segunda-feira, março 09, 2009

“Indústria cultural”.

Uma notícia da passada sexta-feira na Exame Informática tinha o título «Indústria cultural portuguesa quer cortar Net a piratas»(1). A treta é a do costume. Mais uma associação de cobradores que quer proibir a Internet a quem não lhes paga bilhete. Mas hoje o desabafo é sobre o termo.

O termo “indústria cultural” foi cunhado em 1947 por Theodor Adorno e Max Horkheimer. No século XX, parte da cultura antes só ao alcance dos mais privilegiados tornou-se acessível a muita gente com os jornais, rádio e cinema. Mas esta distribuição estava subordinada aos interesses de quem a controlava. Em 1947 já estava demonstrado que esta tecnologia podia disseminar, disfarçado de cultura, um placebo pobre e pouco original para manipular a população. Por isso Adorno e Horkheimer criaram um termo depreciativo, que designava uma “cultura” fabricada em massa e vendida ao pacote. Hoje usa-se o mesmo termo para a mesma coisa mas com uma conotação diferente. Os distribuidores apresentam o trabalho de copiar e distribuir gravações como um esforço industrioso de criar cultura, ameaçado pela facilidade de comunicar.

Mas nesta acepção do termo, de produção e promoção de cultura, a indústria cultural está muito bem de saúde. Universidades, museus, espectáculos, escolas de arte, bibliotecas e muitos outros meios de gerar cultura florescem com a nova tecnologia, com o melhor acesso ao conhecimento que enriquece ideias, hábitos e expectativas. Os distribuidores afligem-se porque o seu trabalho não é produzir cultura. É cobrar pelo acesso. E para isso precisam de o restringir.

A cultura é um produto da imaginação que é partilhado e que se pode transformar em mais cultura. A cultura cultiva-se, propaga-se e cresce. A poesia de Camões, a mecânica quântica e o HTML são cultura, criações partilhadas por todos e que podem ser usadas em novas criações. O que a “industria cultural” vende em CD e DVD não é cultura. São bens comerciais que ficam fora da cultura durante décadas, sequestrados pelo copyright que proíbe o acesso livre e a transformação destas obras.

No último século, sem a tecnologia industrial muita gente não teria acesso a estas obras. Eram as obras que mais convinham a governos e empresas e era preciso pagar ao distribuidor cedendo direitos exclusivos, mas valia o preço. Agora já não. O custo aumentou e o benefício desapareceu. Hoje cedemos direitos aos distribuidores como paga por um trabalho que podemos fazer nós, melhor e mais barato. Mas nestes cinquenta anos habituámo-nos a pagar à peça por cultura produzida em fábrica. A “indústria cultural” agora parece uma coisa boa e nem parece haver outra forma de financiar a criatividade.

O Desidério escreveu um texto onde dá muitos exemplos desta falha, mas fico-me, por enquanto, só por este: «Um conceito lunático curioso é que um escritor pode chegar à Internet, oferecer os seus livros de graça e depois pedir por favor, por graça do Espírito Santo, dêem-me qualquer coisita para comer.»(2) Se há gente a querer que ele escreva não lhe deve ser difícil cobrar pelo seu trabalho sem se preocupar com a cópia e o acesso. É o que eu faço, o que faz o Desidério e o que faz a maioria dos profissionais. Em vez de cobrarmos pelo acesso ao que fizemos cobramos pelo trabalho que fazemos. Qualquer pessoa que preste um serviço desejável pode fazê-lo.

Neste século que passou, copiar e distribuir foi sempre mais dispendioso que criar obras e, como copiar se paga à cópia, isto criou a ilusão que só se pode pagar cultura pagando ao distribuidor. Além disso, muita gente investiu neste modelo de distribuição, e enquanto não se reformarem vão tentar impor restrições aos outros para ganhar o seu. Mas, gradualmente, as coisas estão a mudar.

Quem tem talento já está a descobrir que é melhor exigir remuneração pelo seu trabalho criativo sem se preocupar com quem copia o quê. É claro que isto só serve para quem tem talento. O medíocre não ganha dinheiro se o excelente está a um click de distância. Mas isto está bem porque é o excelente que queremos financiar. Os outros fazem cultura porque gostam. São muitos a fazê-lo. E, juntos, fazem coisas excepcionais. Como a Wikipedia, o Linux, o Pirate Bay, o Source Forge e os programas de partilha que arruinam discográficas. Acima de tudo, muita gente já está a perceber que a cultura só o é se for de todos. Para promover a cultura devemos financiá-la pagando o trabalho de a criar mas sem ceder direitos de propriedade sobre o que é criado. Propriedade e cultura são mutuamente exclusivas.

1-Exame Informática, 6-3-09, via o Twitter do Miguel Caetano
2- Desidério Murcho, 2-3-09, Critica na rede.

14 comentários:

  1. Oscar Pereira09/03/09, 22:54

    Cinco estrelas. Não conhecia o termo "indústria cultural". E muito menos que, juntamente com o copyright, era outra vítima de "lavagem de significado", completamente adulterado para tentar justificar a existência de uma indústria que cada vez está mais ultrapassada.

    O que será que vão inventar a seguir...

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  2. Já saiu o Sopas de Vinho, a verdadeira politica à portuguesa a ler aqui: http://portaria-59.blogspot.com/

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  3. Este comentário não tem nada a ver com o post.

    O que eu pretendia é que pessoas de diversas sensibilidades pedissem, educadamente, ao arcebispo de Recife, D. José Cardoso Sobrinho que desse o dito por não dito e fosse falar com a menina e pedir desculpa do que fez.

    Penso é que a menina teria muito a ganhar em ser o próprio Bispo, ou lá o que é, a explicar-lhe que a praga que lhe lançou não tem efeitos e que ela é uma vitima.

    Pelo que sei o que ele fez não é crime. Fica impune do que fez. Pragas, despachos (não aduaneiros) anátemas e similares não são alvos da lei. Mesmo contra crianças.

    Enfim! Que lhe diga que foi um mau momento dele e que já se arrependeu. E, principalmente que ela não tem culpa nenhuma do que aconteceu.

    Gostaria de ser possivel que estes pedidos fossem enviados não por email, que são tão faceis de eleminar, mas por correio normal.

    O que pensas duma iniciativa assim ?

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  4. Ludwig, responde-me só a esta questão.

    Quais são as pessoas interessadas em comprar o "meu" trabalho escrito que estás a referir?

    E quando o compram, estão a comprar exactamente o quê, se tu te dispões a fornecer gratuitamente a todos a sua distribuição?

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  5. Barba,

    O teu não sei :)

    Supõe que era o Terry Pratchett, o Daniel Dennet, o Jared Diamond, Frans de Waal, Richard Dawkins ou o Steven Pinker. Um destes anunciava que iria escrever um livro e queria dinheiro pelo trabalho. Por isso aceitava encomendas antecipadas. Eu dava à vontade 20€, pelo menos, por um livro de qualquer um destes tipos sem sequer saber qual o tema.

    Depois de o escreverem o livro ia parar a todo o lado em pdf. Mas isso não me importa. Eu quero é que o escrevam e pago por esse serviço.

    É claro que isto é só para os bons. Mas são os bons que queremos pagar. Os medíocres que mostrem primeiro o que valem.

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  6. Pois Ludwig, mas não me respondeste. Vou repetir:

    1.Como é que os próximos Daniel Dennets podem alguma vez aspirar a ser conhecidos? Não são exactamente os medíocres que não terão "compradores" no teu esquema, são os desconhecidos. E existem várias gerações inteiras que ainda são desconhecidas;

    2.Se os livros são dados, são dados. Não compreendo totalmente como é que podes ganhar dinheiro com isto. Não que não o faças, acho que sim, mas nunca o suficiente para substituir o esquema tradicional (e se isto não acontece, nunca ninguém mudará o sistema);

    3.Mesmo que sejas muito considerado e tenhas a certeza de que vais ter encomendas dos livros que vais dar de graça na mesma (?), precisarás de uma editora que te desenhe o layout do livro, te encomende um artista para a capa, e te imprima a quantidade que estimes necessária. Vais precisar de editoras à mesma;

    4. Nunca hás de vender tantos livros neste sistema como no sistema em que as livrarias colocam os seus livros nas montras, e nas suas estantes para as pessoas os experimentarem.


    Não quero ser desmancha prazeres. Mas acho que ainda existem demasiados problemas para resolver, antes de achar obsoleto o sistema actual. Também eu desejo o seu fim, adoro tudo o que seja "destruição criativa", e acho que todos os autores deveriam ter o direito de publicar na internet as suas palavras na íntegra (há quem o consiga fazer).

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  7. PS:

    E esqueces-te da regra dos 80, que diz basicamente que 80% de tudo é treta (ou simplesmente mau). Portanto esta ideia simplista de que estaríamos no nirvana se as coisas "más" deixassem de existir nesse novo sistema é utópica. Mas utópica no sentido mais pejorativo do termo.

    Eu, por mim, não tenho problema nenhum em navegar por entre um mar de vulgaridade e idiotice, para encontrar uma gema apenas de vez em quando. Sempre foi assim e sempre será assim, faz parte do ser humano, e é consequência natural da existência desta coisa chata chamada liberdade.

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  8. Barba,

    «.Como é que os próximos Daniel Dennets podem alguma vez aspirar a ser conhecidos? »

    Basicamente, da mesma maneira que os anteriores. Mostrando que sabem o que fazem. O Dennett não foi produto de uma editora que fez um casting para filósofos com bom aspecto e depois investiu milhões em publicidade. Só que agora é mais fácil tornar-se conhecido.

    Eu não sou nem o próximo Dennett nem estou próximo de ser Dennett. Mas por causa do que aqui escrevo de graça já ganhei quase 1000€ em honorários de conferências, hotel pago para mim e para a esposa e coisas dessas. E sem pedir nada e só com umas 400 visitas por dia.

    É claro que o meu talento não dá para viver disto. Não vou deixar o emprego para viver de conferências. Mas sou suficientemente honesto para não culpar a morte do copyright pela minha incapacidade de alimentar a família com a escrita.

    «.Se os livros são dados, são dados. Não compreendo totalmente como é que podes ganhar dinheiro com isto.»

    Se não me pagam não escrevo. Primeiro dou o orçamento, comprometem-se a dar esse dinheiro, depois faço o trabalho e recebo o dinheiro prometido. A partir daí não me aquece nem me arrefece quantas vezes abrem a torneira que arranjei, olham para a parede que pintei ou lêm o livro que escrevi. Se o dão a muita gente ainda melhor. Por este já me pagaram, e mais gente tenhoo para pagar o próximo.

    « nunca o suficiente para substituir o esquema tradicional»

    Porque o esquema tradicional é de monopólios impostos por lei. Só podes substitui-lo tirando a lei que o protege. Mas experimenta acabar com as restrições à cópia e vais ver como o sistema tradicional é uma bosta que não se aguenta sem que se proiba toda a gente do mundo de fazer de graça aquilo pelo qual lhe querem cobrar.

    Nota que copiar pdfs também faço eu bem. Não é para isso que vamos pagar a um escritor. É para escrever o texto. Depois, do resto tratamos nós.

    «.Mesmo que sejas muito considerado e tenhas a certeza de que vais ter encomendas dos livros que vais dar de graça na mesma (?), precisarás de uma editora que te desenhe o layout do livro, te encomende um artista para a capa, e te imprima a quantidade que estimes necessária. Vais precisar de editoras à mesma;»

    Nah. Posso contratar um designer, se tiver encomendas que o justifiquem. Mas para o livro só preciso de uma tipografia. Uma empresa que me diga "50 mil exemplares saem a 1€ cada um, com encadernação em papel brilhante". Não quero uma empresa que me diga "não se preocupe, que nós ficamos com 90% dos lucros e todos os direitos sobre o que escreveu, e damos-lhe o resto depois de subtrair o custo da encadernação e o que lhe emprestamos a 20% de juros".

    «Nunca hás de vender tantos livros neste sistema como no sistema em que as livrarias colocam os seus livros nas montras»

    Não sei porquê. Se puseres os livros a 10% do preço certamente vendes mais. De qualquer forma, quando o autor ganha 100% dos lucros em vez de 10% só precisa vender um décimo para ganhar tanto como ganharia com a editora.

    Além disso podes vender muito mais que o livro. Podes vender um lugar nos agradecimentos por 10,000€ cada. Podes vender uma edição numerada, assinada e registada de mil exemplares a 100€ cada. Etc. E meter todo o dinheiro ao bolso sem dar 90% aos tipos que fazem as fotocópias.

    «E esqueces-te da regra dos 80, que diz basicamente que 80% de tudo é treta (ou simplesmente mau).»

    Não faz diferença (pensava até que era 90% :) Isso é o mesmo com o modelo proteccionista do copyright ou sem ele. Vai haver banhadas (nunca compraste um livro que depois viste não valer nada?), vai haver coisas horríveis que se tornam imensamente populares (como as músicas dos patinhos ou dos morangos com açúcar) e assim por diante. Business as usual.

    A única coisa que vai desaparecer é o tipo que faz as cópias ficar com direitos exclusivos sobre a obra mais 90% dos lucros.

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  9. Well, bring it on then!

    Ainda não me convences sobretudo na questão da publicitação do livro. A internet ainda não chega assim a tanta gente, e eu nem sequer vou ao site da Amazon assim tão frequentemente.

    E nem todo o escritor tem a paciência de escrever um blog.

    Concordo contigo a 100% sobre a questão dos lucros (embora ainda me pareça demasiado calculado no joelho) e ainda acrescento o nepotismo / compadrio entre "vips" cor-de-rosa que aparentemente têm logo acesso a tudo e mais alguma coisa independentemente da sua qualidade.

    Porém, se fosse assim tão simples e fácil, porque é que a maior parte dos grandes escritores ainda escreve para editoras?

    Quando se tem o objectivo de chegar ao maior número de pessoas possível, não há melhor maneira do que fazê-lo através das editoras, que negoceiam constantemente com os hipermercados e livrarias os lugares de promoção dos mesmos.

    Toma o exemplo do livro do Dawkins, "The God Delusion". O objectivo do autor era chegar a um grande número de pessoas, não me parece alguém demasiado preocupado com o dinheiro ganho.


    Em termos gerais, concordo contigo. Não sou é tão optimista em relação aos números que apresentas, e às condições actuais para fazer desse modo. Acho que eventualmente, com a tecnologia a melhorar e facilitar tudo até um puto de 12 anos escreverá um livro e encomendará milhares de cópias pela internet, faça a promoção do mesmo, etc. (a lógica do custo zero aplicado à produção de cultura).

    Mas ainda não chegámos lá.

    Acho eu claro. Parece-me que estás tentado à experiência. Desejo-te felicidades nesse projecto, se é isso que tens em mente.

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  10. Barba,

    «Porém, se fosse assim tão simples e fácil, porque é que a maior parte dos grandes escritores ainda escreve para editoras?»

    Por causa do copyright. A possibilidade de comprar direitos exclusivos e depois cobrar pelo acesso a essa obra dá imenso poder negocial ao intermediário que o faz. Esse então controla os meios publicitários, as prateleiras nas livrarias, etc, e torna-se muito difícil concorrer com esses monopólios.

    Um exemplo do poder dos monopólios é a Amazon. Os livros vendidos na Amazon rendem muito pouco aos autores. Mas a Amazon tem uma quota de mercado tão grande que pode impôr as regras, e o pessoal tem que se aguentar. Isto porque o autor, recebendo uma percentagem pela cópia, está dependente de quem tem o monopólio da venda da cópia.


    «Toma o exemplo do livro do Dawkins, "The God Delusion". O objectivo do autor era chegar a um grande número de pessoas, não me parece alguém demasiado preocupado com o dinheiro ganho»

    Toma o exemplo contrário. The man from earth é um filme bastante bom e praticamente desconhecido quando foi distribuido pelos canais normais mas que se tornou famoso graças ao bittorrent.

    Como disseste, a internet ainda não chega a toda a gente. Mas isso é questão de pouco tempo. E a quantos mais chegar mais exemplos vais ver deste tipo.

    «Em termos gerais, concordo contigo. Não sou é tão optimista em relação aos números que apresentas, e às condições actuais para fazer desse modo.»

    No há problema porque temos uma boa margem para erros. A fatia que cabe ao distribuidor, neste momento, é enorme. O dinheiro que se gasta com a implementação do copyright também é bastante. Na Fança a HADOPI tem um orçamento de 20 milhões de euros só para 2009 (e a lei ainda não entrou em efeito), enquanto que os ISPs estimam que o sistema de resposta gradual lhes vai custar uns 35 milhões de euros por ano (a eles não, aos clientes...). E isto para não falar dos tribunais, polícias, etc. Esse dinheiro era melhor empregue em incentivos para os autores.

    «Acho eu claro. Parece-me que estás tentado à experiência. Desejo-te felicidades nesse projecto, se é isso que tens em mente.»

    Nah. Eu já tenho emprego e gosto do que faço. Só dei esse exemplo para ilustrar que dar coisas de borla até rende dinheiro. Principalmente quando não perdemos nada em dar :)

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  11. O LK é um tretas!

    Anda aqui com a treta do "copyright", mas esquece-se de falar da estupidez de alguns universitários.

    Há uns gajos que são pagos pelos nossos impostos, fazem umas teses de merda, e depois impedem qualquer tipo de reprodução.

    Mais interessantes são os trabalhos de "invetigação" escritos em Inglês, e cujos ditos assalariados do Orçamento de Estado impedem que sejam traduzidos para português, para fins estritamente padagógicos.

    (eu lido de perto com alguns)
    Há cada filho da mãe!

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  12. LK disse:

    "Eu não sou nem o próximo Dennett nem estou próximo de ser Dennett. Mas por causa do que aqui escrevo de graça já ganhei quase 1000€ em honorários de conferências, hotel pago para mim e para a esposa e coisas dessas. E sem pedir nada e só com umas 400 visitas por dia."

    Não é Dennett, mas é seu apostolo, os presbitero... ou lá o que é.

    Repare a palhaçada que é o mundo:

    O Dennett (ou Donut...), basta escrever umas comédias aparvalhadas para levar a vida à custas dos pategos;

    O LK, basta escrever umas palermices e ganha centenas de contos (ou sou pela moeda portuguesa!), a dar espectáculos sobre o assunto.

    No fim disto tudo opõe-se aos direitos de autor daqueles que vivem exactamente dessa forma...

    A isto chama-se "inveja concorrencial!"

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  13. Zeca,

    «Há uns gajos que são pagos pelos nossos impostos, fazem umas teses de merda, e depois impedem qualquer tipo de reprodução.»

    Finalmente uma coisa em que estamos de acordo. Não digo que as teses sejam más (há de tudo, como em todo o lado). Mas concordo que uma dissertação escrita à custa do estado devia ser logo domínio público.

    «Mais interessantes são os trabalhos de "invetigação" escritos em Inglês, e cujos ditos assalariados do Orçamento de Estado impedem que sejam traduzidos para português, para fins estritamente padagógicos.»

    A minha está em Inglês (a de doutoramento, que a de mestrado tive de a escrever em Português, o que é uma bela treta quando se colabora com estrangeiros). Mas está na minha página. Quem a quiser traduzir é só descarregar o pdf e pronto.

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  14. Não imaginava que o Zétuga, de tão viajado que é, tivesse tantos problemas em ler o inglês...

    Se calha leva sempre consigo um tradutor portátil.

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