sábado, setembro 30, 2006

Jónatas Machado, Fé e Ciência

Continuando o comentário ao artigo de Jónatas Machado (JM) de 8 de Setembro no jornal «O Público», proponho que JM erra ao afirmar:

«A querela entre evolucionistas e criacionistas bíblicos não é entre fé e ciência, mas sim entre duas visões do mundo: a bíblica e a naturalista.»

Para ver porque é um erro, vamos supor que encontrávamos um texto escrito por Darwin, no qual este denunciava toda a teoria da evolução como fraude, e afirmava uma fé absoluta no criacionismo bíblico. Tal achado teria algum interesse histórico, mas nenhum efeito na biologia moderna. Ninguém tem fé em Darwin, e a teoria da evolução é suportada pela evidência e pelo seu poder explicativo, e não pelas palavras de ninguém (o lema da Real Sociedade de Londres desde 1660).

Por outro lado, suponhamos encontrar um texto escrito por Jesus, no qual este denunciava o criacionismo como falso, e afirmava que todos os seres vivos tinham surgido por processos naturais, sem intervenção divina. Qualquer criacionista que aceitasse este texto de Jesus teria que deixar de ser criacionista. Ao contrário do que JM defende, o criacionismo bíblico assenta exclusivamente na fé.

Por isso este conflito é entre fé e ciência. A ciência é naturalista apenas porque as evidências indicam um mundo natural, e o criacionismo bíblico não é mais que a fé na interpretação literal de um livro crido como a revelação dum deus criador.

1 comentário:

  1. UMA DICOTOMIA ENGANADORA
    Onde estavas tu quando eu criei a Terra? Diz-me, se tens entendimento!
    Jó, 38:4

    Os céus e a Terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

    Marcos 13: 31

    O pensamento moderno sublinha a dicotomia epistemológica entre a Bíblia – do domínio da subjectividade, da fé e da moralidade – e a ciência – com autoridade no plano da realidade objectiva. Para este entendimento, a ciência preocupa-se, acima de tudo, com os factos, ao passo que a fé releva no domínio simbólico da interpretação subjectiva desses factos. Por outras palavras, a ciência seria o domínio por excelência das afirmações de facto, ao passo que a fé seria um campo reservado à interpretação e à formulação de juízos de valor. Repare-se que esta divisão de tarefas é manifestamente assimétrica, na medida em que remete para a ciência a definição do que seja o conhecimento daquilo que objectivamente existe, deixando para a religião uma função meramente especulativa e interpretativa, subjectiva, em torno do significado das coisas.
    A ciência tem assim uma natural preponderância sobre a religião. Aquela é objectiva e sólida, ao passo que esta é subjectiva e precária. A primeira preocupa-se com a realidade e a segunda com sentimentos e crenças. No mundo real elas nunca se encontram, porque estão em esferas diferentes. De acordo com este entendimento, todos teriam racionalmente que aceitar os dados objectivos da ciência, ficando a religião reservada às mentes mais débeis e carentes ou mais dadas a emoções subjectivas . Assim, todos teriam que acreditar na evolução (facto científico objectivo obrigatório), mas os crentes sempre poderiam dizer, à margem de qualquer evidência empírica, que Deus conduziu o processo de evolução, ou até que Deus é a evolução (crença religiosa subjectiva facultativa).
    O Criacionismo Bíblico (CB) rejeita liminarmente esta divisão epistémica de tarefas entre a ciência e a fé por ser manifestamente improcedente e falaciosa, particularmente no que toca à questão das origens . Ela dá como demonstrado o que é preciso demonstrar. Com efeito, longe de se esgotar na produção de afirmações de facto, a ciência assenta largamente na interpretação e na especulação (v.g. tudo começou com um Big Bang; a vida surgiu por acaso de uma sopa pré-biótica; as aves evoluíram de dinossauros ou de pequenos répteis). Por sua vez, a religião também pretende fazer afirmações de facto (v.g. Deus é o autor da vida; Deus criou plantas, animais e o ser humano, praticamente ao mesmo tempo e segundo a sua espécie; o dilúvio do Génesis foi real e global) . Vejamos mais de perto esta questão, pensando especificamente no cristianismo e no darwinismo.
    Quanto ao primeiro, a Bíblia, desde o Génesis ao Apocalipse, afirma que é a Palavra de Deus verbalmente inspirada, tendo sido sempre considerada como tal pelos judeus (quanto ao Velho Testamento) e pelos cristãos . Jesus afirmou que as suas palavras são mais sólidas e duradouras do que os próprios céus e a Terra. A palavra do Criador é digna de toda a confiança. Porque assim é, a Bíblia nunca se coloca no domínio da pura interpretação subjectiva de factos . Bem pelo contrário, a validade das mais importantes doutrinas bíblicas apoia-se em factos objectivos (criação; queda; dilúvio global; dispersão; aliança; êxodo; nascimento, morte e ressurreição de Jesus) cuja explicação só pode ser encontrada, não na regularidade das leis naturais, mas na acção extraordinária de Deus, o qual também criou essas leis. Na Bíblia os factos são importantes porque mostram a acção providencial de Deus na história humana e as doutrinas são dignas de crédito precisamente porque se apoiam em factos objectivos e não em mitos ou “fábulas engenhosas” .
    Na Bíblia é claro que os milagres de Jesus são autênticos e testemunham da Sua qualidade de Criador. A ressurreição física de Cristo é igualmente um facto histórico concreto, sem o qual a fé não tem sentido. Tentar desmitificar ou encontrar explicações científicas para estes e outros milagres que a Bíblia relata é passar totalmente ao lado da verdade fundamental que a Bíblia visa transmitir: o Universo foi criado por um Deus pessoal que intervém activamente na história do Homem – criado à Sua imagem e semelhança – que, por causa do pecado da humanidade, encarnou na pessoa de Jesus Cristo para redimir o mundo através da Sua morte e ressurreição! Se os factos mencionados pelo relato bíblico não são verdadeiros, a história da salvação deixa de ter sentido. Isto mesmo sustentou o Apóstolo Paulo: “se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”
    Por sua vez, o darwinismo, longe de se apoiar numa análise neutra e objectiva dos factos, é fundamentalmente interpretação . Os registos históricos mais antigos que se conhecem têm cerca de quatro mil e quinhentos anos. São dessa era as civilizações mais antigas. Para além desse limite, a reconstituição historiográfica dos acontecimentos é feita com base em extrapolações, alicerçadas em pressupostos e modelos teóricos pré-concebidos, hoje predominantemente de matriz evolucionista. Sucede que nunca ninguém viu a sopa pré-biótica, nem tão pouco um dinossauro a transformar-se em ave há cerca de 100 milhões de anos atrás. Do mesmo modo, nem os fósseis nem as rochas sedimentares trazem inscrita a sua idade, sendo datados com base nas premissas (evolucionistas) adoptadas à partida. Ora, não existe uma máquina que nos permita viajar no tempo e assim confirmar de forma absolutamente correcta as conclusões que aqui e agora tiramos acerca do passado distante. Mesmo as tentativas de observar o passado a partir das investigações astronómicas supõem a aceitação de premissas sobre a velocidade da luz .
    Do mesmo modo, as “provas” da evolução deduzidas pela Teoria da Evolução (TE) da homologia genética ou estrutural e funcional que se observa entre as diferentes espécies de animais, não passam de uma interpretação, sendo certo que o CB utiliza os mesmos factos para corroborar a sua crença num Criador comum. Aliás, o próprio Ernst Mayr reconheceu expressamente, numa entrevista concedida pouco antes de falecer, o amplo lastro interpretativo e especulativo que permeia todo o seu trabalho. Muitos dos “factos” a que a darwinismo faz referência não passam de construções intelectuais feitas a partir de modelos, ou resultantes da assunção de premissas, pré-concebidos. Uma coisa é certa: os factos com que os evolucionistas e os criacionistas se defrontam são exactamente os mesmos. A interpretação desses factos é que difere, em função das premissas e dos modelos explicativos e preditivos de que ambos partem.
    Assim, a ideia de que a religião e a ciência constituem dois “magistérios não sobreponíveis” (Stephen Jay Gold) , na sua aparente plausibilidade, peca, numa avaliação condescendente, por ser demasiado ingénua e simplista. Em rigor, a mesma está longe de ser inocente. Acresce que a referida dicotomia epistémica, além de ser má para a religião, tem também efeitos nefastos para a própria ciência. Com efeito, ao remeter para a religião o exclusivo da reflexão em torno da origem sobrenatural do Universo, aquela delimitação de tarefas vincula a ciência, de forma inexorável, a premissas teóricas e metodológicas de base estritamente naturalista e materialista, as quais se têm vindo a revelar insuficientes para explicar o mundo tal como existe. Se o Universo tiver sido o resultado de um desígnio inteligente, hipótese que a ciência não pode descartar a priori, então uma metodologia estritamente naturalista, no pior sentido da palavra, estará impedida de explicar todas as suas características.
    A ciência das origens não pretende responder apenas à questão de saber “como é que o Universo surgiu por acaso?”, mas sim “como é que o Universo surgiu?”. Diante desta questão o acaso é apenas uma das respostas teorética e cientificamente possíveis. A necessidade e o design inteligente são outras. Não há qualquer razão para excluir a priori qualquer destas respostas. Se isso acontecer, a evolução aleatória será estabelecida como verdade estipulativa, por definição, tornando-se imune a qualquer crítica. A TE e o CB pretendem responder à mesma questão a partir da análise dos mesmos factos, mas com base em postulados diferentes. O que está em causa, em última análise, não é um conflito entre ciência e fé, mas sim entre duas religiões ou visões do mundo substancialmente diferentes: a visão naturalista e a visão bíblica . Como veremos, esta última fornece um quadro explicativo e preditivo muito mais consistente com os dados empíricos observáveis.
    A FÉ DO CRIACIONISMO E DO EVOLUCIONISMO
    Pela fé compreendemos que o mundo foi criado pela Palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê veio do que se não vê.

    Hebreus 11: 2

    Quem confia na sua inteligência não aceita aquilo que vem do Espírito de Deus. Para esse são coisas sem sentido.

    I Coríntios 2:14

    Na base de qualquer paradigma científico encontram-se invariavelmente algumas premissas insusceptíveis de prova, nem sempre suficientemente explicitadas e sujeitas a exame crítico. Na verdade, todo o pensamento teorético tem como ponto de partida pressupostos fundacionais indemonstráveis, designados como axiomas, modelos, paradigmas, matrizes discursivas, epistemas, mundividências, crenças, ideologias, etc. Tanto o CB como a TE assentam os seus modelos de interpretação e explicação dos factos em pressupostos fundacionais . A repetição acrítica do slogan de que “a criação é religião e a evolução é ciência”, tem impedido muitos evolucionistas de analisar objectivamente as premissas que eles mesmos aceitam pela fé . Os criacionistas conhecem bem as premissas de que partem. As mesmas assentam na crença na existência de Deus e na fidedignidade da Sua revelação, escrita por mais de 40 autores ao longo de mais de 3500 anos. Para os criacionistas, a doutrina da criação é a primeira e a fundacional doutrina bíblica, servindo de base às subsequentes doutrinas da queda, da corrupção, da aliança, da salvação e da restauração de todas as coisas. Se a doutrina da criação é verdadeira, então não se pode construir qualquer ramo do saber à margem dela. Não se pode edificar as diferentes disciplinas científicas sobre bases epistemológicas naturalistas, materialistas, uniformitaristas e acidentalistas.

    Os criacionistas reconhecem que a Bíblia não é um livro técnico-científico, como muitas vezes se ouve dizer. Isso não é um mal em si, na medida em que, de um modo geral, os livros científicos têm erros e ficam rapidamente desactualizados. Acresce que isso não quer dizer que a Bíblia seja cientificamente incorrecta. Mesmo um livro não técnico, dirigido ao público infantil, pode ser cientificamente correcto. Do mesmo modo, quando alguém vai à médica de família, não espera que esta o esmague com os dados científicos da Anatomia de Gray ou da Medicina Interna de Harrison, mas apenas que, em linguagem simples e acessível – mas rigorosa – lhe diagnostique a sua doença e prescreva a medicação em conformidade. O CB parte do princípio de que quando se lê a Bíblia obtém-se, em linguagem simples, um relato rigoroso da criação. Um Deus Criador que se apresenta como o Verbo (Palavra; Razão) é capaz de comunicar, de forma simples, clara e correcta, sobre a origem do Universo. Se Ele não é capaz, quem é?

    Para o CB – por mais que chocante que isso possa ser para a inteligência secularizada – a maior autoridade em matéria de Criação é o próprio Criador, a única testemunha ocular desse processo. As Suas palavras valem mais do que toda a especulação humana, por mais “científica” que pretenda ser. O CB admite abertamente, sem quaisquer complexos epistémicos, a aceitação destas premissas pela fé. Embora a Bíblia não seja um livro científico, ela, enquanto Palavra de Deus, contém os axiomas e os postulados a partir dos quais devem ser estruturados os teoremas, as teorias e os modelos científicos. Não sendo um livro científico, a Bíblia é essencial ao conhecimento científico. O reconhecimento de Deus é o princípio de todo o conhecimento.
    Porém, contrariamente ao que se pode pensar à primeira vista, as premissas dos evolucionistas também assentam numa base puramente fideísta, em tudo análoga, em termos estruturais-funcionais, à crença religiosa. Há muito que os criacionistas vinham apontando para esta realidade, negada durante décadas por muitos evolucionistas . No entanto, nos últimos anos tem vindo a aumentar o número de evolucionistas que vêm dar a mão à palmatória e a reconhecer a religiosidade intrínseca das suas crenças . Mais uma vez o caso de Ernst Mayr é paradigmático. Na entrevista acima mencionada ele reconhece: ‘todos os ateus que eu conheço são altamente religiosos; isso não significa apenas acreditar na Bíblia ou em Deus. A Religião é o sistema de crenças básicas da pessoa. A humanidade quer respostas para todas as perguntas irrespondíveis”. Ou seja, em última análise todos têm um sistema de crenças intrinsecamente religioso. Não é por acaso que o Supremo Tribunal norte-americano, no caso Torcaso v. Watkins [367 U.S., 488, (1961)], considerou o humanismo secular como uma religião sem Deus.
    O sistema de crenças básicas do evolucionismo naturalista assenta em determinadas proposições de fé, entre as quais podemos destacar as seguintes : 1) o princípio evolucionista é universalmente válido. Ele observa-se não apenas na biologia mas em todos os outros domínios. 2) A ciência não pode apoiar-se na existência de um Criador, devendo adoptar uma metodologia e uma epistemologia naturalista, recusando liminarmente qualquer causalidade sobrenatural. 3) A matéria é um dado adquirido, na medida em que, dada a lei da conservação da energia e da equivalência entre matéria e energia, nem o Big Bang pode ser considerado uma teoria da criação. 4) A evolução aumenta aleatoriamente a organização dos sistemas, da não vida para a vida, da vida simples para a vida complexa, sem qualquer plano nem propósito. 5) O presente é a chave do passado. A partir do que vemos hoje podemos fazer extrapolações e tirar conclusões seguras sobre o que aconteceu no passado. Nisto se consubstancia o pressuposto do uniformitarismo. 6) A Bíblia deve ser entendida em termos exclusivamente naturalistas, racionalistas e materialistas. Longe de ser Palavra de Deus inspirada e inerrante, ela foi escrita por homens e para homens, no respectivo contexto político, económico, social e cultural. Ela pode ter sido inspirada pela crença em Deus, no quadro geralmente aceite da evolução do pensamento humano, mas nunca inspirada pelo próprio Deus, cuja existência se questiona.
    É esta fé que leva a TE a excluir a priori, qualquer explicação não estritamente materialista para o Universo e a vida. Uma vez pré-programadas as diferentes disciplinas com base nela, não admira que as mesmas conduzam, invariavelmente, a resultados naturalistas e evolucionistas. Como poderia ser de outro modo? Mas, sublinhe-se, também isto é função de um compromisso de fé. O fundamentalismo evolucionista é bem patente nas palavras de Richard Dawkins , quando, depois de tecer considerações ridículas e absurdas sobre o Génesis, afirma: "se eu estou correcto, isso significa que mesmo que não exista qualquer prova factual para a teoria de Darwin, é certamente justificável aceitá-la acima de todas as outras teorias.” Ora, não existe qualquer prova factual! Embora os evolucionistas mais inflamados sejam geralmente bem sucedidos na estigmatização como pré-modernos, anti-científicos e anti-intelectuais de todos quantos não aceitem aquelas proposições de fé naturalista, a verdade é que nenhuma delas pode ser cientificamente comprovada, nem é indispensável ao conhecimento científico.

    É certo que a crença na doutrina da criação também não pode ser experimentalmente comprovada, na medida em que os eventos da criação já aconteceram e não se encontram disponíveis para repetição em laboratório. Assim, a TE e o CB encontram-se à partida em condições epistemológicas semelhantes. A grande diferença entre ambos não está, como vimos, nos factos de que evolucionistas e criacionistas têm conhecimento, ou no grau de conhecimento científico de uns e outros. O que diverge são as premissas e os modelos de que uns e outros partem para interpretar esses factos. No entanto, não existe uma completa equidistância da TE e do CB relativamente aos factos. Algumas premissas do evolucionismo não são sequer sustentáveis em face dos dados da ciência. Na verdade, o CB refuta todas as afirmações fundamentais da TE sem ter que mobilizar qualquer texto bíblico e recorrendo frequentemente aos escritos dos próprios evolucionistas.

    Os factos, em si mesmos, desmentem pura e simplesmente a TE, como tem vindo a ser reconhecido com crescente intensidade, mesmo em círculos não criacionistas. O CB permite uma melhor explicação dos factos, para além de fornecer um quadro muito mais plausível para o sentido da existência e da história humana. Todavia, em virtude de postulados naturalistas, o método científico está viciado, na medida em que, perante um exame cuidadoso dos mesmos factos, só são admitidas como científicas as “explicações” que apontem para a origem acidental de tudo o que existe. As perspectivas criacionistas são rejeitadas liminarmente como não científicas, transformando a evolução na única verdade científica possível, independentemente dos factos. A TE apresenta-se, assim, como dogma imune perante qualquer alternativa, já que qualquer alternativa é, por definição, não científica. Essa afirmação em termos dogmáticos não deixa de ser curiosa, para uma teoria que pretende ser científica. É como se um juiz só considerasse juridicamente admissíveis as provas e as inferências que apontassem para uma explicação meramente casual de um determinado evento e excluísse, como não jurídicas, todas as provas e inferências que sugerissem que o mesmo foi premeditado. Seria esse um procedimento objectivo e imparcial?

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