sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Mas... qual detrimento? *

Há uns dias Manuel Morujão, porta voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), argumentou que o estado devia combater a crise em vez de dar direitos iguais aos homossexuais (1). Agora diz que o estado deve «encontrar o esquema legal que achar, mas não em detrimento da família e do casamento» e que «Quem propõe isto não quer ameaçar ninguém, mas é uma falácia, é um engano. É acenar com uma bandeira facilitista» (2).

Não sei que ideia o senhor padre faz do casamento, mas garanto-lhe que não é a lei que me dissuade de trocar a minha mulher por um barbudo qualquer. Nem me parece que, alterada a lei, ela arranje logo uma namorada. Jeitosa. E bi-sexual. Hmm...

Permitir que pessoas do mesmo sexo se casem não prejudica ninguém nem será implementado em detrimento dos casais heterossexuais. Esses continuam a ter os mesmos direitos que têm agora. Não é ameaça nem falácia nem engano. E se é facilitismo facilitar a vida ao discriminado combatendo a discriminação, então viva o facilitismo. Mas Morujão preocupa-se com as gerações vindouras (que por alguma razão, que certamente não tem nada a ver com Freud, estão atrás e não à frente) «O que estamos a dizer às gerações que estão atrás de nós? Que sejam o que quiserem? Que escolham num menu de identidades aquilo que querem ser?».

Se a pergunta não fosse retórica a resposta seria sim. Claro. Sejam o que quiserem ser. Certamente que para decidir a nossa própria identidade cada um de nós está mais habilitado do que o pároco. Ou até do que toda a Conferência Episcopal, conferindo e episcopando a vida dos outros. Mas como pergunta retórica parte de um pressuposto errado. Eu sou heterossexual. Sempre fui. Gosto de miúdas. Mas nunca escolhi ser assim. Nunca foi uma opção. Nunca me deparei com alternativas. Ser heterossexual é como ter dois braços e pêlos no nariz. É pior, porque os pêlos ainda os posso cortar. E quem é homossexual também não o é por escolha.

“Casamento” tem vários significados, conforme a tradição, religião ou atitude de cada um. E aceito que alguns não queiram mudar o seu conceito de casamento. Mas um dos usos deste termo é técnico e jurídico. E é apenas esse que se quer corrigir, para não discriminar alguns casais em função do sexo. De resto continuam todos livres de entender “casamento” como bem quiserem.

A argumentação da CEP contra esta proposta de lei é um disparate pegado. É a crise que não tem nada a ver, são ameaças que não existem e uma antropologia fictícia onde cada um escolhe que sexo prefere. Mas até compreendo que se preocupem tanto com isto. Com isto, e em condenar o sexo fora do casamento, a masturbação, a contracepção e qualquer prática sexual mais imaginativa. Não querem que os jovens seminaristas namorem. Proíbem o casamento e o sexo aos padres. E passam a vida toda de adultos a tentar reprimir os seus impulsos sexuais. Não admira nada que quando chegam a bispos estejam tão obcecados com a vida sexual dos outros. Penso que esta “polémica” desaparecia num instante se deixassem os padres ter namoradas. Ou namorados.

* O título era para ser “O que eles querem sei eu.” Mas depois lá vinham os comentários emproados acerca da falta de respeito. Vêm à mesma, mas assim posso dizer que podia ter sido pior...

1- Treta da Semana: A falta de razão de Manuel Morujão.
2- Ecclesia, 10-2-09, Bispos preparam Nota Pastoral sobre o casamento

89 comentários:

  1. De acordo com a Organização Mundial de Saúde a homossexualidade nem é uma perversão nem uma doença.

    Sou heterossexual e faço muito gosto nisso. A homossexualidade não me encanta, mesmo em termos estéticos. Mas que tenho a ver com o que os outros fazem dentro de casa.

    Na verdade sempre senti alguma repugnância em relação aos homossexuais, tento combater isso por que considero isso um comportamento ridículo e cruel.

    Mas sinceramente muito mais do que a homossexualidade repugna-me a castidade. De facto quando estou, tenho estado algumas vezes, à beira de padres católicos, repugna-me um homem que por uma razão puramente irracional, tenha feito um juramento de que nunca teria sexo. Na verdade a realidade sexual dos padres católicos é muito subtil, pois o que interessa é que o padre faça o que entender com a sua sexualidade mas que isso não seja motivo de escândalo para os crentes. Santa hipocrisia.

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  2. Mário Miguel13/02/09, 22:27

    "Hmm..."????? LOL

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  3. "Penso que esta “polémica” desaparecia num instante se deixassem os padres ter namoradas."

    Se assim fosse, não haveria reverendos e pastores evangélicos que continuam a ser contra uma práctica sexual que, de acordo com os dados médicos, é má para quem a practica.
    Mas isso são coisas triviais.
    O que importa é o ateísmo.

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  4. António,
    "De acordo com a Organização Mundial de Saúde a homossexualidade nem é uma perversão nem uma doença."

    Se a organização da saúde diz, então deve ser verdade.

    "Sou heterossexual e faço muito gosto nisso. A homossexualidade não me encanta, mesmo em termos estéticos. Mas que tenho a ver com o que os outros fazem dentro de casa."

    Os homosexuais não querem se limitar a prácticas nos seus quartos. Isso eles já têm há muito tempo. O que eles querem é que nós consideremos as suas prácticas sexuais (que incluem coisas lindas como "fisting" ou "bareback" - google it) como "normais".
    Isso nós temos todo o direito de dizer "Não". PAgamos impostos como toda a gente, e nossa opinião não é de segunda classe.
    A coisa torna-se mais depravada quando se sabe que eles querem vir a escolas e infantários indoctrinar os mais inocentes em relação à sua "vida sexual".

    Repito, se eles querem ficar nos seus quartos, eles que fiquem. Mas se eles querem vir à praça pública exigir tratamento especial, ou legalização da sua vida, então qualquer cidadão pode levantar a sua voz e dizer o porquê de ser contra isso.

    Se bem me engano, ainda vivêmos num país onde há liberdade de expressão.

    "Na verdade sempre senti alguma repugnância em relação aos homossexuais, tento combater isso por que considero isso um comportamento ridículo e cruel."

    Não é cruél ser-se contra uma práctica sexual que, de acordo com os dados médicos, é maléfica. Seria cruel tu saberes que uma coisa faz mal, e não dizeres nada.

    "Mas sinceramente muito mais do que a homossexualidade repugna-me a castidade. De facto quando estou, tenho estado algumas vezes, à beira de padres católicos, repugna-me um homem que por uma razão puramente irracional, tenha feito um juramento de que nunca teria sexo."

    Mas..."irracional" segundo quem?

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  5. Mats,

    «Se assim fosse, não haveria reverendos e pastores evangélicos que continuam a ser contra uma práctica sexual que, de acordo com os dados médicos, é má para quem a practica.»

    Os reverendos e pastores evangélicos são contra muitas práticas sexuais, desde a masturbação até ao sexo entre pessoas que não estejam casadas, que não representam qualquer risco acrescido para a saúde.

    Ou estás-te a referir a pastores evangélicos como Ted Haggard?

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  6. Barba Rija13/02/09, 22:55

    O que eles querem é que nós consideremos as suas prácticas sexuais (que incluem coisas lindas como "fisting" ou "bareback" - google it) como "normais".

    Pois. Mas se um casal heterossexual gostar de anal, oral, sadomaso, etc., aí já não há problema porque está tudo conforme a lei natural.

    Não há limite à hipocrisia?

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  7. Mats,

    Mas dou-te alguma razão nisso dos evangélicos. São também sexualmente reprimidos, principalmente os mais puritanos. Mas os evangélicos não condenam a contracepção.

    Esta diferença não se deve a doutrina ou à interpretação da bíblia. É simplesmente porque os sacerdotes protestantes casam e os católicos não.

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  8. Mats: ... «de acordo com os dados médicos, é má para quem a practica.»
    Mats: «Se a organização da saúde diz, então deve ser verdade.»

    Parece que o Mats quer que vejamos sites pornográficos! LOL «que incluem coisas lindas como "fisting" ou "bareback" - google it» O que é que ele acha que aparece se fizermos a pesquisa pesquisa? Olha: "porn" - google it. Se procurar por "fisting", a primeira entrada é: "HQ Fisting and Weird Bizarre Insertions Galleries". Já agora experimentei ver - aposto que vai haver sermões por causa disso -, e na maioria vejo homens a enfiarem os braços em orifícios das mulheres - informo já, para o Mats não ter de ver. LOL As coisas lindas também fazem os heterossexuais, que também incluem chuva dourada, cropofagia, bestialidade, sado-masoquismo (ou bondage), etc. Google it. LOL Também há livros sobre esses assuntos, como o "Helga" (mas atenção que é um livro sério sobre a sexualidade). Bem-vindo ao mundo real.

    Normal e natural não é o mesmo. Normal é ser comum, frequente a norma. Natural é aquilo que é nato (que já nasce connosco), que é instintivo, que é feito intuitivamente. É claro que entre a nossa sociedade parece que ser homossexual não é normal, porque a maioria não é homossexual. Mas é natural, tal como é natural nos cães, nos gatos, nos veados, nos bonobos, nos pinguins, etc. Muitas vezes a palavra "normal" é usada como significando natural.
    Só agora é que soube que os homossexuais são isentos de impostos. O Mats está agora a dizer "não" e vai continuar a dizê-lo de qualquer modo. Só no reino da fantasia do Mats é que há conversões prácticas homossexuais nas escolas. Se calhar também vão fazer fisting nas crianças.

    A castidade e abstinência é para quê? Resulta? Se não resulta ou não é justificada - como quando nos apetece comer um gelado -, então é irracional.
    Explica-nos o que é ser racional e não ser racional. Escrevi num fórum sobre o assunto com vários exemplos, mas tenho curiosidade em saber se as palavras são usadas sem significado.

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  9. António Parente13/02/09, 23:28

    Ludwig Krippahl

    O casamento como está estabelecido hoje na lei estabelece um conjunto de condições para se realizar e coloca um conjunto de restrições. Todos podem casar, o Estado não impede ninguém de o fazer, desde que sejam respeitadas as restrições. Por isso, na minha modesta opinião, ninguém é discriminado.

    Ora existe um grupo que deseja abolir uma dessas restrições, tornando legal o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Esse grupo não obtém um direito, pois anteriormente já podia casar, nas mesmas condições que todas as outras pessoas. Seria discriminação se esse grupo fosse impedido de casar. Não é. Esse grupo ganha um privilégio abolindo uma das restrições ao casamento civil em benefício próprio. Ora, sendo assim, não vejo motivos para que não sejam abolidas todas as outras restrições, isto é, deve ser permitida a poligamia, o casamento entre pais e filhos, irmãos e irmãs, menores de 14 anos passam a ter o direito a casar, etc, etc.

    Se todos somos livres de entendermos o casamento como quisermos penso que o Ludwig não colocará objecções à eliminação de todas as restrições em relação ao casamento civil, tal como está estipulado na lei em vigor.

    O que me diz?

    [dado que tenho de trabalhar durante o fim-de-semana é possível que não apareça no blogue com assiduidade, o que não significa desinteresse pela sua resposta]

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  10. Ludwig,
    «Se assim fosse, não haveria reverendos e pastores evangélicos que continuam a ser contra uma práctica sexual que, de acordo com os dados médicos, é má para quem a practica.»

    Os reverendos e pastores evangélicos são contra muitas práticas sexuais, desde a masturbação até ao sexo entre pessoas que não estejam casadas, que não representam qualquer risco acrescido para a saúde."


    Mas eu não disse o contrário. O meu ponto foi só para refutar a tua crença de que, se os padres se casassem, eles aceitariam a homosexualidade. Os exemplos dos pastores evangélicos refuta essa posição. Uma pessoa pode ter cargos eclesiásticos, ser-se casado, e ser-se contra a homosexualidade.

    "Ou estás-te a referir a pastores evangélicos como Ted Haggard?"

    Uma vez que a moralidade é relativa, não há problema nenhum em mentir-se em público sobre aquilo em que se acredita em privado, certo? Cada um tem a sua moral, e cada um que viva com ela. Viva o ateísmo.

    Mas agora a sério:
    O exemplo do Ted mostra bem o que as pessoas realmente pensam sobre a homosexualidade. Embora elas "oficialmente" sejam "a favor dela", quando uma figura que "publicamente" era contra (mas em privado fazia os actos que dizia ser contra) é apanhada, os comentários e os ataques à homosexualidade são impressionantes.

    Deixa-me dizer uma coisa: não existe pior coisa que um homosexual cair nas malhas do secularismo e ateísmo. Enquanto os cristãos que vivem de acordo com a Bíblia (Tito 1:16) haveriam de tentar ajudá-lo, os seculares provavelmente haveriam de deixá-lo na sua solidão, levando o homem (ou mulher) ao suicídio e à perdição eterna.

    Como um exemplo do Poder do Senhor, só um exemplo: nós temos na nossa igreja em Algés uma mulher que vivia nas malhas da homsexualidade, drogas e alcoól. Quando a sociedade já tinha desistido dela (chamavam-lhe todo o tipo de nomes, ia várias vezes à cadeia por causar distúrbios, quem é que veio em seu auxílio? Dou-te algumas hipóteses:
    1. A organização humanista local
    2. Os biólogos evolucionistas
    3. Richard Dawkins via "Portal Ateu" português
    4. O Senhor Jesus Cristo.

    Para não me alongar mais, a mulher recebeu ajuda de um grupo de cristãos locais, e a sua vida mudou. Ela agora é uma missionária e anuncia a fé que ela dantes perseguia, falando a todos daquilo que o Senhor lhe salvou (perdição eterna, homosexualidade, drogas, etc).

    Resumindo:
    enquanto que os seculares condenam (como se viu no exemplo do Ted) Jesus salva e transforma.
    Enquanto que os seculares/ateus apontam o dedo, o Senhor Jesus estende os Braços.
    Enquanto que os seculares e ateus não têm remédio para o pecado do Ted (mentira, homosexualidade, duplicidade, fornicação), o Senhor Jesus Cristo tem em Si Mesmo o remédio para todo o pecado.

    Portanto, longe de serem os bastiões da pluralidade e da tolerância, os ateus/secularistas são os piores inimigos de quem tenta sair da vida homosexual.

    Vocês não só negam que a pessoa tenha um problema, como ainda ridicularizam pessoas que afirmam que há solução para as pessoas que estão nesssa "vida".

    O Ted falhou, mentiu, esteve envolvido em fornicação, enganou a mulher e os filhos (sabe-se lá se não voltou para casa com as tradicionais doenças sexuais que acompanham a vida homosexual), e isso nenhum cistão nega.

    Mas.... em Cristo, o Ted tem hipótese de se arrenpender e entrar nos caminhos do Senhor.

    No ateísmo, ele só teria dedos acusadores para o resto da vida.

    Felizmente para todos nós, o ateísmo é falso, e como tal, há hipóteses para quem quer mudar de vida.

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  11. Barba Rija,
    "Pois. Mas se um casal heterossexual gostar de anal, oral, sadomaso, etc., aí já não há problema porque está tudo conforme a lei natural."

    Por favor, lê o primeiro capítulo do Livro de Romanos. Se não sabes o que a Bíblia diz, não tentes passar por alguém que sabe. Só te fica mal. Desculpa se as minhas palavras tem um tom condescendente, mas asseguro que é sem maldade. Já não é a primeira vez que tu fazes este tipo de erro. Mais cedo ou mais tarde as pessoas vão começar a vêr que não estás a falar com conhecimento de causa.

    Mas a sério, lê o primeiro capítulo de Romanos, e Hebrews 13.

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  12. «Os homossexuais não querem se limitar a práticas nos seus quartos.»


    Esta afirmação não faz sentido, em lógica chama-se uma falácia. Não podemos meter todos no mesmo saco, nem homossexuais, nem os padres, nem os pastores o ou que quer que seja.

    Custa-me a aceitar a castidade como sendo uma virtude. Não pode ser, até por que uma recomendação de Deus é que o homem cresça e se multiplique. Obviamente que este ensinamento é um erro por que se o homem se multiplicar à balda deixa de haver humanidade. Se a castidade foi instituída para controlar a natalidade, não sei, se calhar chegou a altura dos padres e pastores de países como Portugal, começarem a ter muitos filhos legítimos, por que ilegítimos já temos que chegue.

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  13. Esta conversa do Mats:
    "Os homosexuais não querem se limitar a prácticas nos seus quartos. Isso eles já têm há muito tempo. O que eles querem é que nós consideremos as suas prácticas sexuais (que incluem coisas lindas como "fisting" ou "bareback" - google it) como "normais"", cheira-me a parvoíce pura, pois não é preciso casar para nada disso. O casamento só interessa para questões legais e fiscais.
    Ou será que casar serve para "legalizar" praticas sexuais... Não me digam que os padres de Boston afinal só tinham de ter pedido as criancinhas em casamento, e já passava a ser "normal" ser-se pedófilo, hipócrita e aldrabão!?
    Estes, tal como o António, também deviam achar que a castidade não era uma virtude. :-)

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  14. A castidade e abstinência é para quê? Resulta?


    Para anjinhos e gnominhos, claro que sim, ó Benjamim! :)

    Embora habitualmente se considerem apenas 2 opções sexuais - homo e hetero, ou ambas em simultâneo - existe de facto outra 3ª via natural... a do anjo assexual! :)

    Quando se fala em castidade ou abstinência, tal refere-se à opção celibatária de vida, como os sacerdotes católicos e monges ou ascetas espirituais... e o que p'raí houver mais.

    Contudo, também existem casais e pessoas solteiras que simplesmente não têm apetência sexual, ou a sua energia libido está vocacionada para outras áreas.

    Aliás, respondendo à pergunta inicial, quem opta voluntariamente pela continência sexual pode fazê-lo justamente para aumentar o seu nível geral de energia, mormente intelectual e espiritual.

    Quem sabe alguma coisa de tantra ioga pode compreender muito bem essa transmutação energética... a kundalini ascética!

    Mas, e é este o ponto que eu desejo salientar, há também quem seja "assexual", não experimentando pois a normal atracção física por alguém, pelo menos a um nível de intimidade genésica. Bem, pode haver algumas gradações, de facto, com mais ou menos excitações... se longe dos meus sermões! :D

    Quem se quiser informar melhor sobre este aspecto pouco conhecido da sexualidade humana pode visitar o site da Asexual Visibility and Education Network (AVEN)

    Asexual: A person who does not experience sexual attraction.

    More common than you think...

    Rui leprechaun

    (...intimacy with no sex link! :))

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  15. Ted Haggard não é ateu. Ele era como o Mats, criticando os outros e até apontando para uma câmara para criticar os homossexuais citando a Bíblia com piadas. Mas afinal andava a encher o traseiro enquanto se drogava. É claro que isso é criticável. E com paninhos quentes os hipócritas safam-se no seu seio, pronto para voltar à acção (como o fundador da IURD), enquanto que quem está do lado de fora é sempre um monstro. Só dedos acusadores a apontarem para ateus.

    Até parece que estou a ler um texto da Herbalife. Associa a homossexualidade a suicídios, drogas e álcool. Depois apresenta um caso anedótico (falácia), para dizer que graças a Alá que alguém deixou de ser homossexual. E, voilá, conseguiu emagrecer uns quilos, pronto para converter o resto da malta para o Herbalife. Tenho uma imensidão de revistas com exemplos de ajudas de Testemunhas de Jeová - o problema é que os ajudados não devem sair do culto. E depois a história passada dos convertidos é sempre uma coisa horrível, e todos fora da Igreja é horrível. Em toda a religião para poder haver conversão precisa de agir assim. Por isso, historinhas para adormecer não têm valor.

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  16. António Parente,

    «Se todos somos livres de entendermos o casamento como quisermos penso que o Ludwig não colocará objecções à eliminação de todas as restrições em relação ao casamento civil, tal como está estipulado na lei em vigor.

    O que me diz?»


    Das restrições todas que a lei impõe ao casamento, seja no número de participantes, se são casados ou solteiros, se são parentes próximos ou maiores de idade, etc, só há uma que é contrária à letra e espírito da constituição. A do sexo. É só essa que quero que se elimine, aquela que obriga os nubentes a ter sexo diferente.

    E é uma treta dizer que essa restrição não discrimina. Imagine que impunhamos uma restrição que proibia que se casassem pessoas da mesma religião. Isto não era discriminatório?

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  17. Mats,

    «Mas eu não disse o contrário. O meu ponto foi só para refutar a tua crença de que, se os padres se casassem, eles aceitariam a homosexualidade.»

    Peço desculpa se não fui claro, mas o meu ponto é que se fossem menos reprimidos sexualmente obcecariam menos com a sexualidade alheia.

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  18. "O que eles querem é que nós consideremos as suas prácticas sexuais (que incluem coisas lindas como "fisting" ou "bareback" - google it) como "normais"

    Mats,
    tu também queres que consideremos a tuas práticas religiosas "normais" - por muito que nos custe - e não as usemos para te discriminar. E com toda a razão, claro.
    Agora explica-me, porque os teus comentários não são claros: tu queres impedir o casamento entre os homossexuais ou criminalizar a homossexualidade?
    Cristy

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  19. leprechaun.


    «Aliás, respondendo à pergunta inicial, quem opta voluntariamente pela continência sexual pode fazê-lo justamente para aumentar o seu nível geral de energia, mormente intelectual e espiritual.»


    Os padres da igreja no sentido de levarem muito a sério a castidade refugiaram-se no deserto e aí se acorrentaram, para não se masturbarem, e lutaram dia e noite contra a natureza demoníaca do sexo.

    Não me parece que a luta travada pelos padres da igreja lhes possa ter trazido algo como o aumento de energia intelectual, trouxe-lhes sim um grande sofrimento por eles próprios narrado nos seus escritos. Quem por alguma razão se viu impossibilitado de pelo menos ver mulheres (no caso dos homens) durante um tempo prolongado, sabe avaliar o que significa a força da abstinência forçada (na guerra por exemplo) e o sofrimento que dá. Não me parece que abstinência forçada ou não possa trazer algum acréscimo de energia intelectual mesmo para os ascetas e espiritualistas. Eu não conheço nada de útil que esses homens (ou mulheres) tenham deixado à humanidade. Santo Agostinho só foi casto depois de se ter cansado de uma vida desregrada de sexo e de idade ter começado a ter a avançar, não pode ser um bom exemplo

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  20. António Parente14/02/09, 13:06

    Ludwig Krippahl

    Homossexual é um sexo? Penso que só há dois sexos: masculino ou feminino. Julgo que pretendia escrever em função da "orientação sexual". Mesmo assim não existe discriminação, dado que um homossexual continua a poder casar nas condições estabelecidas pela lei. Por outro lado, a constituição não é sagrada. É laica. Sgnifica que é mutável, não pode ser vista em termos absolutos.

    Em relação à lei proibir o casamento civil entre duas pessoas da mesma religião, posso dizer-lhe que me seria completamente indiferente e se me afectasse não protestaria.

    A questão que eu lhe coloquei era meramente teórica. Se o casamento civil permite ou não o casamento dos homossexuais é-me completamente indiferente.

    Já agora, usou o "espírito" (um termo que dito por si faz uma certa confusão) e a letra (curiosamente os criacionistas também respeitam a letra da Bíblia) da constituição como fundamento para os seus argumentos. Parece-me uma forma de relativismo, dado que como afirmei mais acima a constituição não é imutável.

    Usando o espírito e a letra da declaração universal dos direitos humanos, então poderei dizer que as actuais reivindicações dos homossexuais não são legítimas dado que nos anos 50, quando foi aceite pela ONU, não se colocava a questão do casamento dos homossexuais.

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  21. LK disse:

    “E se é facilitismo facilitar a vida ao discriminado combatendo a discriminação, então viva o facilitismo.” – excelente ideia!

    Segundo os “especialistas”, 90% dos assaltos, radicam na descriminação social, salarial, etc.!

    Segundo o LK, para evitar que se dê tal descriminação, viva o facilitismo: todos matamos e resolvemos o assunto!

    Mais de 90% da criminalidade geral, radica na descriminação: facilite-se ao criminalidade, para resolver o problema da descriminação!

    LK, vossemecê ainda não pensou consultar um psiquiatra? Olhe que, logo mais, não tem recuperação!

    “E quem é homossexual também não o é por escolha.” – exceptuando casos muito pontuais e raros, É MENTIRA. Trata-se de uma opção ou orientação. Tratável, segundo alguns especialistas no assunto.

    “Mas um dos usos deste termo é técnico e jurídico. E é apenas esse que se quer corrigir, para não discriminar alguns casais em função do sexo.” – este tema é absurdamente interessante, porque o o que LK diz é completamente mentira.
    1 – O casamento é um termo importado pelo “direito”, nas na sua raiz pressupõe a complementaridade, a diferença entre os membros do casal. Doutra forma, é até incorrecto chamar-lhe “casal”.

    2 – O que diz a Conferência Episcopal Portuguesa, onde, ao contrários das tascas ateístas e suas sucursais da blogosfera, existe gente com formação para analisar e se pronunciar sobre o assunto, é tão simples como isto:
    Se formos levar à letra a, segundo a interpretação errada e muito facciosa dos ateus, a “discriminar alguns casais em função da opção sexual”, vamos ter que destruir a actual família, já que o casamento como está, continua a descriminar. Por exemplo: continua a colocar de fora ao bi-sexuais. Por essa ordem de razões, o casamento terá que deixar de ser exclusivamente monogâmico.

    (aproveitarei este assunto para uma post no anti-ateísmo)

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  22. "Usando o espírito e a letra da declaração universal dos direitos humanos, então poderei dizer que as actuais reivindicações dos homossexuais não são legítimas dado que nos anos 50, quando foi aceite pela ONU, não se colocava a questão do casamento dos homossexuais." - EXACTAMENTE!!!

    O MESMO SE PASSA COM A NOSSA CONSTITUIÇÃO!

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  23. Sr. António:

    Dê-me lá dados dessa história!

    "Os padres da igreja no sentido de levarem muito a sério a castidade refugiaram-se no deserto e aí se acorrentaram, para não se masturbarem, e lutaram dia e noite contra a natureza demoníaca do sexo."

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  24. "De acordo com a Organização Mundial de Saúde a homossexualidade nem é uma perversão nem uma doença." - a questão nem sequer se põe nesse termos.

    Pergunta-se é se a paneleirice é uma parafilia ou um comportamento voluntário, ou ainda uma predisposição genética.

    Não há unanimidade, nem é uma questão pacifica. Assim sendo, e à cautela, optou-se por retirar essas aberrações do catálogo ddas parafilias.

    Da mesma forma, ninguém se entende sobre a pedofilia - a breve trecho será retirada do católogo das parafilias, dado ter os mesmos contornos da paneleirice.

    Isto, porém, não torna o que está certo em errado, nem o que está errado em certo - fica tudo igual. São aberrações do mesmo tipo, e facilmente estão associadas a outros disturbios, como aqui vemos: a necessidade de se exibir em publico, a tendencia para a organização em gangs no sentido de espalar a sua indecencia e o seu cariz anti -social (como nas paradas), a incapacidade de perceber a sua diferença, reclmando aquilo que não lhes pertence... etc.

    Sou favorável à comparticipação estatal na cura das taras sexuais, mas o estado não entende o memso!

    Se bem que, todo o doente que se recusa a ser tratado, não deve ser compensado por isso!

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  25. Jose Simões14/02/09, 15:18

    "Permitir que pessoas do mesmo sexo se casem não prejudica ninguém nem será implementado em detrimento dos casais heterossexuais. Esses continuam a ter os mesmos direitos que têm agora"

    Não, não continuam a ter os mesmos direitos.

    José Simões

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  26. José Simões

    "Não, não continuam a ter os mesmos direitos."

    Podes explicar porquê?

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  27. É óbvio:
    1) ficam sem o mesmo direito de estarem num mundo onde homossexuais não têm um direito;
    2) ficam sem o direito de proibirem os homossexuais de tomarem uma decisão e de a concretizarem;
    Duh!

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  28. Tanta preocupação do Mats e do Zeca Portuga sobre o tema da homossexualidade...ai ai !

    Serão eles duas bichas ressabiadas ?

    He he he !

    Quem se preocupa muito com o assunto, regra geral, ...

    Enfim...mais não digo.

    Os esfincteres são como as opiniões. Cada qual tem a sua e quem quiser dar dá-la...

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  29. "Resumindo:
    enquanto que os seculares condenam (como se viu no exemplo do Ted) Jesus salva e transforma.
    Enquanto que os seculares/ateus apontam o dedo, o Senhor Jesus estende os Braços."

    E eu a pensar que o nosso país é maioritariamente cristão. Afinal, um mar de ateus e seculares destruiu a vida de alguém... Confirma-se que esta gente vive num mundo de projecção, e nem sequer tem a noção das acusações que fazem.

    O que vocês não aguentam é viver num mundo que pense de forma diferente da vossa. Para vocês, ela salvou-se porque se reprimiu e passou até a divulgar as vossas ideias, não porque se aceitou como era, apesar dos dedos apontados do resto da sociedade maioritariamente cristã, que também os aponta a outras religiões como a vossa. Ou será que todos os comentários que ouvi até hoje sobre evangélicos, protestantes, testemunhas de Jeová, etc, foram feitos por ateus e seculares? Só pode!

    Vocês são excelentes em algo, tenho de o admitir. São excelentes a reescrever tudo o que seja necessário para vos favorecer, colocando-vos a vós próprios no pedestal. Nem que para isso tenham de atropelar a verdade, a coerência e a honestidade. Numa sociedade cristã, seculares e ateus a apontarem dedos?

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  30. Mário Miguel14/02/09, 18:29

    Krippmeister,

    «Podes explicar porquê?»

    Então não estás a ver que é "porque SIM".

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  31. António Parente,

    « Julgo que pretendia escrever em função da "orientação sexual".»

    Julga mal. Suponha que uma pessoa quer casar com um homem. Vai ao conservatório tratar dos papeis e dizem que não pode casar com esse homem. Pergunta porquê e respondem: porque não é mulher; se fosse mulher já podia. Isto é discriminação sexual.

    «Usando o espírito e a letra da declaração universal dos direitos humanos, então poderei dizer que as actuais reivindicações dos homossexuais não são legítimas dado que nos anos 50, quando foi aceite pela ONU, não se colocava a questão do casamento dos homossexuais.»

    O espirito e a letra dessa declaração defendem a igualdade de ambos os sexos perante a lei. É por isso contrário a essa declaração que uma lei diga a alguém "não pode, legalmente, porque não é homem" ou "não pode porque não é mulher".

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  32. Josá Simões,

    «Não, não continuam a ter os mesmos direitos.»

    Eu sou casado. Diga-me, por favor, concretamente que direitos perco se a lei permitir o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

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  33. Zeca Portugal

    «Pergunta-se é se a paneleirice é uma parafilia ou um comportamento voluntário, ou ainda uma predisposição genética»


    Dificilmente esta frase podia ser intrepretada pela psiquiatria como um estado mental saudável.

    Esquece que todos os nossos pensamentos e acções, em maior ou menor grau são ditados pelo nossos inconscienteque pode saber se a sua homofobia não é o ódio aos homossexuais mas o medo inconsciente de ser ou vir a ser homossexual.

    Pode pensar que o que acabo de escrever é um insulto, mas olhe que nada tem de insultuoso basta ler um pouco sobre psicologia.

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  34. Zeca Portugal

    «Pergunta-se é se a paneleirice é uma parafilia ou um comportamento voluntário, ou ainda uma predisposição genética»


    Dificilmente esta frase podia ser intrepretada pela psiquiatria como um estado mental saudável.

    Esquece que todos os nossos pensamentos e acções, em maior ou menor grau são ditados pelo nosso inconsciente. Quem pode saber se a sua homofobia não é o ódio aos homossexuais mas o medo inconsciente de ser ou vir a ser homossexual.

    Pode pensar que o que acabo de escrever é um insulto, mas olhe que nada tem de insultuoso basta ler um pouco sobre psicologia.

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  35. António Parente

    «Por isso, na minha modesta opinião, ninguém é discriminado.»


    O casamento é um contrato que visa regular a vida comum de duas pessoas

    Dois homossexuais podem viver uma vida em comum

    Logo o contrato de casamento pode ser realizado por um par de homossexuais.


    Encontra alguma contradição neste argumento?

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  36. António:

    “Dificilmente esta frase podia ser intrepretada pela psiquiatria como um estado mental saudável.”
    Não rivalizo consigo em conhecimentos de psicologia. Do que não sei, pergunto a gente que sabe – acho que não é o seu caso!

    “não é o ódio aos homossexuais mas o medo inconsciente de ser ou vir a ser homossexual.” - eu posso um dia ter uma falência total das capacidades intelectuais… fruto de uma doença degenerativa ou de um traumatismo… Claro que sim!
    Tal falência das minhas capacidades cerebrais pode degenerar em distúrbios (ou atitudes inconscientes)… Claro que sim! Posso imolar-me pelo fogo, destruir tudo que vejo ao meu lado, ou, em caso irrecuperavelmente extremo, cair nesses comportamentos. Questões de doença, meu caro!!!

    LK:
    Vossemecê e as suas costumadas calinadas de cátedra:

    “É por isso contrário a essa declaração que uma lei diga a alguém "não pode, legalmente, porque não é homem" ou "não pode porque não é mulher"”

    Então se eu tiver um problema, no tribunal, de reconhecimento de filiação, chego ao juiz e digo:
    “Depois de vistas as provas de DNA, eu assumo que sou a mãe!”

    O juiz tem que aceitar, porque não pode recusar, pelo “simples facto de eu ser homem”.

    Quero lá eu saber das regras da biologia, da zoologia, da natureza, da fisiologia… do raio que parta o juiz. Eu até posso fazer de mulher para casar com um homem, porque não posso fazer de mãe (biológica, como se diz agora!) – e não admito descriminações!

    Vossemecê é um espectáculo!!!

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  37. Eu não sabia que os homossexuais tinham uma anatomia e fisiologia tão diferentes dos heterossexuais, para que sejam incapazes de mostrarem que se amam, que querem viver juntos, assinar um contracto e até mesmo cuidar de uma criança. Estamos sempre a aprender.

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  38. Zeca Portugal

    «posso um dia ter uma falência total das capacidades intelectuais… fruto de uma doença degenerativa ou de um traumatismo… Claro que sim!»


    Como na sua fé se diz, o futuro a Deus pertence, muitos e muitas tiveram surpresas quanto à sua verdadeira inclinação sexual como diz o povo nunca digas desta àgua não beberei.

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  39. Gay homofóbico - psicólogo e terapeuta sexual João Pedrosa de S. Paulo

    ProfissionalDaSaúde.com - Homofobia - Caça aos Gays : «A homofobia interiorizada recebe a seguinte classificaçao psiquiátrica: transtorno de Orientaçao Sexual Egodistônica ou Preferencia Sexual Egodistônica.»

    Egodistónicos

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  40. Zeca

    "Então se eu tiver um problema, no tribunal, de reconhecimento de filiação, chego ao juiz e digo:
    “Depois de vistas as provas de DNA, eu assumo que sou a mãe!”

    Esqueces-te é que as prova de DNA também provam que és do sexo masculino (partindo do princípio que és).

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  41. Krippmeister:

    "Esqueces-te é que as prova de DNA também provam que és do sexo masculino (partindo do princípio que és)."

    E qual é o problema!?

    As questões biológicas não podem ser evocadas, pra discriminar...

    Então uma parelha de dois panascas, qual deles é a mãe e o pai?
    Qual deles é a esposa e o marido?
    São discriminações sexuais, em função do sexo, como tal aplica-se a máxima do LK:

    “É por isso contrário a essa declaração que uma lei diga a alguém "não pode, legalmente, porque não é homem" ou "não pode porque não é mulher"”

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  42. Uma coisa é o facto biológico de ter este ou aquele sexo.

    Outra bem diferente é que a lei diga que um acto é ilegal quando praticado por alguém de um sexo mas legal quando praticado por pessoa do outro sexo. Por exemplo, a lei neste momento considera que o acto de casar com um homem é legal para mulheres mas ilegal para homens. É isso que está em causa e não a determinação (biológica, não jurídica) do sexo de cada um.

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  43. António Parente15/02/09, 12:13

    "Pergunta porquê e respondem: porque não é mulher; se fosse mulher já podia. Isto é discriminação sexual."

    Se responderem "porque a lei não o permite" então não é discriminação sexual.

    "O espirito e a letra dessa declaração defendem a igualdade de ambos os sexos perante a lei."

    Um homem e uma mulher podem casar. Um homossexual pode casar dentro das restrições impostas pela lei.

    Há uns anos encontrei uma pessoa que me contou que num momento de aflição tinha tido relações sexuais com uma galinha. Felizmente não se apaixonou e a relação ficou por ali dado que tempos depois encontrou um pombo. Imagine que ele pegava na galinha e a levava à conservatória. Diziam-lhe: Não pode casar com uma galinha. E ele perguntava: porquê? E o funcionário: Porque a lei não permite casamentos com galinhas.

    Há argumentos válidos para impedir que um homem case com uma galinha, se o sentimento de adoração é mútuo? Peter Singer dir-lhe-ia que não.


    P.S. - A história da galinha e do pombo é verídica, não é inventada.

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  44. António Parente15/02/09, 12:15

    Ludwig Krippahl

    O seu argumento das 11:01 é excelente. Penso que se inspirou nos meus... ;-)

    É um problema interessante que esse comentários coloca mas há uma solução para ele. Infelizmente o tempo é curto e fica para outra altura o rebate.

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  45. António

    "Há argumentos válidos para impedir que um homem case com uma galinha, se o sentimento de adoração é mútuo? Peter Singer dir-lhe-ia que não."

    Mesmo com sentimento de adoração mútuo, nem a galinha nem o pombo poderiam conscientemente aceitar o contrato que é o casamento.

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  46. António Parente,

    «Um homem e uma mulher podem casar. Um homossexual pode casar dentro das restrições impostas pela lei.»

    Tente então perceber que o problema é que as restrições impostas diferem conforme o sexo daquele a quem são impostas. Aos homens impõem a restrição que só pode casar com mulheres. Mas às mulheres impõem uma restrição diferente, que só podem casar com homems. Isto da lei impor restrições diferentes às pessoas por causa do seu sexo é que está errado.

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  47. António Parente15/02/09, 15:07

    Ludwig

    A restrição é igual: homens e mulheres não podem casar com pessoas do mesmo sexo. A ambos é permitido que casem com membros de sexo diferente. Onde está a discriminação? Para mim, não hã. Existiria se às mulheres fosse permitido casar com pessoas do mesmo sexo e aos homens não existisse essa proibição. Ora na actual configuração da lei uma restrição que abrange ambos os sexos não é discriminatória.

    Repare que homens e mulheres querem alterar a lei. São ambos os sexos, não apenas um. para existir discriminação em função do sexo um dos sexos - feminino ou masculino - teria de se sentir discriminado. Fez mal em abandonar anteriormente a questão da "orientação sexual" embora também aí não exista discriminação.

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  48. António Parente15/02/09, 15:09

    Kripp

    Foi-me dito que quando o humano passava junto do galinheiro a galinha abanava as asas e cacarejava. O humano interpretou esse cacarejar com um cacarejar de contentamento. Não fui testemunha, não sei se falava verdade. A expressão de vontade pode não se traduzir apenas pela linguagem humana, como saberá com certeza.

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  49. António Parente,
    um casamento é um contracto. A galinha não pode assinar um contracto nem entende o que é um casamento. As crianças também não têm discernimento em variadas coisas, por isso também não podem assinar contractos. Não entendem o que implica um casamento. A questão é se os homossexuais podem legalmente assim assinar um contracto, de modo a terem bens em comum, terem uma garantia no caso de divórcio, cuidarem de crianças como filhos (quer seja por adopção, por inseminação artificial ou por terem tido com outra pessoa de outro sexo), etc. A excepção racional que encontro seria na questão dos filhos/adopção em locais onde a homofobia é comum.

    Imagina uma lei onde cada empresa só aceita como empregado aquele que tem a raça ou religião do empregador. Pela teu argumento, isso não é discriminação. É claro que numa empresa é necessário haver discriminação, mas exclusivamente relativamente à capacidade do trabalhador. Se alguém tivesse a ideia brilhante de dizer que duas pessoas não podem casar por terem religiões diferentes, eu seria contra.

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  50. António Parente,

    «A restrição é igual: homens e mulheres não podem casar com pessoas do mesmo sexo.»

    Isso é um disparate. Formulando dessa maneira pode desculpar qualquer discriminação. Imagine que a lei só admitia casamentos celebrados por um rabi. Se um católico dissesse que era discriminação religiosa, o António respondia que não porque essa lei se aplicaria igualmente aos judeus e aos católicos?

    É precisamente por a lei incluir uma obrigação em relação ao sexo da pessoa que é sexualmente discriminatória.

    Note que a lei do casamento como temos é equivalente a ter duas leis diferentes, uma para o sexo masculino especificando que só pode casar com mulheres, e outra para o sexo feminino dizendo que só pode casar com homens.

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  51. Até parece que estou a ler um texto da Herbalife.


    LOL!!!

    Mas o que tem a ver a inocente Herbalife com toda esta conversa, homessa?!

    Não existe nenhum estilo de vida Herbalife, que eu saiba, quando muito apenas os chamados "estilos de vida saudáveis", por exemplo, no utra-importantíssimo e ainda muito ignorado campo da alimentação, que é o terreno onde essa empresa se move.

    Naturalmente, existem sempre testemunhos pessoais em TODAS as áreas possíveis e imaginárias, essa é uma simples consequência da enorme multiplicidade manifesta da nossa própria natureza humana, que não é monocórdica mas antes múltipla e variada.

    Há uma frase soberba de Paulo Coelho que se aplica como uma luva a toda esta discussão e, mais ainda, ao impossível julgamento da experiência alheia, que pode ser tão vastamente antagónica em relação à nossa.

    Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia.

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  52. Estava a referir-me ao estilo de escrita do Mats no comentário. Imagina que em vez de homossexual, a mulher de Algés era uma gorda, e como a coisa continua: a mulher passa a ser parte de um conjunto de vírus. Se alguém está bem como está, não interessa se não gostávamos de ser como essa pessoa ou se não compreendemos como se pode gostar de ser como ela. Formar exércitos para lavagens-cerebrais porque toda a gente no exército diz que está feliz é tão bom como o Maravilhoso Mundo Novo ou uma nação comunista. Ou como dizer que o álcool ou a droga tornou alguém feliz.

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  53. Já agora, eu sou magrinho e com uma doença crónica intestinal. Um espírita kardecista, mesmo sabendo isso, tentou convencer-me a aderir a algo semelhante à Herbalife (não me lembro agora do nome) durante vários dias. Não é questão de tornar pessoas saudáveis - pelo contrário, a questão é torná-las doentes com a paranóia do peso. Até iriam achar que um esquimó é doente por ser gordo.

    Se um homossexual está bem como está, isso não é problema - as piranhas vão inculcar culpa, vão falar dos males imaginários da homossexualidade, dos testemunhos dos negaram a sua homossexualidade ao aderirem à Igreja, etc. Na realidade, a homossexualidade é apenas uma doença quando a pessoa tem problemas com a sua orientação homossexual: homossexualidade egodistônica. O primeiro passo para um homossexual aderir a um grupo homofóbico, é torná-lo doente.

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  54. Os padres da igreja no sentido de levarem muito a sério a castidade refugiaram-se no deserto e aí se acorrentaram, para não se masturbarem, e lutaram dia e noite contra a natureza demoníaca do sexo.
    Não me parece que a luta travada pelos padres da igreja lhes possa ter trazido algo como o aumento de energia intelectual, trouxe-lhes sim um grande sofrimento por eles próprios narrado nos seus escritos.



    Estou a ver que não lemos o mesmo "Verba Seniorum", não vejo nada desse grande sofrimento relacionado com a castidade relatado nesse livro.

    Por outro lado, é uma simples heresia afirmar a natureza demoníaca do sexo, um tal conceito é indefensável à luz de qualquer escritura. Trata-se de uma força poderosíssima, claro, já que sem ela seria impossível perpetuar a existência das formas de vida superiores, como a nossa.

    É certo que no Ocidente a pasmosa confusão acerca deste tema não tem mesmo nada a ver com a maior sabedoria ou mero bom senso das religiões orientais, onde contudo também havia monges celibatários, tal como nas ordens religiosas cristãs.

    Só para ilustrar a grande diferença que existe em relação ao verdadeiro foco da ascese - que não é o pecado, fruto do medo, mas a virtude, que nasce do amor! - eis uma história bem apropriada desses primevos "Padres do Deserto".

    O caminho que leva ao céu

    Quando perguntaram ao abade António se o caminho do sacrifício levava ao céu, este respondeu:
    - Existem dois caminhos de sacrifício. O primeiro é o do homem que mortifica a carne, faz penitência, porque acha que estamos condenados. Este homem sente-se culpado, e julga-se indigno de viver feliz. Neste caso, ele não chega a lugar nenhum, porque Deus não habita a culpa.
    O segundo é o do homem que, embora sabendo que o mundo não é perfeito como todos queríamos, reza, faz penitência, oferece seu tempo e seu trabalho para melhorar o ambiente ao seu redor. Então ele entende que a palavra sacrifício vem de "sacro ofício". Neste caso, a Presença Divina o ajuda o tempo todo, e ele consegue resultados no Céu.


    Quite precious and to the point...

    Rui leprechaun

    (...true focus just to anoint! :))

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  55. Sinceramente nao sei se as pessoas aqui que sao contra o casamento entre homossexuais estao a falar a serio. Mas se estao, cambada de atrasados mentais...

    Se ofendi alguem ao chama-los atrasdos mentais, a minha religiao encoraja, e ate obriga, que eu diga estas coisas... assim como a religiao destas pessoas parece fazer o mesmo em relacao aos homossexuais:)

    Cambada de idiotas e hipocritas

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  56. Nuno Gaspar15/02/09, 19:34

    Mas alguém em Portugal está impedido de celebrar com outra pessoa do mesmo sexo o compromisso de viver com ela o resto da vida ou o tempo que entenderem? Sou testemunha de alguns desses contratos, festejados com a devida solenidade e verifico neles tanta ou mais validade e duração do que em muitos outros sujeitos a papel e lacre. Quem espera pela lei para ser feliz pode esperar sentado. Esta história dos casamentos homossexuais é mais um corridinho musicado por estes ateístas da treta que à falta de assunto (o seu mundo assenta num tripé dourado: aborto, homossexualidade e eutanásia) abanam com insistência a mesma concertina. Como muitos deles gostam de dizer, já não há pachorra para esta lengalenga.

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  57. António Parente15/02/09, 20:04

    Ludwig Krippahl

    Um lei que afirmasse que só casamentos celebrados por um rabi fossem válidos não seria discriminatórios, do meu ponto de vista. Já é discriminatório o casamento católico ter reconhecimento civil. Contra isso eu estou contra. Preferia ser solteiro perante o Estado e casado diante de Deus.

    Quanto às duas leis, seria efectivamente discriminatório se na verdade existissem essas duas leis na forma como as aponta. Mas só existe uma lei não discriminatória que diz muito simplesmente que todos, homens ou mulheres, podem casar com uma pessoa de sexo diferente. Todos são iguais perante a lei. Uma lei que venha a abolir uma restrição ao casamento vem beneficiar apenas um grupo de pessoas o que não é correcto.

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  58. leprechaun


    Obrigado pelos seus esclarecimentos. Os meus comentários são escritos apenas utilizando a memória, portanto, é natural não ser muito preciso nas minhas apreciações.

    Todavia fico na dúvida se os Padres da Igreja não sofreram ao fazerem jejum, acorrentarem-se e refugiarem-se no deserto, embora reclamem ter alcançado a paz de espírito e a bem aventurança do amor divino.

    Tal comportamento na vida actual, possivelmente, em vez de sacrifício e devoção, é designado de masoquismo.

    São cada vez mais raras as vidas dedicadas à oração, contemplação e abstinência.

    Não consigo ver nobreza em nenhum tipo de espiritualidade que obrigue (mesmo voluntariamente) à prática de jejum, oração permanente, castidade e afastamento da convivência de amigos, familiares e até inimigos (em certas situações até aqueles que considerávamos inimigos nos fazem falta).

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  59. António Parente,
    acho que a discussão vai estar em círculos. Se bem percebi, dizes que segundo a lei todos podem casar desde que sejam com alguém do mesmo sexo, e como todos podem fazê-lo, não há descriminação.
    E segundo percebi, o que Ludwig diz é que havendo uma distinção pelo sexo, há uma discriminação.

    Eu uso o termo "discriminação" para qualquer tipo de distinção - tal como indicado nos dicionários -, que pode até ser boa ou má. Quando se pune alguém por homicídio, há uma discriminação. Se todos tivessem a mesma nota nos testes, independentemente das respostas dadas, não haveria discriminação. A avaliação é uma discriminação. Até se diz que a soma vem em discriminado, para dizer que está separada dos outros para se distinguir mais facilmente.

    O Ludwig só dá exemplos hipotéticos de casamentos. O melhor é apresentar exemplos para outras situações, como o empregos e assistência médica. Por exemplo, no século XX havia segregação racial - todos tinham podiam fazer a mesma coisa, mas os brancos tinham o seu espaço, e os negros tinham o seu. O inventor da transfusão-de-sangue, Dr. Charles Richard Drew, era negro. Segundo a lenda, morreu porque o hospital para negros mais próximo estava muito mais longe do que o hospital para brancos. No entanto os seus amigos médicos ajudaram-no no local, mas havia realmente essa distinção.

    Segundo o argumento de António, parece-me que, segundo ele, se uma lei obrigasse que empregados trabalhassem apenas para empregadores da sua própria raça, isso não seria discriminação, pois todos poderiam ter um emprego, desde que cumprem esse requisito.

    Mas por definição, um requisito é discriminatório, pois distingue os que cumprem esse requisito e os que não cumprem. Por exemplo, para passar um ano escolar, é necessário ter uma avaliação positiva - isso é uma discriminação com base nas notas. Pela mesma ordem de ideias, os exemplos que dei acima são de discriminação sexual. E dizer que só se pode fazer algo com alguém se forem do mesmo sexo, é discriminação sexual, pois limita o que se pode fazer com base no sexo, independentemente de todos poderem fazê-lo.

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  60. António Parente


    «Preferia ser solteiro perante o Estado e casado diante de Deus.»



    Está no seu direito de exprimir tal preferência, todavia é muito difícil conseguir que todos possamos estar de acordo com ela.

    Casamento enquanto sacramento pode ser uma coisa muito bonita, mas é apenas uma ideia religiosa e para religiosos.

    O casamento é um contrato civil que regula duas vidas em comum. As pessoas tuteladas pelo contrato podem ter ou não sexo, podem ou não amar-se, o contrato não tem nada a ver com isso. O contrato de casamento visa apenas regular as coisas comuns como valores (dinheiro, propriedades etc.).

    Neste sentido e apenas, neste sentido, o casamento entre homossexuais é perfeitamente natural. Se o contrato de casamento fala em homem e mulher isso tem apenas a ver com a tradição. Mas as tradições alteram-se de acordo com o avançar da civilização. O casamento entre uma branca e um preto ainda há muito pouco tempo era proibido nos EU.

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  61. “Mas só existe uma lei não discriminatória que diz muito simplesmente que todos, homens ou mulheres, podem casar com uma pessoa de sexo diferente. Todos são iguais perante a lei. Uma lei que venha a abolir uma restrição ao casamento vem beneficiar apenas um grupo de pessoas o que não é correcto.”
    Aqui está o que há de mais correcto e simples sobre o casamento.
    Que parca capacidade têm os ateus para não conseguir meter isto na cabeça!!!
    Ninguém está proibido de se casar.
    Tenham paciência senhores ateístas, mas vocês não têm razão nenhuma.

    E, criar uma excepção no caso dos paneleiros, seria duplicar os seu direitos… é como se estivessem a clonar os direitos, e saíssem
    gémeos para o lado dos panascas: ou seja, passava a aplicar-se a lei geral, mais aquela que diz respeito à sua voluntária opção sexual.
    Mantenho a minha questão: e os bissexuais não estão a ser discriminados ao casar com pessoas de um só sexo? Podem casar com duas pessoas?

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  62. Sr. António:

    ”Não consigo ver nobreza em nenhum tipo de espiritualidade que obrigue (mesmo voluntariamente) à prática de jejum, oração permanente, castidade e afastamento da convivência de amigos, familiares e até inimigos (em certas situações até aqueles que considerávamos inimigos nos fazem falta).”

    Nada se faz sem sacrifício.
    Até um reles jogador de futebol tem que fazer inúmeros sacrifícios para conseguir atingir a “glória”.
    Um dos piores problemas da actualidade, é que as pessoas têm a mentalidade do sr. António: querem tudo, mas não estão dispostas a sacrificar algumas das suas mordomias para atingir os seus fins.
    Assim temos péssimos estudantes, paupérrimos políticos, deploráveis empresários, pobres cidadãos amestrados pela sandice da ignorância… etc. etc.

    Aqueles que se sacrificam em prol dos seus ideais, singram como Homens, mas sobretudo, como Homens de ideais, a quem cabe a justa recompensa. Sabem do que falam, conhecem, sabem o lugar que ocupam, sabem dar valor à vida e induzem valores na sua vida (e do próximo)...
    São esses “sábios” que trilharam o caminho da sapiência (ad augusta per angusta!), que despertam as maiores invejas, que são alvos de calúnia e injúria dos pequenos, que não percebem como tão sublimes lugares podem ser ocupados por gente tão venturosa.

    Quando os bandalhos (e quejandos) querem chegar a tais lugares sem o necessário sacrifício, mente-se em atalhos criminosos. Vivem uma vida de fausta mentira, por vezes lutando contra eles mesmos… regra geral são ateus!

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  63. Nuno Gaspar,

    «Mas alguém em Portugal está impedido de celebrar com outra pessoa do mesmo sexo o compromisso de viver com ela o resto da vida ou o tempo que entenderem?»

    Dou-lhe um exemplo. Quando um homem e uma mulher vivem juntos mais de cinco anos a lei reconhece-os como casados. Se um morrer, o outro fica automaticamente com a casa em que vivem, se for deles, com metade dos bens e, além disso, é considerado um herdeiro em primeiro grau.

    Se dois homens ou duas mulheres fizerem exactamente o mesmo e um morrer o outro fica sem nada.

    Este é um exemplo da discriminação que se quer eliminar da lei. Não da religião ou da moral ou das comichões de quem quer que seja. Apenas da lei.

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  64. ” O contrato de casamento visa apenas regular as coisas comuns como valores (dinheiro, propriedades etc.).”

    Ou seja: eu recebi uma herança de um parente afastado, que foi partilhada por mim e uma mulher que nem conheço, nem é de minha família (sobrinha da esposa do homem de quem eu herdei).
    Vive a dita senhora, desde sempre, no Uruguai. Posso, portanto, casar com ela, sem nunca a ver ou com ele falar (um advogado trata da questão). Ela vive lá a sua vida descansada, eu vivo a minha aqui onde estou. Pouco nem interessa o que com ela se passa e ela nada tem a ver comigo: a nossa herança está resolvida, por via do casamento.
    Ora, se o casamento é apenas um contrato, com base em que preceito constitucional, eu não me posso casar com 20 pessoas num mês, se posso celebrar 20 contratos de qualquer outra natureza, mantendo-os todos válidos?

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  65. Zeca,
    o António referia-se à punição do seu corpo, como a auto-flagelação e o jejum. Daí ter falado em sado-masoquismo.

    O estudo para um exame ou o treino num desporto para um jogo, não é a mesma coisa. Para dar um exemplo próximo dos padres: os monges que praticam kung-fu. Eles esforçam-se de uma forma intensa para ganharem massa muscular, para automatizarem os movimentos em determinadas situações, para melhorarem o equilíbrio e disciplina. Se dão murros em blocos de madeira e em gravilha, é para que o punho fique mais forte com as micro-fissuras nele que calcificam-no. O resultado pode ser observado por terceiros, e podemos confirmar que atinge os seus objectivos com o processo, para além do processo não ser um fim em si.

    Não o fazem como se fosse uma droga que se obtém pela dor para atingir o extânse - está provado que o prazer que se tira disso é igual ao de um orgasmo -, que leva a dor ter um valor em si mesmo, como acontece nos rituais de crucificação nas Filipinas e entre o auto-flagelo com facas entre os sunitas (acho que são sunitas). Nesses últimos casos existe masoquismo e irracionalidade.

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  66. Nuno Gaspar15/02/09, 22:29

    Ludwig,
    «Se dois homens ou duas mulheres fizerem exactamente o mesmo e um morrer o outro fica sem nada».

    E é assim tão coplicado fazer um testamento?

    Quem deixa de viver com outra pessoa por causa da lei, ou da religião ou do que os outros pensem não está muito seguro do que quer.

    Por usarem este chinfrim da discriminação e da intolerância a propósito de tudo e de nada vão desgastando palavras e conceitos graves e importantes. Um dia vamos precisar a sério deles e já não lhes encontraremos o significado.

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  67. Nuno Gaspar,

    «E é assim tão coplicado fazer um testamento?»

    A legislação portuguesa, tanto quanto sei, não permite fazer testamentos à vontade. Há restrições acerca de quanto tem que ficar para os herdeiros. Daí a importância do reconhecimento legal como herdeiro.

    E, de resto, se não é complicado porque raio há de se ter esta limitação na lei? Qual é a utilidade civil de proibir que duas pessoas do mesmo sexo sejam consideradas casadas para efeitos legais? Uma proibição desnecessária penso que é sempre de eliminar da lei. A lei só deve proibir aquilo que se justifica mesmo proibir.

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  68. António Parente16/02/09, 09:23

    Pedro Amaral Couto

    Não misture homossexualidade com racismo. Uma coisa nada tem a ver com outra. Já discuti isso noutras caixas de comentários doutros blogues. Teria razão em fazer essa comparação se a situação dos homossexuais

    O Pedro tocou num ponto importante que eu pretendia mencionar na minha conversa com o Ludwig mas a oportunidade perdeu-se porque ele desinteressou-se da conversa.

    A questão é a seguinte: deve existir discriminação positiva em relação aos heterossexuais nas leis do casamento? Na minha opinião, sim.

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  69. António Parente,

    «A questão é a seguinte: deve existir discriminação positiva em relação aos heterossexuais nas leis do casamento? Na minha opinião, sim.»

    A opinião de quem escreveu a nossa constituição é, felizmente, diferente da sua:

    «Artigo 13.º
    (Princípio da igualdade)

    1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

    2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.»


    Infelizmente, a lei que temos dá mais peso às opiniões como a sua do que à nossa própria constituição...

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  70. "deve existir discriminação positiva em relação aos heterossexuais nas leis do casamento?"

    A Discriminação positiva, na verdade, chama-se: Favorecer, Privilegiar…

    Ora a cisntituiçãop diz:

    “«Artigo 13.º
    (Princípio da igualdade)


    2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.»


    Portanto, não deve discriminado positiva nem negativamente.

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  71. António Parente16/02/09, 11:33

    Ludwig Krippahl

    Pode não acreditar em milagres mas eles existem: o Zeca e o Ludwig estão de acordo.

    Bom, pela sua leitura da Constituição a nossa legislação está cheia de inconstitucionalidades. Alguns exemplos:

    1) Os meus filhos não recebem abono de família porque sou discriminado em função da minha situação económica;

    2) As taxas de IRS são inconstitucionais porque discriminam os cidadãos em função da sua situação económica;

    3) Benefícios fiscais, idem;

    Os exemplos podem-se multiplicar até ao infinito.

    Sobre a discriminação positiva: a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma discriminação positiva em função da orientação sexual, logo seria inconstitucional.

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  72. "Pode não acreditar em milagres mas eles existem: o Zeca e o Ludwig estão de acordo."

    Neste assunto em concreto, que Deus me livre de tal acto!!!

    O que se passa, é que o LK e mais alguns comentadores dizem que é aceitável que haja uma coisa a que chamam "discriminação positiva" (ou seja favorecimento) dos panascas, no que respeita ao casamento. Assim, os panascas podiam casar-se com homens ou com mulheres, estando a ser beneficiados, não há problema.

    Mas, está errado, porque a constituição diz que ningue, pode ser beneficiado.

    Além disso, se um panasca um dia se casa com outro panasca, como pode a lei permitir que ele um dia se lembre de casar com uma mulher?

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  73. António Parente16/02/09, 23:14

    Colega Comentador Zeca

    Qual é a sua graça? O colega é protestante evangélico ou católico?

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  74. Zeca,
    (...) «dizem que é aceitável que haja uma coisa a que chamam "discriminação positiva" (ou seja favorecimento)» (...)

    Um requisito é uma discriminação, por definição, pois faz uma distinção. A remoção do requisito não é uma discriminação positiva. É como dizer, até aos anos 60 nos EUA, que a abolição da segregação racial é uma discriminação. Ou, imaginando que para ser empregado de qualquer empresaa é necessário ter a mesma raça, ou religião ou sexo do empregador, é o mesmo que dizer que a abolição desse requisito é uma discriminação positiva.
    Além disso, se o requisito do mesmo sexo desaparece, um heterossexual também poderá casar com alguém do mesmo sexo - sendo permitido a todos - a lei igual para todos -, não existe favorecimento.

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  75. Mats

    "Não é cruél ser-se contra uma práctica sexual que, de acordo com os dados médicos, é maléfica. Seria cruel tu saberes que uma coisa faz mal, e não dizeres nada."

    Se os "dados médicos" o dizem, então deve ser verdade.

    Até porque esses "dados médicos" que não sei de onde vem, nem quem são esses médicos, nem com base em que factos fazem tal afirmação, tem muitissimo mais credibilidade do que a Organização Mundial de Saúde. Até porque como todos sabemos a OMS deita cá para fora assim umas patacuadas sem qualquer fundamento ciêntifico...

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  76. Mats,

    "PAgamos impostos como toda a gente, e nossa opinião não é de segunda classe."

    Os homossexuais também pagam impostos...Então a opinião deles também não é de segunda classe.

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  77. Mats
    a Joaninha e eu colocámos várias perguntas e não obtivemos resposta. A tua religião também discrimina contra as mulheres, para além dos homossexuais?
    Cristy

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  78. E ainda tenho uma pergunta: como o Mats já associou mais do que uma vez o "fisting" aos homossexuais, ele já experimentou comparar o tamanho do seu punho com o seu ânus? Epá, eu reparei que é quase como usar o recipiente do "after-shave" para o mesmo fim! LOL

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  79. ”Um requisito é uma discriminação, por definição, pois faz uma distinção” –se calhar é mais uma descriminação do que uma discriminação. Os tais requisitos são apenas maneiras de regular a vida em sociedade, e indispensáveis em todos os aspectos.

    “até aos anos 60 nos EUA, que a abolição da segregação racial é uma discriminação.”– a discriminação racial não dá mais direitos aos mestiços por serem a mistura e brancos e negros.
    Da mesma forma, os panelerios não podem ter mais direitos por serem uma mistura difusa de homem com mulher na mesma pessoa.


    "Não é cruél ser-se contra uma práctica sexual que, de acordo com os dados médicos, é maléfica. Seria cruel tu saberes que uma coisa faz mal, e não dizeres nada."


    Aqui, neste caso, o Mats tem toda a razão! Só que, neste caso a razão já não interessa ao javardolas ateístas.
    Aliás, a próxima luta deles será prol do fornecimento gratuito de droga! E, a OMS mente se dizer que faz mal à saúde.





    Achei piada a esta questão (que não me foi dirigida):
    “A tua religião também discrimina contra as mulheres, para além dos homossexuais?”

    A minha – sou católico - não discrimina as mulheres nem os paneleiros. As mulheres têm a mesma a liberdade dos homens, independentemente da sua vida particular; os paneleiros depravados não são discriminados, não são é aceites as suas práticas depravadas, contranatura e badalhocas… mais nada!
    O que, de resto, não prejudica ninguém. Querem ser aceites, tratam-se passam a ser gente decente.
    Para todos os efeitos, os paneleiros dividem-se em dois grupos: Os que são por deficiência genética ( e têm o estatuto de deficiente); e os que são por delinquência – esses não têm desculpa!

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  80. Zeca:

    Não me enganei a usar os termos. A descriminalização refere-se à absolvição de um crime (daí o prefixo "des"). Eu estava a responder à ideia de que haveria discriminação positiva com casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

    Para impor um requisito, a imposição deve ser justificada. Se não é encontrada uma justificação, então o requisito não deve existir.

    Parece que não percebeste o exemplo da segregação racial, ou escolheste de propósito uma secção do texto que isolada favorece o teu argumento, que era uma introdução ao argumento...
    Na segregação racial, cada um podia realizar determinadas actividades ou receber determinados serviços com um requisito: que o local fosse indicado para que apenas um grupo de uma raça específica praticasse tal actividade ou recebesse tal serviço - aos outros, isso era vedados. Por exemplo, existiam hospitais para negros, outros para brancos e outros para mestiços - é isso que significa segregar as raças. Também pode-se argumentar que esse requisito é uma maneira de "regular a vida em sociedade, e indispensáveis em todos os aspectos" e que os que querem praticar usufruir os serviços em locais que são dados esses serviços para outras raças querem ser beneficiados. Tal como deixar de existir o requisito da mesma raça não significa que os negros não ficaram mais benificiados do que os brancos, não significa que deixando de existir o requisito do mesmo sexo os homossexuais serão mais benificiados.

    Para haver descriminação - isto, para fazer distinção para algo -, é preciso questionar se existem características a serem discriminadas. Se não se coloca a questão, então não existe discriminação. Actualmente, para duas pessoas casarem, pergunta-se qual é o sexo de cada uma. Por outras palavras, discrimina-se pelo sexo de ambas as pessoas. Eliminando o requisito, não se pergunta qual é o sexo - a discriminação deixa de existir. O que dizes é que se removesse a discriminação sexual, haveria uma discriminação que benificia um determinado grupo.
    Partindo de uma lei qualquer não se conclui que um grupo que não a cumpre está a ser benificiado. Os que querem casar como alguém do outro sexo, podem ter o que querem. Os que querem casar com alguém do sexo oposto, não pode ter o que quer. Todos podem ver um programa de televisão, desde que seja telenovela. Se passasse a incluir o futebol, os que gostam de futebol mas não de telenovelas teriam algum benifício em relação aos que gostam de telenovelas?

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  81. O Mats tem razão uma ova. A frase original tem um significado específico, que envolve "fisting" e doenças - ele diz que segundo "dados médicos, é má para quem a practica" e que os homossexuais fazem «coisas lindas como "fisting" ou "bareback"» e que querem «que nós consideremos as suas prácticas sexuais».

    A Joaninha fez perguntas pedindo que Mats revelasse quem são os tais médicos e como é que chegaram a tais conclusões. O Mats ficou bem caladinho e vai continuar assim. É assim que mostra que tem razão. Se um teu pressuposto de que uma práctica é má é falso, então é muita pretensão dizeres "saberes que uma coisa faz mal", e que a crueldade de "não dizeres nada" ou dizeres não afecta quem practica o que dizes ser mau.

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  82. Pedro Couto:

    Acho que você vê a questão do lado que lhe dá jeito.


    “existiam hospitais para negros, outros para brancos e outros para mestiços”

    Eu veja as coisas de outro prisma:

    Imaginemos que os brancos correspondem aos homens, os pretos às mulheres.

    O fim da discriminação diria que os pretos e brancos podem e devem estar misturados.

    Punha-se, porém o problema dos mestiços (imaginemos que correspondem aos paneleiros)

    Agora temos os brancos, os pretos e mestiços, todos misturados, não se podem separa para não haver segregação (discriminação).

    Mas arranjou-se uma combinação diferente: mestiços só com mestiços: isso é segregação.

    Acontece que, se o casamento fosse um simples contrato entre duas pessoas, nada disso teria importância.

    Mas o casamento não é um simples contrato. Tem implicações com terceiros, está limitado no seu alcance, no nº de contractos que se podem celebrar, tem obrigações especiais, etc. etc..

    Estes dias, um amigo meu falava-me num caso de uma “parelha” cujo único interesse era obter a cidadania Portuguesa.
    Se o casamento passasse a ser assim vilipendiado como um mero contrato, se não tivesse regras especiais, os dois firmavam um casamento para se naturalizar, sem nunca viverem em conjunto, independentemente de cada um ser ou não casado.

    Como diria o Zé Pinto de Sousa
    Porreiro Pá!

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  83. Zeca,
    eu sinceramente nem percebi o seu argumento. Pareceu-me que disseste que tanto brancos e pretos são obrigados (1) a fazerem sexo entre si (mistura), que dão mestiços, e que como resultado todos passam a ser mestiços, chegou-se a um estado em que os mestiços que os mestiços só podem fazer sexo com mestiços... Há alguém que percebeu de outro modo?


    A questão é que na segregação racial podes substituir raça por sexo, para servir de analogia. Sem segregação racial, não se é obrigado a misturar-se com seja quem for (os requisitos raciais desapareceram): só não é proibido de misturar-se com outros de outro tipo (no casamento, proibe-se com o mesmo tipo). Se o requisito do sexo desaparecer no casamento, ninguém é obrigado a fazer sexo com alguém do mesmo sexo.

    Se o casamento fosse só um contracto entre duas pessoas, bastava fazer um contracto entre duas pessoas. No exemplo que deste, com o casamento um estrangeiro torna-se cidadão no país onde vive com o seu parceiro - o que envolve o Estado. No casamento passam a ser considerados membros de uma família - portanto, existe uma grande confiança entre os casados. O problema de nem viverem juntos é também um problema que se aplica entre heterossexuais, e até existem filmes sobre esse assunto (lembro-me de um com o Depardieu).

    Mas eu, no comentário, não estava a argumentar na defesa do casamento homossexual: eu fui muito claro que estava a responder à afirmação de que existiria discriminação positiva entre os homossexuais se pessoas do mesmo sexo pudessem casar.

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  84. Caro Zeca Portuga

    Dado que se afirma católico, tal como eu, permita-me chamar-lhe a atenção para o Catecismo da Igreja Católica:

    Jesus disse aos discípulos: «Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei» (Jo 13, 34).

    2196. Respondendo à questão posta sobre o primeiro dos mandamentos, Jesus disse: «O primeiro é: "Escuta, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças!". O segundo é este: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Não há outro mandamento maior do que estes» (Mc 12, 29-31).

    E o apóstolo São Paulo lembra: «Quem ama o próximo cumpre plenamente a lei. De facto: "Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás", bem como qualquer outro mandamento, estão resumidos numa só frase: "Amarás ao próximo como a ti mesmo". O amor não faz mal ao próximo. Assim, é no amor que está o pleno cumprimento da lei» (Rm 13, 8-10).

    2358 (... )[Os homossexuais] Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição.

    Da citação que tomei a liberdade de transcrever tiram-se duas conclusões:

    a) O Zeca não ama os homossexuais e devia amá-los porque eles também são o seu próximo;

    b) O Zeca não cumpre o que a Santa Madre Igreja com relação aos homossexuais: tratá-los com respeito e delicadeza.

    Permita-me outra citação, esta de S. Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei:

    "Que a tua vida não seja uma vida estéril. Sê útil. - Deixa rasto. - Ilumina, com o esplendor da tua fé e do teu amor."

    Tenha uma excelente noite. Ore e medite.

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  85. Do ponto de vista católico o único casamento válido é o efectuado por um padre e nas normas da lei canónica. O divorcio, o segundo casamento pelo civil, a união de facto ou o mero sexo antes do casamento implicam, por si só, a perda da alma do crente. Concorde-se ou não se concorde é assim. Dura lex sed lex.


    Bem pode o pobre do Manuel, casado em verdes anos com uma roliça Maria, muita dada aos prazeres da carne, alegar que ela lhe enfeitava regularmente a testa com florestas de cornos, que as piadas dos amigos, colegas de trabalho e mesmo do padre da freguesia lhe amarguravam a vida.

    Se a decisão do Manuel for a de pedir o divórcio e cair na asneira de voltar a casar está inevitavelmente condenado ás penas infernais. Ele e a pecadora que aceder a casar nessas circunstâncias.

    Pode o nosso Manuel alegar, em sua vã defesa, que sempre teve o esfíncter invulnerável à penetração, excepto, e sob ordens do médico, a esparsos supositórios e uma colonoscopia, felizmente com resultados negativos.

    Pode aduzir que nunca, nem em remotas fantasias, usou um homem, ou mesmo menino, como se mulher fosse. Que nesta segunda relação o tálamo conjugal, pelo menos pela sua parte ficou sempre imaculado. Que as relações sexuais com a mulher foram sempre na posição do missionário, com as luzes apagadas, sem grandes variações e , livre-nos Deus de tais pensamentos, sem o recurso a estimulantes químicos ou mecânicos. Que de sua parte, mesmo tendo um quintita nas berças com ovelhas fofinhas nunca as usou para fins sexuais. O mesmo da cadela labrador e da gata da vizinha que tantas tarde de sol lhe invade marquise.

    Ele e actual esposa, se assim se pode chamar à companheira de tão danado coito, nunca foram dados, como já dito antes a práticas contra-natura, daquelas que tanto desagradam a Deus, mesmo a dois e no recato do quarto.

    Muito menos a hábitos perniciosos que se vão infiltrando na comunidade cristã. Ruborizamo-nos nós e, certamente todas as pessoas de bem e tementes a Deus, só de nomear tais actos. Referimo-nos à mácula do sexo em grupo, trocas de casais e outras perversões modernas e desconhecidas em épocas em que a moral e o temor, aliás sempre de louvar, de Deus Nosso Senhor, eram maiores.

    Desde o encerramento pelos pedreiros livres, jacobinos e outros inimigos de Deus e da Sua Santa Igreja, do saudoso santo oficio é a miséria que se vê.

    Dizem-nos, para nosso grande espanto e incredulidade, que muitas dessas aberrantes práticas são efectuadas com o concurso de acessórios, roupas e produtos químicos e naturais provocativos dos nervos e indutores da concuspiciência das carnes.

    Tais actividades, que só tiveram paralelo em Sodoma e Gomorra, com os funestissimos resultados que todos tão bem sabemos, dizem-nos que se espalham entre a nossa sociedade tão falha de valores absolutos e em plena ditadura do relativismo moral, do Darwinismo e de outros ismos que o pudor nos impede de mencionar.

    Ora neste cenário de miséria moral, que como todos sabemos é muito pior que a outra, a da comida, as almas dos contribuintes estão muito mais propensas a verem as portas do inferno a abrirem-se-lhes de par em par, com a mesma facilidade com que as pernas da Carla Bruni se abrem ao senhor presidente da França.

    Ora não são só os sodomitas, os devassos, os promíscuos, as senhoras por conta e as acompanhantes de luxo que vão cair de escantilhão no inferno.

    Quem casar fora das normas vai lá para baixo como os outros.

    Ora neste contexto o lógico, e a bem da salvação das almas, seriam de proibir todas as práticas contra-natura que tanta dispepsia e nojo provocam aos justos e ao Senhor Deus de Israel. E quem diz de Israel diz da Palestina e até de Amsterdão e outros locais de deboche e devassidão.

    Nada nos admirava que o Senhor, na Sua infinita Misericórdia, lançasse a Sua, muito justa ira sobre tais locais.

    Assim a lógica seria proibir todas estas prática e casamentos. Isto porque todos sabemos que nestas coisas de bombardeamentos há sempre danos colaterais e nunca se sabe quem pode, mesmo sendo justo e pio, levar com fogo amigo em cima. Fogo amigo que como todos sabemos arde tanto como o do inimigo.

    Mais casamento homossexual, menos divórcio, que diferença faz ?

    Os homossexuais praticantes estão ipso facto condenados às penas infernais. Casados, solteiros, divorciados ou em união de facto as suas (deles) almas já pertencem ao mafarrico. E por toda a eternidade.

    Lá se juntarão às pessoas que casaram pela segunda vez, aos que vivem juntos sem se casar, aos adúlteros e adulteras, ás lésbicas, senhoras por conta, simpatizantes de ideias Marxistas e evolucionistas. Todos no mesmo fogo infernal e por toda a eternidade.

    Para quê então apenas se abespinharem contra o casamento homossexual ?

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