segunda-feira, julho 21, 2008

Vou estar

no 6º Encontro Nacional de Professores de Filosofia, em Évora, no dia 5 de Setembro, às 11:30 para falar sobre pensamento crítico. A participação no encontro custa 30€, 15€ para estudantes da Universidade de Évora.

Cartaz ENPF

E no dia 18 de Outubro vou estar novamente em Braga, na Jornada Fé e Ciência, onde vou falar sobre «A hipótese de Deus perante a ciência». A entrada é livre.

Jornada Fe Ciencia

51 comentários:

  1. Senhor Doutor

    Tornou-se uma autêntica estrela no firmamento ateísta português. O que fará quando um dia desperar do pesadelo e perceber que está errado?

    Assina

    Arquitecto Anónimo Pereira

    ResponderEliminar
  2. Caro Anónimo,

    Se um dia perceber que estou errado faço o que sempre fiz até agora nessas situações. Digo que me enganei e corrijo-me.

    Mas penso que para perceber isto é preciso primeiro rejeitar todas as fés. É quem tem fé que não consegue admitir que se enganou...

    ResponderEliminar
  3. A fé é eterna, meu amigo. Mil modelos científicos não a conseguem destruir...

    Um dia chegará e o senhor doutor admitirá que se enganou. Sem pressões de ninguém. Nesse dia, daremos um grande abraço e dir-lhe-ei com muita amizade: «Bem-vindo a casa, senhor doutor! Toquem música, faça-se uma grande festa! Um filho pródigo voltou a casa!»

    Assina

    Arquitecto Anónimo Pereira

    ResponderEliminar
  4. Senhor Doutor X21/07/08, 23:53

    «A fé é eterna, meu amigo»

    OK, já verificou que ao passar uma eternidade a fé manteve-se. Genial.

    Diga-me lá então como fez a verificação?

    ResponderEliminar
  5. «A fé é eterna, meu amigo. Mil modelos científicos não a conseguem destruir...»


    Por isso é que a igreja está a perder terreno...

    ResponderEliminar
  6. Mário Miguel21/07/08, 23:58

    Ludwig,

    Não há nada para Lisboa ou arredores?

    ResponderEliminar
  7. Também fui convidado...'té estou assarapantado! ;)

    Bem, deve ter sido por engano, ou então precisam de algum número de circo lá por Braga... :)

    Este tema da inteligência é aliciante, mas ainda está um pouco cru e 2 meses dificilmente darão para preparar algo com mais substância.

    Entretanto, vou ensaiando por aqui, mas precisava mesmo de me documentar melhor sobre a questão da inteligência na natureza. Claro que é um misto de ciência e filosofia e religião, mas eu gosto de misturas e provocar confusão! :)

    Ah! já dei com "O relojoeiro cego", e de facto o Dawkins é bastante interessante. Até agora, só o tenho lido e ouvido aqui na Net, está na hora de comprovar as aparentes semelhanças examinando mais em pormenor os livros.

    Bem, a minha entrada em cena será pelas 15h, isto se for aprovado... serei tão ajuizado?!

    Tschhh... mas vou ter de jejuar...

    Rui leprechaun

    (...ou viro balão p'lo ar!!! :))


    PS: Logo, somos redondinhos... Rui e Ludi assim fofinhos!!! :D

    ResponderEliminar
  8. Nice! E com o Desidério Murcho ainda por cima! Pois se der, lá estarei!

    ResponderEliminar
  9. autopoiese, rui (suspirinho)
    se encontares algum livro em Portugal avisa-me!

    ResponderEliminar
  10. Sr. Arquitecto:
    Destruir a fé religiosa? A fé religiosa tem alicerces muito profundos não é minimamente previsível que possam vir a ser destruídos. Mas isso não é motivo para pensar que a fé religiosa seja algo de bom ou de mau. Será que os religiosos de todos os credos estão abertos a submeterem-se a testes científicos para se procurar saber se a religião é ou não uma coisa boa? Será que os católicos querem de facto saber se o celibato é uma coisa boa? Será que os católicos querem mesmo saber se na classe sacerdotal há ou não maior tendência para a pedofilia? Será que os muçulmanos desejam saber se o fanatismo que a sua religião dá mostras é algo de extremamente perigoso para mundo e põe em risco a paz e a prosperidade?
    Sr. Arquitecto há muitas perguntas a fazer sobre isto, a todas as religiões e todas manifestam uma enorme relutância quando alguém seriamente procura obter respostas. Quando meditar seriamente nestas coisas pode depois justificar toda a arrogância que revela nesta frase:

    “Um dia chegará e o senhor doutor admitirá que se enganou. Sem pressões de ninguém. Nesse dia, daremos um grande abraço e dir-lhe-ei com muita amizade: «Bem-vindo a casa, senhor doutor! Toquem música, faça-se uma grande festa! Um filho pródigo voltou a casa!»”

    ResponderEliminar
  11. Sr. António

    Será que os ateístas estão dispostos a submeterem-se a testes científicos para se apurar o seu grau de loucura e se verificar se o ateísmo é uma coisa boa ou má?

    Sobre o resto que escreveu, Sr. António, não invalida os princípios das religiões. Mostra, apenas, que os humanos, seja qual for a sua teoria, podem ser uns grandes palermas. Ou criminosos. Sejam religiosos ou ateus.

    Assina

    Arquitecto Anónimo Pereira

    ResponderEliminar
  12. Nice! E com o Desidério Murcho ainda por cima! Pois se der, lá estarei!


    Please... BE!!! :)

    Mas eu não vou filosofar, ó Granada, só palrar!

    De resto, já tenho uma ideia mais precisa daquilo que me interessa desenvolver nesse âmbito da cooperação ciência e religião.

    Então não vês que eu sou todo diplomata, e amo mais a união que o porco a batata?! :D

    Anyway... os temas livres, a apresentar antes da comunicação do Ludwig, têm de ser previamente submetidos a um júri, até final de Setembro. No espaço que lhes é dedicado, 15-16h, só deve dar para dois conferencistas, vejamos se sou seleccionado.

    A princípio, houve logo 3 temas em que pensei, com este da inteligência imanente nos próprios processos naturais logo à cabeça. Mas para o abordar com alguma lógica e rigor ainda falta muito, não é para já. O outro tem a ver com as pontes entre o antigo pensamento oriental e a moderna concepção científica do universo, algo que também saliento por aqui várias vezes.

    Mas creio que me vou decidir por algo mais prático, e que também tenho vindo a referir neste blog. Só que preciso de o complementar com referências às relações concretas entre a própria religião cristã e a ciência. Tenho algumas pistas nesse sentido, claro, mas é necessário alargá-las.

    Em suma: não me quero meter em grandes discussões teóricas, deixo isso para os sábios de serviço. Ironicamente, vou virar-me mais para a via prática, e logo eu que adoro é só falar e disparates debitar! ;)

    Enfim, pode ser que o Vegetalzito ria...

    Rui leprechaun

    (...18 de Outubro vai ser o nosso dia! :))


    PS: Ah, depois envio-te o rascunho da comunicação, e à Matilde também... ao Alfredo Dinis e mais ninguém! :)

    ResponderEliminar
  13. Sr. Arquitecto:

    Não sei se os ateístas estão ou não interessados em fazer testes à sua loucura, eu por mim não tenho qualquer problema em os fazer. Mas repare está a partir do princípio que todos os ateístas podem ser loucos, convenhamos que, no mínimo, a sua posição é muito exagerada talvez se esse princípio vier um dia a ser aplicado aos religiosos podemos ter muitas surpresas. Não são os cristãos que dizem estar loucos de amor por Cristo? A loucura mesmo por amor não me parece ser algo de bom.

    ResponderEliminar
  14. Aproveito para deixar aqui a outra parte desse folheto que não se vê na imagem e onde se descreve o propósito das jornadas "Fé e Ciência".

    Fé e Ciência: uma tensão actual

    Os recentes avanços e êxitos da ciência, bem como a sua omnipresença no dia-a-dia das sociedades contemporâneas – onde as novas tecnologias vão introduzindo novos hábitos e estilos de vida, novas formas de comunicação, de pensamento e de aquisição de conhecimentos, novas concepções da economia, da arte, da ética, etc. –, parecem desafiar as concepções religiosas estabelecidas no passado e, nomeadamente, a concepção cristã de Deus.

    Perante este quadro cultural, no qual a ciência invade cada vez mais os diversos âmbitos da experiência e do pensamento humanos, especialmente em áreas que no passado eram reservadas à filosofia e à teologia, a Deus não parece restar outra alternativa senão a da perda do direito de cidadania e a consequente retirada para o baú das velharias, porque sobra e está a mais.

    O conhecimento científico permitirá, finalmente, desterrar a "ilusão de Deus", bem como as sombras da magia e do mistério que, no passado, envolveram o conhecimento do mundo e de nós mesmos, aumentaram o ópio do povo e impediram o desenvolvimento da sociedade?

    Questões para debater

    Para quê Deus, se já temos ciência? A ciência tem razões que tornam a fé em Deus obsoleta? A crescente extensão da esfera da explicação científica a domínios que outrora pertenciam ao âmbito da teologia e das "humanidades" implica o abandono definitivo da hipótese de Deus?

    A ciência dá respostas a todas as perguntas sobre o mundo que nos rodeia e sobre o lugar que ocupamos nele? A explicação científica pode abranger todos os âmbitos da experiência humana no mundo? Toda a argumentação não científica é irracional? A ciência esgota o campo da racionalidade e do pensamento crítico? Há limites ao poder explicativo da ciência?

    A explicação teológica é criticamente fundamentada ou assenta em dogmas irracionais? Que possibilidades para um encontro entre ciência e fé em Deus: conflito intransponível? Inimizade irreconciliável? Independência? Diálogo? Integração? Contributos mútuos? A fé em Deus traz benefícios para as sociedades?


    By the way... o tema que vou preparar incide justamente na resposta concreta e actual a estas perguntas. Sim, há benefício mútuo, claro!

    Ah! se houver por lá um aquário, já tenho uma divina anedota pròs peixinhos... e viro Santo Antoninho! :D

    Estão dois peixes num aquário a discutir cada vez mais, até que um amua e vai para o seu canto.
    Passado um bocado, depois de muito pensar, esboça um sorriso, vai ter com o seu amigo e diz:
    — OK, se tu dizes que não existe Deus, então quem é que muda a água?


    Outra ainda:

    Numa loja de animais, entra alguém para comprar um peixinho.
    – Deseja um aquário? – pergunta o dono da loja.
    – Não me interessa de que signo é. Quero apenas um peixe.


    Espero que eles gostem... do you?! :D

    ResponderEliminar
  15. LISBOA Krippahl, em LISBOA por favor, obrigada :)

    ResponderEliminar
  16. Não são os cristãos que dizem estar loucos de amor por Cristo? A loucura mesmo por amor não me parece ser algo de bom.


    Mau! Outro Santo António? A concorrência aperta... ;)

    O que vale é que em loucura eu levo a palma... espero! :)

    Mas essa noção da "loucura divina" é maravilhosa! Representa o desejo intensíssimo da união da Alma com o Bem-Amado... esse Poder adorado!

    No "Fedro", Sócrates fala das 4 dádivas divinas que provêm desse estado transcendente:

    1. O dom da profecia
    2. O poder ritual da magia
    3. A poesia
    4. O amor... e a alegria

    Deveras, essa frase tão conhecida que lhe é atribuída está truncada da sua parte mais sublime:

    Só sei que nada sei... excepto um pouco sobre o amor.

    Oh! quem me dera essa loucura...

    Rui leprechaun

    (...prà minha vida futura! :))


    PS: Yes! Só eu e os mil peixinhos... pela Sereia doidinhos!!! :D

    ResponderEliminar
  17. Arquitecto Anónimo:

    A sua arrogância e falta de humildade são capazes de tirar a paciência a um santo! Olhe que isso é pecado.

    Ah, mas aparentemente não faz mal pecar se

    #1 formos ocasionalmente confessar e expiar estas falhas através de oração (embora se continue a fazer a mesma bosta nas semanas seguintes)

    #2 na hora da morte arrependermo-nos de tudo o que fizermos e aceitarmos Deus, mesmo que tenhamos sido os maiores cabrões durante a vida.


    Parece-me bem...



    Ludi:
    Espectáculo, amigo! Espero que corra tudo bem.
    Para quando uma coisa destas aqui na FCT?

    ResponderEliminar
  18. Senhor Doutor X22/07/08, 12:18

    Senhor que é obcecado por títulos académicos como se o amanhã não houvesse,

    «Será que os ateístas estão dispostos a submeterem-se a testes científicos para se apurar o seu grau de loucura»

    Sim. Mas pelo menos da loucura de ter um "amigo" invisível não nos podem acusar.

    ResponderEliminar
  19. Senhor Arquitecto Anónimo,

    pela minha experiência são os prosélitos religiosos que nunca admitem o erro.

    Posso dar alguns exemplos. Num fórum brasileiro um evangélico, conhecido por Erivelton, disse que o Evangelho de João era dirigido aos judeus. Disse-lhe que está enganado, pois lá explica termos e costumes judaicos (como para quem não os conhece) e há uma conteúdos bastante anti-semíticos. Apresentei-lhe até sites de cristãos que concordavam que esse evangelho não se destinava a judeus. Ele não admitiu estar enganado. Mais tarde apresentei uns versos entre dois evangelhos (um deles de João) que pareciam ser contraditórios, relacionados com horas. Erivelton notou que os romanos tinham um sistema de tempo diferente dos judeus. Antes de responder fiz o trabalho que ele devia fazer, procurando referências sobre os sistemas usados entre os judeus e romanos tentando refutar-me e certificar se ele tinha razão. Encontrei essa informação, e admiti que estava enganado. Mas havia um senão: se o evangelho destina-se aos judeus, como ele dizia, então as horas não eram segundo o sistema romano, como ele dizia. Ele admitiu o erro anterior? Não.

    Ele deu origem a diversas pérolas, como o caso em que ele afirmava categoricamente que não existem animais homossexuais. Mostrei-lhe diversas imagens e vídeos com animais a praticarem sexo homossexual e com outras espécies (ex: cão com gato). A resposta dele:
    «Claro que não existe homossexualismo entre animais.
    Animal tem instinto animal porque é irracional.
    Ser humano tem racional e se comporta como irracional por falta de posição moral.
    As regras morais precisam ser obedecidas se não vira bagunça.
    Se existissem só homens ou só mulheres tudo bem, mas pela ordem natural da própria natureza o sexo foi feito para o casal(Homem e mulher).»

    Um dos casos mais recentes foi com o Mats. Ele tinha mostrado um vídeo como um exemplo de complexidade irredutível. Admiti três erros que cometi logo de imediato quando eram detectados. Ele nem sequer admitiu um erro tão óbvio que torna-se ridículo: no vídeo é possível retirar a primeira peça do sistema, e continua a funcionar. Até fiz um esquema e um vídeo.
    Tinha elaborado um teste para verificar a honestidade e humildade dele, e ele falhou apesar das várias oportunidades que dei. Agora coloquei um outro teste para verificar se tem espírito crítico, através de dois vídeo de um criacionista evangelista.

    Se morrer e aparecer Deus à minha frente, isso torna-se uma prova científica. É óbvio que isso levaria a acreditar que Ele existe. Mas se não for o caso, está a pedir-nos que nos tornemos intelectualmente desonestos connosco e iludidos. O que há para dizer a alguém que diz que para acreditar em algo é necessário acreditar nesse algo? Que tem um caso consistente e bem fundamentado? Essa lógica circular funciona com qualquer coisa. Para acreditar que 2 + 2 = 5, tens de ter fé. Pede ao Grande Irmão, faz um esforço para conseguires acreditar.

    ResponderEliminar
  20. Pedro Amaral Couto,

    "Se morrer e aparecer Deus à minha frente, isso torna-se uma prova científica. É óbvio que isso levaria a acreditar que Ele existe."

    Na teoria é mais simples provar que Deus existe do que provar que não existe. Na prática é tão complicado quanto provar que este não existe.

    Se ainda estás consciente isso já leva a uma questão: estarás realmente morto? Não pode ser uma alucinação, sonho, etc?

    Ok, vamos imaginar que de facto estás mesmo morto. Isso prova que Deus existe? Não. Somente que existe "vida" após a morte.

    Aparece-te um velho à frente que diz ser Deus. Isso prova que Deus existe? Mais uma vez, não de todo. Apenas que existe pelo menos um velho que sabe falar onde quer que estejas.

    Esse velho faz uma magia espectacular para provar que é Deus. Isso quer dizer alguma coisa? Afinal estás no além-vida. Não sabemos que regras se aplicam nesta nova dimensão.

    Como se pode ver é tudo muito complexo, pelo menos para uma mente céptica até ao fim (e mais além).

    ResponderEliminar
  21. APESAR DE NOS PERDERMOS PERMANENTEMENTE NA VORAGEM DOS DIAS, POR VEZES ACONTECE O MILAGRE DA RECENSÃO. SENÃO, VEJAMOS:


    SE FOSSE POSSÍVEL ALCANÇAR , NUMA QUALQUER REALIDADE , PRESENTE, FUTURA OU ALTERNATIVA O ÊXTASE PERMANENTE E A COMPLETA PLENITUDE, E TUDO ISTO PRESENTIFICADO NUM CENÁRIO DE ETERNIDADE, SEM NENHUM RESQUÍCIO DE INTERFERÊNCIA DE QUALQUER ESPÉCIE, PARA QUE SERVIRIA ENTÃO A BUSCA DA VERDADE ? E A INQUIETAÇÃO DE QUE PADECEMOS PERMANENTEMENTE, FARIA SENTIDO ? AFINAL , NÃO É ISSO QUE DESESPERADAMENTE PROCURAMOS TODOS? OU APENAS DESCANSAREMOS QUANDO , POR FIM, ENCONTRARMOS DEUS , COMO AFIRMAVA S. AGOSTINHO ? OU,PELO CONTRÁRIO,O NOSSO PROPÓSITO FINAL É MESMO A PURA INEXISTÊNCIA?
    O HOMEM NÃO SUPORTA NEM A SOLIDÃO NEM A RERSPONSABILIDADE, E POR ISSO VIVE AGARRADO À SEGURANÇA DE UM ÚTERO ( QUALQUER QUE ELE SEJA ). NÃO ACREDITAM? BASTA SERMOS HONESTOS QUANDO DEITAMOS UM OLHAR NO ESPELHO DAS NOSSAS EFABULAÇÕES.

    ResponderEliminar
  22. O Leprechaun parece escrever coisas interessantes, mas defeito meu, não consigo entendê-lo. Gostava de responder à sua observação até por que fez o favor de ler um comentário meu, mas de facto sinto-me completamente incapaz por que não entendi minimamente o que escreveu. Obviamente que o defeito é meu, tenho “fé” que um dia o possa entender, até por que tendo sido convidado para um evento importante tudo leva a crer que num futuro próximo se vai tornar famoso.

    ResponderEliminar
  23. Luís,

    eu próprio disse que acho não ser possível provar que um Deus (considerando um conceito geral) não existe, se de facto não existe (como qualquer outra entidade que não tenha contradições) ou que existe mas não se revela.

    Já tinha pensado na questão que colocas, mas também podias colocá-las para o que chamamos de realidade: estaremos numa Matrix, numa gruta de Platão? Há um episódio do Dr. House (o médico ateu) que aborda essa questão.

    Se aparecesse um unicórnio à minha frente, isso levaria a acreditar que existe. Claro que ia verificar se é mesmo um unicórnio, por exemplo, tentando arrancar o corno, mas com um Deus à minha frente eu poderia também interagir com Ele. Poderia exigir várias coisas para convencer-me, como a criação de vida, e persistir aumentando as hipóteses de ser realmente um Deus (acreditar em algo não tem de ser absoluto). Em tudo pode-se procurar outras explicações (um céptico tem consciência disso). Mas se fosse assim, não podíamos acreditar em seja o que for. O objectivo da Ciência não é atingir a Verdade. Esse papel é destinado aos dogmáticos que nunca se enganam.

    Mas nem as coisas mais simples são realizadas com sucesso, como as orações. Isso pelo menos limita os deuses possíveis. E mesmo isso não agrada os teístas, porque os seus deuses é que existem.

    ResponderEliminar
  24. Anónimo,

    por que é que o termo "fé" está entre parênteses no seu comentário?

    ResponderEliminar
  25. ... entre aspas, quero eu dizer...

    ResponderEliminar
  26. Não sei se já viu este debate:

    http://www.youtube.com/watch?v=Phgb67NAaHA

    Mas é mto interessante para se inspirar... ou então não!

    Astrozombie

    ResponderEliminar
  27. Miguel,

    «Não há nada para Lisboa ou arredores?»

    Possivelmente. Aceitei um convite para Oeiras em Outubro. Quando tiver a confirmação dou os detalhes...

    ResponderEliminar
  28. Leprechaun,

    «Também fui convidado»

    Boa. Lá nos veremos :)

    ResponderEliminar
  29. Anónimo,

    «A fé é eterna, meu amigo.»

    Somos amigos? É que os meus amigos que comentam aqui eu sei como se chamam, mesmo que usem pseudónimos... Ou será isso de amigos anónimos é como irmãos e cristo e essas tretas?

    Quanto à fé ser eterna, também a teimosia e a casmurrice. Mas a questão não é quanto tempo duram. É se estão correctas ou se são engano.

    Eu, como não me considero infalível, prefiro não julgar eterna nenhuma das minhas opiniões.

    ResponderEliminar
  30. Sgt. Heartman,

    «Espectáculo, amigo! Espero que corra tudo bem.
    Para quando uma coisa destas aqui na FCT?»


    Nos seminários de quartas feiras? ;)

    ResponderEliminar
  31. Astrozombie,

    Acho o Dinesh um bocado irritante, mas parece ser um debate interessante. Obrigado.

    ResponderEliminar
  32. Eu escrevi:

    «como irmãos e cristo e essas tretas»

    Faltou o m... era como irmãos em cristo. A diferença que uma letrinha faz...

    ResponderEliminar
  33. Mais uma manada de porcos ateus reunidos a proferir heresias!

    Quem vira as costas ao Amor Eterno(tm) de Nosso Senhor(tm) Todo Misericordioso(tm) merece ser devorado pelas chamas do Inferno por toda a eternidade!

    *Amor Eterno(tm), Nosso Senhor(tm), Inferno(tm) são marcas registadas. É proíbida a sua utilização sem a expressa autorização das respectivas entidades proprietárias.

    ResponderEliminar
  34. pois, o dinesh é um bocado chato! mas o singer é mto bom e por ele vale a pena :)

    astrozombie

    ResponderEliminar
  35. Pedro Amaral Couto:

    por que é que o termo "fé" está entre parênteses no seu comentário?

    Não sei se a pergunta é para mim de qualquer forma respondo. Não gosto do termo fé e na altura não me ocorreu outro.

    ResponderEliminar
  36. Senhor Doutor

    Desculpe-me se o ofendi quando lhe chamei amigo. Não foi intencional.

    Dou por terminada esta visita ao seu blog. O pensamento ateísta é árido e repetitivo, não dá muita pica.

    Assina

    Arquitecto Anónimo Pereira

    ResponderEliminar
  37. Este arquitecto parece-me bastante familiar. Assim tipo um parente próximo. Tem dias.

    ResponderEliminar
  38. Anónimo,

    Não me ofendi. Se calhar até é amigo, e se calhar até sei o sei nome. Daí a minha pergunta. Também já me chamaram irmão em cristo quando eu não era nem um nem outro...

    Mas, como possivelmente já sabe, é livre de abandonar este blog as vezes que quiser.

    ResponderEliminar
  39. Se morrer e aparecer Deus à minha frente, isso torna-se uma prova científica. É óbvio que isso levaria a acreditar que Ele existe.


    Essa agora! Isso é mero conhecimento empírico ou evidência anedótica, a tal que a ciência rejeita. Para esta, o conhecimento tem de ser objectivo e NÃO apenas subjectivo.

    Esta é também outra razão pela qual o Deus pessoal não pode ser de facto objecto da ciência. Quanto à tal inteligência em tudo presente, vejamos, mas parece-me que aí já há mais possibilidades de êxito.

    Por outro lado, o que não faltam são testemunhos dessa visão de Deus, e nem foi preciso morrer para tal.

    Há uma frase belíssima, de alguém que até já esteve várias vezes em Portugal e vai estar este fim de semana em Madrid.

    One day you will be completely alone. So try to be completely alone now. Because now you can recognize the beauty that is there. - Prem Rawat

    Oh! isto é indizivelmente maravilhoso!!! Esta é a chamada "morte em vida" e é por isso que essas vivências de "quase morte" são também comuns a quem sabe activar essa parte do ser, ainda que esse seja um processo inconsciente.

    A razão não é tudo, de facto ela é quase nada. O verdadeiro dono é tímido e subtil, ou gosta de jogar às escondidas. Reside algures naquilo a que chamamos o inconsciente ou, mais poeticamente, coração. Não tinha mesmo assim tanta piada se o pudéssemos encontrar em cada esquina. Sim, até podemos, mas convém explorar primeiro essa imanência aqui bem dentro...

    Rui leprechaun

    (...onde Ele respira a cada momento! :))


    Kabir says: Student, tell me, what is God?
    He is the breath inside the breath!

    ResponderEliminar
  40. A condição-fronteira do Universo é que não tem fronteira. O Universo seria completamente independente e nunca afectado por qualquer coisa exterior a ele. Não seria criado nem destruído. SERIA apenas. - Stephen Hawking


    Ora cá temos o Universo como Deus, um conceito panteísta, mas também comum a outras concepções do Divino.

    Este é um dos 2 temas que me seduzem bastante para poder apresentar em Braga. Refiro-me ao facto da ciência, no séc. XX, reencontrar alguns conceitos que já tinham antes sido enunciados pela religião há milénios. Ou seja, o que esta disse de Deus e da criação, aquela recuperou-o para explicar o universo.

    Claro que não se tratou de plágio nem há direitos de autor! Simplesmente, foi usado o mesmo instrumento de descoberta e pesquisa em ambos os casos: a esplêndida mente humana!

    Mas não só a lógica e razão, atenção! Reduzi-la a isso seria amputar a maioria das suas potencialidades, que se escondem qual minotauro no labirinto do tesouro... ignoto nas profundezas do seu ouro!

    Logo, estava a pensar na possibilidade de talvez preparar 2 temas distintos. Tempo não me falta e assim tenho mais possibilidades de ser seleccionado, como o aluno que se apresenta às 2 chamadas no exame.

    A pergunta é: como chegamos à verdade, afinal?! E há algum Deus que aí nos espera?

    Ou, mais genericamente ainda: será que religião e ciência têm mesmo métodos diferentes para penetrarem a realidade? E o mesmo para a filosofia, claro.

    Não me parece, ou seja, há talvez um processo exterior que pode ser diferente em cada uma delas, mas no fim é o cérebro humano que tudo processa e conclui.

    Logo, não é de admirar que nos conceitos chave possa haver alguma uniformidade.

    Ah! lembrei-me agora que isto até já foi discutido aqui há pouco tempo, a diferença entre o Universo ser eterno ou Deus ser eterno. Conceptualmente, é a mesmíssima coisa, sim, e isso é deliciosamente enigmático! :)

    Pelo menos, para um Gnomo ignorante...

    Rui leprechaun

    (...e o seu inconsciente delirante! :))


    PS: Mas há vantagens em não saber... ou esvaziar-se e apenas ver!

    Como espontânea é a infância... aí tudo tem importância! :)

    ResponderEliminar
  41. "Este arquitecto parece-me bastante familiar. Assim tipo um parente próximo".

    João Vasco
    Foi o que me ocorreu de imediato quando li os comentários. Mas não queria que fosse verdade, porque nunca mais poderia gozar o prato tendo provas que o homem afinal é mesmo choné. Por isso vou fazer de conta que é outro.
    Cristy

    ResponderEliminar
  42. Uma teoria científica não passa de um modelo matemático que elaboramos para descrever as nossas observações: só existe nas nossas mentes. Portanto, não tem significado perguntar: que é real, o tempo "real" ou o "imaginário"? Trata-se apenas de saber qual é a descrição mais útil. – Stephen Hawking

    Esta ideia que Hawking repete insistentemente, mostra uma diferença marcante quanto à natureza do conhecimento. Contrariamente à metafísica, a visão da física é utilitária e não busca o conhecimento da realidade, limitando-se a descrever aquilo que dela podemos apreender através de meios imperfeitos.

    É sempre importante salientar isto, porque a concepção científica do universo, tanto ao nível macroscópico ou cosmológico como microscópico ou quântico pode estar profundamente errada. Bem, uma coisa é certa... está longe de ser correcta, já que relatividade geral e mecânica quântica continuam tão separadas como azeite e água.

    A questão é também saber até quão longe os modelos matemáticos nos podem levar. Eles já penetram a filosofia e agora até mesmo a própria religião, com demonstrações e probabilidades de Deus... hummm...

    Não creio que matemática, como ciência formal, seja assim tão determinante na formulação da realidade, mas já a geometria é bem mais essencial porque intimamente presente na própria estrutura do universo. E não pensamos em números, mas em formas, os conceitos espaciais são bem mais intuitivos do que os numéricos.

    Para concluir, tomando a mente humana como ponto de convergência comum entre todas as formas de conhecimento, os modelos matemáticos de que Hawking fala podem servir para as ciência físicas mas não são adequados para o pensamento metafísico. Este necessita sobretudo de modelos lógicos, causais e relacionais, simples malabarismos com números não servem de muito nem levam longe. Podem dar essa ilusão... até rebentar o balão!

    E o alfinete está aí...

    Rui leprechaun

    (...catrapum!... ensurdeci! :))

    ResponderEliminar
  43. Cristy, João Vasco,
    já somos três a suspeitar o mesmo.
    Pelo menos a arrogância e sobranceria são iguais. Será algum meme católico ?

    ResponderEliminar
  44. Leprechaun,
    tenho a certeza que grande parte dos cientistas, senão a maioria, discordará dessa afirmação de Stephen Hawking.
    Uma teoria ciêntifica é muito mais que modelos matemáticos. A matemática torna uma teoria cientifica muito mais útil e mais fácilmente falsificável mas, o cerne de uma teoria científica está nos conceitos e nas relações causais entre os conceitos, nas interpretações, na correspondência com o observado.
    Por outro lado é um erro de palmatória falar que matemática são só números. Vê aqui .

    ResponderEliminar
  45. Leprechaun,
    «Essa agora! Isso é mero conhecimento empírico ou evidência anedótica, a tal que a ciência rejeita. Para esta, o conhecimento tem de ser objectivo e NÃO apenas subjectivo.»

    É óbvio que não estou a dizer que com isso estou a argumentar que existe. Assim é que seria uma evidência anedótica. O que estou a dizer é que se estiver com Ele à minha frente, tenho oportunidade de interagir com Ele (exagerei ao dizer só "se Deus aparecer à minha frente" e deve ser por isso que Luís criticou a minha consideração), como no caso de encontrar, por exemplo, um unicórnio.

    Mas mesmo se visse um cavalo branco com um corno na cabeça ou uma entidade que parece comportar-se de modo mágico, seria tomado em consideração. Se puxar o corno do unicórnio, e ele sair como se estivesse colado, pensaria que alguém colou-o. Se pedir algo como prova à entidade e ele disser alguma desculpa, seria como o corno solto do unicórnio. E se passar os testes todos que for imaginando?

    Quando o espiritismo foi muito popular, a Comunidade Científica examinou os fenómenos e pediu a Houdini para elaborar testes para descobrir se são fraudes. Quem conseguisse provar que os espíritos existem e interagem neste mundo ganharia uma quantia choruda. Segundo as regras, teria de mostrar o fenómeno e deveria passar os testes de Houdini. Se alguém o conseguisse não seria uma prova científica? Será que imaginar alternativas que não podem ser testadas tornariam-na menos científica?

    ResponderEliminar
  46. Senhor Doutor, Senhores Comentadores

    Estão a confundir-me com alguém. Para vos estimular a imaginação e ocuparem de forma produtiva o tempo de ócio aqui ficam algumas pistas:

    Não sou Arquitecto

    Sou Anónimo

    O meu apelido é Pereira

    Assina:

    Arquitecto Anónimo Pereira

    ResponderEliminar
  47. Caro Arquitecto,

    Estive a trocar mails consigo... ... ... ... ... ... Lembra-se, que eu tinha uma abordagem que considerou invulgar sobre Matias (carácter singular).

    Fique bem.

    ResponderEliminar
  48. 2 biliões de anos de mudança evolucionária lenta e gradual. – Dawkins

    Esta é mais outra das semelhanças entre a ciência moderna e as milenares filosofias religiosas do Oriente. E, contudo, um tal conceito tem apenas século e meio no mundo científico. Logo, de onde retirou a filosofia antiga um tal saber... da exterior observação ou do íntimo viver?! :)

    Pois TUDO está na mente...

    Rui leprechaun

    (...do Universo inteligente! :))


    PS: Também já tinha visto isso da Matemática... tirei licença sabática! ;)

    ResponderEliminar
  49. é um erro de palmatória falar que matemática são só números.


    Tens toda a razão, irmão... faço já a correcção! :)

    – Susie, conheces os números? – perguntou a professora.
    – Sim – disse ela. – O meu pai ensinou-me.
    – O que vem a seguir ao três?
    – O quatro – respondeu a Susie.
    – Muito bem. E diz-me, que número vem a seguir ao seis?
    – O sete.
    – Excelente – disse a professora da Susie. – O teu pai fez um bom trabalho. Agora, a seguir a dez?
    - Valete.



    Teoria dos jogos de azar...

    Rui leprechaun

    (...mas nem Deus me vai ganhar! :))


    PS: Hummm... já nem sei de hei-de ir à Faculdade de Filosofia ou ao Teatro-Circo em Braga... quem será que melhor paga?! ;)

    ResponderEliminar
  50. Se um dia perceber que estou errado faço o que sempre fiz até agora nessas situações. Digo que me enganei e corrijo-me.


    Uáu! À la Hawking, tal e qual! Eis o que ele diz na "Breve História do Tempo":

    Que devemos fazer ao descobrir que cometemos um erro deste género? Algumas pessoas nunca admitem que se enganaram e continuam a descobrir argumentos novos e muitas vezes inconsistentes, para fazerem valer as suas opiniões (...) Outros afirmam que nunca apoiaram realmente a teoria incorrecta ou que, se o fizeram, foi apenas para mostrar que era inconsistente. A mim parece-me muito melhor e menos confuso admitir por escrito que nos enganámos. Um bom exemplo disto deixou-nos Einstein que chamou à constante cosmológica, que apresentou quando tentava elaborar um modelo estático do Universo, o maior erro da sua vida.

    Hummm... olhe que talvez não, ó senhor Estêvão! ;) Mas isso fica para outra ocasião...

    Já li o livro todo e fui agora passear de madrugada, p'ra digerir a entropia malvada... e a mor sabedoria enluarada!

    Na verdade, TUDO é inteligente... mesmo um Gnomo diferente!

    Mas agora, deixo essa nova ideia a repousar... fica mais saborosa depois de marinar!

    E enquanto o galo canta e os pardalitos piam, na aurora que bem cedo amanhecia, cá dentro há só excitação e alegria... no saber que desde sempre intuía, e que no sono sem sonhos se veste de fantasia!!!

    Sim, continuo para aqui a estudar furiosamente, cheio de genica e tão contente! Mais vale tarde que nunca, dizem, já me fartei de ser ignorante e agora todos têm cursos só eu não... que bobão! :)

    E depois, se o saber não ocupa lugar... venha lá o moço cá me visitar!

    É o Hawking, é o Dawkins, mais o Vedanta e o luso Avatar... isto sim, é que é marrar! :D

    E estou mesmo TÃO feliz...

    Rui leprechaun

    (...tudo aprendo de raiz! :))


    PS: Claro que esta gente culta... um palerma assim indulta! ;)

    ResponderEliminar

Se quiser filtrar algum ou alguns comentadores consulte este post.