domingo, outubro 07, 2007

Treta da Semana: Índigo, Cristal, Arco-Íris, Raio Azul, Super Psíquicas, etc...

Em 1982, Nancy Ann Tappe publicou Understanding Your Life Through Color, onde relatou as auras que via com os seus poderes psíquicos. Foi a primeira a «notar» que cada vez nasciam mais crianças com aura índigo. Em 1999, Lee Carroll e Jan Tober partilharam a sabedoria do mestre angélico Kyron no seu The Indigo Children: The New Kids Have Arrived. Nancy Ann Tappe estima que hoje em dia 97% das crianças com menos de 10 anos sejam crianças índigo (1).

Mas também há as crianças cristal, super-psíquicas, raio azul e arco-íris (2,3). O total já deve ultrapassar os 100%, mas não há problema. Estamos a lidar com verdades espirituais, domínio onde não conta o senso comum, nem a razão, nem sequer a álgebra.

A Isabel Leal é licenciada em gestão e dá consultas «de acompanhamento e orientação familiar [a] casos que necessitam de melhoria no rendimento escolar, resolução de terrores nocturnos, dificuldades do sono, desequilíbrios alimentares e comportamentais.». Segundo ela, as crianças Índigo

«São crianças tão terrestres como seus pais, a única diferença é sua tarefa espiritual de impulsionar mudanças na humanidade.
Os especialistas chamam estas crianças de crianças Índigo, e atribuem-lhes grande dose de intuição, inclusive telepatia, qualidades de prever o futuro, e até reconhecer a presença de seres etéreos como as fadas e os duendes que segundo alguns, nos rodeiam.»
(4)

Por outro lado, às crianças Cristal

«É habitual ouvi-los a falar com amigos imaginários com uma expressão de absoluta verdade e presença. A vibração que os caracteriza desde o seu nascimento está em harmonia com tudo o que vive e com tudo o que os rodeia, mesmo no que se refere aos reinos invisíveis à maioria dos habitantes da Terra. Podem ser pessoas, animais, ou Seres de luz e elementais.» (5)

E há que ver isto no seu contexto. As consultas da Isabel Leal são anunciadas no site do «É o Nosso Espaço» juntamente com outros serviços de grande interesse público (6). Como a limpeza espiritual da Leontina Almeida, a «Biodanza» (7) e consultas com o anjo da guarda dadas por Maria Lizete Soares.

Antecipando eventuais protestos, quero esclarecer que qualquer pessoa tem o direito de acreditar no que quiser. Tal como eu tenho o direito de chamar treta a este fungágá do disparate. São direitos consagrados no artigo 37º da nossa constituição (esta é para os advogados), que reconheço de bom grado. Mas passa-se os limites destes direitos quando se vende serviços. De consultoria com anjos da guarda, de limpeza espiritual ou, pior de tudo, de consultas a crianças, classificando-as pela aura e data de nascimento.

Mesmo que o dever de zelar pelas crianças seja principalmente dos pais, a nossa sociedade partilha a responsabilidade e sujeita a um controlo rigoroso tudo o que é dirigido às crianças. Sejam brinquedos, infantários, programas de televisão ou comida para bébé. Se até para o ursinho de peluche há normas de segurança, é razoável regular com rigor o acompanhamento psicológico de crianças e exigir dos praticantes uma formação reconhecida e adequada.

1- Wikipedia, Indigo Children
2- Who are the Psychic, Crystal, Rainbow and Indigo children?
3- Children of the Blue Ray
4- Crianças Índigo
5- Crianças Cristal
6- É o Nosso Espaço
7- Eu, 28-3-07, Biodança

25 comentários:

  1. Ludwig

    Posta a coisa simplesmente como treta, até pode parecer ridículo e motivo de risota... mas será? Ainda não há muito tempo se consideravam epilépticos como pessoas que tinham algum tipo de ligações a "outras coisas". O que até é verdade: têm ligação a uma química marada do cérebro, mas à partida é mesmo só isso.

    Pode-se argumentar mesmo que a Ciência e a Medicina terão a tentação a reduzir as características das pessoas a simples doenças, equilíbrios e desequilíbrios químicos. Ora quanto de nós é Química e quanto de nós é personalidade (já agora, o que é personalidade?) é outra luta.

    E a Medicina não é uma Ciência mas uma arte! Uma arte tem que ser praticada e tem regras gerais de boa prática, mas não absolutas. E é feita de muitos erros. As "ciências" (aka tretas) de que falas não têm. Nem ética!

    Fala com pessoas destas e dir-te-ão que o nosso sistema de saúde não prevê este tipo de terapêuticas (??), e que nos outros países mais desenvolvidos até são pagas e o diabo a quatro... digo eu que quando o SNS tiver dentistas, uma consulta de ofltalmologia no SNS demorar 1 mês a marcar (e não mais de 1 ano) e a pessoa não se tiver que desgraçar a comprar medicamentos (ou não: se não tem dinheiro a escolha torna-se mais fácil)... então conversamos!

    Dito isso, uma criança que fala com seres imaginários não pode estar bem! Pior só pode mesmo estar o adulto que a leve a uma limpeza espiritual ou dos chakras ou outro embuste qualquer! Uma criança que tem amigos imaginários para além do considerado pediatricamente normal não é uma criança com uma aura de cor nenhuma: é uma criança a precisar de um pedopsiquiatra! Não se pode psiquiatrizar demais a vida, mas também de menos é perigoso!

    Claro que uns pais em condições levam a criança ao pedopsiquiatra e à "bruxa". E, claro, todos os avanços que se fazem se devem à "bruxa" (que isto os médicos não percebem nada de nada!).

    Mas tens razão: os pedopsiquiatras deviam mandar prender gente que supostamente tem habilitações (poderes?) para interferir em situações tão delicadas com estas e que são da sua competência.

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  2. Abobrinha,

    Eu penso que já percebemos mais acerca do que faz um ser humano funcionar que aquilo que muitos seres humanos gostariam de admitir.

    Mas sabendo-se muito ou pouco, é fundamental que se use o que se sabe. O que estes fazem é inventar, e ao calhas não se acerta mesmo...

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  3. A desonestidade começa no aproveitar a existência de uma autora séria, de créditos firmados, com nome igual, que publica na área da Psicologia, o que, para os incautos - e é óbvio que o público alvo são os incautos - pode induzir credibilidade. Eu, que estava convencido que não era possível duas pessoas diferentes publicarem com o mesmo nome, ia apanhando um choque quando vi um livro sobre crianças fosforescentes assinado pela Dra. Isabel Leal...

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  4. Aquilo que esta gente aproveita é o mesmo que a religião (já descambou). Quando alguém está a morrer com um virus qualquer dão-lhe uma "porrada" de medicamentos, e põe-se a beata a rezar ao lado.
    Se a pessoa morre, foi a medicina que não conseguiu salvar, se a pessoa reage, e melhora, a beata berra MILAGRE!!! E num ataque de histeria atribui a cura à reza.
    É uma taxa de sucesso de 100%. NOT!

    Estas tretas, seguem esse mesmo caminho. A criança PODE ter um problema, ou ser apenas histeria dos pais, ou má educação da criança, mas, há uma probabilidade de a criança com o tempo melhorar, e encaixar na sociedade. O problema, normalmente é tratado com alguma terapia convencional em paralelo, a criança mal educada, acaba por ter problemas com outras crianças na escola, e acaba por aprender à custa do confronto com outras crianças, qual o seu lugar (conheço pelo menos uma dezena de casos de fedelhos que na escola acabaram por acalmar à conta do que apanhavam dos outros), e por fim o caso da histeria paterna, acaba por amainar com o tempo. Em qualquer dos casos, está lá um oportunista a gritar "milagre" em favor da sua mezinha, e a diminuir os factores externos que realmente resolveram o problema.

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  5. António

    Não é pelo descambar nem por amor a religião nenhuma, mas nesse aspecto (e formalmente) tens que admitir que a igreja católica só declara milagre quando fonte médica nenhuma consegue explicar racionalmente o que se passou! Trata-se de ser objectiva, não apaixonada, e tens que reconhecer que se antigamente não havia modo de distinguir muito entre milagre da religião e da medicina, hoje vai havendo (nuns casos acerta-se, noutros não, mas vai havendo um esforço!).

    Já vi pessoas a atribuirem resultados a terapias alternativas, ou simplesmente a darem dinheiro a bruxos, sem resultado algum (se fosse com um médico, o desgraçado já teria perdido o escalpe).

    Tentaram inclusive vender esses serviços aos meus avós há bem mais de meio século (literalmente), mas esses ainda eram mais cépticos que aqui o "presidente da junta". Ou seja, ficaram sem a "cura", mas não sem o dinheiro que tanta falta lhes fazia para criarem um rancho de filhos. Mas isso já é outra história!

    Claro que bruxos é uma coisa, mas indigos e cristais e o carago é outra... ou não, mas pelo menos é mais chique!

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  6. Ludwig

    Não é bem ao calhas! Foi tudo contado por uma entidade sobrenatural de que não se fala muito. Tu é que és cínico! ;-)

    Ainda por cima isto é gente com estudos! Pode ser em treta aplicada na óptica do utilizador, mas o que interessa é o canudo! Ou não?

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  7. Concordo em absoluto quando diz no seu post que toda a gente pode acreditar no que quiser (se bem que mesmo assim custa-me aceitar algumas crenças...). Agora vender consultas baseadas em "teorias" de crianças às cores e cristal (mas o que é que o cristal tem a ver a com estas afirmações !!!) é que não.
    Ainda por cima dizendo que ajuda a "problemas de melhoria no rendimento escolar, resolução de terrores nocturnos, dificuldades do sono, desequilíbrios alimentares e comportamentais"
    Isto são coisas para psicologos e pedopsiquiatras! E, se calhar não são as crianças a precisar de ajuda, mas os pais. Se fosse criança e me dissessem que tinha a responsabilidade de avançar a humanidade, era capaz de ficar com terrores nocturnos, perder o apetite e urinar na cama...
    E, já agora, mesmo ao recorrer a técnicos, convém perguntar como trabalham...parece que também há psicoastrologos por aí...

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  8. Abobrinha,

    Não sejas tão literal mulher... :-)
    O milagre berrado pela beata rezante, não é literal. É uma tentativa de caricaturar a forma religiosa de apoderação do trabalho alheio. E essa é bem real.
    A crendice é em tudo igual à religião, só que o objecto alvo é mais próximo.

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  9. Abobrinha,
    Quanto à alegada exigência da Igreja, recomendo que leias este artigo do Expresso. Infelizmente já não está disponível online, mas pus o link para o cache do google.

    Mas as curas milagrosas que a Igreja Católica aceita são uma boa treta para um tema daqui a algumas semanas (mas ainda tenho a terapia por cristais e o reiki primeiro ;)

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  10. Víctor,

    Já agora, talvez me possa dizer se há algum controlo legal sobre consultas de psicologia ou psicoterapia. Eu sei que se abrir um consultório médico vou ter problemas com a lei, mas se abrir um consultório de psicologia é a mesma coisa?

    Ou é demasiado fácil contornar o problema dizendo apenas que dou «aconselhamento» ou coisa do género? (mas imagino que o aconselhamento médico sem habilitações possa ser também uma actividade ilegal...)

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  11. Ludwig

    Boa questão!

    Infelizmente tiveste uma pontaria do caraças: uma pessoa próxima poderá estar a ser manipulada por uma psicóloga e não me parece que haja entidade nenhuma a quem possa fazer queixa! Parece quem nem ordem dos psicólogos há!

    Mas como ninguém me encomendou sermões, vou ficar caladinha no meu canto. Às vezes em boca fechada não entra mosca! E se fosse comigo ninguém se teria preocupado! O pior é que isto não me faz sentir melhor: a impotência é um sentimento tão poderoso como destrutivo...

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  12. Eu posso ser muito mázinha, mas eu acho que os pais que não "curtem" os seus filhos como seres humanos normalíssimos, com vantagens e defeitos, e querem que eles sejam "especiais", merecem pagar aos "especialistas" para lavarem, cortarem, fazerem mises , permanentes, madeixas ou outras coisas às respectivas auras tutti-frutti dos seus descendentes.
    Karin

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  13. Karin,

    Que os papás gastem a massa a ser enganados, eu dou de borla. O mal é que esse género de papás, depois aparecem nas escolas a pedir tratamentos especificos para o rebento, e muitas vezes conseguem. Quem sai prejudicado é o puto do lado, a quem os pais não "compraram" a aura.

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  14. Ludwig e Abobrinha,

    Para o exercicio da psicologia é necessaria a licenciatura em psicologia por instituição reconhecida e autorizada a dá-la pelo Estado português.
    Quem se faz passar por psicologo sem ser (pelo menos) licenciado está a cometer crime.
    Quanto à Ordem, é já uma luta muito muito antiga - ainda era estudante e já se tentava levar a coisa adiante. Existe uma associação pró-ordem há alguns anos, que tem conseguido levar a coisa adiante. Neste momento, ao parace, só falta a Assembleia da República se dignar aprovar a Ordem. A culpa não é dos psicólogos (como devem imaginar sabemos o que se passa por aí) é dos atrasos incriveis da AR. Ao que parece, durante muito tempo tudo o que cheirava a corporativismo tinha problemas... No caso da Psicologia e na minha opinião, é grave ainda não haver ordem, não pela defesa dos psicologos mas mais pela defesa dos utentes de serviços de psicologia.
    Um psicoterapeuta é uma coisa diferente (um médico pode ser psicoterapeuta), especializou-se num determinado modelo de psicoterapia (em portugal principalmente terapias cognitivo-comportamentais; psicodinâmicas; sistémicas/familiar e mais recentemente construtivistas). Para se designar psicoterapeuta xpto precisa de ter tido formação e aprovação pela associação cinetifica respectiva.
    Há algumas perguntas que se pode e deve fazer ao psicologo, ainda antes da consulta (ao fazer a marcação, por exemplo): Onde fez o curso (Sei que colegas me vão matar, mas eu prefiro gente licenciada na U.Porto; U.Lisboa; U. Coimbra; U.Minho; ISPA que são as escolas mais antigas - mas isto é opinião/preconceito meu...) ; em que área de pré-especialização(é diferente uma pessoa da Psicologia das Organizações ou duma área como Consulta Psicologica de Jovens e Adultos ou Clínica - as denominações variam de Faculdade para Faculdade); se fez estágio curricular supervisionado (pelo que sei algumas licenciaturas não o exigem); Se faz ou fez supervisão clinica (um psicologo sério tenta sempre ter supervisão clinica por parte de um colega mais experiente - eu por exemplo tenho com uma psicologa, que é também doutorada em psicologia clínica); quantos anos de experiência tem (se bem que os anos de experiência não queiram necessariamente dizer competencia). Talvez alguns colegas meus fiquem surpreendidos com estas perguntas, mas eu pelo menos acho que as pessoas têm o direito de as fazer. Quando mas fazem, até fico contente...
    links uteis:
    www.ordemdospsicologos.org (associação pró-ordem)
    www.psicologia.com.pt (Portal dos Psicologos com imensa informação para psicologos e não psicologos).

    Espero ter ajudado!

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  15. Ora aqui têm um faq que acho que está muito bom, e que não esconde os problemas da regulamentação da actividade de psicologo. Complementa o que disse antes.

    http://www.psicologia.com.pt/directorio/faq.php

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  16. Caro Victor Silva,

    Quando diz que:

    «[...]parece que também há psicoastrologos por aí[...]»

    Eu informo que há: ver o link que se segue

    http://en.wikipedia.org/wiki/Liz_Greene

    Embustes não faltam!

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  17. Vitor

    Obrigada pelas sugestões, mas neste caso é tarde demais e não me encomendaram sermões. Fica para quem precisar. E toda a gente a dada altura está sujeito a precisar de ajuda, sendo que a última coisa que precisa é de ser (com licença) chulado!

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  18. Víctor,

    Obrigado pelas referências. Vejo que há mais controlo do que eu julgava, felizmente. Mas mesmo assim penso que será difícil controlar quem vende o que o cliente julga ser um aconselhamento psicológico sem nunca se passar explicitamente por psicólogo.

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  19. António,
    pode ter razão, mas, como prof. do ensino secundário há muitos anos, nunca tive conhecimento de tal.
    Se, no entanto conhecer algum caso concreto de algum puto ter sido favorecido por uma treta dessas, diga-me, pos terei todo o gosto em denunciar a situação.
    Karin

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  20. Karin,

    A minha mais que tudo também é prof. :-)
    E já apanhou com essas histórias da treta, mas, fez o que eu defendo que se faça... Ignorou. Mas, se algum professor acreditar nessas tretas (há credulos em todos os lados), pode dar-lhes saida. Já basta ter de aturar aqueles que os papás arranjam o atestado a dizer que a criança é hiper-qualquer coisa e por isso tem que ser passada mesmo sem aproveitamento, e afins.

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  21. Olá
    Obrigado pelo fedback, acho que é meu dever elucidar o melhor possível as pessoas.
    O ludwig levanta uma questão muito importante, mas que é de dificil controlo, acho mesmo irresolúvel: o que é aconselhamento... Se a pessoa se disser psicologo e não for, a coisa é (relativamente) simples. Daí talvez ser bom a pessoa perguntar sempre quais as habilitações do "técnico". E exigir provas se necessário for. Aqui talvez seja melhor o "consumidor" agir. É que haverá sempre embustes. Mas tenhamos em conta que existem vários aconselhamentos...Eu não faço aconselhamento de fé, por exemplo, mas há profissionais disso...Aliás, o Ludwig postou sobre isso...até metia hospitais.

    Abobrinha,
    O que diz é complicado, não tenho dados - e não quero ter - suficientes para opinar e não quero fazer especulações.

    Posso dizer, contudo, que num país que tem 15.000 psicologos (nem sei onde fui buscar este número, pode estar errado) e mais de 20 escolas de Psicologia (o que é demais para a nossa dimensão) seria estatisticamente impossível que todos fossem competentes ou sérios. E o erro também acontece. Aliás, como em qualquer profissão...

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  22. meus caros amigos, digo-vos k sou ateu, mas crente.
    Nesta área como em todas o k ñ faltam é embustes, é um facto.
    Mas não fikem só pelo que sabem, saberão sempre muito pouco. Não façam juizos próprios do k ouvem falar.
    Provavelmente nenhum de vós terá filhos, ou se os tiver tenta educá-los segundo um estériotipo, k a sociedade, de alguma forma inpõe: ensinar-lhes aquilo k os adultos já sabem, para no futuro terem uma vida estável confortavel. É licito!
    Pensem nisto( se tiverem tempo):
    o universo é um turbilhão de mudanças, os tempos mudam, avançam, os novos seres serão os responsáveis e testemunhos. Saberão muito mais para além de nós, para eles a nossa sabedoria é mera informação para se inserirem nesta sociedade. Muitas vezes essa informação irrita-os ou simplesmente a ignoram. Fico-me por aki.

    se tiverem filhos tentem ouvi-los, amá-los, entende-los. dár-lhes o Melhor, tavez não seja esse melhor k acham.
    assim talvez venham a descobrir k geraram algo a k já chamaram de treta.

    bem hajam.
    Paulo Oliveira

    ResponderEliminar
  23. meus caros amigos, digo-vos k sou ateu, mas crente.
    Nesta área como em todas o k ñ faltam é embustes, é um facto.
    Mas não fikem só pelo que sabem, saberão sempre muito pouco. Não façam juizos próprios do k ouvem falar.
    Provavelmente nenhum de vós terá filhos, ou se os tiver tenta educá-los segundo um estériotipo, k a sociedade, de alguma forma inpõe: ensinar-lhes aquilo k os adultos já sabem, para no futuro terem uma vida estável confortavel. É licito!
    Pensem nisto( se tiverem tempo):
    o universo é um turbilhão de mudanças, os tempos mudam, avançam, os novos seres serão os responsáveis e testemunhos. Saberão muito mais para além de nós, para eles a nossa sabedoria é mera informação para se inserirem nesta sociedade. Muitas vezes essa informação irrita-os ou simplesmente a ignoram. Fico-me por aki.

    se tiverem filhos tentem ouvi-los, amá-los, entende-los. dár-lhes o Melhor, tavez não seja esse melhor k acham.
    assim talvez venham a descobrir k geraram algo a k já chamaram de treta.

    bem hajam.
    Paulo Oliveira

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  24. Me sinto entristecida em perceber que ainda existem seres humanos limitados. Que não conseguem admitir nada além do que vêem ou sentem. E tenho certeza que estes serão os que mais encontrarão incertezas em suas vidas. Porque não sabem olhar para dentro de si mesmo...

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  25. Baguais faladores, vcs têm filhos? Eu tenho, são absolutamente normais. Minha filha de quatro anos, em uma festa aqui em casa, dirigiu uma peça em três atos com os convivas, que aceitaram assumir os personagens, mais de uma persona para alguns. Velha raça, somente souberam entortar a terra um pouco antes de entortarem um continente inteiro! Por vossa razão ela ainda seria plana...

    Não vejo aura, quero bem continuar não vendo, mas vejo como diferem as crianças de hoje das de anteontem.

    Mitos tentam explicar a realidade. O fantasioso do mito não suprime a realidade acerca da qual se exprimem, ó parvos!

    E não me digam que os aedos não faturavam umas moedas contando histórias por aí... nem me digam que a catarse do teatro deixa de ser uma forma de terapia praticada por gregos sem diploma. Que é um diploma? Um desperdício de árvores. Que é um doutor? Um desperdício de palavras.

    Que é a verdade?

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