicas.

    Quando confrontado com essa evidência, Gang Yang, um Geólogo da Florida State University, disse: “A nova evidência coloca em questão a validade dos métodos normalmente usados pelos cientistas para reconstruir a história das elevações da região”.

    Provavelmente, os paradigmas actuais deveriam ser substituídos por um paradigma catastrofista de dilúvio global. Talvez assim a resposta para a existência desses fósseis se tornasse mais clara.



    Existe muita evidência histórica de que Deus escolheu Israel como o povo de onde iria vir o Salvador, bem como de que Jesus Cristo viveu, morreu e ressuscitou conforme as escrituras. Na verdade, existe mais evidência de que Jesus ressuscitou dos mortos do que de que a vida surgiu por acaso há 3,8 mil milhões de anos atrás.

    A centralidade da questão de Israel e de Jerusalém ainda nos nossos dias testemunha a relevância da Bíblia tanto para entender as origens como o passado, o presente e

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  8. Os fósseis dizem-nos, acima de tudo, como é que muitas espécies foram abruptamente sepultadas, antes mesmo de se decomporem ou serem comidos pelos predadores. Essa mensagem dos fósseis é inteiramente consistente com a ocorrência de um dilúvio global.

    O facto de, em muitos casos, muitos desses fósseis de animais marinhos poderem ser encontrados muito acima do nível do mar é um testemunho eloquente da veracidade do relato bíblico do dilúvio.

    O dilúvio global descrito na Bíblia fornece o contexto extraordinário que tornou possível a rápida deposição de sedimentos e o sepultamento abrupto de biliões de seres vivos. A deriva dos continentes, a idade do gelo, a origem dos oceanos e a origem das montanhas também encontram uma explicação plausível dentro do modelo do dilúvio global.

    Dizer que os fósseis falam de evolução já é pressupor a ocorrência de evolução. Tanto mais, que, como logo notou Charles Darwin e Stephen Jay Gould confirmou mais recentemente, não existe evidência de evolução gradual no registo fóssil. Dos milhões de fósseis intermédios que deveriam existir se a evolução gradual fosse verdade, só se encontra pouco mais do que meia dúzia de exemplos de alegados fósseis intermédios, por sinal altamente disputados mesmo pelos evolucionistas (Archaopteryx; Acanthostega, Tiktaalik), os quais, nalguns casos, são os primeiros a reconhecer que se trata de “mosaicos”.


    Além disso, a recém descoberta de uma formiga viva do género Gracilidris, supostamente extinta há cerca de 15 a 20 milhões de anos atrás, mostra quão precárias são as conclusões que se tiram do registo fóssil.

    Para os evolucionistas, a descoberta de um “fóssil vivo” é sempre uma surpresa. Para um criacionista, não é surpresa nenhuma.

    Ela mostra que o registo fóssil nada tem que ver com a hipotética evolução das espécies, mas apenas com o sepultamento abrupto de biliões de seres vivos, muitos deles ainda vivos.

    Importa desde logo ter presente que 95% do registo fóssil consiste em organismos marinhos, corais e conchas. Dentro dos restantes 5%, 95% compreende algas, plantas, árvores, incluindo a vegetação que constitui triliões de toneladas de carvão, bem como invertebrados, incluindo insectos. Assim, os vertebrados (peixes, anfíbios, répteis, aves e maníferos compreendem apenas 5% de 5%, ou seja, 0.25% do registo fóssil.

    Isso significa que comparativamente existem muito poucos fósseis de vertebrados, embora se façam grandes construções evolucionistas com base neles. Além disso, destes 0.25%, apenas 1% consiste em fósseis com mais de um osso. Por exemplo, muitas das espécies de cavalos são representadas por um único dente.

    A Bíblia, ao falar do dilúvio global, tem uma explicação inteiramente consistente para a existência de biliões de fósseis nos cinco continentes. Nisso ela é claramente superior, quer ao evolucionismo, quer a outras filosofias da antiguidade, como o neoplatonismo, que interpretava os fósseis como resultado de forças astrais, a filosofia aristotélica, que via os fósseis como resultado do transporte para terra de sementes de animais marinhos, ou algumas linhas de pensamento do budismo tibetano, que interpretam os fósseis como reproduções milagrosas do círculo da vida.

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  9. AS FALÉSIAS DE DOVE, O MEDITERRÂNEO E O DILÚVIO GLOBAL

    Nos seus debates “criação v. evolução”, depois de afirmar que gaivotas dão gaivotas (tal como a Bíblia ensina!) o Ludwig apresentava as falésias de Dover como exemplo de evolução.

    Nunca se percebeu bem qual a relação entre uma coisa e outra, nem ela era explicada, e infelizmente não havia tempo para discutir a questão ao pormenor.


    No entanto, também nesta matéria a abordagem do Ludwig se mostra desadequada. Diferentemente, a abordagem bíblica, que afirma a ocorrência de um dilúvio global, apresenta-se bastante mais promissora para explicar as falésias de Dover.

    Dois aspectos devem ser salientados.

    Em primeiro lugar, tudo indica que as falésias de Dover são parte de um complexo mais vasto, com ligações a formações rochosas no Médio Oriente e nos Estados Unidos. Disso existe evidência crescente.


    Em segundo lugar, um estudo anglo-francês recente veio confirmar que a França e o Reino Unido estavam ligados entre si há cerca de 500 000 anos atrás (na desadequada cronologia uniformitarista dominante) tendo um pré-histórico “super-rio”, ou “mega-dilúvio”, aberto um canal de separação entre ambos: o Canal da Mancha.


    Foi nesse contexto, de muita água em pouco tempo e não de pouca água em muito tempo, que foram formadas as Falésias de Dover. Os cientistas ingleses e franceses dizem que as mesmas são o resultado de “eventos dramáticos”.


    É claro que ninguém viu a formação das Falésias de Dover há centenas de milhares de anos atrás, em três eventos distintos separados no tempo. No entanto, mais de 200 culturas da antiguidade falam da ocorrência de um dilúvio global, pelo qual Deus castigou a humanidade, um único evento sem qualquer paralelo na história da Terra.

    Ou seja, as Falésias de Dover nada têm que ver com hipotética evolução nem com a demonstração da extrema antiguidade da Terra, na medida em que, de acordo com as datações uniformitaristas, terão sido formadas há escassas centenas de milhares de anos, o que é recentíssimo mesmo para quem aceite essas datações.


    Do ponto de vista de quem acredita na ocorrência de um dilúvio global (de que dão testemunho mais de 200 relatos das mais diversas culturas e civilizações antigas) não deixa de ser significativo o facto de a evidência demonstrar que as Falésias de Dover foram criadas por um “super-rio” ou “mega-dilúvio”.

    Curiosamente, uma notícia recente dá conta de que o Mediterrâneo foi cheio de água em muito pouco tempo.

    A existência dessa evidência não surpreende nenhum criacionista bíblico.

    Num e noutro caso, a mensagem é clara. As rochas e os fósseis que vemos são o resultado de muita água em pouco tempo e não de pouca água ao longo de milhões de anos.

    Referências:

    How a Pre-Historic “Super River” Turned Britain Into na Island Nation, Daily Mail, 30 de Novembro de 2009
    Mega-Flood filled de Mediterranean in Months, New Scientist, 9 de Dezembro de 2009

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  10. E ha outra coisa que vale a pena referir. É que a grande maioria dos resultados em paleontologia, encaixa com a previsão morfológica em relação à antiguidade.

    Ou seja, mesmo que não saibamos mais que x é mais velho que y , sem saber exactamente a antiguidade de x e y, podemos ver que essa previsão encaixa com o que se encontra em morfologia, ou vice versa.

    Isto foi feito para os dinaussauros com abordagem sistematica .

    O que o marcus se esquece, é que todos os testes precisam de calibração e controlo, mas que se sabe há muito que não é por isso que não se pode concluir nada acerca deles.

    Não é Marcus? Só se pode confiar no que é Perfeito. Excepto quando precisamos de respirar, comer, comunicar, em suma viver e aprender.

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  11. Consegui ler os comentário quase todos, os do Ludwig, do Sabino, etc... Mas os do Perpectiva... por favor! mal vi o tamanho dos comentários pareceu-me bastante maçudo. Ninguém te lê pah! Comenta em poucas palavras senão és completamente desprezado.

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  12. Jónatas,

    «Por exemplo, pedaços de madeira recolhidos de uma rocha perto de Sydney, na Australia, supostamente com uma idade de 230 milhões de anos, deram uma idade de apenas 34,000 utilizando métodos de datação de carbono.»

    Pode dar a referência para esse artigo? À partida, parece-me pouco razoável tentar datar por 14C madeira que se julga ter 230 milhões de anos. Não só por estar fossilizada (i.e. ser um depósito mineral com a forma da madeira original e já sem qualquer carbono desta), mas também por ser quinhentas vezes mais antiga que o limite para a datação por 14C.

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  13. Nuvens,

    Ai ai ai... não tens estado a ler o blog com atenção. Depois no teste quero ver como é... ;)

    Protões, membranas e geologia marinha.

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  14. OMF LORD !!!

    O teste já está marcado? Ainda nem li o capítulo dos mafaguinhos...

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  15. Acho que não deviam abandonar ja a ideia da sopa. Provavelmente sem a sopa estes poros vivos não tinham ido a lado nenhum. Isto não explica o aparecimento do RNA. No entanto existem estudos que mostram a plausibilidade de RNa ter aparecido numa sopa.

    Ludwig, aquele post esta fixe. A falta de comentários que teve foi provavelmente uma manifestação de fenomenos de outro nivel, ou um Mistério.

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  16. Marcos,

    Nesse outro post da radioactividade misturaste uma anomalia sazonal com uma grande treta.

    A anomalia na detecção de decaimento radioactivo que mencionam nesse primeiro artigo pode dever-se a muitas coisas, como flutuações de temperatura afectarem os detectores e não a radioactividade. A hipótese dos neutrinos acelerarem o decaimento radioactivo é contradita por várias observações. Por exemplo, uma supernova liberta imensos neutrinos, e não se nota um efeito na composição da matéria que rodeia essa estrela. Ou na sonda Cassini, cuja bateria de plutónio debitou exactamente a potência esperada apesar da variação da distância entre a sonda e o Sol.

    O outro artigo que diz ter aumentado 10000 vezes a radioactividade por cavitação precisa de confirmação independente. Isso é como aqueles da fusão fria...

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  17. Ludwig Krippahl

    Pois:) na primeira chamada está garantido uma grande chumbo:(

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  18. Também agradeço o esclarecimento

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  19. sinceramente não entendo o criacionismo... "ahA!! o decaimento dos isótopos não é constante! Logo os cientistas enganam-se por supor coisas que nao se pode comprovar e construir conhecimento sobre elas. Logo fazem o mesmo do que nos acusam. Logo não podem dizer que os nossos argummentos são falsos por não se poderem testar". Isto além de ser ilógico (eu é que tenho razao porque quando dizes que eu não tenho razao ,usas o mesmo sistema que me acusas de usar), demonstra que os criacionistas ainda não perceberam a diferença: Se se provar que o decaimento não é constante, a comunidade cientifica acabará por passar a aceitá-lo como verdadeiro (e adianto que sou muito crítico da Ciência em geral por demorara muito a aceitar evidências e supor que é amoral ou culturalmente imparcial). Convenhamos, um criacionista não deixará de defender essa ideia, mesmo que seja provado que,por ex., a Terra tem 5000 milhoes de anos ou 10 000 anos.

    Ps1. Perspectiva, "não existe evidência de evolução gradual no registo fóssil. Dos milhões de fósseis intermédios que deveriam existir se a evolução gradual fosse verdade, só se encontra pouco mais do que meia dúzia de exemplos de alegados fósseis intermédios".
    Em primeiro lugar, indicar que o registo fóssil não mostra evidência da evolução gradual é o mesmo que dizer que não existe evidência de movimento num registo fotográfico...em segundo lugar, as coincidências necessárias para a fossilização do que quer que seja são por demais explicativas do facto de existirem muito poucos fósseis, ainda menos se procurarmos seguir uma qualquer linha evolutiva.De qualquer forma não precisamos de fósseis para verificar a evolução, basta criarmos pombos ou cães ou maçãs ou bactérias...

    PS2."Existe muita evidência científica de que Deus criou o Universo e a Vida de forma inteligente e de que o pecado introduziu a morte, a doença, o sofrimento e a corrupção."...Por favor...gostava de um dia perceber como é que se chega a uma evidência científica que demonstra a negação do próprio método científico.

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